Comissão sobre a obra de Aleijadinho teve primeiro encontro em MG

Criada no dia 18 de agosto, com a publicação da Portaria Institucional Nº 1, de 14 de agosto de 2014, a Comissão Especial de Assessoramento sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, foi instalada oficialmente na última quinta-feira (28), durante encontro em Belo Horizonte (MG).

Selo_Aleijadinho

Selo lançado pelos Correios em 1964 homenageia o mestre barroco

Participaram do encontro o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e especialistas designados para compor a comissão.

Durante a primeira reunião de trabalho, foram traçadas as linhas gerais de atuação da comissão, que terá como atribuição subsidiar as instituições federais sobre medidas a ser adotadas para consolidar e promover o conhecimento e a proteção da obra de Aleijadinho – considerado o maior expoente da arte colonial no Brasil.

Os resultados esperados do trabalho da comissão incluem a atualização e consolidação da biografia e das fontes documentais existentes sobre Aleijadinho; a proposição de metodologia para a produção de catálogo geral da obra arquitetônica, monumental e escultórica do artista; e orientações sobre o alcance jurídico dos estudos e das medidas sugeridas.

Levantamento
Na primeira etapa, o trabalho da comissão será concentrado em promover o levantamento de todas as informações e documentos disponíveis sobre a obra de Aleijadinho.

“Já determinei ao nosso Departamento de Processos Museais que promova o levantamento de todas as obras musealizadas de Antônio Francisco Lisboa, que se encontram em museus de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo”, explicou o presidente do Ibram , Angelo Oswaldo.

As atividades da comissão serão monitoradas pelo Departamento de Processos Museais do Ibram e pelo Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan. Os resultados serão reportados ao Conselho Consultivo do Iphan e ao Conselho do Patrimônio Museológico do Ibram.

Composto por três profissionais de notório reconhecimento na temática que será objeto de trabalho da comissão e tendo a historiadora da arte Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira como consultora ad hoc, o grupo poderá solicitar o apoio de especialistas para o atendimento de seus objetivos.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação/Internet

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Portaria interinstitucional cria comissão especial para a obra de Aleijadinho

10ª Semana de Museus: instituições podem responder pesquisa até 6 de junho

10ª Semana de Museus, que aconteceu entre 14 e 20 de maio, reuniu 1.100 instituições com eventos em todo o país. Para medir os resultados da iniciativa, o Instituto Brasileiro de Museus está realizando pesquisa com as instituições participantes. O questionário está disponível aqui e pode ser respondido até o dia 6 de junho.

Entre as questões estão perguntas sobre infraestrutura, público e arrecadação. Com as informações levantadas, o Ibram/MinC pretende conhecer melhor os museus brasileiros, suas características e como interagem com a comunidade. O objetivo é unir dados que auxiliem no aprimoramento das próximas edições da Semana de Museus.

Promovida pelo Ibram/MinC, em parceria com os museus brasileiros, a Semana de Museus acontece anualmente em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio) e tem como principal objetivo despertar o interesse da sociedade para o setor e atrair cada vez mais visitantes às instituições museais.

Números crescentes
De acordo com pesquisa realizada em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), durante a 9ª Semana de Museus, em 2011, o número de visitantes aumentou 87% em relação ao identificado na semana anterior ao evento.

A pesquisa em 2011 foi respondida por 432 das quase 1 mil instituições que se inscreveram para participar das atividades. As respostas também mostraram que as instituições contrataram, além de seus profissionais habituais, cerca de 1.700 pessoas e contaram com  3.621 voluntários que auxiliaram na realização dos eventos.

Texto: Ascom/Ibram

Chuvas: Ibram solicita R$ 15 milhões para museus em situação de risco

Muro parcialmente danificado no Museu do Diamante (MG)

Estudo do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) aponta a necessidade de crédito extra-orçamentário de R$ 15 milhões para fazer as reformas necessárias em instituições museológicas da região Sudeste atingidas pelas chuvas nas últimas semanas. O levantamento foi encaminhado ao Ministério da Cultura, ao qual o Ibram é vinculado, para que sejam tomadas as providências cabíveis. 

Foram identificados problemas em 29 museus, sendo que a maioria deles relatou casos de infiltrações e goteiras. No Espírito Santo (ES) e Rio de Janeiro (RJ) houve casos de inundações e alguns acervos precisaram ser removidos. O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, em Araponga (MG), relatou o desmoronamento de duas rampas de acesso e o destelhamento de um edifício.

Na maioria das instituições contatadas na região, no entanto, não houve relatos de problemas significativos causados pelas chuvas. Também foram detectados casos de museus localizadas em municípios que se encontram em estado de alerta e que não atenderam às ligações e nem responderam aos e-mails.

O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 10 de janeiro e considerou as informações prestadas pelas instituições museológicas, pela Defesa Civil, pelas secretarias estaduais de Cultura, pelos Sistemas de Museus nos estados e pelo Cadastro Nacional de Museus (Ibram/MinC).

Para ajudar nas medidas de prevenção e no salvamento do patrimônio museológico em situação de risco, devido a situações climáticas ou outros tipos de incidentes, como incêndios, o Ibram também está desenvolvendo um cadastro de voluntários que deve ser lançado ainda no primeiro semestre.

Os dados identificados pelo levantamento de patrimônio museológico em situação de riscos devido às chuvas estão detalhados a seguir:

São Paulo
A Defesa Civil do Estado de São Paulo indicou apenas um município – Paulínia – em estado de alerta. Em Paulínia há dois museus, mas nenhum deles atendeu as tentativas de contato. O Sistema Estadual de Museus de SP, no entanto, informou que não recebeu notícias de instituições com danos causados pelas chuvas.

Rio de Janeiro
Na Casa de Cultura de Aperibé houve uma inundação, atingindo 15 cm de altura no interior do museu, e por isso a instituição está fechada. Não houve danos ao acervo ou aos equipamentos.

Foram identificadas ocorrências de inundações no Museu Francisco Alves, em Miguel Pereira, e no Centro Cultural Melchíades Cardoso, em Miracema, sem danos aos museus ou aos acervos.

Inundação na Casa de Cultura de Aperibé (RJ)

A Casa de Cultura de Laje do Muriaé (em construção) não sofreu danos, apesar de o município estar totalmente alagado; o Centro Cultural de São José de Ubá sofre com as chuvas devido a rachaduras já existentes; o Centro Cultural de Cardoso Moreira teve seu acervo retirado sem maiores prejuízos, pois o problema com as chuvas é recorrente.

Em Paraty, o risco de desmoronamento de encostas preocupa a administração do Museu Forte Defensor Perpétuo, que integra a rede de museus Ibram/MinC. Ali foi identificado o aumento de infiltrações devido às recentes chuvas.

O Instituto Brasileiro de Museus também identificou problemas com infiltrações nos telhados em outros seis museus que integram sua estrutura e localizam-se no Rio de Janeiro: Museu de Arte Religiosa e Tradicional, em Cabo Frio; Museu Imperial (com problemas menos graves) e Palácio Rio Negro, em Petrópolis; Museu Casa da Hera, em Vassouras; e Museu da República e Museu Villa-Lobos, na capital.

De acordo com tabela enviada pela Superintendência de Museus do RJ, não foram identificados problemas no patrimônio museológico dos municípios de ItaIva, Itaperuna, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus de Itabapoana, Itaocara, Natividade, Porciúncula, Varre-Sai, Campos dos Goytacazes e São Fidélis.

Minas Gerais
O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, no município de Araponga, informou que houve o desmoronamento de duas rampas de acesso e o destelhamento de um edifício. O Museu de Minerais e Rochas de Uberlândia está com sérias infiltrações, com a penetração de águas das chuvas no edifício, descendo pela parte elétrica.

Alguns museus relataram infiltrações pelos telhados: Museu de Arte da Pampulha e Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte; Museu Histórico e Artístico de Claudio (antiga estação ferroviária) e o Museu Arquidiocesano de Mariana.

As infiltrações pioraram no Museu Regional de Caeté (MG)

Entre os museus integrantes da estrutura do Ibram, foram identificados problemas no Museu Regional de Caeté, no qual as infiltrações ficaram piores e cujo muro de arrimo está parcialmente desmoronado, e no Museu do Diamante (Diamantina), onde houve queda de um muro e infiltrações no subsolo e no telhado.

No Museu da Inconfidência (Ouro Preto), Museu do Ouro (Sabará) e Museu Regional Casa dos Ottoni (Serro) houve agravamento de infiltrações. A Superintendência de Museus e Artes Visuais não registrou outras ocorrências nos museus do estado.

Espírito Santo
A Secretaria de Cultura informou que há, no estado, 16 municípios em situação de emergência, sete dos quais possuem museus.

Infiltrações e muro de contenção de encosta ameaça cair no Solar Monjardim (ES)

 No município de Santa Maria de Jetibá, não houve qualquer problema com o Museu da Imigração Pomerana; em Cachoeiro do Itapemirim, Santa Leopoldina, Domingos Martins e São Mateus ocorreram apenas goteiras.

Em Ibatiba, o Museu do Tropeiro sofreu goteiras e aumento da infestação por cupins; no município de Linhares, o Museu Elias Lorenzutti (o único que foi possível contatar) apresentou goteiras e acúmulo de água no forro, infiltrando pela parede. O acervo deste museu foi deslocado para o prédio da Secretaria de Cultura até que a temporada de chuvas acabe e os problemas sejam solucionados.

A pesquisa do Ibram identificou, ainda, os seguintes problemas na capital Vitória: no Museu Histórico da Ilha das Caieiras a água penetrou pelas esquadrias e escorreu pelas paredes, afetando o piso de madeira do 2º andar, uma caixa de livros e a sala de exposições no andar térreo, que apresenta infiltração de umidade na parede lateral direita.

O Museu do Telefone encontra-se alagado em razão de sobrecarga nas calhas, causada pelas chuvas, e do acúmulo de folhas na cobertura do museu. Integrante da estrutura do Ibram, o Museu Solar Monjardim também apresenta situação delicada, pois galhos grandes deslizaram pelo terreno e o muro de contenção da encosta ameaça cair.

No Museu de Biologia Professor Mello Leitão (Ibram/MinC), em Santa Teresa, houve queda de árvores e o nível do rio passou a transbordar no terreno do museu.

Além disso, a Secretaria de Cultura do Estado do ES informou também que há goteiras em museus situados nas cidades de Cachoeiro do Itapemirim, onde, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Museus (Ibram/MinC) existem quatro museus; Santa Leopoldina com um museu; Domingos Martins com três museus; São Mateus com cinco museus) e Linhares com 7 museus. Na cidade de Ibatiba não há indicação de museus segundo o CNM.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação