Rio 450: MHN recebe exposição sobre calçadas de pedras portuguesas

Vista aérea de trecho do Calçadão de Copacabana

Vista aérea de trecho atual do Calçadão de Copacabana

A partir de 12 de junho, chega ao Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), a versão ampliada da exposição Tatuagens urbanas e o imaginário carioca, que passou anteriormente por Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), em 2011, e obteve sucesso junto ao público.

Como parte das celebrações dos 450 anos da cidade do Rio, a prefeitura do Rio e o Comitê Rio450, apresentam, até 1º de agosto, a arte portuguesa de se fazer calçadas desenhadas, popularmente conhecida como “calçadas de pedras portuguesas”: pavimentação que se utiliza de mosaicos de calcário em sua estrutura e cujos desenhos ganharam as ruas de cidades europeias e brasileiras.

A capital fluminense possui 1,218 milhões de metros quadrados de calçamento em pedras portuguesas, sendo os mais emblemáticos o canteiro central da orla de Copacabana, projetado pelo paisagista e arquiteto Burle Marx (1909-1994), e o Calçadão de Copacabana – cuja imagem é reconhecida em todo mundo.

Parcerias e obras originais
“Através de acervos de Instituições de Portugal e do Brasil apresentamos telas, desenhos, fotos e moldes que formam um conjunto expositivo da maior relevância para se conhecer o tema proposto: as calçadas portuguesas”, explica a pesquisadora e produtora cultural Renata Lima, coordenadora do projeto e autora do livro Tapetes de pedra, que inspira a exposição.

“A parceria com a Câmara de Lisboa nos possibilitou empréstimos de obras originais, verdadeiros tesouros do patrimônio urbano”, comenta. Além de fotografias de várias épocas impressas no livro, novas fotos aéreas das calçadas da cidade, feitas por Bruno Veiga, também estarão expostas no MHN, bem como documentos e estrutura multimídia.

A orla de Copacabana ainda no começo do século XX

A orla de Copacabana ainda no começo do século XX

A exposição está dividida em três módulos: um recorte Histórico, com acervos de instituições como o Museu da Cidade de Lisboa, Museu da Cidade e Museus Castro Maya/Ibram, além de registros relacionados aos calçadões de Copacabana e Ipanema, que tem curadoria de Solange Godoy.

Já o módulo Calceteiro conta com acervo do Museu dos Moldes de Lisboa, além de fotografias e filmes de várias épocas.

E o terceiro módulo, Imaginário Carioca, reúne objetos inspirados nas calçadas do Rio de janeiro e revela como o carioca se apropriou dessa marca registrada da cidade no design de jóias, mobiliário, obras de arte, moda etc.

As peças foram reunidas por Didi Resende, responsável pela curadoria do módulo, ao lado da jornalista Lenora de Vasconcellos. A cenografia da exposição leva a assinatura de Daniela Thomas e Felipe Tassara.

Como construir calçadas
Em paralelo à exposição, o projeto vai discutir a importância da conservação e adaptação das calçadas aos novos padrões de mobilidade e acessibilidade urbanas, além de formar novos calceteiros, através de seminários e oficinas especializadas.

A partir do dia 15 de junho, o Curso de Qualificação de Mestres Calceteiros incluirá aulas com mestres que trabalham na Prefeitura de Lisboa, que ensinarão a técnica do calçamento em pedras portuguesas.

As formas geométricas destacam-se nas calçadas cariocas

As formas geométricas destacam-se nas calçadas cariocas

O objetivo da Prefeitura com esse curso de especialização é reciclar o grupo de calceteiros e garantir a qualidade do assentamento de pisos em pedra portuguesa na cidade.

Ao final do curso, os calceteiros formados serão responsáveis pela construção de novas calçadas, a partir de desenhos selecionados através de um concurso realizado na Escola de Artes do Parque Lage.

Já o Seminário Calçadas Públicas acontece no dia 23 de junho, no Auditório do Museu Histórico Nacional, em três mesas de debate das quais participam, entre outros convidados, Pedro Home de Gouveia, coordenador da Equipe do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa; Washington Fajardo, Presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), e Marcus Belchior, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos. O seminário é gratuito é aberto ao público.

O Museu Histórico Nacional está localizado na Praça Marechal Âncora (próximo à Praça XV), no centro do Rio. Está aberto ao público de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

O ingresso custa R$ 8, sendo a entrada gratuita aos domingos. Saiba quem está isento de pagamento, ou paga meia entrada, na seção Informações Serviços no sítio web do museu.

Texto: Divulgação MHN
Edição: Ascom/Ibram
Fotos: Bruno Veiga (1 e 3)/Augusto Malta (2)

Ibermuseus: Brasil aprova linha de ação voltada à sustentabilidade de museus

A delegação que representou o Brasil no VIII Encontro Ibero-Americano de Museus, realizado em Lisboa (Portugal) entre os dias 13 e 15 de outubro, regressou ao país com motivos para comemorar.

Proposta do Brasil foi aprovada em reunião em Lisboa

Além de três instituições culturais brasileiras terem sido premiadas na quinta edição do Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus, o Brasil teve aprovada em reunião do Comitê Intergovernalmental do programa, ocorrida após o encontro, a proposta de uma nova linha de ação, no âmbito do Programa Ibermuseus, voltada à sustentabilidade das instituições museológicas dos países que integram o grupo.

Concebida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a nova linha objetiva municiar os museus com um elenco de informações e instrumentos que garantam o desenvolvimento sustentável de suas atividades e lhes permitam responder aos desafios que a contemporaneidade coloca à sua manutenção, a exemplo das crises econômicas.

Respostas criativas
“Queremos formar uma cultura da sustentabilidade através de programas e práticas que levem os museus a uma promoção de respostas adequadas e criativas que garantam sua continuidade”, explica o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo – que também ocupa, na atual gestão, a presidência do Programa Ibermuseus.

A nova linha de ação vai contar com orçamento de US$ 60 mil para sua implantação, que foram assegurados no âmbito da aprovação do Plano Estratégico do Programa Ibermuseus para o ano de 2015, realizada durante o encontro. Coordenados pelo Ibram, os trabalhos nesta nova linha serão determinados por uma mesa técnica, que terá sua primeira reunião no primeiro semestre do ano que vem.

Formado por 22 países da América Latina e Península Ibérica, o Programa Ibermuseus já conta com seis linhas de ação: Ação Educativa; Programa de Apoio ao Patrimônio Museológico em Situação de Risco; Programa de Apoio a Projetos de Curadoria; Observatório Ibero-Americano de Museus; Programa de Formação e Capacitação; e Projetos Multilaterais. Saiba mais.

Fonte e foto: Divulgação Ibermuseus
Texto: Ascom/Ibram

Encontro Ibero-Americano de Museus 2014 começa em Lisboa no dia 13

Representantes de 20 dos 22 países que integram o Programa Ibermuseus estarão reunidos em Lisboa (Portugal), entre os dias 13 e 15 deste mês, durante a oitava edição do Encontro Ibero-Americano de Museus. A atividade reúne especialistas da área da museologia e responsáveis nacionais pelas políticas públicas da cultura para dialogar sobre o estado do setor.

Com o tema Caminhos de futuro para os museus: tendências e desafios na diversidade, os profissionais buscam, dentre outros aspectos, aprofundar o conhecimento das realidades museológicas dos países ibero-americanos, funcionando ainda como plataforma de conexão entre Ibero-América, Europa e o espaço da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), aproveitando que Portugal é o país anfitrião.

Encontro acontece no Museu Nacional de Etnologia em Lisboa

Encontro acontece no Museu Nacional de Etnologia em Lisboa

O Brasil, que está na presidência do Programa Ibermuseus até 2015, será representado por Angelo Osvaldo, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Eneida Braga, diretora de Fomento, Financiamento e Economia de Museus do Ibram.

Após a abertura, na manhã do dia 13, acontece uma conferência inaugural e a seguir serão apresentadas as linhas de ação do Programa Ibermuseus. O encontro está estruturado em quatro painéis e ao final  será apresentada a Declaração de Lisboa. Confira a programação completa.

Comitê também se reúne
Já nos dias 16 e 17, será a vez da reunião do Comitê Intergovernamental do Programa Ibermuseus, formado por 11 dos 22 países da Ibero-América..

Nos dois dias serão apresentados o informe de execução 2014 e o Plano Operativo Anual 2015, além do andamento atual das ações da Unidade Técnica Programa Ibermuseus – encarregada de executar as linhas de ação determinadas pelo Comitê Intergovernamental.

Vinculado a Secretaria Geral Ibero-americana, o Programa Ibermuseus conta com o apoio técnico da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI)  e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com financiamento da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). Saiba mais.

Texto: Divulgação Ibermuseus
Foto: Museu Nacional de Etnologia/divulgação
Edição: Ascom/Ibram