Mostra reúne arte e tecnologia cognitiva, no Museu da República

A mostra ‘Das Tripas Coração’, da artista visual Katia Wille, reúne arte e tecnologia cognitiva, no Museu da República/Ibram.

A mostra ‘Das Tripas Coração’, da artista visual Katia Wille, reúne arte e tecnologia cognitiva, no Museu da República/Ibram.

O Museu da República/Ibram apresenta na Galeria do Lago a exposição individual “Das tripas coração”, da artista visual Katia Wille, que desenvolveu em uma parceria inédita com a Microsoft, um conceito de máquinas cognitivas integradas ao ambiente. O projeto usa robótica e inteligência artificial para análise de ambiente, sentimentos e voz, conectando o público com as obras e proporcionando uma experiência única a cada espectador por meio da tecnologia.

A exposição conta com três obras e cada uma delas traz uma experiência diferente ao espectador. A primeira interage por meio de análise de aproximação e se movimenta conforme o deslocamento do público no ambiente, a segunda faz movimentações diferentes com base nos sentimentos e expressões faciais das pessoas. E a última reage por meio de interação por voz, se movimentando com base nas respostas dadas pelo visitante a determinadas perguntas feitas pela obra.

Para a curadora Isabel Sanson Portella, “As obras de Katia Wille se espalham pelo espaço, suas figuras brilham com paixão e fúria. Os corpos incham em cor, elas balançam e torcem, pernas se estendem em uma dança que quer aproveitar e amplificar a vulnerabilidade das relações humanas, não suavizar”.

A Exposição Das Tripas Coração está aberta ao público na Galeria do Lago, no Museu da República, das 15 às 17h, até o dia 19 de maio. A entrada é franca e a classificação é livre. O Museu da República fica na Rua do Catete, 153, no Rio de Janeiro.

das tripas coracao_museu da republica 2Saiba mais sobre a artista

Nascida no Rio de Janeiro, Katia Wille é formada em artes visuais pela Universidade de Amsterdam, na Holanda, e passou os últimos 10 anos morando e trabalhando entre a Europa, a Ásia e o Brasil. As questões do feminino, da busca de sua essência e transformações, sempre povoaram as obras da artista, que pensa movimento e cor integrados ao todo. A delicadeza das formas, a ação que se desenvolve tanto em círculos e entrelaces, convida o espectador a mergulhar em águas míticas e se deixar levar pelos encantos do olhar de suas ninfas, pelo poder das deusas, pela força da mulher, realizando várias exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Museu da República encerra o ano com nova exposição de quatro artistas

Obra do artista Véio, na exposição Quimera, no Museu da República/Ibram (RJ).

Obra do artista Véio, na exposição Quimera, no Museu da República/Ibram (RJ).

O Museu da República/Ibram inaugurou no sábado (15) a exposição Quimera, que reúne três gerações e quatro artistas. Com curadoria de Isabel Sanson Portella e Ricardo Kuguelmas, e obras de Ana Prata, Bruno Dunley, Véio e Liuba Wolf a exposição trata-se de um diálogo de gerações onde a exaltação imaginativa em diferentes técnicas aparece como destaque.

A Quimera mitológica, símbolo complexo de criações imaginárias do inconsciente, representa a força devastadora dos desejos frustrados, dos sonhos que não se realizam, da utopia e fantasias incongruentes. Monstros fabulosos alimentam, desde sempre, a imaginação do homem com devaneios necessários à expansão da alma.

A exposição Quimera está em cartaz na Galeria do Lago, com entrada franca, de terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 17h e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h. O Museu da República, que fica na Rua do Catete, 153, Catete, no Rio de Janeiro (RJ).

SAIBA MAIS SOBRE OS ARTISTAS

Liuba Wolf

Inserida na tradição da escultura moderna desde os anos 1950, é considerada uma das pioneiras entre as artistas mulheres que se dedicaram à arte de esculpir. Inicialmente figurativa, a artista passou, a partir dos anos 1960, por uma significativa mudança formal que a levou à “quase abstração”, tendo a figura do animal como referência. Suas obras, como a própria artista afirma, vêm do inconsciente e são uma “simbiose entre vegetal e animal. ” A força e beleza de seus trabalhos inspirou, certamente, toda uma geração de artistas que se seguiu.

Véio

Artista sergipano dos mais destacados na arte popular brasileira, utiliza a madeira para representar o seu olhar crítico sobre o homem e a vida no sertão nordestino. Transforma restos de troncos da beira do rio, em esculturas coloridas, seres imaginários e personagens místicos que surgem das histórias de assombração ouvidas na infância. O universo de Véio, autodidata e muito enraizado em sua terra natal, é povoado pela tradição popular que o faz perceber o poder da transformação e da luta pela forma pura.

Ana Prata

A artista entende a pintura como meio de experimentação e linguagem. Seus trabalhos apresentados em Quimera trazem algumas propostas bastante significativas nesse diálogo de gerações e lugares de fala. A procura pela liberdade, o prazer criativo e a imaginação são pontos em comum nos quatro artistas selecionados. Para Ana Prata é importante variar, criar sempre algo novo para que outros sentimentos aflorem. Sua obra está aberta a novas propostas e respostas. E é sempre no olhar do expectador que a narrativa se completará.

Bruno Dunley

Sua prática é voltada para a abstração gestual, sem, entretanto, perder o foco na representação dos objetos. Para ele existe uma mudança fundamental na função da imagem que deixa de ser forma única de apresentação de uma idéia. As cores utilizadas, delicadas mesmo quando as imagens são violentas, aparecem ora em manchas, ora como fundo para os desenhos. Quase sempre há uma cor predominante, pastel seco aplicado com vigor além de traços em carvão. Bruno não procura a beleza perfeita e absoluta, mas cada vez mais pensa em uma beleza possível, direta. Algo que faça o espectador apurar o olhar e criar sua própria experiência sensorial.

Texto: Ascom do Museu da República/Ibram
Edição: Ascom do Ibram

Museu da República inaugura duas mostras nesta terça (8)

republica_tufoA Galeria do Lago, localizada no Jardim Histórico do Museu da República/Ibram, no Rio de Janeiro, exibirá a partir do dia 8 de setembro a exposição O Grande Tufo de Ervas. Com curadoria de Isabel Sanson Portella, a mostra traz para o interior da Galeria o universo das flores, as folhas, o verde, as cores, as ervas e os matos, revelando infinitas possibilidades para se admirar os jardins.

Para tanto, foram convidados dois artistas – Pedro Varela e Mauro Piva – que pesquisaram e dialogaram com a paisagem e a flora local. Mauro, que teve como partida a obra do alemão Albrecht Durer, O Grande Tufo de Ervas, utiliza desenhos e pinturas indo muito além de um simples exercício de observação da natureza. Mauro não faz uma ilustração botânica, mas uma aproximação cuidadosa, um tratamento quase humanizado das plantas.

Já Pedro Varela, segue um novo caminho misturando pinturas e recortes de papel pintado, além das flores de papel, construindo um universo idealizado que se identifica com o imaginário pré-existente dos trópicos. As pinturas parecem brotar de uma noite escura onde flores e plantas se misturam com outras formas e referências artísticas. Nas palavras do próprio artista “um emaranhado psicodélico-barroco-abstrato”.

A exposição pode ser vista até 17 de outubro, de terça a sexta-feira, das 10h às 12 h e das 13h às 17 h. Aos sábados, domingos e feriados, a visitação pode ser feita das 11h às 18 h. A entrada é franca.

Intervenções Bradesco ArtRio

Intervenção no Jardim do Museu da República

Intervenção no Jardim do Museu da República

O projeto Intervenções Bradesco ArtRio propõe aos visitantes do Museu da República um novo olhar, mais atento, mais criativo sobre esse espaço que é comum a todos. Obras de diversos artistas vão dialogar com a natureza local, interagindo com os visitantes, levando à reflexão sobre o papel das manifestações artísticas no cotidiano de uma cidade frenética. A intenção é fugir da rotina, surpreender, inverter o tempo real em favor do tempo da arte.

18 artistas participam do projeto: Chiara Banfi, Estela Sokol, Carolina Ponte, Suzana Queiroga, Flávio Cerqueira, Dayse Xavier, Andrey Zignatto, Claudia Hersz, Ângelo Venosa, Marcos Cardoso, Marcos Duarte, Felipe Barbosa, Rosana Ricalde, Marcone Moreira, João Loureiro, Jozias Benedicto, Úrsula Taustz e Daniel Tucci.

Nesta terça-feira (8), dia da inauguração, haverá a performance inédita Thespis ou Panikos, do artista Alessandro Sartore, às 16h30. A intervenção fica até o dia 14 de setembro nos Jardins do Museu.

Galeria do Lago inaugura a exposição Inmersión/Imersão

carta a deriva

Carta à deriva

 Inmersión/Imersão será inaugurada nesta terça-feira (14), a partir das 18 horas, na Galeria do Lago, no Museu da República/Ibram. Com curadoria de Isabel Portella, a mostra reúne trabalhos das irmãs Klaudia e Ana Kemper, e falam de perto ao universo existencial familiar e afetivo de ambas. A obra de Klaudia, que reside em Santiago do Chile, mergulha fundo em experiências pessoais a partir de questionamentos sobre sua própria estética biográfica.

Já sua irmã Ana, moradora do Rio de Janeiro, revela em fotografias a Cidade Maravilhosa que Klaudia só consegue captar com o “olhar estrangeiro”, pois mora no exterior. São imagens impregnadas de símbolos, repletas de carinho e lembranças compartilhadas em cartas e conversas entre as duas. O mar carioca que Ana vislumbra e fotografa não é o mesmo do cotidiano de Klaudia, que contempla outras águas e que convidam o espectador à imersão, num “mergulho” de corpo inteiro na vida e seus processos existenciais.

Klaudia e Ana Kemper são artistas visuais, e juntas pensaram e desenvolveram essa exposição concebendo a arte como continuação de suas histórias e vivências pessoais. A mostra fica em cartaz até 16 de agosto, de terça a sexta-feira, das 10 às 12h e de 13 às 17h e tem entrada gratuita.

Museu da República: mostra de artista portuguesa inova na linguagem

Está aberta até dia 5 de setembro, na Galeria do Lago do Museu da República, a exposição Personal DJ: arquivo de retratos sonoros, da artista e DJ portuguesa Susana Guardado. Com curadoria de Paulo Reis, a mostra dá continuidade ao programa Um Olhar de Fora (para artistas estrangeiros).

Dentro de um espaço intimista criado na galeria é apresentada uma coleção de 20 vídeos – retratos sonoros, que são o resultado da convivência da artista com outros artistas e personalidades do meio cultural, brasileiro e português. A proposta de Susana é criar um registro audiovisual que demonstre a influência da música e dos sons no processo criativo e na vida cotidiana destas pessoas. Sua obra se configura pelo cruzamento de linguagens e pela colaboração no processo criativo, que podemos chamar de Arte Relacional.

A exposição também conta com uma inédita proposta: estarão a disposição cópias dos vídeos para empréstimo ao público, que poderão ser retirados para assistir em casa, transformando assim, a Galeria numa vídeo-locadora de arte contemporânea.

Visitação: terças a sextas, das 10h às 12h e 13h às 17h sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h, com entrada franca.

O Museu da República – Galeria do Lago fica na Rua do Catete, 153, Catete, Rio de Janeiro-RJ. Informações: (21) 3235-2650

Início: 27 de junho
Término: 5 de setembro