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Inscrições abertas para o I Encontro de Pesquisadores do Ibram/MinC

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) realiza, no Museu Histórico Nacional (RJ), entre 8 e 11 de novembro de 2011, o I Encontro de Pesquisadores do Ibram. Com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o evento tem como objetivo mapear as pesquisas em desenvolvimento ou finalizadas, assim como delinear linhas gerais de investigação museal e museológica no Ibram. As inscrições são gratuitas.

Para participar, com ou sem apresentação de trabalhos, é preciso preencher a ficha de inscrição e enviá-la conforme as orientações. Há 150 vagas disponíveis, que serão preenchidas conforme a ordem de inscrição e dando prioridade aos servidores do Ibram. Veja o cronograma:

Atividade Prazos
Inscrição para participação com trabalho Até 10/10/2011
Resultado dos trabalhos aprovados Até 17/10/2011
Inscrição para participação sem trabalho Até 25/10/2011
Envio dos trabalhos completos Até 31/10/2011
Realização do evento 08 a 11 de novembro de 2011

MinC abre consulta pública para o Plano Nacional de Cultura

A ministra Ana de Hollanda abriu na quarta-feira (21) consulta pública para o Plano Nacional de Cultura (PNC). A cerimônia aconteceu durante a 15ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e contou com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad.

O objetivo da consulta, que ficará aberta até o dia 20 de outubro, é receber contribuições da sociedade civil e de gestores públicos para a elaboração das metas, até 2020, que nortearão as políticas públicas no setor cultural. São 48 metas, construídas sobre as 275 ações do PNC.

O Plano Nacional de Cultura foi instituído pela Lei nº 12.343/2010 e apresenta um conjunto de diretrizes, estratégias e ações que devem nortear as políticas culturais dos próximos dez anos do governo federal, dos estados e municípios, articulados por meio do Sistema Nacional de Cultura.

Saiba mais sobre a abertura da consulta pública para o PNC e participe aqui.

Fonte: Ascom/Ministério da Cultura

MinC recebe inscrições para Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural

O Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura recebeu, em 2011, R$6,6 milhões em recursos, que foram divididos em dois editais. O Programa utiliza recursos do Fundo Nacional de Cultura e consiste na concessão de auxílio financeiro para o custeio de despesas relativas à participação de artistas, técnicos, agentes culturais e estudiosos em atividades culturais, promovidas por instituições brasileiras ou estrangeiras. A ação tem o objetivo de promover a difusão e o intercâmbio da cultura brasileira em todas as áreas culturais.
O primeiro edital, com investimentos de R$ 3,3 milhões, já foi publicado e contempla viagens que ocorrerão entre outubro deste ano a março de 2012.
Há algumas novidades nesse ano, entre elas o estabelecimento de quatro eixos: Artes, Diversidade Cultural, Formação e Capacitação e Economia Criativa, cada um com características específicas e cotas estabelecidas.

A Avaliação e Seleção é feita por uma comissão composta por representantes do Ministério da Cultura e suas vinculadas.
Para viagens em outubro, as inscrições de propostas vão até o dia 25 de agosto. As inscrições são realizadas exclusivamente por meio do SalicWeb, disponível no site do MinC www.cultura.gov.br. O resultado será divulgado no endereço eletrônico do Ministério.

Moradores de Resende Costa visitam Museu da Inconfidência

Moradores do município de Resende Costa (MG) visitaram o Museu da Inconfidência no dia 21 de abril, Dia de Tiradentes, para render homenagem ao inconfidente José de Resende Costa (pai), que dá nome à cidade mineira. O inconfidente foi um dos três conjurados sepultados no último dia 21 no Panteão da Inconfidência, monumento que integra o museu. O sepultamento foi acompanhado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, além de outras autoridades.

Os resende-costenses foram recepcionados no Panteão pelo diretor do Museu da Inconfidência, Rui Mourão, e pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Júnior.

“Nossa expectativa era muito grande. Cultuamos a figura do inconfidente Resende Costa; as crianças aprendem sobre ele na escola. Para nós, o 21 de abril tem uma importância particular a partir de hoje”, afirmou o professor Rosalvo Gonçalves Pinto, autor do livro Os inconfidentes José de Resende Costa (Pai e Filho) e o Arraial da Laje (1992, Senado Federal).

O conjurado Resende Costa e seu filho, de mesmo nome, viveram e desenvolveram suas atividades na localidade de Arraial da Laje que, ao ser emancipada, em 1912, homenageou-os, dando seu nome ao município.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Museu da Inconfidência 

Painéis Guerra e Paz, de Portinari, retornam ao Brasil

 

Os painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari, retornaram oficialmente na noite da última quarta-feira (21) ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 54 anos depois de terem sido apresentados pela primeira vez aos brasileiros. A obra de Portinari será exposta em itinerância nacional e internacional até 2013, quando retornará à ONU, em Nova Iorque.

Após três anos de empenho, a pedido do governo brasileiro, a ONU entregou a guarda dos painéis ao Projeto Portinari até 2013, para restaurá-los e em seguida expô-los ao grande público. A restauração e a exposição itinerante contam com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) com o valor aprovado para captação de R$ 16,8 milhões, sendo que cerca de 50% já foram captados.

No projeto, está incluído o apoio financeiro do BNDES, o patrocínio da FINEP, da Redecard e de Queiroz Galvão, apoio da ONU, do Ministério da Cultura, do Itamaraty, da Funarte, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da PUC-Rio, da Rede Globo, do jornal O Globo e da Galeria Dom Quixote.
Itinerância

Instalados no hall de entrada da Assembléia Geral da ONU, em Nova Iorque, os painéis estão em local nobre de acesso restrito. Por esse motivo, o Projeto Portinari sempre sonhou em expor Guerra e Paz ao grande público.
A exposição permanece no Theatro Municipal até o dia 30 de dezembro. De fevereiro a maio de 2011, os painéis serão restaurados no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, em ateliê aberto ao público, com realização de programa educativo voltado ao atendimento às escolas. Em seguida, uma itinerância nacional e internacional está sendo planejada até o retorno dos painéis à ONU, em 2013.

Compõem a exposição cerca de 100 estudos de Portinari para os painéis, além de módulos sobre Candido Portinari (obra, vida e época) e sobre o Projeto Portinari. (Com informações da Comunicação Social/ MinC)

 
   

Hélio Oiticica – Museu é o Mundo chega a Brasília

A exposição Hélio Oiticica – Museu é o Mundo está aberta ao público de Brasília desde a última terça-feira (21), no Museu Nacional Honestino Guimarães – Complexo Cultural da República, em Brasília (DF). Trata-se da maior mostra já realizada sobre Hélio Oiticica e a chegada à capital brasileira faz parte da itinerância que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro. Após Brasília, a exposição segue para Belém (PA).
A exposição traz raríssimos penetráveis, obras monumentais de Hélio Oiticica, que serão instalados em espaços públicos, como Invenção da Luz, feito pelo artista para Brasília, no final da década de 1970, e que será visto pela primeira vez na cidade. Vai ser instalada no Eixo Monumental, em frente à Funarte.

No Museu Nacional, o público encontra alguns de seus Metaesquemas, datados de 1958. Além disso, o público, especialmente crianças, se diverte nas diversas instalações como Rhodislândia, de 1971. A exposição também traz bólides e parangolés do artista, como o Parangolé Noblau (1979/86). Há ainda vídeos, como HO (12min), de 1979, estrelado por Oiticica e dirigido por Ivan Cardoso.

A circulação das obras custará R$ 1,5 milhão, captados a partir de uma parceria estratégica estabelecida com o Ministério da Cultura, que investiu ainda mais de R$ 800 mil nos processos de higienização e restauração das obras danificadas por incêndio no ano passado. A exposição fica em Brasília, no Museu Nacional, até 20 de fevereiro de 2011, das 9h às 18h. A entrada é franca. (Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura. Foto: Marina Ofugi/MinC)

Parceria garante restauro de carruagem

Peça de 1837 que pertenceu a d. Pedro II terá restauração patrocinada pela GE Celma
 
     
 

No dia 21 de dezembro, foi assinado no Museu Imperial o termo de parceria para o projeto de restauração da Carruagem de Gala do imperador d. Pedro II. O restauro de uma das mais importantes peças do acervo do Museu ocorrerá com patrocínio da empresa petropolitana GE Celma, a partir da Lei de Incentivo à Cultura.

“Para o Museu, é muito gratificante que o patrocínio venha de uma empresa petropolitana, que teve a sensibilidade de abraçar esse projeto e ver a importância dessa carruagem, usada por d. Pedro II pela primeira vez em sua cerimônia de sagração e coroação. O restauro vai permitir que a peça alcance novamente a magnitude que mostrou naquele dia 18 de julho de 1841”, declarou o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior.

O presidente da GE Celma, Júlio Talon, destacou o trabalho conjunto entre as instituições. “Esse projeto só é possível graças ao esforço de duas equipes dedicadas, a do Museu Imperial e a da GE Celma. É um grande prazer poder contribuir para a preservação da história de Petrópolis”, afirmou.

O termo de parceria foi assinado pelo Museu Imperial, representado por Vicente Ferreira; pela GE Celma, na figura de Júlio Talon; e pela Sociedade de Amigos do Museu Imperial (Sami), representada por Paulo Monteiro Cerqueira, membro da diretoria. Também participaram da cerimônia Maria Pia da Rocha Miranda, da diretoria da Sami, e Fernando Barbosa, coordenador técnico do Museu Imperial.

A carruagem, construída em 1837 em Londres, era utilizada pelo imperador em ocasiões solenes, como os casamentos de suas duas filhas e a abertura da Assembléia Geral, que ocorria anualmente no dia 03 de maio. Devido ao nobre metal utilizado na sua confecção, era chamada pela população do Rio de Janeiro de “Monte de Prata”, mas também era conhecida como “Carro cor de cana”, em função da sua coloração. A peça foi doada ao Museu pela família imperial na década de 1940.

A restauração terá início em março e será realizada ao longo de 2011. Todo o processo ocorrerá em uma sala de vidro no próprio Museu, permitindo que o público o acompanhe. O Museu Imperial também disponibilizará uma página em seu site (www.museuimperial.gov.br) com atualizações semanais sobre o restauro.

Direito à memória: Moradores da Brasilândia vão criar museu comunitário

Seminário pró-museu acontece neste sábado, 12 de junho, na Associação Cantareira

Brasilândia, distrito situado na zona noroeste da cidade São Paulo, com cerca de 220 mil habitantes, próximo a serra da Cantareira, é uma das 12 localidades do país que vem sendo apoiada pelo Instituto Brasileiro de Museus – Ibram/Ministério da Cultura, por meio do Programa Pontos de Mémoria, para a criação de um museu comunitário. Neste sábado, 12 de junho, será realizado um seminário ampliado para toda a comunidade. O evento reunirá lideranças comunitárias das vilas que compõem a região e representantes do Ibram/MinC, na Associação Cantareira (Rua Jorge Pires Ramalho, 71 – Vila Isabel, Brasilândia), das 9 às 15h.

O Ponto de Memória da Brasílândia participará, junto aos dos demais  Pontos de Memória do país,  do 8ª Fórum Nacional de Museus, que acontece em Brasília de 12 a 17 de julho, com uma exposição dos acervos que vêm sendo levantados pelos moradores.

Brasilândia -  A região  é resultado do desmembramento de inúmeros sítios e chácaras existentes nas primeiras décadas deste século. Em um destes sítios viveu o Sr. Brasilio Simões, cultivador de cana-de-açúcar e fabricante da Caninha do Ó, conhecida aguardente da época. Com o desenvolvimento do país e de São Paulo, a região também sofreu modificações. Os sítios foram desmembrados em pequenas vilas e grande parte foi adquirida por diversas companhias loteadoras.

Com as reformas urbanas no centro da cidade, ocorreu o êxodo dos proletários em direção à periferia. Fugindo dos altos aluguéis, esses moradores passaram a adquirir lotes residenciais na iniciante Brasilândia. Somavam-se ainda à região famílias vindas do interior, em busca de melhores condições de vida.

Atualmente é rodeada pelos bairros da Vila Penteado, Jardim Guarani, entre outros, e faz limite com a Freguesi do Ó, além de estar próxima a Serra da Cantareira. A região reúne dezenas  de  movimentos sociais e culturais.

Pontos de Memória: Pautado na gestão participativa e no protagonismo comunitário, o programa vem apoiando, além São Paulo – SP, a consolidação de museus comunitários nas cidades de Belém – PA , Belo Horizonte – MG, Brasília – DF, Curitiba – PR, Fortaleza – CE, Maceió – AL, Porto Alegre – RS, Recife – PE, Rio de Janeiro, Salvador – BA.

A iniciativa trabalha a favor do empoderamento social daqueles grupos que ainda não tiveram a oportunidade de contar suas histórias e memórias através dos museus, incentivando a apropriação desse equipamento pelas comunidades, de forma que se sintam representadas.

É resultado de parceria do Ibram com o Programa Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura, com o Programa Nacional de Segurança com Cidadania – Pronasci, do Ministério da Justiça, e com a Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI.

Mais informações com Sara Schuabb no (61) 2024 6211/ 9977 2067/ Programa Pontos de Memória/Instituto Brasileiro de Museus – Ibram.

Teia da Memória 2010: Pontos de Memória vão integrar Programa Cultura Viva

Encontro fortalece representantes dos pontos de memória das cinco regiões do país
Seguindo o Museu Cortejo, unidos e embalados por canções e marchinhas de luta e alegria, os cerca de 40 participantes da Teia da Memória – representando 16 comunidades das cinco regiões do país, finalizaram o encontro, neste domingo, dois de março, percorrendo o Dragão do Mar, em Fortaleza – CE, levantando o estandarte de um futuro promissor rumo ao desejo e direito à memória atendidos com os pontos de memória. O evento não só proporcionou o compartilhamento de ideias, anseios, desafios e definição de estratégias, como também marcou, no primeiro dia (26), a parceria que o Instituto Brasileiro de Museus – Ibram vinha articulando desde o início do projeto com a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura – SCC /MinC , para a integração dos Pontos de Memória ao Programa Cultura Viva, assegurando mecanismos de investimentos para o desenvolvimento da iniciativa e integração aos pontos de cultura. 

De acordo com a coordenadora da SCC – MinC, Jô Brandão, a proposta do Projeto Pontos de Memória, que vem apoiando comunidades que já realizam ações de memória , merece o apoio da secretaria por seguir a mesma linha de atuação dos pontos de cultura a partir da filosofia do “do-in” antropológico, introduzida pelo ex-ministro da Cultura Gilberto Gil.

“Desde a 1ª Teia da Memória, em 2009, em Salvador, percebemos essa interação com a proposta dos Pontos de Cultura. Desde então o Projeto Pontos de Memória está no nosso colo com todo cuidado, porque sabemos da importância da memória para o fortalecimento do processo de identidade das populações que não foram oficializadas pela história. Acredito que a melhor forma de apoio seja por meio de convênio, de forma que garanta o desenvolvimento dessa iniciativa”, diz.

A coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram, Marcelle Pereira, enfatizou o resultado positivo da parceria. “É uma alegria para o Ibram apoiar esta iniciativa de transformação social através da memória. A integração dos pontos de memória aos pontos de cultura é um avanço, uma conquista. Saímos daqui fortalecidos e com espírito multiplicador.”

O primeiro dia de encontro também contou com a apresentação da representante da Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI, Cláudia Castro, e com palestra de um dos sócio-fundadores do Museu da Maré, no Rio de Janeiro, Antônio Carlos Vieira, que falou sobre a experiência do museu pautada no protagonismo comunitário.

Na ocasião, Antônio Carlos Vieira, conhecido como Carlinhos da Maré, convidou os participantes a refletir sobre o poder transformador da memória. “Falar de memória é falar da vida e do tempo. Memória são experiências vividas e também pode ser a construção do que não vivemos. Como pontos de memória podemos legitimar nossa história a partir da nossa perspectiva. Com o Museu da Maré, passamos do sentimento de vergonha para o sentimento de orgulho do lugar onde vivemos.” Ele também enfatizou que não há uma receita pronta para a criação de museu. “O museu deve ser considerado um processo vivo, que muda a cada dia, de acordo com o contexto.”

No segundo dia foi apresentado o leque de propostas de oficinas a serem oferecidas pelo Ibram e, em grupo, foram elaboradas as proposições apresentadas na plenária Teia das Ações e no Fórum Nacional dos Pontos de Cultura – FNPC. As propostas passam pela integração dos Pontos de Memória ao Programa Cultura Viva, respeitando suas especificidades e necessidades, garantindo-lhes mecanismos de financiamento e desenvolvimento, à criação de um grupo temático denominado “Memória e Museus” na instância do FNPC, para propor políticas públicas para o setor.

O terceiro dia de encontro foi marcado pela palestra sobre inventário participativo do coordenador de Patrimônio Museológico do Ibram, Cícero de Almeida. Segundo ele, o inventário deve lidar com as várias forças representativas da comunidade, em harmonia, e a participação tem de pressupor a capacidade de lidar com a diferença. “A participação é o grande foco deste projeto. Durante o inventário, o grande desafio é perceber a igualdade na diferença e a diferença na igualdade. O que selecionar? Selecionar é pensar no conjunto complexo de possibilidades em conjunto com a vida.”

Para finalizar, a Roda de Memória propiciou integração entre os representantes dos pontos, que puderam contar histórias da comunidade e falar sobre suas expectativas. “As pessoas estão perdendo as memórias do bairro. Mas acredito que este momento marca o começo de uma grande história, com diversas representações da comunidade se organizando pela mesma questão. O museu vai ajudar o Sítio Cercado, que só é lembrado como lugar de violência”, disse Palmira de Oliveira, do Museu de Periferia – MUPE, do Sítio Cercado, em Curitiba.

Livaldo Degásperi apresentou a proposta do Ponto de Memória da comunidade de São Pedro, no Espírito Santo, pautada na história de luta pelo território, registrada através das Ruas da Resistência, Conquista, Luta e União.

Representando o Ponto de Memória do Horto, no Rio de Janeiro, Emília de Souza levantou o conflito que a comunidade vem enfrentando pela permanência no bairro e o papel da memória nesse combate. “Sabemos que a memória é tão importante que os inimigos querem se apropriar dela. Ela é o nosso maior instrumento. A comunidade está coesa se apropriando da idéia do Museu de Percurso Vila do Horto.”

Viviane Rodrigues, moradora do Jacintinho, em Maceió – AL, disse que a memória pode ser considerada um canal de comunicação do território. “Temos um movimento jovem e estamos trabalhando para além do resgate da memória. Para nós, a memória é passagem de conhecimentos. E é assim que falaremos do nosso território e de nossa rede”. “Saio daqui mais fortalecida, com muita vontade de trabalhar e colocar nosso museu para funcionar”, disse Deuzâni Noleto, do Ponto de Memória da Estrutural, no Distrito Federal.

Da comunidade do Coque, em Recife, Rildo Fernandes, disse que o local onde mora é um ponto turístico que precisa ser revitalizado e ter a sua história contada. “Acredito que com o Museu do Mangue do Coque esse quadro vai mudar para o homem-caranguejo. Quem não sabe nadar e dançar não pode viver no coque,” finalizou com aplauso do grupo.

Pontos de Memória – O Ibram acredita que o direito à memória precisa ser conquistado, mantido e exercido como direito de cidadania, como direito que precisa ser democratizado e comunicado entre os diferentes grupos sociais existentes no Brasil. É por esse direito e luta que está desenvolvendo o Projeto Pontos de Memória – resultado de parceria com o Programa Mais Cultura e, agora, com a Secretaria de Cidadania Cultural , do Ministério da Cultura, o Programa Nacional de Segurança com Cidadania – Pronasci, do Ministério da Justiça, e a Organização dos Estados Ibero-americanos.

O projeto vem apoiando ações de memória em comunidades de todo o Brasil. Estão em fase de consolidação 12 Pontos de Memória, situados em comunidades populares nas cidades de Belém- PA, Belo Horizonte – MG, Brasília – DF, Curitiba – PR, Fortaleza – CE, Maceió – AL, Porto Alegre – RS, Recife – PE, Rio de Janeiro, Salvador – BA, São Paulo – SP, Vitória – ES.

Também estão em desenvolvimento, com apoio do Ibram, iniciativas comunitárias a partir de realização de oficinas temáticas e consultorias técnicas e grupos envolvidos nas ações de preservação da memória local. Como exemplo de tais iniciativas, destacamos o Ecomuseu da Amazônia (Belém – PA), os Museus Sankofa da Rocinha e Vila do Horto (Rio de Janeiro – RJ) e o Museu Vivo do São Bento (Duque de Caxias – RJ).

Confira a galeria de imagens

Representantes de todo Brasil elaboraram estratégias dos museus para II CNC

O último final de semana de fevereiro foi o ponto de partida para um momento histórico no setor museológico. Representantes de todos os estados brasileiros se reuniram para debater políticas públicas culturais para o segmento de museus e memórias e encaminhar estratégias à II Conferência Nacional de Cultura.

A Pré-Conferência de Museus e Memórias foi iniciada na sexta-feira, 26 de fevereiro, na cidade do Rio de Janeiro. A mesa de abertura do evento foi formada por oito participantes que apresentaram algumas considerações iniciais e a condução da cerimônia ficou por conta do professor Mário Chagas, diretor do departamento de processos museais do Instituto Brasileiro de Museus.

O coordenador geral da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Maurício Dantas, destacou que a comunidade museológica atingiu o maior número de inscritos nas assembleias estaduais, etapa da II Conferência Nacional de Cultura. Dantas também explicou que a Pré-Conferência de Museus e Memórias tem dois objetivos principais: formulação de estratégias e diretrizes para a II CNC e também a eleição dos delegados regionais e da lista tríplice para o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC).

Segundo o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, a representação do afro-descendentes nos museus brasileiros é um importante ponto de reflexão e debate no evento. “É impossível constituir a história do Brasil sem a presença negra”, afirmou Zulu.

O assessor especial da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Pedro Pontual, lembrou que a memória pode ser considerada argumento e destacou a importância da verdade na consolidação da história do País.

Refletindo sobre os principais pontos do debate, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José do Nascimento Junior, destacou o papel que a Política Nacional dos Museus já exerce ao viabilizar o desejo de expressão e de memória. Ele lembrou que é importante construir e não demolir o que já foi feito, evitando um retrocesso no caminho. Nascimento lembrou que a Pré-Conferência proporciona a construção coletiva de uma política cultural, partindo das diferenças e chegando a algo comum para o setor.

Também compuseram a mesa a coordenadora executiva da Pré-Conferência Setorial de Museus e Memórias, Margarete Moraes, a presidente do Conselho Federal de Museologia, Maria Olímpia Dutzman, o presidente da Associação Brasileira de Museus, Antonio Carlos Vieira, o Diretor Presidente do Conselho Internacional de Museus (ICOM) no Brasil, Carlos Roberto Brandão.

Ainda na abertura do evento, delegados, observadores e convidados participaram da discussão e aprovação do Regimento Interno da Pré-Conferência Setorial de Museus e Memórias.

Elaboração de estratégias

Os eixos da II Conferência Nacional de Cultura pautaram os debates no dia 27. Participantes se dividiram em grupos de trabalho e optaram por debater um dos eixos: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e Gestão e Institucionalidade da Cultura. Após o debate, cada grupo escolheu três propostas a serem apresentadas a todos participantes.

Durante a plenária geral, as estratégias escolhidas pelos grupos foram debatidas e uma de cada eixo foi eleita para compor o conjunto de estratégias encaminhadas à II CNC.

Confira as estratégias aprovadas

Processos eleitorais

O último dia de evento foi reservado para a eleição de dez delegados, dois de cada região do País, para representar o segmento Museus e Memórias na II CNC. Foi realizada também a eleição para o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC): cada delegado da sociedade civil votou em um candidato e a lista tríplice para este conselho foi composta pelos três mais votados.

Todos delegados regionais eleitos e também os três integrantes da lista tríplice para o CNPC foram aclamados durante o encerramento da Pré-Conferência de Museus e Memórias.

Veja os delegados eleitos

Fazendo um balanço do evento, a professora aposentada da Universidade Federal da Bahia, Maria Célia Teixeira Moura, destacou que o momento proporciona a visualização das diferentes realidades do Brasil. Para ela o debate leva ao crescimento e amadurecimento das políticas culturais.

Na visão de Átila Tolentino, delegado pela Paraíba, todo processo da II Conferência Nacional de Cultura foi democrático e transparente, um exemplo disto seriam as assembleias realizadas nos estados antes da Pré-Conferência.

Para a delegada e indígena, Joana Munduruku, representante de Tocantins, a aproximação proporcionada pela Pré-Conferência fortalece o debate e também dá visibilidade para questões específicas de cada local.

A II Conferência Nacional de Cultura será realizada em Brasília, do dia 11 ao dia 14 de março de 2010.

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