Museu Solar Monjardim inclui novidades históricas em sua exposição permanente

Réplica da Lei Áurea pode ser vista no museu capixaba

Cartas de alforria  e recibos referentes ao aluguel de escravos são documentos que agora fazem parte da exposição do Museu Solar Monjardim, situado em Vitória (ES). Lá também pode ser vista uma reprodução da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, que extinguiu oficialmente a escravidão no Brasil em 1888.

As peças que já pertenciam ao acervo – que tratam sobre como se dava a escravidão na Fazenda Jucutuquara, propriedade que deu origem ao Solar Monjardim – foram incluídas na exposição atual por ser essa uma das questões que mais intrigam os visitantes do museu.

A instituição encontra-se em um processo de ‘oxigenação’ da sua atual exposição de longa duração, buscando incluir objetos e informações que até então não estavam disponíveis ao grande público.

Acervo diverso
O Museu Capixaba foi criado em junho de 1939, no Quartel da Polícia Militar, com acervo multidisciplinar e eclético. Em 1952, foi transferido para a residência dos herdeiros do Barão de Monjardim e, em 1966, recebeu acervo do Museu de Arte Religiosa. Na década de 1980, a instituição foi requalificada e renomeada pela então Fundação Pró-Memória e passou a se chamar Museu Solar Monjardim.

No total, o acervo do Museu Solar Monjardim é composto por 2.718 itens das mais variadas tipologias (mobiliário, armaria, fotografia, numismática, utensílios domésticos, arte sacra, dentre outras).

A mostra permanente pode ser vista de terça-feira a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, ou aos sábados, domingos e feriados das 13h às 17h, sempre com entrada gratuita. O agendamento prévio se faz necessário apenas para grupos com mais de 10 visitantes e pode ser feito pelo telefone (27) 3223-6609. O Museu Solar Monjardim fica na Avenida Paulino Müller, s/nº, bairro Jucutuquara, em Vitória.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação Museu Solar Monjardim

Nova exposição de longa duração no Museu Victor Meirelles (SC)

A nova exposição de longa duração do Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis (SC), chama-se Entrelaços e mostra as relações do pintor catarinense Victor Meirelles (1832-1903) com o seu tempo.

Trata-se de um novo olhar sobre a vida e a obra do artista ao mesmo tempo em que apresenta diálogos com obras de artistas modernos e contemporâneos. A proposta da nova exposição é estimular o encontro de novos sentidos, correspondências e singularidades.

A exposição está dividida em quatro módulos principais. Inicia com Introdução, onde o artista é apresentado, e segue com os módulos Retratos, Paisagens e, por fim, Vestígios do Tempo.

Meirelles e Senise
Os retratos da arte brasileira do século XIX, em grande maioria, representavam a corte imperial e os nobres, que solicitavam por encomendas que os artistas pintassem seus retratos pessoais ou de família.

Com o advento da fotografia, a reprodução fiel da figura e do mundo na pintura foram alteradas. No Brasil, a arte, no reinado de Dom Pedro II, refletia ainda a influência da escola europeia. Desse período destaca-se a obra de Victor Meirelles, fiel aos princípios da Academia Imperial de Belas Artes. Neste módulo estão expostos alguns exemplos de retratos e paisagens – trabalhos que estão presentes em toda a obra do artista.

No módulo Vestígios do Tempo, que fecha a exposição, o observador está à frente da obra de Daniel Senise. Em um mergulho capaz de percorrer vários níveis de tempo e realidade, o artista explora o passado e cria planos sobre planos, desenvolvendo uma técnica de pigmentação dos tecidos usados na colagem, expondo-os ao contato com velhos pavimentos de madeira.

O estranhamento sugerido amplia-se pelo local em que a obra está exposta: a alcova da casa natal de Victor Meirelles. Cada uma das camadas possíveis suporta vestígios do tempo, remetendo também ao estranhamento de estarmos ‘colados’ em um sobrado do século XVIII. Saiba mais sobre o Museu Victor Meirelles.

Texto e foto: Divulgação MVM
Edição: Ascom/Ibram

Museu Victor Meirelles abre nova exposição de longa duração em SC

A nova exposição de longa duração do Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis (SC), chama-se Entrelaços e abre nesta quarta-feira (29), às 17 h, mostrando as relações do pintor catarinense Victor Meirelles (1832-1903) com o seu tempo.

Cabeça de velho: óleo sobre tela de Victor Meirelles está na nova exposição

Trata-se de um novo olhar sobre a vida e a obra do artista ao mesmo tempo em que apresenta diálogos com obras de artistas modernos e contemporâneos. A proposta da nova exposição é estimular o encontro de novos sentidos, correspondências e singularidades.

A exposição está dividida em quatro módulos principais. Inicia com Introdução, onde o artista é apresentado, e segue com os módulos Retratos, Paisagens e, por fim, Vestígios do Tempo.

Meirelles e Senise
Os retratos da arte brasileira do século XIX, em grande maioria, representavam a corte imperial e os nobres, que solicitavam por encomendas que os artistas pintassem seus retratos pessoais ou de família.

Com o advento da fotografia, a reprodução fiel da figura e do mundo na pintura foram alteradas. No Brasil, a arte, no reinado de Dom Pedro II, refletia ainda a influência da escola europeia. Desse período destaca-se a obra de Victor Meirelles, fiel aos princípios da Academia Imperial de Belas Artes. Neste módulo estão expostos alguns exemplos de retratos e paisagens – trabalhos que estão presentes em toda a obra do artista.

No módulo Vestígios do Tempo, que fecha a exposição, o observador está à frente da obra de Daniel Senise. Em um mergulho capaz de percorrer vários níveis de tempo e realidade, o artista explora o passado e cria planos sobre planos, desenvolvendo uma técnica de pigmentação dos tecidos usados na colagem, expondo-os ao contato com velhos pavimentos de madeira.

O estranhamento sugerido amplia-se pelo local em que a obra está exposta: a alcova da casa natal de Victor Meirelles. Cada uma das camadas possíveis suporta vestígios do tempo, remetendo também ao estranhamento de estarmos ‘colados’ em um sobrado do século 18. Saiba mais sobre o Museu Victor Meirelles.

Texto e foto: Divulgação MVM
Edição: Ascom/Ibram

Museu do Açude (RJ) inaugura exposição “Castro Maya e a Natureza do Rio”

O Museu do Açude, que integra a estrutura do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), inaugurou neste domingo (23) a exposição de longa duração  Castro Maya e a Natureza do Rio: paisagem e patrimônio.

A mostra registra o envolvimento de Castro Maya com a natureza em duas dimensões: a de colecionador de imagens sobre a paisagem natural do Rio de Janeiro e a de gestor da Floresta da Tijuca (de 1943 a 1946), com sua atuação em favor da preservação do patrimônio natural da cidade. Paisagem e patrimônio formam, portanto, o fio condutor da seqüência de imagens expostas em duas salas da Galeria Rugendas, localizada no Museu.

São 81 imagens, reproduzidas a partir do acervo dos Museus Castro Maya, que revelam a primorosa iconografia de obras dos artistas viajantes europeus do séc. XIX, e uma série de fotografias em preto e branco, que serviram de registro para o seu trabalho de recuperação das áreas degradadas da Floresta da Tijuca, devolvendo à cidade um legado paisagístico e ambiental revitalizado.

“A ideia foi valorizar Castro Maya, sua obra de colecionador e sua paixão pelo Rio de Janeiro”, explicou o curador da exposição, Paulo Sá (foto ao lado). “São imagens do relevo, da beleza natural da cidade, da floresta que Castro Maya tanto gostava”, completou ele.

Presente ao evento, o presidente do Ibram, José do Nascimento Junior, lembrou que a inauguração coincide com o início da 6ª Primavera dos Museus: “É importante lançar a Primavera no Museu do Açude com a reabertura do último pavilhão fechado por causa das chuvas de 2010 e com uma mostra tão significativa da vida de Castro Maya”.

A 6ª Primavera dos Museus (veja a programação completa) segue até o dia 30 de setembro com a participação de 803 instituições que realizarão 2.045 atividades em 364 municípios de todos os estados do país.

Serviço:

O quê: ExposiçãoCastro Maya e a Natureza do Rio: paisagem e patrimônio
Quando: Diariamente, exceto às terças-feiras, das 11h às 17h.
Onde: Museu do Açude (Estrada do Açude, 764 – Alto da Boa Vista)
Mais informações:
Ingresso: R$ 2,00. Entrada franca às quintas-feiras. Gratuidade para menores de 12 anos, maiores de 65 anos, grupos escolares, professores e guias turísticos em serviço, membros da Associação dos Amigos do Museu e do ICOM. Tel: 21 3433.4990 ou 21 3433.4984 (para agendamento de visitas orientadas).

Texto: Museu do Açude e Ascom Ibram
Fotos: Rita de Cássia Barga (Núcleo Educativo/Museu do Açude)