Projeto Vidas Refugiadas ocupa os jardins do Museu da República

Os jardins do Museu da República (Ibram/MinC) recebem, a partir do próximo domingo, 01 de maio, o Projeto Vidas Refugiadas, que tem como foco mostrar o cotidiano de oito mulheres de diferentes nacionalidades no Brasil. A exposição é composta por 16 imagens, registradas pelo fotógrafo Victor Moriyama.

No lançamento, que acontece a partir das 16 horas, haverá um debate mediado pela realizadora do projeto, Gabriela Cunha Ferraz, contando com a presença de representantes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil e da Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, além da nigeriana Nkechinyere Jonathan.

Representando aproximadamente 30% das pessoas refugiadas no Brasil, a mulher refugiada acaba herdando a invisibilidade já habitualmente experimentada pelas mulheres, fazendo com que suas dificuldades sejam menos ouvidas, suas particularidades desrespeitadas e sua feminilidade ignorada. O resultado desse processo de anulação limita seu acesso a direitos, impede sua plena integração e provoca uma perigosa repetição das violações já vivenciadas em seus países de origem.

A exposição ficará aberta ao público durante todo o mês de maio, com entrada gratuita e funcionamento das 09h às 18h.