Museus e suas memórias: conheça o projeto do Museu da Abolição (PE)

Museu da Abolição (PE)

Museu da Abolição (PE)

A comunidade cada dia mais próxima ao museu. Essa é uma das pautas que o Museu da Abolição (MAB/Ibram), em Recife (PE), aposta para realizar suas atividades.

Em desenvolvimento, o projeto de memória institucional do museu acontece em paralelo aos projetos de reforma, restauro e definição da nova exposição de longa duração.

“Dentro do projeto expográfico está desenhado o Memorial do MAB. A proposta é exibir informações relativas ao contexto histórico do Sobrado da Madalena: origem, história, usos ao longo do tempo e transformações sofridas por conta de reformas e restauros”, explica a diretora do museu, Maria Elisabete Arruda.

“Serão produzidos também conteúdos sobre a história do museu e do seu acervo, assim como nossas atividades pautadas na sociomuseologia”.

A memória de ações recentes também estão incluídas no projeto: novas aquisições, doações recebidas da Receita Federal, assim como o Concurso de Fotografia Mestre Luis de França e o Projeto Selos.

Museu em processo
Em 2005, os resultados do Seminário “O museu que nós queremos” foi determinante para a participação social nas atividades do MAB, tendo impactado diretamente na revisão do Plano Museológico da instituição.

“O seminário definiu a perspectiva de o museu narrar a participação do negro e da abolição na história e cultura brasileiras, reafirmando a importância do MAB se estabelecer como um centro de referência da cultura afro-brasileira”, conta a diretora.

Outro desdobramento do seminário aconteceu em 2010, com o projeto “Exposição em processo”, que teve a participação de grupos religiosos, culturais e estudantes. O público era convidado a interferir na exposição com sugestões e críticas. Saiba mais.

“Hoje o museu representa não mais a memória de um grupo de pessoas tido como ‘ilustres’, por papéis desempenhados no processo oficial da abolição do século XIX, mas também um importante espaço de inserção das comunidades afrodescendentes na construção de suas narrativas”, acredita Daiane Carvalho, Museóloga do MAB.

Visite a página web do Museu da Abolição para mais informações.

Fundo arquivístico busca reconstituir trajetória do MCBC no Rio

Museu Casa de Benjamin Constant é uma das unidades Ibram que receberá melhorias

Museu Casa de Benjamin Constant/Ibram no Rio

Com a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em 2009, os museus federais até então sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foram incorporados à estrutura da mais nova autarquia do Ministério da Cultura (MinC) – entre eles está o Museu Casa de Benjamin Constant (MCBC/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ).

A proximidade histórica entre os museus federais e o Iphan deixou ‘rastros documentais’. Com o intuito de reunir documentos dispersos, realizou-se extensa pesquisa nos acervos do órgão, que autorizou a reprodução fotográfica do material encontrado.

Historiador do MCBC, Marcos Felipe de Brum conduziu a pesquisa e a supervisão da equipe de estagiários envolvidos no projeto. “Nosso cotidiano de pesquisa baseia-se num relacionamento apaixonado com documentos. Mas trabalhar na formação e organização de coleções requer paciência”, explica.

Fundo MCBC
Atualmente com cinco fundos arquivísticos, que contemplam documentação doada pela família de Benjamin Constant, o novo projeto é a formação do Fundo MCBC, que deverá congregar documentos sobre a história do museu que permanecem nos arquivos físicos do Iphan.

Para, Elaine Carrilho, diretora do museu, o fundo deve “contribuir para a preservação da memória institucional e permitir o tratamento arquivístico adequado da documentação em dossiês temáticos a serem disponibilizados aos pesquisadores”.

Residência de Benjamin Constant (1836-1891), figura de destaque na fundação da República brasileira, o imóvel localizado em extensa área verde no bairro de Santa Teresa foi adquirido pela União logo após o falecimento do estadista.

Aberto desde 1982, ou seja, há 35 anos, e atualmente passando por obras de modernização, o museu expõe objetos, obras de arte e mobiliário que recriam o modo de vida do final do Século XIX e início do Século XX no Rio.

Planta do MCBC referente a uma das intervenções de restauro na casa (1989): material reunido em fundo arquivísitco

Planta do MCBC referente a uma das intervenções de restauro na casa (1989): material reunido em fundo arquivístico

Assista episódio da série Conhecendo Museus sobre o Museu Casa de Benjamin Constant. Acesse também a publicação digital da coleção Museus Ibram sobre o MCBC.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: MCBC/Divulgação

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Diretora dos museus Ibram em Goiás faz palestra na terça (19) em Brasília (DF)

Na terça (19), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) realiza atividade integrada à programação da 11ª Primavera dos Museus – que acontece de 18 a 24 de setembro em todo o Brasil.

Narrativas da memória: Goiás entre museus e muros simbólicos é a palestra que Stélia Braga, diretora dos três museus Ibram no estado de Goiás, realiza, das 10h às 12h, no auditório do Instituto em Brasília (Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco N – Edifício CNC III – Sobreloja). A entrada é franca e não é necessária inscrição prévia.

Museu das Bandeiras/Ibram em Goiás (GO)

Museu das Bandeiras/Ibram em Goiás (GO)

Localizado na cidade de Goiás, antigo Goiás Velho (140 km de Goiânia), o Museu das Bandeiras foi escolhido para compor a identidade visual da edição deste ano da Primavera dos Museus.

Na imagem criada, o prédio que abriga o museu desde 1949, alvo de obras de revitalização há poucos anos, se conecta a sua história por meio de uma foto tirada na década de 1930, quando o prédio era ainda cadeia pública.

Entremeios da memória
“A partir da compreensão dos processos de conformação dos museus de Goiás, em especial do Museu das Bandeiras, e das memórias das pessoas envolvidas neste contexto, vou propor uma reflexão acerca das novas apropriações sociais do patrimônio cultural”, explica Stélia Braga sobre o tema da palestra.

A proposta é “vasculhar os entremeios da memória institucional”, tendo em vista que “a memória coletiva de um museu está nas pessoas, nos seus vizinhos, nos prestadores de serviços e nos moradores da cidade”. Serão exibidos ainda depoimentos de antigos colaboradores dos museus Ibram em Goiás.

Além do Museu das Bandeiras, Stélia Braga dirige o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, na mesma cidade, e o o Museu Casa da Princesa – localizado em Pilar de Goiás.

Outras informações sobre a atividade podem ser obtidas pelo endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu das Bandeiras/Divulgação

Publicações guardam aspectos relevantes da memória institucional do MHN

O Museu Histórico Nacional (Ibram/MinC), no Rio de Janeiro (RJ), criado em 1922 no âmbito das comemorações do Centenário da Independência do Brasil, é o mais antigo museu ligado ao Ibram. Voltado para a construção de memórias nacionais e suas representações, devota especial atenção à produção e preservação de suas memórias institucionais.

Anais do MHN: publicações abordam aspectos da memória institucional

Anais do MHN: publicações abordam aspectos da memória institucional

Instituição quase centenária, o museu é consciente de seu papel na sociedade e da importância de sua trajetória. Grande parte dessa trajetória está registrada nos Anais do Museu Histórico Nacional. Desde o primeiro volume, datado de 1940 até os atuais, todos podem ser acessados na página web do museu.

Ali também estão disponíveis os relatórios de atividades e os processos de entrada de acervo correspondentes ao período de 1922 até a década de 1970, além da Hemeroteca Gustavo Barroso.

Formação e preservação
Para a equipe do museu, a análise dessa documentação disponibilizada ao grande público tem contribuído para a produção do conhecimento sobre a história do MHN e sua atuação tanto na formação de profissionais de museologia, quanto na preservação do patrimônio nacional.

Trata-se de duas ações pioneiras do museu: a criação do Curso de Museus, em 1932, e da Inspetoria de Monumentos Nacionais em 1934.

O curso de museus funcionou sob a responsabilidade e nas dependências do MHN até 1979, quando foi transferido para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Em funcionamento até hoje, é uma referência na formação de museólogos. Já a Inspetoria de Monumentos Nacionais foi um órgão efêmero e extinto em 1937, em função da criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) – órgão anterior ao Iphan. Em seu período de existência, a Inspetoria restringiu suas atividades à conservação e restauração de igrejas, pontes e chafarizes na cidade mineira de Ouro Preto – decretada Monumento Nacional em 1933.

Além disso, o MHN promove ações comemorativas que contribuem para a divulgação da memória institucional. No âmbito das atividades da Primavera dos Museus, com o tema Museus e suas memórias, e também na preparação da agenda para seu centenário em 2022, o Museu Histórico Nacional mais uma vez sublinha os trabalhos de produção e divulgação das suas memórias institucionais com projetos de eventos, livros, exposição e catálogos.

Assista episódio da série Conhecendo Museus sobre o Museu Histórico Nacional.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: MHN/Divulgação

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MART aposta na integração entre sua memória e comunidade de Cabo Frio

O Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, situado em antiga edificação religiosa que completou 331 anos no início de agosto.

O Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (RJ), situado em antiga edificação religiosa que completou 331 anos no início de agosto.

Poucos museus brasileiros encarnam tanta história, em sua estrutura física, quanto o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART), vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e situado em Cabo Frio (RJ).

Inaugurada em 1686 para sediar o Convento Nossa Senhora dos Anjos, a edificação é considerada um valioso exemplar da arquitetura franciscana e colonial brasileira. Durante dois séculos, suas paredes abrigaram frades portugueses e brasileiros, além de uma escola de noviciado.

A escassez de religiosos levou ao fim das atividades conventuais e abandono temporário do local até seu tombamento como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1957.

As ruínas do convento, então há quase um século desocupado pelos franciscanos, passaram à época por processo de reconstrução a partir de memória iconográfica, sendo reconstituídas para abrigar um museu de arte sacra. Concebido a partir de diálogo com a comunidade local, o MART abriu as portas ao público em 1982 com acervo constituído, em sua maior parte, por imagens religiosas dos séculos XVII, XVIII e XIX – várias delas entregues ao museu por moradores da região.

História oral e personagens
O diálogo com a comunidade de Cabo Frio e com profissionais que atuam no MART, além de participantes envolvidos em exposições e os membros da Ordem Franciscana Secular – que funciona até hoje no antigo convento, realizando suas atividades em comunhão com as do museu – é agora o foco de iniciativa da instituição voltada à preservação de sua própria memória.

O “Programa Conversadeira – Laboratório de História Oral” objetiva registrar as memórias dos grupos envolvidos na dinâmica institucional do MART, que realiza coleta contínua de depoimentos sobre suas atividades e metamorfoses – como a recente obra de requalificação do edifício, vivenciada nos anos de 2014 a 2015. Além disso, todas as atividades desenvolvidas pelo museu são registradas em suporte audiovisual.

O artista plástico Carlos Mendonça, falecido em 2012, que chegou a viver no antigo Convento Nossa Senhora dos Anjos nos anos 1950.

O artista plástico Carlos Mendonça, falecido em 2012, que chegou a viver no antigo Convento Nossa Senhora dos Anjos nos anos 1950.

O resgate da história oral em torno da antiga edificação religiosa – que no início de agosto completou 331 anos – revela, por exemplo, os novos tipos de ocupação e aproveitamento urbano que as ruínas e seu entorno testemunharam ao longo do século XX. Os depoimentos também mostram que o atual MART foi cenário para personagens locais.

É o caso do artista plástico Carlos Mendonça, falecido em 2012 – que, recém-chegado à cidade para trabalhar como telegrafista, chegou a viver no antigo convento nos anos 1950; e da andarilha Otília, lembrada pela memória local como alguém que percorria a cidade carregando uma cruz, dizendo ser “dona” do convento, e quando falecida foi enterrada junto aos membros da Ordem Franciscana Secular, no cemitério que integra o monumento.

Memória integrada à região
Diversas atividades realizadas pelo MART hoje buscam diálogo com a história do local. O projeto “Música no Convento” aproveita a excelente acústica da igreja conventual, antes útil às laudes e vésperas que os frades franciscanos entoavam, para divulgar a atual produção musical da região. E se os frades praticavam a contemplação da natureza, o museu incentiva a observação dos astros com o projeto “Astronomia no Museu”.

“Desenvolvemos uma forma lúdica para trabalhar a memória do espaço em integração com a região, o que vem atraindo pessoas de todas as idades, refletindo positivamente no incremento do público do museu”, explica a diretora do MART, Maria Fernanda Pinheiro de Oliveira.

Este ano, o MART lançou a publicação Cabo Frio – 400 Anos de História (1615-2015), reunindo textos de historiadores locais sobre a Baixada Litorânea Fluminense, o Convento Nossa Senhora dos Anjos e o museu. O livro está disponível para download gratuito.

A importância de preservar e revelar as memórias dos museus brasileiros é o mote da 11ª Primavera dos Museus, que traz como tema Museus e suas memórias e acontece de 18 a 24 de setembro.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: MART/Divulgação

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Sede do MRSJDR/Ibram em Minas Gerais

“Depois que eu entrei no museu, toda vez que estou em outra cidade, eu quero visitar um museu”, confessa Cleberson Cunha, vigilante no Museu Regional de São João del-Rei (MRSJDR/Ibram), em Minas Gerais (MG). “O que antes não era comum – fazer visita a um museu – hoje faço com mais naturalidade e vontade”.

O depoimento acima faz parte da iniciativa em vídeo Gente que faz o museu, que coleta impressões, histórias e vivências de novos e antigos colaboradores do MRSJDR.

A partir de perspectivas pessoais, o museu resgata importante aspecto ligado a sua memória institucional – iniciativa que se relaciona ao tema da Primavera dos Museus deste ano, Museus e suas memórias.

Instalado em casarão do século XIX, o prédio foi tombado pelo Governo Federal em 1946 e aberto à visitação, já como museu, em 1963. “Foi difícil manter o prédio de pé”, conta Rui Mourão, diretor do Museu da Inconfidência/Ibram, em Ouro Preto (MG), no documentário Símbolo de resistência – também realizado pela equipe do MRSJDR.

Casarão em São João del-Rei antes da criação do museu regional

Casarão em São João del-Rei antes da criação do museu regional

Com fotos antigas e depoimentos de pesquisadores, o vídeo conta a saga do casarão na cidade até se tornar sede do museu: das tentativas de demolição ao processo que levou ao seu reconhecimento com patrimônio histórico. Assista o documentário.

Mais informações sobre atividades do MRSJDR podem ser obtidas pelo telefone (32) 3371.7663 ou endereço eletrônico mrsjdr@museus.gov.br

Pesquisa e ações educativas
O Museu Regional Casa dos Ottoni (MRCO/Ibram), na cidade do Serro, também tem muitas histórias relacionadas à área que ocupa hoje: o prédio, do final do século XVIII, já foi casa, liceu, patronato agrícola e até maternidade antes da criação do museu em 1949.

“Trabalhamos hoje para que a instituição seja polo de discussão constante sobre o passado, presente e futuro. Nesse sentido, desenvolvemos ações para preservar a memória institucional e cumprir com a missão do museu”, aponta Carlos Xavier, diretor do MRCO.

Uma das frentes é a pesquisa e aquisição de acervo bibliográfico sobre o museu e a família Ottoni – cujos membros foram personagens da política brasileira no século XIX.

Museu Casa dos Ottoni

Museu Casa dos Ottoni no Serro (MG)

Após visitas a diversas instituições, conta o diretor, “foi possível reunir informações que, se não detalham claramente todo o passado do MRCO e do seu prédio, ajudam a elucidar pontos interessantes sobre sua história”.

Além das ações museológicas em torno da organização e preservação do acervo, o Museu Regional Casa dos Ottoni busca em suas ações educativas relacionar história e memória.

Para a 11ª Primavera dos Museus, por exemplo, o museu programou a exposição Minas em Postais, sobre cidades históricas mineiras, e a oficina Memórias do nosso lugar, que se propõe a valorizar a história da cidade a partir da história oral.

Mais informações sobre as atividades do museu pelo telefone (38) 3541.1440 ou endereço eletrônico mrco@museus.gov.br. Assista episódio sobre o MRCO na série Conhecendo Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação

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O tema Museus e suas memórias, que conduz a programação da Primavera dos Museus 2017, tem sido tratado sob diferentes perspectivas entre as instituições museológicas integradas ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Desde 1952, o Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis (SC), ocupa a casa onde nasceu o pintor de quadros históricos como A primeira missa no Brasil, Moema e Batalha dos Guararapes, tendo como premissa institucional a preservação, pesquisa e divulgação da vida e obra do artista Victor Meirelles (1832-1903).

Museu Victor Meirelles (SC)

Sede do Museu Victor Meirelles/Ibram, em Florianópolis (SC), está  sendo modernizada

Ao longo dos seus 65 anos de existência, e atualmente passando por processo de modernização em sua sede, o MVM tem também se preocupado com sua história e identidade. As atividades buscam relacionar o passado com ações contemporâneas, entendendo o museu como um espaço dinâmico e conectado a vivências e percursos sociais e históricos.

O Programa de Pesquisa é responsável por implementar, organizar e avaliar processos e linhas de pesquisa, bem como publicar resultados e novas informações a partir da investigação de assuntos relacionados ao museu, que envolve ainda artes e patrimônio.

O projeto Victor Meirelles – memória e documentação, que completa 10 anos em 2018, consiste tanto na catalogação da obra completa do artista, quanto na realização de atividades complementares, como lançamento de livro e seminário, contribuindo assim para o registro de aspectos da memória da instituição.

Vídeos e publicações digitais
Em 2015, o MVM iniciou o projeto Memória em trânsito, que se propõe a estudar e divulgar a produção de artistas catarinenses que já expuseram no museu. A partir de uma obra do acervo, resultado de doação anterior, busca-se promover um diálogo desta obra com a produção atual dos artistas.

A gravação em vídeo de depoimentos , abordando carreira, técnicas e trajetória dos artistas, feita como suporte para e exposição, torna-se posteriormente arquivo acessível para pesquisadores e interessados.

O Programa de Exposições também disponibiliza online algumas edições da revista Um ponto e outro, onde são apresentados dossiês sobre mostras no espaço do MVM.

Textos críticos e artigos, alguns em torno do museu, e a revista eletrônica Ventilando Acervos, que abre espaço para a discussão ampla do tema, também são atividades que integram ações que reforçam a memória institucional do MVM.

Saiba mais sobre o Museu Victor Meirelles e assista episódio do programa Conhecendo Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: MVM/Divulgação

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Museu das Missões/Ibram integra complexo do Sítio Arqueológico de São Miguel das MIssões (RS)

Museu das Missões/Ibram integra Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo (RS)

Instituição com papel fundamental na preservação da memória de um importante capítulo da história do Brasil, o Museu das Missões/Ibram também tem trabalhado em prol de sua memória institucional – que se conecta ao tema Museus e suas memórias abordado pela 11ª Primavera dos Museus.

Localizado na antiga região dos Sete Povos das Missões, o museu, criado em 1940, integra o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, em São Miguel das Missões (RS).

Responsável pela preservação de acervo relacionado às reduções missionais, um dos objetivos do setor de Pesquisa Histórica e Arquivo do museu tem sido também investigar, documentar, preservar e divulgar a trajetória da unidade museológica Ibram.

“Reconhecemos a sua historicidade e buscamos transformar a própria memória institucional em objeto de conhecimento crítico”, explica Diego Luiz Vivian, diretor do Museu das Missões.

Vozes da memória
Entre os anos de 2010 e 2013, por exemplo, desenvolveu-se o Projeto de História Oral do museu. A partir de orientações técnicas e procedimentos metodológicos do campo da história, o objetivo foi tornar acessível as entrevistas realizadas.

A formação e o gerenciamento do acervo museológico foram temas abordados. “A aquisição de acervo ocorreu, especialmente, através da coleta de peças realizada pelo primeiro zelador do museu”, conta Vivian.

Colocação das telhas no Museu das Missões (1939-40)/Arquivo Iphan

Colocação das telhas no Museu das Missões (1939-40)/Arquivo Iphan RJ

A construção de um “repertório biográfico” sobre o museu, entre os anos de 1937 e 1987, revelou informações sobre ‘personagens’ que fizeram parte da sua história: da família do primeiro e inesquecível zelador, que viveu em anexo ao museu por cerca de 60 anos, a técnicos, arquitetos e engenheiros envolvidos nas obras de construção – cujo projeto foi do arquiteto Lucio Costa (1902-1998).

“O museu possui uma trajetória de quase oito décadas na preservação do legado missioneiro”, aponta o diretor, acrescentando que a realização do trabalho de pesquisa também atende demandas de documentação do próprio museu.

Diego Vivian, que é historiador de formação, publicou em 2015 o artigo Estudo sobre a trajetória do Museu das Missões Ibram/MinC, em publicação do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais.

No mesmo ano, o museu foi tema de um dos volumes da Coleção Museus Ibram, que busca levar ao público o trabalho desenvolvido pelos museus federais que compõem a sua rede. A publicação está disponível para download gratuito.

Assista também episódio da série Conhecendo Museus sobre o Museu das Missões.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu das Missões/Divulgação

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O tema Museus e suas memórias guia as atividades para a 11ª Primavera dos Museus – que acontece entre 18 e 24 de setembro de 2017.

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Os museus ligados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que coordenada a temporada nacional de eventos, têm desenvolvido ações que buscam a preservação da memória institucional enquanto parte legítima de suas histórias.

A trajetória dos Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, remonta diretamente à memória de Raymundo Ottoni de Castro Maya (1884-1968).

Industrial, editor de livros, esportista, defensor do patrimônio histórico, artístico e natural cariocas e, especialmente, colecionador de arte, seu acervo deu origem às duas instituições reunidas nos Museus Castro Maya: Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa, e Museu do Açude, no Alto da Boa Vista.

Histórias entrecruzadas
Os dois espaços foram residências de Castro Maya. O estilo refinado do mecenas ficava visível quando realizava recepções para personalidades mundiais e amigos no Rio.“Este período está registrado no primeiro livro que publicamos, em 1997, sobre nosso patrono – Castro Maya, anfitrião”, explica Vera Alencar, diretora dos museus.

“A publicação foi o início de uma série editorial que não só revela os múltiplos aspectos da atuação de Castro Maya na vida da cidade, como também resgata parte da memória dos museus, através das diferentes facetas de sua personalidade”, acrescenta.

50 anos do Museu do Açude

Museu do Açude durante comemoração dos seus 50 anos de criação (2014)

Por meio da produção editorial tem sido abordados aspectos relevantes: Castro Maya, bibliófilo; Castro Maya, colecionador de Debret; Castro Maya, colecionador de Portinari e Castro Maya e a Floresta da Tijuca são publicações que conectam a história de Castro Maya com os acervos das instituições. Conheça essas e outras publicações na Livraria do Ibram.

A exposição permanente Retratos de Raymundo, que recepciona os visitantes no Museu do Açude,  faz um recorte dessas diversas facetas do colecionador carioca.

Memória audiovisual
Além dos livros, três filmes também registram aspectos da memória dos museus. O mais antigo deles, O olhar de Castro Maya (2004), foi dirigido por Sylvio Tendler a partir de filmes 16mm realizados por Castro Maya entre 1930 e 1960.

Já em 2016, o documentário Castro Maya, carioca da perfeição, também sob direção de Tendler, retomou parte das imagens de arquivo e propôs uma nova abordagem para a relação entre memórias e acervos.

Outro documentário que vale o registro é Museus Castro Maya (2008), realizado por Marco Altberg, e que faz um recorte mais ligado às instituições.

Interior do Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya no Rio

Interior do Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya no Rio

Outros dois projetos que também se relacionam à memória dos museus são o Encontro de Colecionadores e Os amigos da gravura.

O primeira convida colecionadores particulares ou instituições para exposições na Chácara do Céu, com o propósito de estabelecer um diálogo entre acervos e coleções, intercalando memórias e permitindo novas leituras.

O segundo, criado pelo próprio Castro Maya em 1948, convida artistas para participar com um trabalho inédito em gravura, com tiragem limitada, que é incorporado ao acervo do museu.

Conheça mais sobre os Museus Castro Maya e assista episódio do programa Conhecendo Museus. Saiba como participar da 11ª Primavera dos Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Museus Castro Maya/Divulgação

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Para incentivar a reflexão dos museus sobre suas trajetórias, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) escolheu para  a 11ª Primavera dos Museus o tema “Museus e suas memórias”.

Museu da República no Rio (RJ)

Museu da República no Rio (RJ)

O Museu da República (MR), no Rio de Janeiro (RJ), que integra a rede de 30 museus federais do Ibram, tem a memória institucional como uma de suas preocupações recentes.

Com o objetivo de recuperar e organizar os registros da trajetória do MR, em seus mais de 50 anos de atividades, o Programa de Memória Institucional foi criado em 2010, coordenado pelo Arquivo Histórico e Institucional do museu.

Para além do recolhimento ao arquivo de documentação existente em outros setores do museu, assim como em instituições com as quais o museu já se relacionou, em 2014 teve início a etapa de entrevistas baseada nos métodos de história oral.

A memória contada
De 1960 até hoje, foram dez diretores, em sua maioria mulheres, que marcaram presença à frente do Museu da República.

“Realizamos 12 entrevistas até agora. São cerca de 40 horas gravadas com todos os ex-diretores, a diretora atual e com servidores que, ainda na ativa, estão no Museu da República há mais de 15 anos”, explica Gleise Cruz, arquivista.

Ela conta que, desde que o projeto foi criado, é perceptível o aumento no interesse pelo material, que tem ajudado a complementar informações já conhecidas, assim como preencher lacunas relacionadas à memória institucional.

A memória das colônias de férias do MR também está sendo preservada

A memória das colônias de férias do MR também está sendo preservada

“Estamos agora transcrevendo as entrevistas para facilitar o acesso: são muitas histórias curiosas, divertidas e até emocionantes…”, aponta Gleise Cruz.

Além de recontar a trajetória do museu por meio das histórias de seus servidores, a intenção é também incorporar esse material ao acervo, na forma de documentos históricos audiovisuais, e disponibilizá-lo para consulta.

Mario Chagas, museólogo do museu, aponta a realização da exposição O museu e eu (2013) como representativa para a memória da instituição. O foco da mostra foi a memória dos visitantes no museu, considerados “patrimônio” por Chagas, a partir de fotografias e livros de assinatura. Leia texto escrito para a exposição.

O museólogo ainda cita o trabalho realizado pelo Setor Educativo em prol da memória das colônias de férias do MR, que acontecem anualmente e envolvem centenas de participantes.

Mais informações sobre o projeto de memória institucional do Museu da República podem ser obtidas pelo endereço eletrônico mr.arquivo@museus.gov.br.Visite a página web e assista episódio da série Conhecendo Museus sobre o MR.

Primavera dos Museus
Museus, instituições de memória e centros culturais interessados em participar da 11ª Primavera dos Museus devem acessar a página de Eventos Ibram, até 14 de agosto, e cadastrar online suas atividades programadas -  como exposições, palestras, seminários, shows, exibição de filmes etc. A programação é de inteira responsabilidade dos museus.

A Primavera dos Museus 2017 acontece entre os dias 18 e 24 de setembro. Outras informações podem ser obtidas pelo endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: MR/divulgação