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Iphan fortalece mecanismos de controle sobre mercado de arte

Com o objetivo de garantir maior proteção às atividades de compra e venda de obras de arte e antiguidades, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) publicou a Portaria nº396/2016, que regula os procedimentos a serem observados pelas pessoas físicas ou jurídicas que comercializem esses bens.

A norma fortalece os mecanismos de controle sobre essas operações, por parte do Poder Público, e esclarece aos comerciantes e leiloeiros quais as situações são consideradas indícios de envolvimento com atividades ilegais.

De acordo com a norma, os comerciantes e leiloeiros de obras de arte e antiguidades, além de se inscreverem no Cadastro Nacional de Negociantes de Obras de Arte e Antiguidades (CNART), do Iphan, devem estabelecer métodos de controle interno voltados à prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. Também estão obrigados a manter registro próprio com os dados das operações em valores superiores a R$10 mil e dos respectivos clientes envolvidos. A norma determina, além disso, que comuniquem ao COAF, por meio do Sistema de Controle de Atividades Financeiras (SISCOAF), as operações feitas em dinheiro vivo (em espécie) acima de R$10 mil, bem como as operações que sejam por eles consideradas suspeitas. Uma novidade trazida pela portaria é a necessidade de declaração anual de não-ocorrência ao Iphan, obrigatória para todos os negociantes que não declararem nenhuma ocorrência ao COAF durante o ano.

Os comerciantes e leiloeiros deverão estar atentos às situações descritas na portaria que são sinais de alerta e devem ser analisadas cuidadosamente, como repetidas operações em dinheiro próximas do valor limite para registro; operações em que seja proposto pagamento por meio de transferência de recursos entre contas no exterior; proposta de superfaturamento ou subfaturamento; proposta de não fazer registro das operações ou dos clientes; entre outras. Mais informações na página do Iphan.

Ibermuseus libera recursos para recuperação do Museu das Missões

O Comitê Intergovernamental do Programa Ibermuseus aprovou na última terça-feira (10) a liberação de US$ 5 mil para colaborar na recuperação do Museu das Missões, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e afetado pela passagem de tornado que atingiu a região no final de abril.20160426_151749_26057490674_o

O auxílio será concedido por meio do Fundo de Apoio ao Patrimônio Museológico em Situação de Risco, destinado a apoiar ações de assistência, socorro e proteção ao patrimônio museológico de regiões afetadas por inundações, terremotos, incêndios, conflitos bélicos, ameaças humanas e outras situações calamitosas que representem risco.

Os recursos serão utilizados na realização de projetos de reorganização, conservação e restauração do acervo afetado. A previsão é de que sejam repassados ao Ibram até o final de maio. O serviço terá início imediatamente após o recebimento dos recursos.

Após diagnóstico preliminar, constatou-se que todo o acervo do Museu das Missões, composto de 98 esculturas missioneiras, foi afetado pela umidade e por quedas causadas pelo forte vento que atingiu o chamado Pavilhão Lúcio Costa, sendo que 30% das peças foram severamente danificadas por mutilações de membros e cabeças, perfurações por material de construção (vidros, telhas), achatamentos diversos, absorção de água, deslocamento da policromia, rachaduras e perdas de fragmentos diversos.

A liberação do recurso solicitado pelo Ibram para a recuperação do Museu das Missões foi aprovada durante a primeira reunião do Programa Ibermuseus sob a presidência do México, assumida em janeiro deste ano por Magdalena Zavala Bonachea, coordenadora Nacional de Artes Visuais do Instituto Nacional de Belas Artes (INBA) daquele país.

Com o Fundo de Apoio ao Patrimônio Museológico em Situação de Risco, o Programa Ibermuseus apoia ações de assistência, socorro e proteção ao patrimônio museológico de regiões afetadas por inundações, terremotos, incêndios, conflitos bélicos, ameaças humanas e outras situações calamitosas que representem risco.

Na reunião, foram também aprovadas solicitações de apoio à recuperação dos bens musealizados afetados por terremoto ocorrido no Equador, além de outras ações. Saiba mais.

Museu Victor Meirelles será fechado para obras de revitalização

A partir da próxima terça-feira, dia 22/3, o Museu Victor Meirelles/Ibram, em Florianópolis, estará fechado à visitação para dar início às obras de restauração e ampliação previstas no programa PAC – Cidades Históricas, do governo federal. A partir do dia 4 de abril, o museu estará em processo de transferência para a sede provisória, localizada à Rua Rafael Bandeira, 41, no Centro de Florianópolis. Quando entrar em funcionamento esta sede realizará normalmente todas as atividades para o público que o museu sempre promoveu, como visitação, ação educativa, agenda cultural e oficinas.Para celebrar o momento especial de início das obras o Museu Victor Meirelles programou para o dia 1º de abril, sexta-feira, a partir das 18 horas, o evento Happening de Despedida, uma festa de encerramento das atividades no endereço histórico. Na ocasião será apresentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) o projeto de restauração e ampliação do museu, serão exibidas imagens das programações culturais, exposições e atividades diversas realizadas pelo museu nos últimos anos e, no final do evento, haverá um show musical no Largo Victor Meirelles com a participação de Djs e músicos convidados.

A coordenação e fiscalização de todo o projeto de execução das obras no Museu Victor Meirelles está a cargo do IPHAN em Santa Catarina. A previsão é de conclusão dos trabalhos em 12 meses, ao custo total de cerca de três milhões de reais.

Desde a acessibilidade, passando pela disponibilização de novos serviços, até a restauração da Casa Histórica onde residiu Victor Meirelles, o conceito do projeto é integrar o edifício tombado nacionalmente ao prédio anexo, de três andares, criando uma só unidade museológica e ampliando as instalações, tanto em relação aos espaços expositivos como os locais para as apresentações culturais e realização de oficinas.

Texto: Ascom MVM

Museu Casa da Princesa, em Pilar de Goiás, passa por restauro

museu casa da princesaComeçaram nesta quarta-feira (18), as obras de restauro no Museu Casa da Princesa/Ibram, em Pilar de Goiás. Executada pelo Iphan-GO, com recursos do Fundo Nacional de Cultura, a obra, orçada em 700 mil reais, tem previsão de duração de sete meses. O restauro contemplará áreas estruturais do prédio, como: telhado, forro, piso, instalações elétricas, drenagem e requalificação dos banheiros.

Durante o período de restauro, o museu funcionará na casa da Diocese situada na Rua da Matriz, Qd 10, Lt 16, Nº12; que é também conhecida como: “Casa Dona Otília”.

Inaugurado em 28 de junho de 1981, o Museu Casa da Princesa ou Museu da Casa da Setecentista ou ainda Museu Casa das Rótulas, como também é conhecido, funciona numa antiga moradia senhorial, um dos mais belos exemplares da arquitetura civil colonial brasileira, localizada no centro histórico da cidade de Pilar de Goiás-GO.

O seu acervo é formado por documentos históricos, fotografias e mais de mil objetos, confeccionados em materiais diversos, mostrando formas do viver goiano dos séculos XVIII ao XX, especialmente mobiliário e utensílios sacros e domésticos utilizados nos casarões de fazendas goianas, dos séculos XVIII, XIX e XX. Também fazem parte deste acervo, instrumentos de tortura da época colonial, palmatórias, carretilha de forca, tear, carros-de-boi, peças de monjolo, um conjunto completo de engenho, utensílios de mineração e objetos sacros, a exemplo de forma para fazer hóstias, oratórios, cruzes e crucifixos.

MinC promove mais de 40 atividades na Maratona Cultural Cidade Olímpica

Contornos, do Coletivo Pi.

Contornos, do Coletivo Pi.

Falta um ano para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e para comemorar essa contagem regressiva, o Ministério da Cultura (MinC) participa da Maratona Cultural Cidade Olímpica, no Rio de Janeiro.

A Maratona que será realizada nos dias 8 e 9 de agosto, no Rio de Janeiro, contará com mais de 40 atividades, promovidas pelo MinC e entidades vinculadas, que incluem debates, palestras, exposições, shows, atividades físicas e espetáculos teatrais, circenses e de dança, que compõem o CircuitoMinC.

A maior parte das atrações ocorrerá na região central da cidade, em especial na Praça da Cinelândia. As ações são promovidas pelo MinC, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), e das entidades vinculadas: Fundação Nacional de Artes (Funarte), Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

Todos os museus vinculados ao Ibram no Rio de Janeiro e também todos os que aderiram à campanha Passaporte dos Museus Cariocas estarão com as portas abertas com exposições no fim de semana com entrada franca. O Museu Nacional de Belas Artes recebe no sábado, às 15h, a performance Contornos, do Coletivo Pi. Serão quatro mulheres utilizando seus corpos para deixar suas marcas em uma tela, montada no Pátio do MNBA. O Jardim Histórico do Museu da República estará com a mostra Rio – 450 anos de contemplação e cidadania ao longo de toda a semana. Produzida pelos artesãos do Projeto Rio Ecosol, a exposição conta com 10 puffs retratando ícones e símbolos do Rio de Janeiro, como o estádio do Maracanã, Pão de Açúcar, Cristo Redentor, o bondinho de Santa Teresa, entre outros. Os trabalhos destes artesãos, coordenados pelo artista plástico Cocco Barçante, são peças feitas de material reciclado e enfeitados com crochê, patchwork, flores criadas a partir de pet e retalhos diversos.

Pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), as atividades estão centradas no Paço Imperial no sábado e no domingo. Além das três exposições gratuitas, abertas das 12 às 18h, haverá um pocket show. As exposições são Uma Pausa em Pleno Voo, do artista plástico Efrain Almeida, que traz esculturas e instalações de pássaros; Atlas, de Ricardo Ventura, com obras tridimensionais, tendo a arquitetura como referência; e Maria de Todos Nós, em comemoração aos 50 anos de carreira da cantora Maria Bethânia com fotografias, ideias, obras de arte, objetos e textos dela. O pocket show será com o guitarrista Pedro Sá e o cantor Moreno Veloso, às 16h.

A Fundação Casa de Rui Barbosa realiza no sábado, (8/8), a Olimpíada Informal (OI) – uma parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro para estimular a prática esportiva, entendida como elemento cultural. Todas as atividades são gratuitas. Elas começam às 10h, com “Panos pra manga”: exercícios de psicomotricidade para crianças de seis meses a três anos de idade; às 11h, o professor José Eduardo Prates organiza o Aulão de Alongamento Para a Terceira Idade; às 14h15 haverá sessão de visita mediada ao museu;  às 15h terá apresentação de Muay Thai com suas diversas modalidades; às 16h, o mestre Ferradura dará aula de capoeira para crianças e adultos, seguida de roda. Ao longo do dia, de hora em hora, serão oferecidas visitas mediadas ao museu.  Trata-se do primeiro museu-casa do Brasil, inaugurado em 1930 na casa onde havia vivido o escritor e líder político Rui Barbosa e sua família. A biblioteca, o arquivo e o mobiliário compõem seu acervo.

A Fundação Biblioteca Nacional abrirá suas portas no sábado, das 10h30 às 17h, com duas exposições: “Rio 450 anos: uma história do futuro”, no Espaço Cultural Eliseu Visconti e “Cartografia Histórica do Brasil na Biblioteca Nacional”, no 3° andar da sede da Biblioteca.

Além disso, em uma parceria com a Funarte, haverá encenação do espetáculo “Não me toque, estou cheia de lágrimas – Sensações”, de Clarice Lispector, no foyer e escadarias da Biblioteca Nacional.

Haverá ainda a campanha “Um livro por uma ideia” – atividade de distribuição de cerca de 400 livros em troca de texto, frase ou desenho em painel que será instalado na entrada da Biblioteca Nacional.

A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural monta, na Praça da Cinelândia, o Território Cultura Viva com tenda para a realização de debates sobre cultura e cidade, apresentações artísticas de coletivos culturais e Pontos de Cultura, oficina e plantão para tirar dúvidas sobre editais Pontos de Mídia Livre, Pontos de Cultura Indígena e Cultura de Redes. A programação se realiza no sábado, das 9h às 20h.

Também na Praça da Cinelândia a Funarte organizou seis atividades: às 10h, haverá Carrossel Breique com Opavirá; às 10h30, apresentação de Jongo da Serrinha; às 12h30 tem campeonato de queimada entre drag queens (gaymada), com o Coletivo Toda Deseo (MG); às 14h30 se apresenta o Circo de Uma Nota Sol com o grupo Off-Sina (RJ) e às 17h30, show com a cantora pernambucana Karina Buhr.

Texto: Ascom Minc (com adaptações Ascom Ibram)
Foto: Divulgação Coletivo Pi

 

Entrega do Museu de Arte Sacra da Boa Morte marca festejos na cidade de Goiás

Foto: Iphan

Foto: Iphan

No sábado (25), dia em que foi celebrado o 228º aniversário da cidade de Goiás (GO) – município reconhecido em 2001 pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural Mundial por sua arquitetura barroca peculiar e por suas tradições culturais seculares, os moradores e visitantes receberam a primeira etapa de obras de conservação do edifício do Museu de Arte Sacra da Boa Morte/Ibram.

Iniciados em novembro do ano passado, os trabalhos no local foram feitos em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e envolveram R$ 500 mil em recursos advindos do Fundo Nacional de Cultura (FNC). Além da execução de ações emergenciais, para a drenagem e reforços estruturais, foram realizados serviços essenciais, como revisão das instalações elétricas, substituição de reboco, recuperação das esquadrias e repintura.

Nesta etapa, estão incluídas ainda a entrega de projetos de incêndio e pânico, alarme e diagnóstico dos bens integrados, programados para a segunda etapa da obra de restauração. A previsão de reabertura do museu é para outubro de 2015, mês em que se comemora o aniversário do museu.

O museu

Sediado na Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, construída em 1779 com arquitetura religiosa e fachada com elementos característicos do barroco, o museu foi criado em 1968. Seu acervo é constituído de mais de 900 peças, entre objetos litúrgicos que incluem os altares da igreja, terços e coroas dos séculos 18 e 19, diversas imagens sacras do escultor goiano Veiga Valle, além de uma Nossa Senhora do Rosário de origem portuguesa, tombada pelo Iphan.

Reabertura do Museu de Arte Sacra de Paraty será celebrada com procissão

Imagem de Santa Rita de Paraty

A imagem de Santa Rita de Paraty voltará no sábado (13) ao Museu de Arte Sacra da cidade

A volta da imagem de Santa Rita para o Museu de Arte Sacra de Paraty (MAS/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), celebrará, no sábado (13), a reabertura do museu ao público.

Vinda da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, onde ficou durante o período das obras no museu, a imagem seguirá em procissão juntamente com a imagem de Santo Antônio,  e serão acompanhadas pela comunidade local, além de irmandades religiosas.

A cerimônia no sábado (13) tem início previsto para às 19h30 e contará com as presenças do Ministro da Cultura, Juca Ferreira; do Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Carlos Roberto Brandão; do Prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, e da Diretora da empresa Expomus, Maria Ignez Montovani.

Antes da entrada das imagens na igreja, o Mastro de Santa Rita da Festa de 2015 será erguido no Largo de Santa Rita pelos atuais festeiros. O evento contará ainda com a apresentação da Banda Santa Cecília e com o Coral da Universidade do Rio de Janeiro (Unirio).

Ampla reforma
Fechado desde 2011, o MAS foi incluído no processo de requalificação do conjunto arquitetônico de Santa Rita, que teve início em 2006.

Dentre as ações realizadas para a requalificação do museu estavam a descupinização dos retábulos, a recuperação da estrutura do telhado e da rede elétrica, a execução de um novo projeto luminotécnico, a recuperação e restauração de parte dos objetos litúrgicos e a pintura de suas estruturas físicas (fachada e interior). O projeto teve o apoio da Caixa e da Petrobras em sua primeira etapa.

Instalado no conjunto arquitetônico da Igreja de Santa Rita – a Igreja mais antiga da cidade, tombada pelo Iphan –, o MAS ganhou uma nova exposição de longa duração com o intuito de estreitar ainda mais sua relação com a população local, seus ritos religiosos e seus festejos.

Igreja de Santa Rita em Paraty

O MAS integra o conjunto arquitetônico da Igreja de Santa Rita

Um dos destaques do acervo é a imaginária em barro e madeira seiscentista e setecentista europeia e da região de Paraty e do Vale do Paraíba, tais como o Mestre Bolo de Noivas – Mestre de Angra e nomes importantes como Frei Agostinho de Jesus — um dos principais precursores da imaginária em barro do país.

Texto: Ivy Fermon (Ascom/Ibram)
Fotos: (1) Sylvana Lobo-Ibram/ (2) – Henrique Carvalho-Ibram

Museu de Arte Sacra da Boa Morte fecha para obras em Goiás

O Museu de Arte Sacra da Boa Morte, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e localizado em Goiás (GO), está fechado à visitação, devido à realização de obras de conservação em seu edifício. A previsão é de que o museu volte a receber o público no mês de maio.

Igreja da Boa Morte em Goiás: Museu de Arte Sacra receberá melhorias

Igreja da Boa Morte em Goiás: Museu de Arte Sacra receberá melhorias

A intervenção, na qual serão investidos R$ 500 mil, é resultado de parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O projeto prevê a execução de ações emergenciais como drenagem e reforços estruturais, além de serviços essenciais, como revisão das instalações elétricas, substituição de reboco, recuperação das esquadrias e repintura.

Edificação do século XVIII
Situado na antiga Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, que foi construída em 1779, o museu foi criado em 1968 e está, desde 2009, sob a responsabilidade do Ibram. Localizada no Largo da Matriz, na antiga capital do Estado, a igreja foi tombada pelo Iphan em 1950.

O acervo inclui os altares da igreja, diversas imagens sacras do escultor goiano Veiga Valle, além de uma Nossa Senhora do Rosário de origem portuguesa -  único bem móvel tombado individualmente pelo Iphan em Goiás.

O Museu de Arte Sacra da Boa Morte também abriga pratarias e telas de cunho religioso, terços e coroas dos séculos XVIII e XIX e mobiliários do século XIX, entre outros.

Texto: Ascom/Ibram
foto: Divulgação

Após reforma, Museu das Bandeiras reabre ao público em Goiás

Após ficar cerca de um ano fechado ao público por conta de obras de restauração, o Museu das Bandeiras, localizado no município de Goiás (antes Cidade de Goiás), será reaberto ao público neste sábado (20).

Fachada do Museu das Bandeiras após reforma: abertura ao público acontece amanhã (20)

O museu foi entregue ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no início de novembro, após obras de restauração realizadas em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Poucos dias depois, foi nomeada sua nova diretora, Stélia Braga Castro, selecionada através de chamada pública para ocupar a direção dos museus da rede Ibram situados no estado de Goiás – que inclui, além do Museu das Bandeiras, o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, também no município de Goiás, e o Museu Casa da Princesa, em Pilar de Goiás.

As obras de restauração incluíram a execução de ações emergenciais (cobertura e drenagem), essenciais (estabilização e revisão estrutural, revisão das instalações, adequação das instalações de detecção e combate ao incêndio, substituição de reboco e repintura) e serviços estratégicos, como projetos executivos de restauração.

A intervenção, que proporcionou ao museu condições adequadas para a guarda do acervo e atendimento ao público, foi realizada pela empresa Marsou Engenharia e contratada pelo valor de R$ 798.750,92.

Antes de ser reaberto à visitação do público, o museu deu início a um processo de revisão expográfica sob orientação da museóloga Célia Corsino, que será implantado de forma gradual, de modo a valorizar a comunicação e o interesse dos visitantes.

Criado em 1954, o museu está instalado na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Boa de Goiás, então sede do governo da capitania goiana, e narra a história do ciclo do ouro em Goiás. Abriga ainda coleção de documentos públicos dos séculos XVIII e XIX produzidos na região. Construído em 1766, o prédio foi tombado pelo Iphan em 1951 como exemplo da arquitetura civil portuguesa.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação/Iphan

Conselho do Patrimônio Cultural aprova tombamento da Coleção Geyer

A Coleção Geyer, doada ao Museu Imperial/Ibram pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, em 1999, teve seu tombamento aprovado hoje (4), no segundo dia da 77ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em Brasília (DF).

Detalhe de um dos aposentos da Casa Geyer no Cosme Velho

Detalhe de um dos aposentos da Casa Geyer no Cosme Velho (RJ)

A coleção reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras.

Com o falecimento dos doadores, o Museu Imperial, que fica em Petrópolis (RJ), assumiu a coleção e a edificação que a abriga, em uma área de 12 mil m², localizada no bairro do Cosme Velho, na capital fluminense. A casa, que deverá ser aberta ao público em 2015, será uma subunidade do Museu Imperial.

O objetivo maior, cumprindo assim o desejo do casal Geyer, é tornar o espaço aberto ao público, dando aos visitantes acesso a imagens do Rio real e imperial, seus logradouros, gente e natureza.

Memória nacional
São 1.120 itens iconográficos, produzidos por artistas de várias nacionalidades, e 2.590 livros que enfatizam registros de viajantes e cronistas em terras brasileiras durante o século XIX.

Dentre os itens de arte decorativa, o total de objetos chega a 466, estão cerca de 200 pinhas de cristal e vidro, móveis de madeira, em miniatura, trabalhados em marfim e a lanterna de prata que adornava a carruagem cerimonial de d. Pedro II, fazendo do conjunto referência nacional.

Para o diretor do Museu Imperial, Maurício Ferreira, ” a Coleção Geyer representa um fenômeno singular na história do colecionismo nacional. É o resultado de uma meticulosa atividade de identificação, localização e captura de objetos de arte conduzida pelo gosto privilegiado de apreciadores das belas artes”, afirma.

A doação de natureza cultural rendeu ao casal Geyer o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1999.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, ligado ao Iphan, avalia processos de tombamento e registro de bens culturais materiais e imateriais, sendo formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia, com um total de  23 conselheiros. O Ibram está representado no conselho pelo seu presidente, Angelo Oswaldo.

Leia mais sobre a reunião  do conselho, que aconteceu na sede do Iphan em Brasília, e conheça o Museu Imperial em Petrópolis.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram

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