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Mais três acervos brasileiros recebem registro no Programa Memória do Mundo

Amanhã (22) acontece a cerimônia de entrega dos certificados de inscrição de três acervos documentais brasileiros no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo da Unesco de 2017. O evento será no auditório do Arquivo Nacional (Praça da República, 173 – Centro), no Rio de Janeiro (RJ), às 18h.

Cenário da ópera Il Guarany, de Carlos Gomes, pintado por Carlo Ferrario (1870), está no acervo do Museu Imperial/Ibram em Petrópolis (RJ)

O acervo Antonio Carlos Gomes: compositor de dois mundos é custodiado por oito instituições, entre elas o Museu Histórico Nacional e o Museu Imperial – ambos integrantes da rede de museus Ibram no Rio.

Já o Arquivo Pessoal de Nise da Silveira é custodiado pela Sociedade de Amigos do Museu do Inconsciente e a Coleção Educador Paulo Freire pela sua viúva e o Instituto Paulo Freire.

Criado em 1992, o Programa Memória do Mundo da Unesco reconhece como patrimônio da humanidade documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional, inscrevendo-os nos registros e conferindo-lhes certificados que os identificam.

Tendo como objetivo estimular a preservação e a ampla difusão desse acervo, o programa facilita a preservação desses documentos e seu acesso, contribuindo, assim, para despertar a consciência coletiva para o patrimônio documental da humanidade. Conheça o programa e os acervos nacionais já reconhecidos.

Prêmio Jikji
Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para o Prêmio Jikji – que apoia projetos de preservação e acesso ao patrimônio documental. A cada dois anos, a República da Coreia oferece 30 mil dólares a países, comissões nacionais e organizações não-governamentais que mantém relações oficiais com a Unesco.

Cada projeto deve enfocar o impacto da contribuição do candidato à preservação e à oferta de acesso do patrimônio documental, por meio das atividades desenvolvidas ou gerenciadas, inovações, liderança, publicações, etc; e quaisquer dificuldades incomuns que o candidato tenha tido que superar em suas atividades para preservar e dar acesso ao patrimônio documental. Saiba mais.

Texto e imagem: Arquivo Nacional/Divulgação
Edição: Ascom/Ibram

 

Registro Memória do Mundo do Brasil 2017 recebe candidaturas

MOW Brasil 2016 - Arquivo Circo Garcia

MOW Brasil 2016 – Arquivo Circo Garcia

O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco recebe inscrições de candidaturas de acervos documentais do país à inscrição no Registro Memória do Mundo do Brasil, para o ano de 2017. As candidaturas deverão ser enviadas até o dia 31 de julho de 2017 para o e-mail candidaturamowbrasil@arquivonacional.gov.br. As informações estão disponíveis aqui.

Serão selecionados de zero (0) a dez (10) documentos ou conjuntos documentais, obras ou coleções, de natureza arquivística e/ou bibliográfica, tanto textuais (manuscritos ou impressos), quanto audiovisuais (filmes, vídeos e registros sonoros), iconográficos (fotografias, gravuras e desenhos) ou cartográficos, custodiados em território nacional e de relevância para a memória coletiva da sociedade brasileira.

O resultado do Edital será divulgado em http://mow.arquivonacional.gov.br/ em 9 de outubro de 2017. Os acervos selecionados constarão de Portaria do Ministério da Cultura publicada em DOU e seus custodiadores receberão os certificados de nomeação e a logomarca que os identifica como acervos “Memória do Mundo da UNESCO”, a nível nacional, em cerimônia no dia 7 de dezembro de 2017, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO – MoWBrasil, atendendo às Diretrizes do Programa, tem por objetivo promover a proteção especial de acervos documentais de interesse nacional, assim como estimular a sua preservação e acesso. Saiba mais aqui.

Unesco: Programa Memória do Mundo reconhece mais oito acervos brasileiros

O acervo do pesquisador e etnógrafo brasileiro Arthur Ramos (1903-1949) recebeu ontem (6), o reconhecimento do Programa Memória do Mundo da Unesco por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – ligada ao Ministério da Cultura (MinC).

Coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com MinC, o programa premiou ainda mais sete coleções documentais de diversas áreas culturais durante evento promovido em Brasília (DF).

Representante da FBN recebe reconhecimento da Unesco. Ao fundo, Marcelo Araujo, presidente do Ibram

A representante da FBN recebe reconhecimento da Unesco. Ao fundo, Marcelo Araujo, presidente do Ibram

Representante do MinC na cerimônia, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo, afirmou que a premiação é um dos mais significativos reconhecimentos para os acervos documentais e bibliográficos da memória brasileira.

“O registro dá luz à relevância desses acervos no âmbito da cultura nacional, permitindo que haja uma maior dinamização dessas coleções nas suas múltiplas vertentes institucionais, sejam eles sediados em museus, em arquivos ou em bibliotecas”, destacou.

Diversidade e vitalidade cultural
Na avaliação de Araújo, a premiação deste ano trouxe algumas surpresas, como o arquivo do Circo Garcia do Centro de Memória do Circo. “É a primeira vez que um acervo circense recebe uma homenagem como esta”, aponta. “Esse fato isolado já é, a meu ver, uma evidência da abrangência adequada do aspecto cultural que esses arquivos revelam em termos da diversidade e da vitalidade da cultura brasileira”, disse.

Os outros sete acervos premiados foram o de Jean-Pierre Chabloz, referente à Batalha da Borracha (Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará); o arquivo da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos: 1983-2016 (Arquivo Público do Estado de São Paulo); a coleção de Obras Raras da Biblioteca Mineiriana do Instituto Cultural Amilcar Martins (Instituto Almicar Martins); o Conjunto Documental Companhia Empório Industrial do Norte: 1891-1973, do Arquivo Público do Estado da Bahia (Fundação Pedro Calmon); os Dissídios Trabalhistas do Conselho Nacional do Trabalho: um retrato da sociedade brasileira da Era Vargas (Tribunal Superior do Trabalho); e o Pensar o Brasil: a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro: 1839-2011 (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro).

Anualmente, o Comitê do Programa lança um edital para candidaturas de acervos a serem reconhecidos como patrimônio para a memória brasileira por meio de sua inscrição no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo. Até o momento, foram registradas 91 coleções documentais no Brasil. Leia a matéria completa.

Texto: Ascom/MinC
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Janine Moraes/MinC

Coleção Geyer é Patrimônio da Humanidade

Aquarela e guache sobre papel: retrato da São Clemente, em Botafogo – Coleção Geyer.

Aquarela e guache sobre papel: retrato da São Clemente, em Botafogo – Coleção Geyer.

A candidatura Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX), apresentada pelo Museu Imperial/Ibram, foi aprovada durante reunião do Comitê Brasileiro do Programa Memória do Mundo da UNESCO (MoWBrasil) e será inscrita no Registro Nacional do Brasil do programa da referida organização.

“Vemos que os temas dessa verdadeira brasiliana partem do particular, o Rio de Janeiro, para o geral, o Brasil. A difusão das imagens em tempo quase simultâneo à sua produção foi ampliada pela intensa atividade editorial ligada ao tema das viagens, conferindo a essa coleção status de patrimônio documental do país” – explica diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior.

Na mesma reunião, ocorrida nos dias 22 e 23 de setembro no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, Maurício Vicente foi eleito presidente do Comitê Brasileiro do Programa Memória do Mundo da UNESCO, com mandato até outubro de 2017.

Os dez conjuntos aprovados, dentre as 30 candidaturas habilitadas para análise, serão inscritos no referido programa por meio de portaria do Ministério da Cultura a ser publicada oportunamente no Diário Oficial da União. Veja lista aqui.

A Coleção

Doada ao Museu Imperial pelo casal Maria Cecília e Paulo Geyer, em 1999, a coleção reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras. Com o falecimento dos doadores, o Museu Imperial assumiu a coleção e a edificação que a abriga, em uma área de 12 mil m², localizada no bairro do Cosme Velho, na capital fluminense. A casa, que deverá ser aberta ao público em 2016, será uma subunidade do Museu Imperial.

Museu da Inconfidência recebe diploma da Unesco por coleção documental

Na quinta-feira (11), o Museu da Inconfidência/Ibram, de Ouro Preto (MG), recebeu o diploma de nominação da Coleção Francisco Curt Lange de Documentos Musicais no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo (MOW na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco).

Angela Biason recebeu diploma de Mauricio Ferreira ontem (11) no Arquivo Nacional

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Junior, que participa do comitê brasileiro do programa, fez a entrega do título à representante do Museu da Inconfidência, a especialista em musicologia Mary Angela Biason. A cerimônia foi realizada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro (RJ).

“Aproveito a oportunidade para convidar instituições a apresentarem candidaturas na edição 2015 do Programa MOW Brasil. Os museus do Ibram, por exemplo, possuem riquíssimos acervos arquivísticos e bibliográficos passíveis de premiação,” disse Maurício Ferreira durante a entrega do diploma.

Contribuição
O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, parabenizou o Museu da Inconfidência pelo reconhecimento da Coleção Curt Lange e ressaltou sua importância para a sociedade.

“Tive o privilégio de entregar o título de Cidadão Honorário de Ouro Preto a Curt Lange, no final da vida do grande musicólogo”, relembrou. “Sua contribuição à história da música brasileira é insuperável, e o acervo por ele constituído é um patrimônio de toda a humanidade”.

A coleção reúne mais de mil obras oriundas de várias cidades mineiras e se encontra no setor de Musicologia da Casa Setecentista do Pilar, anexo do museu em Ouro Preto, sendo resultado de pesquisas do musicólogo alemão Francisco Curt Lange (1903 – 1997), realizadas nas décadas de 1940 e 50.A coleção foi doada ao museu em 1983. Saiba mais.

O Programa Memória do Mundo foi criado pela Unesco em 1992 e tem como foco reconhecer documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor regional, nacional e internacional como patrimônio da humanidade.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Agnaldo Santos/Arquivo Nacional

Florianópolis recebe oficina sobre Programa Memória do Mundo da Unesco

Com o objetivo de ampliar a difusão do Programa Memória do Mundo da Unesco – Memory of the World (MOW) -  no Brasil, o Comitê Nacional do Brasil para o programa oferecerá na terça-feira (15), em Florianópolis (SC), a quarta e última oficina destinada à apresentação da iniciativa e ao treinamento para redação de propostas.

A oficina terá lugar no Laboratório de Memória, Acervos e Patrimônio da UFSC (Lamap) e será ministrada pela Professora Letícia Neder. O objetivo é diversificar o perfil das instituições que se candidatam ao Registro, aperfeiçoar as propostas apresentadas e colaborar para que estados e regiões ainda não representados no Registro Nacional possam submeter candidaturas qualificadas.

Instituições de gestão de patrimônio documental como arquivos, centros de documentação e memória, museus, universidades, secretarias de cultura e fundações são o público-alvo da oficina, para a qual serão oferecidas 30 vagas. Interessados podem se inscrever através do endereço eletrônico lamap.ufsc@gmail.com. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (48) 3721.8212.

Texto: Divulgação

Memória do Mundo: oito coleções são inscritas no Registro Nacional

Oito coleções documentais brasileiras foram inscritas, na semana passada, no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da Unesco. O programa reconhece como patrimônio da humanidade documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional, inscrevendo-os nos registros e conferindo-lhes certificados que os identificam.

O resultado, divulgado no Diário Oficial da União do dia 23 de janeiro, tem com base decisão proferida pelo Comitê Nacional do Brasil do programa após reunião realizada nos dias 27 e 28 de novembro de 2013, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A Coleção Sanson – Fotografias estereoscópicas de vidro pelo fotógrafo amador Octávio Mendes de Oliveira Castro, do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis, foi uma das selecionadas. Saiba mais.

Além da citada, foram reconhecidas as inscrições dos seguintes acervos documentais: Campanha de Canudos, do Arquivo Histórico do Exército; Cartas Régias (1648-1821), do Arquivo Público da Bahia; Coleção Memória da Psiquiatria Brasileira (1894-1980), da Universidade Federal do Rio de Janeiro/Instituto de Psiquiatria (IPUB/UFRJ); Comissão Organizadora do Segundo Congresso Operário Brasileiro, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; Fundo Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil – 1823, da Câmara dos Deputados; Manuscritos Musicais de Ernesto Nazareth,da Fundação Biblioteca Nacional/MinC; e Processos Trabalhistas do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (1935-2000), do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região/RS.

Instalado há seis anos, o Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo nominou, entre os anos de 2007 e 2012, cinquenta e cinco acervos brasileiros, constituídos de enorme diversidade cronológica e tipologias documentais e custodiados pelas mais diferentes instituições.

Texto: Ascom/Ibram

Memória do Mundo: Museu Imperial recebe Registro Regional da Unesco

Hoje (5), o Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), recebeu, junto com outras oito instituições brasileiras, o Registro Regional do Programa Memória do Mundo – América Latina e Caribe (MOW-LAC), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O prêmio foi concedido ao conjunto documental A Guerra da Tríplice Aliança: representações iconográficas e cartográficas (na imagem acima, um mapa utilizado pelas tropas brasileiras).

O conjunto, que reúne uma vasta documentação sobre o conflito conhecido como Guerra do Paraguai, possui 402 documentos iconográficos e cartográficos do Museu Imperial, Arquivo Nacional, Biblioteca Nacional/MinC, Arquivo Histórico e Mapoteca Histórica do Itamaraty, Museu Histórico Nacional/Ibram, Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e Arquivo Histórico do Exército.

E os acervos ora reconhecidos pela Unesco foram produzidos pela Secretaria de Estado e Negócios da Guerra do Brasil, por técnicos, artistas e fotógrafos que participaram do evento.

Esforço coletivo
O Museu Imperial possui 51 documentos no conjunto – fotografias, mapas, plantas e uma gravura – pertencentes ao fundo Arquivo da Casa Imperial do Brasil, doado à instituição pelo príncipe d. Pedro Gastão de Orleans e Bragança, bisneto do imperador d. Pedro II, chefe do Estado brasileiro durante o conflito. A instituição foi a escolhida para representar, junto à Unesco, a rede de oito entidades públicas e uma privada que se submeteram à candidatura.

“A nominação da Unesco premia um esforço coletivo de nove instituições detentoras de documentação relativa à Guerra do Paraguai, que, juntas, qualificam seu trabalho de preservação, pesquisa e comunicação do patrimônio representativo da memória latino-americana”, afirma Maurício Vicente Ferreira Jr., diretor do Museu Imperial.

Fotografia do acervo retrata o Conde d'Eu e oficiais no Paraguai (1870)

Fotografia do acervo retrata o Conde d’Eu e oficiais no Paraguai (1870)

Por isso, a acesso a essa documentação é livre e há instrumentos de pesquisa disponíveis em cada uma das instituições proponentes, tais como inventários, catálogos, fichários, bases de dados e sistemas online. A maior parte do acervo proposto para o registro está digitalizada ou em fase de digitalização.

No Museu Imperial, os pesquisadores podem ter acesso aos documentos no Arquivo Histórico. As consultas devem ser agendadas com, no mínimo, dois dias de antecedência pelo e-mail mimp.arq.historico@museus.gov.br ou pelos telefones (24) 2233.0327 e 2233.0315.

Saiba mais sobre a Guerra da Tríplice Aliança e o Programa Memória do Mundo na página do Museu Imperial.

Texto e imagens: Divulgação Museu Imperial

Memória do Mundo: Museu Imperial tem conjunto documental reconhecido

O Conjunto relativo às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, do acervo do Museu Imperial/Ibram, foi aprovado no Registro Memória do Mundo da Unesco (MOW) pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura, Irina Bokova, após a recomendação do Comitê Internacional Consultivo do Programa Memória do Mundo da Unesco – reunido em Gwangiu, República da Coreia, entre os dias 18 e 21 de junho.

A documentação faz parte da série Viagens do Imperador e integra o fundo Arquivo da Casa Imperial do Brasil

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, comemorou: “a partir da decisão de buscar o reconhecimento internacional do nosso patrimônio, obtivemos também os títulos do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade e do Frevo como Patrimônio Imaterial. Estamos no caminho certo. Precisamos continuar trabalhando pela valorização da cultura brasileira”, expressou.

Documentação
O conjunto documental é formado por 44 diários de d. Pedro II e 10 diários da imperatriz d. Teresa Cristina, além de diários de viagem de Luísa Margarida de Barros Portugal, a condessa de Barral, e de Luís Pedreira do Couto Ferraz, o barão do Bom Retiro, que integravam habitualmente a comitiva do imperador.

É composto ainda por correspondências, itinerários de viagem, livros de visitas e registros de contatos do imperador, relatórios de despesas da Mordomia da Casa Imperial do Brasil, jornais e outros periódicos, panfletos, programas, saudações e homenagens, convites, desenhos e fotografias, totalizando 2.210 documentos.

Conjunto é composto por mais de dois mil documentos

A documentação faz parte da série Viagens do Imperador – 1840-1913, que integra o fundo Arquivo da Casa Imperial do Brasil, doado ao Museu Imperial em 1948 pelo príncipe d. Pedro Gastão de Orelans e Bragança, bisneto de d. Pedro II.

Os registros são fontes primárias produzidas e recebidas por d. Pedro II em um momento de profundas transformações históricas que tratam dos referenciais culturais da modernidade a partir da perspectiva de um observador privilegiado – o imperador do Brasil – e de seus interlocutores: Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Alfred Nobel, Louis Pasteur, Henry Longfellow, Richard Wagner, Louis Agassiz, etc.

Com a premiação, o Museu Imperial passa a ser a primeira dentre as unidades museológicas do Instituto Brasileiro de Museus, do Ministério da Cultura, a receber a importante chancela da Unesco.

Memória do Mundo
O Programa Memória do Mundo foi criado em 1992 com o objetivo de identificar documentos ou conjuntos documentais que apresentem valor de patrimônio da humanidade. Esta nominação, focada na salvaguarda e difusão de registros textuais, iconográficos, cartográficos e audiovisuais, visa chamar a atenção para a importância da preservação, divulgação e acessibilidade dos acervos documentais e equivale à conferida pela Unesco aos bens culturais arquitetônicos, paisagísticos e artísticos.

Texto e fotos: Divulgação Museu Imperial

Memória do Mundo: acervo do Museu Imperial integra exposição no Rio

O acervo do Museu Imperial/Ibram, relativo às viagens do imperador d. Pedro II, integra a exposição Arquivos do Brasil: Memória do Mundo, que será inaugurada no dia 26 de fevereiro, às 18h, no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro (RJ).

A mostra apresenta documentos agraciados pelo Programa Memória do Mundo da Unesco, comemorando 20 anos do programa e cinco anos de instalação do Comitê Nacional do Brasil.

A exposição, de natureza educativa e caráter itinerante, estará na sede do Arquivo Nacional até 31 de maio de 2013. São cerca de 400 imagens que integram acervos nominados pelo programa em níveis nacional (Brasil), regional (América Latina e Caribe) e internacional.

Os objetivos da exposição são tornar conhecido o Programa Memória do Mundo da Unesco, difundir os acervos brasileiros nominados, promover a consciência sobre a importância da preservação do patrimônio documental da humanidade e incentivar a candidatura de novos acervos em diferentes regiões geográficas brasileiras.

Entre os anos de 2007 e 2011, foram nominados 55 acervos brasileiros de grande diversidade cronológica e de tipologias documentais, custodiados por diferentes instituições. Em 2010, a nominação foi concedida ao “Conjunto documental relativo às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo”, preservado no Arquivo Histórico do Museu Imperial. Saiba mais.

Texto: Divulgação Museu Imperial

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