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Nomeado o novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus

Ex-diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), o artista plástico, curador, escritor e engenheiro civil gaúcho Paulo César Brasil do Amaral ocupará o cargo.

Ex-diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), o artista plástico, curador, escritor e engenheiro civil gaúcho Paulo César Brasil do Amaral ocupará o cargo.

O novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) foi nomeado nesta quinta-feira (21). A portaria de nomeação foi publicada no Diário Oficial da União.

Ex-diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), o artista plástico, curador, escritor e engenheiro civil gaúcho Paulo César Brasil do Amaral ocupará o cargo. A posse do novo presidente do Ibram está programada para a próxima segunda-feira (25).

Paulo César Brasil do Amaral dirigiu o MARGS em três gestões. A primeira delas se deu entre 1997 e 1998, quando coordenou processo de restauro que colocou a instituição na rota das exposições internacionais. Também dirigiu o museu entre 2003 e 2006.

Desde 2015 dirigia o MARGS pela terceira vez, função que acumulava com a de diretor artístico-cultural da Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul. Como artista visual, iniciou estudos de pintura na California (EUA) em 1967 e já realizou diversas exposições individuais e coletivas dentro e fora do Brasil.

Convidado no ano passado a assumir a presidência do Ibram, Amaral participou de reuniões com a equipe de transição do novo governo. O cargo estava ocupado de forma interina por Eneida Braga Rocha de Lemos desde agosto passado, quando o ex-presidente do Ibram Marcelo Mattos Araújo pediu exoneração.

Trajetória

Paulo César Brasil do Amaral participou de inúmeras exposições individuais e coletivas e de salões de arte ao longo de sua carreira como artista plástico. Suas obras integram acervos de diversas instituições, como a Pinacoteca Aldo Locatelli (RS), o MARGS, o Museu da Gravura Brasileira de Bagé (RS), o Stedelijke Museum van Aalst (Bélgica) e coleções privadas no Brasil e no exterior.

Amaral foi responsável pela curadoria e chefiou as atividades do Rio Grande do Sul no Ano do Brasil na França (Saison Brésil-France), da exposição Vasco Prado – A Escultura em Traço e da mostra Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, que integrou a missão cultural do Rio Grande do Sul na República Tcheca, entre outras.

Foi diretor institucional pelo Rio Grande do Sul na I Bienal de Artes Plásticas do Mercosul, em 1997, em Porto Alegre. A partir da terceira edição, passou a compor o Conselho da Fundação Bienal, cargo que deixou em 2015.

Em 1994, recebeu a Comenda da Ordem do Mérito das Belas Artes, do estado do Rio de Janeiro, no grau de Comendador, e, em 2006, o título de Cidadão Honorífico da Cidade de Porto Alegre. Desde 2010, integra a Academia Brasileira de Belas Artes, na qual ingressou pela cadeira de Di Cavalcanti. Em 2017, recebeu a mais alta honraria da Academia, a Grande Medalha de Honra.

 

Com informações da Secretaria Especial da Cultura

MP 850 é rejeitada pela Câmara dos Deputados

Durante Sessão Deliberativa Ordinária realizada nesta terça-feira (12), a Câmara dos Deputados rejeitou a Medida Provisória nº 850/2018, que autorizava o Governo Federal a extinguir o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e criar a Agência Brasileira de Museus (Abram).

O prazo de vigência da MP 850, editada em setembro passado, expiraria na próxima segunda-feira (18). Caso não tivesse aprovação do Congresso Nacional até esta data, para transformação definitiva em lei, a medida caducaria (perderia validade).

De acordo com informações do portal da Câmara dos Deputados, não havia acordo entre os parlamentares sobre o tema e a atual gestão do governo não demonstrou interesse pela matéria.

Com a decisão tomada hoje pelo plenário da Câmara, a discussão sobre a MP 850 está encerrada no Congresso Nacional e a medida não tem mais qualquer efeito. A matéria foi arquivada.

Histórico

A Medida Provisória nº 850 foi editada em 11 de setembro de 2018, nove dias após incêndio que tomou o Museu Nacional/UFRJ, no Rio de Janeiro (RJ). Foi constituída no Congresso Nacional comissão mista destinada a emitir parecer sobre a matéria, para a qual foram apresentadas 69 emendas.

Em dezembro passado, após ouvir a opinião de representantes do campo museal brasileiro, incluindo o próprio Ibram, a comissão mista aprovou por unanimidade relatório que recomendou a manutenção do Ibram e criação de fundação privada voltada à arrecadação, gestão e aplicação de fundos e recursos para o setor museal.

Documentário que retrata jardim do Palácio do Catete será exibido no MoMA

Filme retrata os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

Filme retrata os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

O documentário de estreia da roteirista, produtora e diretora brasileira Monica Klemz, Um Jardim Singular, gravado no jardim histórico do Palácio do Catete (Museu da República), será exibido no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York (EUA), no próximo dia 23, como parte da programação do festival Doc Fortnight 2019.

Única obra brasileira selecionada para o festival, o filme, lançado em 2017, aborda a singularidade do jardim do Palácio do Catete, antiga residência dos aristocratas Barão e Baronesa de Nova Friburgo que, a partir de 1887, tornou-se a sede do poder executivo brasileiro e residência oficial da Presidência da República, função que desempenhou até 1960 com a transferência da capital federal para Brasília e a criação do Museu da República, que abriu as portas no mesmo ano.

Metáfora e relações

O filme utiliza fotografias de arquivos, textos de jornais, e filmagens atuais para retratar os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

Um Jardim Singular passeia por um espaço verde nascido no Brasil Império escravocrata, berço da primeira República e patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, no meio do caos urbano, e a forma como pessoas interagem com ele e como o espaço verde se desdobra em múltiplas facetas, do globalizante ao singular. O cenário foi escolhido pela diretora para tecer relações entre memória e globalização, monumento e modernidade, isolamento e espaço público na obra de ficção.

Desde lançado, o filme já passou por mais de 60 festivais internacionais em cinco continentes, como o Full Frame Documentary Film Festival 2018 (EUA) que, segundo Klemz, abriu as portas para a seleção do MoMA; e o Traverse City Film Festival 2018 (EUA) do renomado documentarista e ativista americano Michael Moore. A produção, iniciada em 2017, foi contemplada com o Edital Elipse 2017, da Fundação Cesgranrio, para fomento de curtas universitários.

Exibição gratuita

Um Jardim Singular terá também sua segunda exibição no Brasil em edição do Cineclube Museu da República com o tema Arquitetura e Urbanismo, a ser realizada no dia 28 de março, a partir das 18h. Também será exibido na ocasião o filme Pedregulho – O Sonho Possível, de Ivana Mendes. A diretora Monica Klemz estará presente na exibição para debate com o público. A participação é gratuita. Confira o trailer do filme e saiba mais sobre o jardim do Palácio do Catete.

Entidades nacionais e internacionais enaltecem atuação do Ibram

Instituído pela Lei 11.906, de 20 de janeiro de 2009, o Instituto Brasileiro de Museus completou dez anos de criação no último domingo.

Instituído pela Lei 11.906, de 20 de janeiro de 2009, o Instituto Brasileiro de Museus completou dez anos de criação no último domingo.

Com a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Brasil deu um importante passo para conhecer, organizar, preservar, normatizar e ampliar o acesso da população aos seus museus. Entidades nacionais e internacionais não apenas reconhecem a atuação da instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, mas também elogiam a importância do trabalho desenvolvido pela entidade na última década.

“Nesses 10 anos, o Ibram vem fazendo um trabalho muito importante no Brasil para o fortalecimento da Política Nacional de Museus. Foi criado o Estatuto dos Museus, o Sistema Nacional de Museus, o Cadastro Nacional de Museus. São iniciativas e políticas muito importantes para o desenvolvimento, para a melhoria dos serviços dos museus e o trabalho integrado entre os museus brasileiros”, destaca a coordenadora de Cultura da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Isabel de Paula.

Isabel destaca ainda o papel relevante do Ibram na criação e aprovação da Recomendação Internacional para Proteção e Promoção dos Museus e Coleções e sua Diversidade, em 2015, e na Convenção para coibir o tráfico Ilícito de bens culturais.

“Nós consideramos o Ibram uma instituição com uma história que está apenas no começo, mas que já apresentou muitos frutos importantes. E, diante do incêndio no Museu Nacional, ocorrido no ano passado, fica cada vez mais clara a importância de uma instituição como o Ibram, para que tenhamos a garantia da institucionalidade de um órgão que cuida da proteção, da preservação, do desenvolvimento e da modernização de museus no Brasil”, defende Isabel de Paula.

Para a presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM-Brasil), Renata Vieira da Motta, o Ibram é uma conquista fundamental do setor museológico brasileiro. “Nestes 10 anos, [o Ibram] atuou de forma sistemática na estruturação de uma política pública para os museus, desenvolvendo programas que singularizam a museologia brasileira, como os Pontos de Memória. No âmbito internacional, liderou a elaboração da Recomendação referente à Proteção e Promoção dos Museus e Coleções, sua Diversidade e seu Papel na Sociedade (Unesco, 2015), destacando a importância da defesa e promoção dos museus e coleções para o desenvolvimento sustentável”, declarou.

O Programa Pontos de Memória reúne um conjunto de ações e iniciativas de reconhecimento e valorização da memória social, para que povos, comunidades, grupos e movimentos sociais, em seus diversos formatos e tipologias, sejam reconhecidos e valorizados como parte integrante e indispensável da memória social brasileira.

A coordenadora da Unidade Técnica do Programa Ibermuseus, Mônica Barcelos, também destacou a importância do Ibram. “É o primeiro organismo dedicado exclusivamente a políticas públicas para museus na região ibero-americana. Nenhum outro país dessa região tem uma autarquia federal com essas funções, de garantir o acesso, a inclusão e a importância dos museus na política cultural”, afirma. “No âmbito internacional, o Ibram foi impulsor da criação do Programa Ibermuseus, por meio do primeiro Encontro Ibero-americano de Museus, em Salvador da Bahia, e desde então vem sendo um ator fundamental para garantir o funcionamento e alcance das ações do Programa, sendo uma referência para os demais países com projetos inovadores, trabalhando sempre em prol tanto do desenvolvimento da política cultural quanto do acesso à cultura”, destaca.

O Ibermuseus é uma iniciativa de cooperação e integração dos países ibero-americanos para o fomento e a articulação de políticas públicas para a área de museus e da museologia. É dirigido por um Conselho Intergovernamental que define suas ações, estratégias e prioridades. É integrado por representantes de 12 países-membros –Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai. As ações e projetos são executados por meio de sua Unidade Técnica, que atualmente tem sede no Ibram, em Brasília.

“Dentro do Ibermuseus, o Ibram é um protagonista. Coordena a linha de Sustentabilidade, tem participação ativa em todas as demais linhas de ação e acolhe a Unidade Técnica dentro de sua estrutura. No contexto internacional ibero-americano, não seria possível pensar num programa de cooperação tão consolidado como o Ibermuseus sem a atuação do Ibram”, observa Mônica Barcelos.

Benefícios a todos os museus do Brasil

A presidente do Conselho Federal de Museologia (Cofem), Rita de Cassia de Mattos, ressalta que a criação do Ibram é resultado de massiva consulta à sociedade civil, que almejava uma melhor organização do setor. “O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) foi a plataforma para a execução das medidas aprovadas com a criação da Política Nacional de Museus. Essas políticas estão voltadas não apenas para os 30 museus a ele ligados, mas para os quase 4 mil museus brasileiros”, destaca.

Rita de Cássia destaca que as ações do Ibram foram decisivas para o desenvolvimento global da área museológica no país, tais como interiorização da museologia (criação do Sistema Nacional de Museus e dos respectivos Sistemas Estaduais e Municipais); um consistente Programa de Educação em Museus; capacitação (oficinas técnicas atingindo democraticamente todas as regiões do território brasileiro); implantação dos Pontos de Memória; editais de fomento para várias linhas de trabalho; e pesquisas que geraram as primeiras estatísticas para o setor museológico brasileiro e que deram origem a um conhecimento inédito sobre a área.

A museóloga ressalta, ainda, que o Ibram desenvolveu uma plataforma para registro dos museus brasileiros e do seu patrimônio, na qual estão disponíveis inúmeras informações do setor. “O resultado desse trabalho foi o reconhecimento, a valorização da diversidade cultural do país, além da proteção ao patrimônio museológico brasileiro e a democratização da visitação aos museus, em todas as classes sociais, por meio de programas de incentivos e do baixo valor dos ingressos”, avalia Rita de Cássia. “Para a grande maioria dos museus brasileiros, o Ibram é uma referência no sentido de acesso a editais diversos e tem sido, nesses 10 anos de existência, na maioria das vezes, seu único interlocutor”, conclui.

Novo presidente

O novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) será Paulo Amaral, artista plástico e engenheiro civil formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Amaral foi diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs) em três ocasiões: entre abril de 1997 e dezembro de 1998; de janeiro de 2003 a janeiro de 2007; e de 2015 a janeiro de 2019, quando deixou o cargo para unir-se à equipe do Ministério da Cidadania.

Texto: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cidadania

Ibram assina acordo com os três poderes para criação de centro cultural

Ibram ficará responsável por oferecer assessoramento técnico à concepção e planejamento da nova unidade museológica, que vai reunir acervos dos três poderes num mesmo espaço na capital federal.

Ibram ficará responsável por oferecer assessoramento técnico à concepção e planejamento da nova unidade museológica, que vai reunir acervos dos três poderes num mesmo espaço na capital federal. (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Presidência da República assinaram nesta quinta-feira (13) Acordo de Cooperação Técnica para a criação do Centro Cultural dos Três Poderes, em Brasília (DF).

Assinaram o termo o presidente do Senado, Eunício Oliveira; o presidente do STF, Antonio Dias Toffoli; o deputado federal Cleber Verde, em nome do presidente da Câmara, Rodrigo Maia; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca; e a presidente substituta do Ibram, Eneida Braga.

A nova unidade museológica vai reunir num mesmo espaço da capital federal os acervos do Senado, da Câmara, do STF e da Presidência. O centro cultural ficará situado em área com 80 mil m² às margens do Lago Paranoá e de propriedade da União, no Setor de Clubes Norte, já cedida com esta finalidade. O local, que já abrigou um clube de servidores, está abandonado desde 1999.

Entre os itens que poderão compor o acervo estão o documento original da Lei Áurea, a carta de renúncia do ex-presidente Jânio Quadros, o original da Constituição Federal de 1988 e falas originais lidas por Dom Pedro I na abertura das sessões legislativas da época do Império.

Já elaborado, o projeto conta com sala de exposições, espaço para acervo técnico, auditório e praça de alimentação. Os recursos necessários para as obras de reforma do espaço poderão ser obtidos por meio da Lei Rouanet e de parcerias público-privadas.

Assessoramento técnico

Pelo acordo assinado, o Ibram ficará responsável por oferecer assessoramento técnico, orientações e esclarecimentos exigidos para a concepção e planejamento do centro cultural. Serão indicados servidores para o acompanhamento das ações pactuadas. O trabalho terá início em fevereiro de 2019.

“A assinatura desse convênio com toda certeza vai entrar para a história como a junção dos três poderes da República na defesa da cultura nacional”, afirmou durante a cerimônia o presidente do Senado, Eunício Oliveira. O presidente do STF, Dias Toffoli, sublinhou que o centro “Poderá ser frequentado por qualquer cidadão, que terá oportunidade de visitar mostras culturais e conhecer parte deste importante acervo cultural dos três poderes”.

Para a presidente substituta do Ibram, a participação do órgão no projeto demonstra sua qualificação técnica e protagonismo nesta área. “Esse assessoramento é nosso dever de ofício, mas se dá também porque o projeto vai na direção daquilo que mais acreditamos: que todo cidadão tem direito a memórias e museus”, disse Eneida Braga. “O acordo demonstra o desejo e compromisso dos três poderes com o acesso às memórias, o compromisso com o diálogo e o encontro de diferenças”, concluiu.

Ibram divulga a lista de inscrições admitidas no Edital Modernização

edital de modernizacao 2018O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) tornou pública através do Diário Oficial da União desta terça-feira (02), a relação das inscrições consideradas aptas para a seleção do Edital de Modernização de Museus – Prêmios (Chamamento Público nº 01/DDFEM, de 05 de julho de 2018). Ao todo, foram recebidas 197 inscrições, sendo 139 admitidas conforme os termos do item 5 do Edital.

O Edital de Modernização de Museus – Prêmios vai contemplar 28 projetos com R$ 100 mil cada, totalizando R$ 2,8 milhões voltados a iniciativas bem-sucedidas de modernização e preservação do patrimônio museológico implementadas por instituições museológicas ou por mantenedores de museus no período de 2015 a 2018.

Na mesma data, também foi publicada outra lista com os motivos da inadmissibilidade de cada uma das 58 entidades que foram consideradas inaptas para a seleção. O prazo para a interposição de recursos de inadmissibilidade da inscrição é de 05 (cinco) dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União. Os recursos devem ser encaminhados pelo Formulário de Recurso (Anexo VI) a ser encaminhado, exclusivamente, via e-mail, no endereço eletrônico: recurso.inscricao@museus.gov.br, devidamente identificado no assunto: Recurso de Inscrição Modernização de Museus – Prêmios.

 

Ibram conclui doação de mais de 700 obras de arte a museus brasileiros

Um total de 67 museus e centros culturais de todas as regiões do país serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos.

No total, 67 museus e centros culturais de todas as regiões do país serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos; bens culturais serão enviados em até 90 dias.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) já definiu as instituições que receberão mais de 700 obras de arte oferecidas ao setor museal em maio passado, com intermediação do órgão, pelo Instituto Itaú Cultural.

O lote oferecido inclui gravuras, serigrafias, litografias e óleos sobre tela assinados por artistas brasileiros renomados como Emanoel Araújo, Maria Bonomi, Roberto Burle Marx, Amilcar de Castro, Renina Katz, Tomie Ohtake e Alfredo Volpi, entre outros, além de reproduções de artistas internacionais como Van Gogh, Picasso, Miró, Kandinsky e Klee.

No total, 67 museus e centros culturais brasileiros serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos. As instituições contempladas estão em 49 cidades que abrangem todas as regiões do país, em 18 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Três museus vinculados ao Ibram receberão obras hoje pertencentes ao Acervo Banco Itaú. O Museu Victor Meirelles, em Florianópolis (SC), agregará a seu acervo 25 delas, que incluem duas litografias, uma de Alfredo Volpi e outra de Emanoel Araújo; e uma gravura de Carlos Vergara. O Museu da Abolição, em Recife (PE), será contemplado com 13 bens culturais, entre eles obras de Bernard Bouts e José Sabóia. Os Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), receberão 12 obras – o óleo sobre tela Paisagem Bom Jesus de Pirapora, de Hugo Adami, é uma delas.

Critérios

Instituições de todo o Brasil, públicas ou privadas, puderam manifestar interesse pelas obras. As manifestações puderam ser feitas através de formulário disponibilizado pelo Ibram e foram recebidas até o dia 8 de junho. Os pedidos foram analisados por ordem de manifestação e a pertinência de incorporação de itens foi avaliada levando em conta a caracterização dos acervos dos museus e sua missão. Foi utilizado como critério de desempate a apresentação de Registro do Museu, Plano Museológico e Política de Aquisição e Descarte.

“Iniciativas como esta são fundamentais para a ampliação dos acervos dos museus brasileiros e a democratização do acesso a seus públicos”, avalia a coordenadora de Acervo Museológico do Ibram, Luciana Palmeira. “O Ibram estimula uma cultura de doação de bens culturais a museus no Brasil e está à disposição para realizar uma intermediação criteriosa”, completa. As obras serão enviadas aos museus contemplados, com todos os custos a cargo do Itaú Cultural, num prazo de até 90 dias.

Bonde da História: confira as atividades educativas do MHN em julho

O Museu Histórico Nacional (MHN), que integra a rede Ibram no Rio de Janeiro (RJ), segue apresentando o projeto Bonde da História, cuja proposta é levar os visitantes a conhecer as exposições do museu a partir de temas pensados tanto para o público adulto quanto infantil.

No domingo (8), a visita tem como tema “Brasil entre rupturas”. Em sua primeira edição, a atividade vai abordar diversos episódios críticos da história brasileira e suas consequências na formação do país.

Para o público infantil, o Bondinho da História apresenta o trabalho de Leandro Joaquim (1738-1798). Importante pintor do século XVIII, suas obras retratam o Rio de Janeiro de sua época.

O projeto Bonde da História acontece aos sábados e domingos no MHN

O projeto Bonde da História acontece aos sábados e domingos no MHN

Após conhecer as pinturas do artista, os pequenos participantes são convidados para uma oficina de pintura, onde poderão deixar a imaginação fluir para retratar o Rio atual.

Presença negra
No domingo 15, os visitantes poderão conhecer o museu sob o viés da representatividade negra. A proposta é trazer à tona a produção artística e histórica de matrizes africanas no Brasil.

No Bondinho da História, as crianças poderão conhecer a criação do mundo a partir da mitologia Yorubá – grupo étnico africano importante para a formação do Brasil.

No dia 22, o Bonde da História, com tema “A violência em objetos de nossa história”, irá mostrar ao público peças do acervo com objetivo de propor um debate sobre diferentes expressões de violência. A atividade será acessível para pessoas com deficiência visual.

Para as crianças, haverá contação de história sobre a vida dos primeiros habitantes do território brasileiro, ambientada na exposição Oreretama. A seguir acontece oficina com pintura e modelagem em argila.

Detetives no museu
No último domingo do mês (29), os educadores levam os visitantes para conhecer 10 objetos que contam a história do Brasil. No mesmo dia, as crianças poderão brincar de detetive a partir de uma atividade que tem como objetivo trabalhar os segredos que o museu abriga.

Aos sábados, o Bonde da História acontece às 14h e percorre o circuito da exposição de longa duração do museu. Confira ingresso e gratuidades. Aos domingos, dia de entrada franca no MHN, o Bonde começa às 14h e o Bondinho às 15h.

Não há necessidade de agendamento ou inscrição: o encontro com os educadores acontece na recepção do museu. Confira a programação completa. Mais informações sobre o projeto Bonde da História podem ser obtidas pelo e-mail mhn.educacao@museus.gov.b

MHN divulga trabalhos selecionados para seminário internacional

O Museu Histórico Nacional (MHN) divulgou a lista das comunicações orais selecionadas para o “Seminário Internacional Museu e Educação: 60 anos da Declaração do Rio de Janeiro” – que acontecerá no museu de 9 a 11 de outubro. Foram inscritos 108 trabalhos no total. Devido ao grande interesse, a organização do evento ampliou de 16 para 40 o número de selecionados.

As comunicações serão feitas em quatro painéis em torno do tema Educação Museal: história no Brasil; conceitos e teorias; práticas e experiências; políticas públicas, profissionais e pesquisa. Confira a lista de trabalhos selecionados.

Seminario_Internacional_2018_LogoOs autores selecionados serão contatados via correio eletrônico pela organização do seminário e deverão confirmar disponibilidade para participar. Dúvidas e outras questões devem ser enviadas para seminariointernacionalmhn@gmail.com.

Seminário multidisciplinar

Desde sua primeira edição em 2000, o Seminário Internacional do MHN acontece sempre em outubro – mês em que o museu foi criado em 1922. Resultado da parceria com universidades, instituições culturais e de pesquisa brasileiras e estrangeiras, o evento aborda assuntos diversos nos campos da História, Patrimônio, Museologia e Ciências Sociais.

Neste ano, o MHN, em parceria com a Rede de Educadores em Museus e Centros Culturais do Rio de Janeiro (REM-RJ), dedica a 18ª edição do evento à reflexão e ao debate sobre os avanços e os desafios que a educação museal apresenta desde a realização do Seminário Regional da Unesco sobre o papel educativo dos museus – que deu origem à Declaração do Rio de Janeiro em 1958.

Além dos Painéis Temáticos, onde acontecem as comunicações orais, a programação do seminário traz ainda mesas redondas, conferências, relatos de experiências e abertura de exposição. Os trabalhos apresentados são publicados nos anais do evento. Na Biblioteca Virtual do MHN estão disponíveis todos os anais já publicados. A programação completa será divulgada em breve.

Lançamento do Caderno da PNEM no Rio acontece nesta terça

Nesta terça-feira (26), o Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro (RJ), promove uma atividade com foco na educação museal. O Caderno da Política Nacional de Educação Museal (PNEM) e o Programa de Elaboração e Pesquisa em Educação Museal (Pepem) serão lançados no auditório do museu a partir das 14h, com entrada franca. Não é necessário inscrição prévia. Haverá ainda certificado para os participantes.

Educação museal: MHN lança publicação do Ibram e

Educação museal: MHN lança publicação do Ibram e programa de implementação da PNEM nesta terça-feira (26)

A atividade terá como destaque uma mesa redonda com as presenças de Magaly Cabral, educadora e museóloga; Ozias Soares, pesquisador do Museu da Vida/Fiocruz; e Fernanda Castro, educadora do MHN – os dois últimos atuaram como coordenadores no processo de elaboração da PNEM.

Participação

A Política Nacional de Educação Museal é fruto de um amplo processo de reflexão e debate participativo – iniciado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em 2010 e concluído ano passado, quando a PNEM teve sua criação oficializada em portaria.

O Caderno da PNEM traz os princípios e diretrizes elaborados nesse processo, além de um conjunto de textos sobre a história da educação museal no Brasil, o processo de construção da política, formas de sua aplicação e conceitos que a embasam. A publicação já está disponível para download.

Implementação

Nesse contexto, o Núcleo Educativo do MHN propõe a criação e implementação do Programa de Elaboração e Pesquisa em Educação Museal (Pepem): uma ferramenta de implementação da PNEM que deve atuar com ações de curto, médio e longo prazo, em especial no que diz respeito à formação de educadores, elaboração de pesquisas e instrumentos de sistematização, registro e avaliação da área e produção de informação em educação museal.

A primeira atividade do Pepem, realizada na semana passada, foi uma reunião da linha de pesquisa “Educação museal: conceitos, história e políticas”, criada no grupo de pesquisa “Escritas da história em museus” (MHN/CNPq). Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo endereço eletrônico mhn.educacao@museus.gov.br. Conheça o Museu Histórico Nacional.

Texto: Ascom/MHN
Foto: Setor Educativo/MHN

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