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História oral resgata memória institucional do Museu das Missões

Museu das Missões/Ibram integra complexo do Sítio Arqueológico de São Miguel das MIssões (RS)

Museu das Missões/Ibram integra Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo (RS)

Instituição com papel fundamental na preservação da memória de um importante capítulo da história do Brasil, o Museu das Missões/Ibram também tem trabalhado em prol de sua memória institucional – que se conecta ao tema Museus e suas memórias abordado pela 11ª Primavera dos Museus.

Localizado na antiga região dos Sete Povos das Missões, o museu, criado em 1940, integra o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, em São Miguel das Missões (RS).

Responsável pela preservação de acervo relacionado às reduções missionais, um dos objetivos do setor de Pesquisa Histórica e Arquivo do museu tem sido também investigar, documentar, preservar e divulgar a trajetória da unidade museológica Ibram.

“Reconhecemos a sua historicidade e buscamos transformar a própria memória institucional em objeto de conhecimento crítico”, explica Diego Luiz Vivian, diretor do Museu das Missões.

Vozes da memória
Entre os anos de 2010 e 2013, por exemplo, desenvolveu-se o Projeto de História Oral do museu. A partir de orientações técnicas e procedimentos metodológicos do campo da história, o objetivo foi tornar acessível as entrevistas realizadas.

A formação e o gerenciamento do acervo museológico foram temas abordados. “A aquisição de acervo ocorreu, especialmente, através da coleta de peças realizada pelo primeiro zelador do museu”, conta Vivian.

Colocação das telhas no Museu das Missões (1939-40)/Arquivo Iphan

Colocação das telhas no Museu das Missões (1939-40)/Arquivo Iphan RJ

A construção de um “repertório biográfico” sobre o museu, entre os anos de 1937 e 1987, revelou informações sobre ‘personagens’ que fizeram parte da sua história: da família do primeiro e inesquecível zelador, que viveu em anexo ao museu por cerca de 60 anos, a técnicos, arquitetos e engenheiros envolvidos nas obras de construção – cujo projeto foi do arquiteto Lucio Costa (1902-1998).

“O museu possui uma trajetória de quase oito décadas na preservação do legado missioneiro”, aponta o diretor, acrescentando que a realização do trabalho de pesquisa também atende demandas de documentação do próprio museu.

Diego Vivian, que é historiador de formação, publicou em 2015 o artigo Estudo sobre a trajetória do Museu das Missões Ibram/MinC, em publicação do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais.

No mesmo ano, o museu foi tema de um dos volumes da Coleção Museus Ibram, que busca levar ao público o trabalho desenvolvido pelos museus federais que compõem a sua rede. A publicação está disponível para download gratuito.

Assista também episódio da série Conhecendo Museus sobre o Museu das Missões.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu das Missões/Divulgação

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Inscrições de atividades na 11ª Primavera dos Museus acabam na segunda (14)

Na segunda (14), encerra-se o período para inscrição de atividades na 11ª Primavera dos Museus – coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Identidade visual da Primavera dos Museus 2017 (clique para ampliar)

Identidade visual da Primavera dos Museus 2017 (clique para ampliar)

A temporada nacional de eventos acontece este ano entre os dias 18 e 24 de setembro e é aberta à participação de museus, instituições de memória, espaços e centros culturais brasileiros.

As instituições interessadas devem acessar a página de Eventos Ibram e cadastrar online suas atividades programadas -  como exposições, palestras, seminários, shows, exibição de filmes etc. A programação é de inteira responsabilidade dos museus.

Memória institucional
Desde sua primeira edição, em 2007, a Primavera dos Museus tem abordado temas que têm relações estreitas com tópicos contemporâneos e a memória social brasileira – como meio ambiente, direitos humanos, cultura afro-brasileira e questões ligadas a mulheres.

Neste ano, o tema escolhido foi Museus e suas memórias. “Em 2018 iremos comemorar os 200 anos da criação da primeira instituição museal brasileira – o Museu Nacional/UFRJ no Rio de Janeiro (RJ)”, lembra Marcelo Mattos Araujo, presidente do Ibram.

“Desde então, milhares de museus foram criados no Brasil – o Ibram tem hoje mais de 3,7 mil deles mapeados. Cada um carrega consigo histórias, contextos, objetivos e memórias. A Primavera dos Museus nesta edição quer dar visibilidade a esses processos”, finaliza.

Na edição 2016, o evento contou com a participação de 753 instituições, que realizaram 2. 080 eventos em torno do tema Museus, memórias e economia da cultura. Na série histórica, entre 2007 e 2016, houve um crescimento de 15% no número de participantes. Confira o quadro evolutivo.

Dúvidas e outras questões devem ser enviadas para o endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram

Nova exposição e horários especiais no Museu Regional de São João del-Rei

O Museu Regional de São João del-Rei (MRSJDR/Ibram), em Minas Gerais (MG), abre na segunda (14), às 19h, a exposição Paisagens internas e externas, do artista plástico José Renato Sartori Inchausti.

O trabalho apresenta distorções de paisagens, tanto de ambientes interiores quanto exteriores, tendo cidades históricas e litorâneas como tema. O artista projeta em suas paisagens interiores referências geográficas. Segundo Inchausti, essas paisagens possuem uma “exposição frontal de algum sentimento humano”.

Museu Regional de São João del-Rei (MG)

Museu Regional de São João del-Rei (MG)

Trabalhando com artes plásticas há cerca de 40 anos, José Renato já participou de 18 mostras -  entre salões coletivos e exposições individuais. Atualmente mora em São João del-Rei, onde desenvolve um trabalho interessado na abstração do sentimento por meio da paisagem.

A exposição fica em cartaz até 24 de setembro. A visitação é gratuita. O museu funciona de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h30. Sábados, domingos e feriados, de 9h às 16h.

Feriado local
No dia 15 de agosto (terça-feira) é feriado em São João del-Rei (Assunção de Nossa Senhora) e, por isso, o MRSJDR tem horário especial para o feriado prolongado.

No sábado e domingo (dias 12 e 13), funciona das 9h às 13h. Já na segunda e terça (14 e 15) funciona das 9h às 16h. O museu reabre às 19h no dia 14 apenas para receber o público na nova exposição. Já na quarta (16), o museu fecha para manutenção – voltando ao seu horário normal a partir do dia 17 de agosto.

Aberto ao público em 1963,  o Museu Regional de São João del-Rei apresenta, em sua exposição permanente, aspectos dos modos de vida e costumes mineiros dos séculos XVII ao XX, a partir de peças de mobiliário, objetos de arte sacra e imaginária oitocentista.

O MRSJDR está localizado na Rua Marechal Deodoro, 12 – Centro. Mais informações pelo telefone (32) 3371.7663 ou endereço eletrônico mrsjdr@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: MRSJDR/Divulgação

Museu da Inconfidência comemora 73 anos em Ouro Preto (MG)

Museu da Inconfidência (MG)

Museu da Inconfidência (MG)

O Museu da Inconfidência (Ibram/MinC), em Ouro Preto (MG). completa 73 anos de inauguração no dia 11 de agosto.

Para comemorar a data, haverá programação especial de aniversário, com lançamento de livros e o seminário Hospitalidade e Patrimônio: do acolher ao preservar – ambos com entrada gratuita.

As atividades ocorrerão nos dias 10 e 11 de agosto, a partir das 18h, no Auditório, Anexo I (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico).

Os participantes receberão certificado. Visite a página do Museu da Inconfidência para mais informações.

Confira a programação:

Seminário Hospitalidade de patrimônio: do acolhedor ao preservar

Mesa 1 – 10 de agosto, a partir das 18h
Mediação: Professora Ma. Lia Sipaúba P.Brusadin, Universidade Federal de Ouro Preto.

História, arte e preservação do patrimônio cultural
Profa. Dra. Maria Regina E. Quites
Graduada em bacharelado e licenciatura em Artes Plásticas, Especialista em Conservação Restauração de Bens Culturais e Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais, Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas. Professora do Departamento de Artes Plásticas e do Programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG. É vice-presidente do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira.

Potencialidades da documentação oficial da hospitalidade e refúgio
Profa. Dra. Sênia Regina Bastos

Bacharel, mestre e doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Bolsista de Produtividade em Pesquisa (nível 2 – CNPq), atualmente é professora do Mestrado e Doutorado em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi. É membro do Grupo de Pesquisa Hospitalidade: Processos e Práticas.

Museus hostis, turistas hostilis; controvérsias e caminhos da hospitalidade em instituições museológicas sob uma uma abordagem derrdariana
Profa. Dra. Karla Estelita Godoy
Professora Adjunta IV do Departamento de Turismo da Universidade Federal Fluminense. Vice-coordenadora e docente do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Turismo e professora do curso de Bacharelado em Turismo da UFF. Possui Bacharelado em Museologia, Mestrado em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Doutorado em Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense.

O trabalho do profissional de museus para o fomento do turismo cultural e a preservação da memória social
Margareth Monteiro
historiadora e chefe da Divisão Técnica do Museu da Inconfidência/Ibram.
Janine Ojeda
Museóloga, Museu da Inconfidência/Ibram.

Lançamento de livros

livro1_Inconfidencia Hospitalidade e Dádiva: a alma dos lugares e a cultura do acolhimento
Leandro Benedini Brusadin (Org.)
Graduado em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi e Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista de Franca. Pós-doutorado pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – USP. Professor Adjunto do Departamento de Turismo da Escola de Direito, Turismo e Museologia da Universidade Federal de Ouro Preto. Professor do Mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais.

História, Arte e Preservação do Patrimônio Cultural: a imaginária da Paixão de Cristo da Ordem Terceira do Carmo de Ouro Preto (MG)
Lia Sipaúba P. Brusadin
Graduada em bacharelado e licenciatura em História pela Universidade Estadual Paulista, Técnica em Conservação e Restauro de Bens Culturais pela Fundação de Arte de Ouro Preto, Especialista em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto, Mestre e Doutoranda em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora do Departamento de Museologia da Universidade Federal de Ouro Preto.

Livro2_InconfidenciaMaria Regina E. Quites
Graduada em bacharelado e licenciatura em Artes Plásticas, Especialista em Conservação Restauração de Bens Culturais e Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais, Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas. Professora do Departamento de Artes Plásticas e do Programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG. É vice-presidente do Centro de Estudos da Imaginária Brasileira.

Mesa 2 – 11 de agosto, sexta-feira, 18h30
Mediação: Prof. Dr. Leandro B. Brusadin, Universidade Federal de Ouro Preto

Acolhendo Saint-Hilaire: a “polidez simples e afetuosa” do minierio
Prof. Dr. José Newton Coelho Meneses
Professor Associado do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais e orientador pleno no Programa de Pós-Graduação em História/FAFICH/UFMG, linha de pesquisa História Social da Cultura. Graduado em Medicina Veterinária pela EV-UFMG e em História pela FAFICH/UFMG, possui mestrado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense. Realizou estágio pós-doutoral com Bolsa de Estágio Sênior da CAPES, na École des Hautes Étudesen Sciences Sociales – EHESS (Enseignant Chercheur Invité), em Paris, França, sob a supervisão do Prof. Roger Chartier.

Dimensões teóricas da noção de hospitalidade
Profa. Ma. Grace Kelly Marcelino
Doutoranda e Mestre em Hospitalidade e Pós-graduada em Gestão de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi – Laureate International Universities, cursando especialização em Planejamento, Implementação e Gestão de EAD pela Universidade Federal Fluminense e graduada em Turismo pela Universidade Nove de Julho. Atualmente é professora no EAD Laureate.

O ofício de acolher na hospitalidade: trabalhadores do turismo entre o prescrito e o real
Profa. Dra. Kerley dos Santos Alves
Doutora em Psicologia pela PUC-MG. Graduada em Administração pela Universidade Federal de Ouro Preto, graduada em Psicologia e em Turismo pelo Centro Universitário Newton Paiva. Especialização em Administração Pública, Especialização em Educação/ Interpretação Ambiental e especialização em Gerenciamento de Empresas. Mestre em Turismo e Meio Ambiente pelo Centro Universitário de Ciências gerenciais UMA. Professora adjunta do quadro efetivo do Departamento de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

A casa e o acolhimento como ação descolonial
Prof. Dra. Ana Flávia Andrade de Figueiredo
Doutora e Mestre em Antropologia pela UFPE, tendo como linhas de estudo centrais as Teorias da Complexidade, Teorias Decoloniais, Simbolismo, Cibercultura e Hospitalidade na perspectiva maussiana. Especialista no Ensino de História das Artes e Tradições Religiosas pela UFRPE. Atualmente Professora Adjunta na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Texto e foto: Museu da Inconfidência/Divulgação

Presidente do Ibram faz visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, fez na última segunda-feira (31) visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), no Maranhão.

Acompanhado na visita pela diretora do Departamento de Processos Museais (DPMUS), Renata Bittencourt, o presidente do Ibram participou de encontros com a equipe do museu, com ênfase em sua estratégia para ação educativa, e com a Rede de Educadores em Museus do Maranhão – nos quais foi abordada a recém-aprovada Política Nacional de Educação Museal (PNEM).

Na oportunidade, o presidente do Ibram também esteve reunido, em São Luís (MA), com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, Maurício Itapary, e equipes técnicas daquele órgão e do Ibram, para discutir o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o MCHA. Um dos pontos em destaque foi a questão da acessibilidade.

“A visita foi uma oportunidade de o presidente conhecer o museu, os servidores e as atividades desenvolvidas pela equipe”, explica a diretora do MCHA, Karina Waleska Scanavino. Durante a passagem pelo Maranhão, Marcelo Araujo também visitou o Convento das Mercês e o Museu Histórico de Alcântara.

Livros e filmes abordam a memória institucional dos Museus Castro Maya

O tema Museus e suas memórias guia as atividades para a 11ª Primavera dos Museus – que acontece entre 18 e 24 de setembro de 2017.

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Os museus ligados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que coordenada a temporada nacional de eventos, têm desenvolvido ações que buscam a preservação da memória institucional enquanto parte legítima de suas histórias.

A trajetória dos Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, remonta diretamente à memória de Raymundo Ottoni de Castro Maya (1884-1968).

Industrial, editor de livros, esportista, defensor do patrimônio histórico, artístico e natural cariocas e, especialmente, colecionador de arte, seu acervo deu origem às duas instituições reunidas nos Museus Castro Maya: Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa, e Museu do Açude, no Alto da Boa Vista.

Histórias entrecruzadas
Os dois espaços foram residências de Castro Maya. O estilo refinado do mecenas ficava visível quando realizava recepções para personalidades mundiais e amigos no Rio.“Este período está registrado no primeiro livro que publicamos, em 1997, sobre nosso patrono – Castro Maya, anfitrião”, explica Vera Alencar, diretora dos museus.

“A publicação foi o início de uma série editorial que não só revela os múltiplos aspectos da atuação de Castro Maya na vida da cidade, como também resgata parte da memória dos museus, através das diferentes facetas de sua personalidade”, acrescenta.

50 anos do Museu do Açude

Museu do Açude durante comemoração dos seus 50 anos de criação (2014)

Por meio da produção editorial tem sido abordados aspectos relevantes: Castro Maya, bibliófilo; Castro Maya, colecionador de Debret; Castro Maya, colecionador de Portinari e Castro Maya e a Floresta da Tijuca são publicações que conectam a história de Castro Maya com os acervos das instituições. Conheça essas e outras publicações na Livraria do Ibram.

A exposição permanente Retratos de Raymundo, que recepciona os visitantes no Museu do Açude,  faz um recorte dessas diversas facetas do colecionador carioca.

Memória audiovisual
Além dos livros, três filmes também registram aspectos da memória dos museus. O mais antigo deles, O olhar de Castro Maya (2004), foi dirigido por Sylvio Tendler a partir de filmes 16mm realizados por Castro Maya entre 1930 e 1960.

Já em 2016, o documentário Castro Maya, carioca da perfeição, também sob direção de Tendler, retomou parte das imagens de arquivo e propôs uma nova abordagem para a relação entre memórias e acervos.

Outro documentário que vale o registro é Museus Castro Maya (2008), realizado por Marco Altberg, e que faz um recorte mais ligado às instituições.

Interior do Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya no Rio

Interior do Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya no Rio

Outros dois projetos que também se relacionam à memória dos museus são o Encontro de Colecionadores e Os amigos da gravura.

O primeira convida colecionadores particulares ou instituições para exposições na Chácara do Céu, com o propósito de estabelecer um diálogo entre acervos e coleções, intercalando memórias e permitindo novas leituras.

O segundo, criado pelo próprio Castro Maya em 1948, convida artistas para participar com um trabalho inédito em gravura, com tiragem limitada, que é incorporado ao acervo do museu.

Conheça mais sobre os Museus Castro Maya e assista episódio do programa Conhecendo Museus. Saiba como participar da 11ª Primavera dos Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Museus Castro Maya/Divulgação

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Conheça o projeto de memória institucional do Museu da República no RJ

Primeiro diretor do Museu Lasar Segall, Maurício Segall faleceu hoje (31) em SP

Faleceu nesta segunda-feira (31), aos 91 anos, Maurício Segall. Ao lado do irmão Oscar Segall, ele foi criador e primeiro diretor do Museu Lasar Segall (MLS) em 1967, tendo ocupado o cargo até 1997.

Maurício diante do museu Lasar Segall em SP nos anos 70

Maurício diante do museu Lasar Segall em SP nos anos 70

O velório será realizado no Museu Lasar Segall, sendo restrito à família e amigos. O Museu permanecerá fechado para visitação amanhã (1º de agosto), quando ocorrerá a cerimônia de cremação. O presidente do Ibram, Marcelo Araujo, comparecerá às cerimônias.

Museólogo, economista e autor teatral, Mauricio Segall nasceu em Berlim (Alemanha) em 1926. Filho do artista Lasar Segall com a escritora e tradutora Jenny Klabin Segall, coube a ele a definição do museu como polo cultural no bairro da Vila Mariana, em São Paulo (SP).

Sua gestão definiu os rumos que até hoje constituem a estrutura e as atividades do museu, que cresceram a partir da sua incorporação à Fundação Pró-Memória, depois ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e finalmente, em 2009, ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Em 2013, Mauricio Segall foi nomeado Diretor Emérito do Museu Lasar Segall. A indicação foi aprovada por decisão unânime do Conselho Deliberativo do museu. O falecimento coincide com o cinquentenário do MLS, quando Mauricio Segall será homenageado.

Abaixo, trecho de depoimento do crítico literário Roberto Schwartz quando da gravação de depoimento para os 50 anos do museu:

“Para entender a pessoa de Mauricio Segall é preciso considerá-lo como um pacote explosivo de tensões. Por um lado, Mauricio descende de uma família rica e é filho de Lasar Segall, um dos grandes pintores de nosso tempo. Por outro, ele é comunista convicto e radical, numa acepção nobre, que vai além da filiação partidária e que a evolução histórica do comunismo deixou sem base. Esta bomba de contradições é tornada mais potente por um temperamento vulcânico, à moda russa, e pelo desejo exasperado de integridade e de coerência”. Leia o depoimento completo.

Texto: Museu Lasar Segall/Divulgação
Foto: Divulgação/Internet

Ibram abre chamada para diretor do Museu da República/Palácio Rio Negro

Museu da República no Rio (RJ)

Museu da República no Rio (RJ)

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) tornou público, nesta segunda-feira (31), o edital da chamada pública para o cargo comissionado de diretor do Museu da República/Palácio Rio Negro, unidade museológica que integra o Ibram no Rio de Janeiro (RJ)

A seleção pública será realizada mediante critérios técnicos e objetivos de qualificação, avaliados por Comissão de Seleção através de análise de currículo, Declaração de Interesse e Plano de Trabalho. Realizado em três etapas, o processo seletivo inclui ainda entrevista oral de caráter classificatório.

Poderão concorrer ao cargo servidores públicos ou não, com formação acadêmica, conhecimento das políticas públicas do setor museológico e da área de atuação do museu, além de experiência comprovada em gestão envolvendo atividades de relacionamento com organizações de governo e entidades da sociedade em geral. Confira todas as condições no edital.

Interessados em candidatar-se ao cargo devem encaminhar os documentos requisitados no edital para o endereço eletrônico selecao@museus.gov.br, informando no assunto “Chamada Pública Museu da República/Palácio Rio Negro”, até às 23h59min do dia 28 de setembro de 2017.

Todos os documentos para concorrer à seleção estão disponíveis para download.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu da República/Divulgação

Museu de Goiás compõe a identidade visual da Primavera dos Museus 2017

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) divulgou a identidade visual da 11ª Primavera dos Museus – que acontece em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de setembro.

Identidade visual da Primavera dos Museus 2017 (clique para ampliar)

Identidade visual da Primavera dos Museus 2017 (clique para ampliar)

A imagem traz em destaque o Museu das Bandeiras, que fica em Goiás (GO). “Utilizamos a imagem de um dos museus vinculados ao Ibram em dois tempos diferentes de sua trajetória”, explica Ana Lourdes Costa, coordenadora de Promoção e Gestão da Imagem Institucional.

Na imagem, o prédio que abriga o museu desde 1949, alvo de obras de revitalização há poucos anos, se conecta a sua história por meio de uma foto tirada na década de 1930, quando o prédio era ainda cadeia pública. A construção da Casa de Câmara e Cadeia se deu no século XVIII na então sede da Capitania de Goiás.

“A ideia é mostrar que a memória não é só pretérita, que referencia o passado, mas que ela é dinâmica porque a acessamos no presente”, conclui a coordenadora do Ibram.

Nos próximos dias, o Ibram também publicará um texto de referência sobre o tema “Museus e suas memórias”, que guia as atividades nesta edição da Primavera dos Museus. Um kit com peças digitais de divulgação também ficará à disposição dos participantes, assim como o guia com toda a programação.

Inscrições abertas
Até 14 de agosto, museus, instituições de memória e centros culturais interessados em participar da 11ª Primavera dos Museus devem acessar a página de Eventos Ibram e cadastrar online suas atividades. A programação é de inteira responsabilidade das instituições participantes.

Outras informações podem ser obtidas pelo endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Ibram encaminha moções aprovadas durante o 7º FNM

A cada edição, os participantes do Fórum Nacional de Museus (FNM) podem apresentar moções, isto é, proposições relacionadas ao campo museal.

Na 7ª edição do FNM foram aprovadas 10 moções

Na 7ª edição do FNM foram aprovadas 10 moções

Se aprovadas, durante a Plenária Final, são então consideradas moções do FNM e, posteriormente, encaminhadas pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) aos respectivos destinatários.

No 7º FNM, que teve lugar entre 30 de maio e 4 de junho em Porto Alegre (RS), foram apresentadas e aprovadas dez moções. Na última semana, o Ibram finalizou os encaminhamentos relacionados a essas moções.

Os temas foram os mais diversos: criação e ampliação de políticas públicas, realização de parcerias, apoio financeiro e institucional para museus, realização de eventos e mesmo criação de redes.

As moções relacionadas a instituições municipais ou estaduais foram encaminhadas para prefeitos e governadores, assim como as que tocam à esfera federal foram enviadas a áreas técnica do Ibram, Ministério da Cultura (MinC) e Casa Civil da Presidência da República.

As moções e os respectivos encaminhamentos estão disponíveis para acesso em formato PDF.

Mais informações podem ser obtidas pelo endereço eletrônico fnm@museus.gov.br. Conheça o blog do Fórum Nacional de Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Arquivo Ibram/Doni Maciel

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