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Bicentenário da morte de Aleijadinho é lembrado amanhã (18) em MG

A cidade de Congonhas (MG) se tornou conhecida em todo o mundo por abrigar a obra-prima de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814): os Passos da Paixão de Cristo e os 12 profetas em pedra-sabão.

Considerado pela Unesco Patrimônio Mundial, o cenário será palco para o ápice das celebrações pelo bicentenário de morte do artista mineiro na terça-feira (18) – data de seu falecimento em 1814. Às 12h, os sinos de Congonhas vão dobrar em sua homenagem.

Suposto retrato póstumo de Aleijadinho por Euclásio Ventura (século XIX)

Suposto retrato póstumo de Aleijadinho por Euclásio Ventura (século XIX)

No mesmo dia, pela manhã, acontece em Ouro Preto (MG) reunião da Comissão Aleijadinho, criada por Ibram e Iphan em agosto passado, assim como acontece o Seminário Aleijadinho e Os Próximos 100 Anos no Santuário Nossa Senhora da Conceição – que contará com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.

A Comissão Especial de Assessoramento sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa, composta por três profissionais de notório reconhecimento nos aspectos histórico, artístico, tecnológico e jurídico-institucional, tem por objetivo subsidiar as instituições federais sobre medidas a serem adotadas para consolidar e promover o conhecimento e a proteção da obra do artista.

Um dos próximos passos para a preservação e divulgação do legado de Aleijadinho será a criação, através de convênio entre Ibram, Iphan e a prefeitura local, de um novo museu dedicado à obra do artista no município de Matosinhos (MG).

Na segunda-feira (10), Angelo Oswaldo já havia proferido, em São Paulo (SP), a palestra de abertura do Colóquio Aleijadinho 200 Anos, promovido pela Biblioteca Mário de Andrade, quando falou sobre o tema O significado de Aleijadinho para a cultura brasileira. Confira artigo de Oswaldo sobre Aleijadinho.

Iberê Camargo
A terça-feira também marca o centenário, neste caso de nascimento, de outro grande artista brasileiro, o pintor e gravurista gaúcho Iberê Camargo (1914-1994). Como parte das celebrações, a Fundação Iberê Camargo promove, de 19 a 21 de novembro, o seminário Iberê Camargo: século XXI, com três noites de debate a respeito da produção artística de Iberê e de seu legado. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Internet/divulgação

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Comissão sobre a obra de Aleijadinho teve primeiro encontro em MG

Personalidades e projetos são agraciados com prêmios do MinC

Esta semana foi marcada por duas cerimônias de entrega de prêmios para projetos de valorização do patrimônio cultural e personalidades de destaque da cultura brasileira.

O Palácio do Planalto abriu as portas na quarta-feira (5), Dia Nacional da Cultura, para uma mais uma vez homenagear brasileiros e estrangeiros por suas contribuições à cultura nacional.

Em sessão solene, a presidenta Dilma Rousseff e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, entregaram a Ordem do Mérito Cultural (OMC) a quatro instituições e a 26 personalidades, nas classes Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro. Esta foi a 20ª edição do prêmio, que neste ano teve como homenageadas especiais a arquiteta Lina Bo Bardi e a artista plástica Djanira da Motta e Silva. Ambas completariam um século de vida em 2014.

Entrega da OMC 2014 contou com a presença da presidente da República

Entrega da OMC 2014 contou com a presença da presidente da República

Para a presidenta Dilma Rousseff, a Ordem do Mérito Cultural permite valorizar e reconhecer a diversidade cultural existente no Brasil. “Os homenageados expressam essa diversidade que muito nos orgulha, esta mistura de sotaques, de propostas, de saberes e de manifestações culturais que compõem o mosaico que somos”, afirmou.

Desde sua criação, em 1991, a Ordem do Mérito Cultural já foi entregue, sempre no Dia Nacional da Cultura, a mais de 500 personalidades nacionais e estrangeiras e a 60 instituições. Conheça os ganhadores da OMC 2014 na página do Ministério da Cultura.

Iphan
Já na terça-feira (4), o Clube do Choro, em Brasília, foi palco da entrega do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – autarquia federal vinculada ao MinC.

Durante a cerimônia, os representantes dos seis projetos vencedores receberam uma placa comemorativa, simbolizando o reconhecimento pelos trabalhos de preservação, valorização e salvaguarda do Patrimônio Cultural Brasileiro, e o valor de R$ 25 mil.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participou da cerimônia, destacando que a preservação de nossa cultura é crucial para o Brasil. É um desafio muito grande, que deve ser enfrentado com muito empenho e criatividade. A cultura está ligada a nossa identidade como pais”.

A presidenta do Iphan, Jurema Machado, explicou que além de reconhecer iniciativas que são valiosas em todo o país, o prêmio faz uma coletânea do pensamento e da produção sobre o patrimônio. “São projetos que resultam de uma crença na humanidade verdadeiramente inacreditável aos dias de hoje”, destaca.

Conheça os projetos selecionados, oriundos dos estados do Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Rio de Janeiro.

Textos: Divulgação MinC e Iphan
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Janine Moraes/MinC

Ibram recebe Museu das Bandeiras após reforma do Iphan

Após a reforma, Museu das Bandeiras ganhará nova expografia

Após a reforma, Museu das Bandeiras ganhará nova expografia

Fechado ao público há nove meses, por conta de obras de restauração, o Museu das Bandeiras, localizado em Goiás (GO), será reentregue ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no domingo (2), pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A intervenção incluiu a execução de ações emergenciais (cobertura e drenagem), essenciais (estabilização e revisão estrutural, revisão das instalações, adequação das instalações de detecção e combate ao incêndio, substituição de reboco e repintura) e serviços estratégicos como a elaboração de projetos executivos de restauração.

As obras, que proporcionaram ao museu condições adequadas para a guarda do acervo e atendimento ao público, foram realizadas pela empresa Marsou Engenharia e contratadas pelo valor de R$ 798.750,92. Antes de ser reaberto à visitação do público, o museu ainda passará por revisão expográfica a cargo do Ibram.

Criado em 1954, o Museu das Bandeiras está situado no edifício que sediava a Casa de Câmara e Cadeia da antiga Vila Boa de Goyaz. Construído em 1766, o prédio foi tombado pelo Iphan ainda em 1951, como exemplo da arquitetura civil portuguesa.

Museu de Arte Sacra também será reformado pelo Ibram em parceria com Iphan

“A entrega desta obra representa o compromisso do Ibram, do Iphan e do Ministério da Cultura com a cidade de Goiás, que é um patrimônio nacional”, esclarece o presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo.

Boa Morte
Finalizada a intervenção física no Museu das Bandeiras, será a vez de o Museu de Arte Sacra, localizado na Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, entrar em obras.

O Ibram e o Iphan já assinaram termo para a execução de serviços que incluem ações tanto emergenciais quanto serviços essenciais. Será ainda contemplada a elaboração de projeto executivo de restauração.

A Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte foi construída em 1779 e tombada pelo Iphan em 1950. Com elementos característicos do barroco, passou a sediar o Museu de Arte Sacra da Boa Morte em 1968. O museu abriga mais de 900 peças de origem portuguesa e telas com temas religiosos.

Texto: Divulgação Iphan
Edição: Ascom/Ibram
Fotos: Iphan (foto 1) e divulgação (foto 2)

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Museu das Bandeiras: presidente do Ibram participa de oficina em Goiás

Arte sacra: Tiradentes (MG) ganha novo museu amanhã (19)

Amanhã (19), a cidade de Tiradentes (MG) será palco da abertura de um museu dedicado exclusivamente a imagens de Sant’Ana – a mãe de Maria e avó de Jesus na iconografia católica.

Quase 300 imagens passam a ocupar a antiga Cadeia Pública da cidade, prédio histórico readequado para receber o acervo sacro arregimentado por décadas pela colecionadora Angela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávia Gutierrez (ICFG) – responsável pela gestão do novo museu.

Imagem de Sant'Ana Mestra

Imagem de Sant’Ana Mestra: Pernambuco, século XVIII

A exemplo do Museu do Oratório, em Ouro Preto, e do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, a coleção será doada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ato da inauguração, com reserva de usufruto ao ICFG por 30 anos.

A cerimônia conta com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy. Participam ainda a presidente do Iphan, Jurema Machado, os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus, Angelo Oswaldo, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Antes da abertura do novo museu, às 17h, os convidados visitam a Igreja Matriz de Santo Antônio e o Chafariz de São José, assim como participam de um cortejo que tem início na Rua Direita e segue até o Museu de Sant’Ana.

O acervo
As peças são obras brasileiras de diversas regiões do país: eruditas e populares, dos mais variados estilos e técnicas, produzidas, em sua maioria, por artistas anônimos, entre os séculos XVII e XIX, em materiais diversos.

No local, estão as diversas representações de Ana, de acordo com a região, o período, o material, a mão do Santeiro e também referências da cidade de Tiradentes e da cadeia onde o museu está instalado.

Além das salas de exposição, o museu conta com o espaço Largo de Sant’Ana, aberto para convivência e adequado para recepção de eventos, além de ser acessível para pessoas com deficiência. O museu funcionará de quarta a segunda-feira, de 10h às 19h, e a entrada inteira custa R$ 5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (32) 3355.2798.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu de Sant’Ana/divulgação

Museu das Bandeiras: presidente do Ibram participa de oficina em Goiás

Neste fim de semana (13 e 14 de setembro), o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, e a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Celia Maria Corsino, estarão em Goiás (antiga Cidade de Goiás).

Eles irão participar de uma oficina organizada pelo diretor dos três museus Ibram na região, Renan Martins, cujo intuito é definir diretrizes para a nova museografia do Museu das Bandeiras – cuja reforma está em sua fase final.

Igreja da Boa Morte em Goiás: Museu de Arte Sacra receberá melhorias

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O museu ocupa a antiga Casa de Câmara e Cadeia da Província de Goyaz, prédio cuja construção foi finalizada em 1766, seguindo projeto da Coroa Portuguesa. Criado em 1949, teve como núcleo inicial do acervo o arquivo documental da Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional (Fazenda Pública).

Esse conjunto de documentos representa uma das fontes de informação mais importantes sobre a administração pública da região Centro-Oeste durante o período colonial, imperial e republicano. Atualmente, o acervo é composto por 573 peças, incluindo objetos de arte sacra, mobiliário, vestuário, armamentos e utensílios domésticos.

Segundo Angelo Oswaldo, a nova proposta para a exposição permanente do museu deve retomar referências ao uso primeiro do edifício no período colonial, destacando ainda elementos do ciclo do ouro goiano.

O convite a Celia Corsino se deu, especialmente, por ter sido a museóloga responsável pela primeira expografia do Museu das Bandeiras. Ainda participam da oficina a superintendente do Iphan no estado de Goiás, Salma Saddi, as secretárias de Cultura e Turismo de Goiás, e um representante dos guias de turismo da cidade.

Boa Morte
Além do Museu das Bandeiras, o presidente do Ibram visita a igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, onde está instalado o Museu de Arte Sacra, que  pertence à Diocese de Goiás, mantido e administrado pelo Ibram, e que deverá entrar em obras em breve. O acervo é constituído de mais de 900 peças, entre objetos litúrgicos, prataria e obras do escultor e pintor goiano José Joaquim da Veiga Valle (século XIX).

“Ainda estamos na fase de planejamento da reforma. Recebemos ontem (11) a vistoria do Iphan no edifício histórico para que, então, o projeto venha a ser concluído”, esclarece Renan Martins. Quanto a reabertura do Museu das Bandeiras, o diretor dos museus Ibram no estado informa não haver ainda data definitiva.

“A obra deve ser finalizada no final deste mês. Mas somente após o cumprimento de procedimentos administrativos, assim como a montagem da nova exposição permanente, é que o Museu das Bandeiras estará pronto para receber o público outra vez”, finaliza.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação/Internet

Complexo cultural: Museu das Missões será restaurado e ganhará anexo

fotos Anti-Projeto PAC 073

Maquete do Complexo Cultural de São Miguel Arcanjo

A cidade de São Miguel das Missões (RS) receberá dois projetos que pretendem fomentar a vida cultural e social de moradores e visitantes.

O maior deles é o Complexo Cultural de São Miguel Arcanjo, que, entre outras ações, prevê a construção de um anexo ao Museu das Missões e a restauração do atual conjunto edificado do museu, composto pelo Pavilhão Lucio Costa e pela Casa do Zelador. Com isso, a instituição museológica ganha novo escritório, auditório multiuso, reserva técnica, biblioteca, espaço expositivo e área para ações educativas.

Para o diretor do Museu das Missões, Ariston Correia, esse projeto será um grande avanço. “Já se falava há muito tempo nisso. Hoje as salas do museu não têm tamanho adequado para as exposições e, principalmente, para abrigar nosso acervo. Com o projeto de ampliação, os visitantes poderão ter uma visão melhor de cada peça,” explica Correia.

Aprovação local
O projeto do Complexo Cultural está sendo elaborado pela empresa Brasil Arquitetura e terá fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – cujo escritório técnico na região também será instalado -, que colabora com o andamento do projeto em conjunto com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Prefeitura de São Miguel das Missões.

No dia 4 de setembro houve uma audiência pública para apresentação do projeto aos miguelinos. “Na audiência, os moradores da cidade ficaram encantados, pois sabem da necessidade de termos um espaço melhor para o museu. E, com os projetos, haverá também novos espaços na cidade,” afirma Ariston Correia.

Museu das Missões (RS)

Complexo Cultural: Museu das Missões será ampliado com novo projeto

O projeto executivo tem previsão de ficar pronto em janeiro de 2015, quando ocorrerá, então, a apresentação e a contratação de projetos da parte hidráulica, elétrica, urbanística e, na sequência, o início das obras.

Parque Histórico Nacional das Missões
O outro projeto que terá impacto na mesma cidade é o de cooperação técnica internacional chamado Valorização da Paisagem Cultural e do Parque Histórico Nacional das Missões Jesuíticas dos Guarani, organizado por Iphan, Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) e Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico (Espanha).

O Ibram faz parte da Comissão Executiva deste projeto, junto com Iphan, governo do Estado do RS, prefeituras da região missioneira, Associação dos Municípios das Missões, entre outros.

Ao longo de três anos, o projeto de Valorização da Paisagem Cultural destinará insumos a novas pesquisas, estudos, análises e desenvolvimento de instrumentos que visam ressaltar a paisagem missioneira, bem como a instalação efetiva do Parque, promovendo a diversidade sociocultural e ambiental.

Texto: Ascom /Ibram
Foto: Maquete: Prefeitura de São Miguel das Missões (RS)/Museu das Missões: Banco de imagens Ibram

Comissão sobre a obra de Aleijadinho teve primeiro encontro em MG

Criada no dia 18 de agosto, com a publicação da Portaria Institucional Nº 1, de 14 de agosto de 2014, a Comissão Especial de Assessoramento sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, foi instalada oficialmente na última quinta-feira (28), durante encontro em Belo Horizonte (MG).

Selo_Aleijadinho

Selo lançado pelos Correios em 1964 homenageia o mestre barroco

Participaram do encontro o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e especialistas designados para compor a comissão.

Durante a primeira reunião de trabalho, foram traçadas as linhas gerais de atuação da comissão, que terá como atribuição subsidiar as instituições federais sobre medidas a ser adotadas para consolidar e promover o conhecimento e a proteção da obra de Aleijadinho – considerado o maior expoente da arte colonial no Brasil.

Os resultados esperados do trabalho da comissão incluem a atualização e consolidação da biografia e das fontes documentais existentes sobre Aleijadinho; a proposição de metodologia para a produção de catálogo geral da obra arquitetônica, monumental e escultórica do artista; e orientações sobre o alcance jurídico dos estudos e das medidas sugeridas.

Levantamento
Na primeira etapa, o trabalho da comissão será concentrado em promover o levantamento de todas as informações e documentos disponíveis sobre a obra de Aleijadinho.

“Já determinei ao nosso Departamento de Processos Museais que promova o levantamento de todas as obras musealizadas de Antônio Francisco Lisboa, que se encontram em museus de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo”, explicou o presidente do Ibram , Angelo Oswaldo.

As atividades da comissão serão monitoradas pelo Departamento de Processos Museais do Ibram e pelo Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan. Os resultados serão reportados ao Conselho Consultivo do Iphan e ao Conselho do Patrimônio Museológico do Ibram.

Composto por três profissionais de notório reconhecimento na temática que será objeto de trabalho da comissão e tendo a historiadora da arte Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira como consultora ad hoc, o grupo poderá solicitar o apoio de especialistas para o atendimento de seus objetivos.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação/Internet

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Portaria interinstitucional cria comissão especial para a obra de Aleijadinho

Portaria interinstitucional cria comissão especial para a obra de Aleijadinho

Publicada hoje (18), no Diário Oficial da União, a Portaria Interinstitucional nº 1, de 14 de agosto de 2014, na qual o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituições vinculadas ao Ministério da Cultura (MinC), criam uma Comissão Especial de Assessoramento sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814).

Detalhe do Cristo carregando a Cruz: obra de Aleijadinho em Congonhas (MG)

Detalhe do Cristo carregando a Cruz: obra de Aleijadinho em Congonhas (MG)

O objetivo maior da comissão será subsidiar as instituições federais sobre as medidas a serem adotadas para “consolidar e promover o conhecimento e a proteção da obra do artista”, como a atualização e consolidação da bibliografia e das fontes documentais existentes; a proposição de metodologia para a produção de catálogo geral da obra de Aleijadinho; além de orientações sobre o alcance jurídico dos estudos e das medidas sugeridas, dentre outras possíveis tendo em vista a valorização e a proteção da obra do artista barroco mineiro.

A comissão será composta por três profissionais de notório reconhecimento dos temas, em especial nos aspectos histórico e artístico, tecnológico e jurídico institucional: Antonio Fernando dos Santos, Luciene Maria de Almeida Elias e Marcos Paulo de Souza Miranda.

A historiadora da arte e membro do Conselho Consultivo do Iphan, Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, será consultora ad hoc da Comissão, orientando os trabalhos da comissão, assim como reportando os resultados ao Conselho Consultivo do Iphan e ao Conselho do Patrimônio Museológico do Ibram.

A atuação dos membros da comissão, bem como da consultora ad hoc, será considerada prestação de “serviço público relevante” e não será remunerada. A comissão terá vigência de um ano e deverá apresentar relatórios parciais a cada três meses.

O monitoramento das atividades desenvolvidas ficará a cargo dos diretores do Departamento de Processos Museais do Ibram e do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan. Caberá ainda às duas instituições arcarem com todos os custos necessários ao funcionamento da comissão, envolvendo deslocamentos, reprodução de documentos e outros, desde que devidamente justificados.

Texto: Ascom/Ibram
foto: Divulgação/Internet

Cidade de Goiás terá R$ 26,9 milhões para restaurações

Lançamento simbólico PAC Cidades Históricas em Goiás

Lançamento simbólico PAC Cidades Históricas em Goiás

Patrimônio Cultural Mundial, a cidade de Goiás (GO) recebeu nesta terça-feira (3) a ministra da cultura, Marta Suplicy, para o lançamento simbólico das obras do PAC Cidades Históricas no município.

“Aqui temos uma boa parcela da identidade brasileira. Esse patrimônio não é só de Goiás. É do Brasil. São marcas que se não se acolhe a tempo, não dá para recuperar depois. Por isso a importância do PAC das cidades Históricas”, falou a ministra da Cultura.

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, também esteve presente no lançamento. O Instituto é responsável por duas instituições na cidade: o Museu das Bandeiras e o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, além do Museu Casa da Princesa, em Pilar de Goiás.

Com investimento total de R$ 26,9 milhões, serão executadas as seguintes obras no município: restauração do Casarão da Escola de Artes Veiga Valle, do Mercado Municipal, do Cine Teatro São Joaquim, do Casarão da Prefeitura Municipal, a recuperação da Ponte da Cambaúba, além da requalificação da Sede da Diocese de Goiás onde será instalado o Arquivo Diocesano. “A vocação da cidade é turística. Compete a nós, do Governo Federal, ajudar na recuperação e restauração dos monumentos. Muitas vezes as cidades que detêm o patrimônio não têm recursos para mantê-los, pois custa caro”, disse Marta Suplicy em entrevista à imprensa local.

O Estado de Goiás receberá, ao todo, R$57 milhões em investimentos até 2015. Além da cidade de Goiás, serão contempladas Goiânia, Urutaí, Corumbá de Goiás, Pilar de Goiás e Trindade.

Goiás
Em suas charmosas ruas de pedra, a cidade de Goiás abriga um dos mais ricos acervos históricos do Patrimônio material do Estado de Goiás, representado por sua arquitetura barroca em edifícios oficiais e religiosos. A cidade onde nasceu a poetisa Cora Coralina foi capital do Estado até 1937. Marta Suplicy citou versos do poema “O Velho Sobrado”, onde a poetisa expressa sua atenção em relação à conservação do patrimônio arquitetônico da cidade: “Bem que podia ser conservado, bem que devia ser retocado, tão alto, tão nobre-senhorial”, diz Cora Coralina.

Ao lado da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e de Angelo Oswaldo, a ministra Marta Suplicy foi recebida pela prefeita da cidade, professora Selma de Oliveira, e pelo secretário de Cultura do Estado, Gilvane Felipe. “Os investimentos do PAC Cidades Históricas colaboram para que Goiás continue sendo vista como uma cidade viva”, afirmou a prefeita ao agradecer pelo empenho do Iphan e da ministra Marta Suplicy na manutenção do patrimônio do município.

Cora Coralina
Próximo a Igreja do Rosário, ao lado do Rio Vermelho, está a casa construída nas décadas finais do século 18 e que abrigou três gerações da família da grande poetisa Cora Coralina. Transformada em um museu após a morte de Cora, o local é mantido como nos tempos em que ela o habitava. Em sua chegada à cidade, Marta Suplicy fez questão de visitar o local. “O Museu Casa de Cora Coralina é um dos mais bem conservados que já vi. Há um cuidado com todos os itens de preservação. Tem muita força e energia neste lugar. É emocionante”, disse a ministra que chegou ao Museu, ao som da canção Rio Vermelho, interpretada pelo músico local Roberto de Brito.

Patrimônio Imaterial
Elementos marcantes da tradição do Município de Goiás – como os doces de frutas cristalizadas, o pastelinho, a Semana Santa com sua Procissão do Fogaréu – estão sendo estudados no Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) desde fevereiro deste ano pelo Iphan Goiás. O objetivo do inventário é identificar, mapear e pesquisar, as diversas manifestações culturais de natureza imaterial que ocorrem na cidade. Um dos desdobramentos já esperados pelo Iphan é instruir o processo de registro da Semana Santa como Patrimônio Cultural brasileiro.

Texto e foto: Ascom/MinC
Edição: Ascom Ibram

Museu Victor Meirelles ganhará anexo em Florianópolis (SC)

Museu Victor Meirelles (SC)

Fachada do Museu Victor Meirelles

Após exame das comissões de Constituição e Justiça, de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, foi aprovada em plenário, no dia 21 de maio, a redação final do Projeto de Lei 0576.3/2013, que autoriza o Governo do Estado a doar imóvel no município de Florianópolis ao Museu Victor Meirelles, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O projeto  foi enviado ao governador catarinense para sanção da Lei e publicação no Diário Oficial.

“Assim poderemos realizar, até 31 de julho, conforme cronograma do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina (Iphan-SC), o processo licitatório das obras do projeto Revitalização e Ampliação do Museu Victor Meirelles, a ser executado com os recursos do PAC Cidades Históricas”, informou a diretora do museu, Lourdes Rossetto.

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, informou a presidente do Iphan, Jurema Machado, e ao coordenador do PAC Cidades Históricas, Robson Almeida, sobre o ato, que vem garantir o cumprimento dos cronogramas.

Destacou a importância da doação do prédio anexo ao Museu Victor Meirelles, o que garante a expansão das atividades e programas da instituição. “Há muito anos sonhado, esse projeto vira realidade”, afirmou Angelo Oswaldo. A ação promoverá ainda um impacto positivo na vida cultural catarinense e na “valorização da memória de um dos maiores pintores do Brasil”.

Para a oficialização da doação, com a entrega das chaves do edifício e também para a comunicação à sociedade do início das obras no museu, deverá ser promovida uma solenidade no mês de agosto.

Texto: Ascom/Ibram

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