Fortaleza e Recife recebem obras do acervo dos Museus Castro Maya

A CAIXA Cultural Fortaleza recebe, de hoje (12) até 10 de setembro de 2017, a exposição Henri Matisse – Jazz, com obras do pintor, desenhista e escultor francês Henri Matisse (1869-1954). A mostra reúne 20 pranchas impressas com a técnica au pochoir, feitas especialmente para o álbum Jazz, publicado em Paris, em 1947. Foram impressos 250 álbuns, destes, dois estão no Brasil. As obras ora apresentadas pertencem ao exemplar 196, que integra o acervo dos Museus Castro Maya/Ibram. A curadoria da exposição é de Anna Paola Baptista, curadora do Museu da Chácara do Céu.

Também com curadoria de Anna Paola, a Caixa Cultural Recife recebe a mostra Ukiyoe – a magia da gravura japonesa, a partir de 18 de julho. A exposição exibe um conjunto de gravuras realizadas no Japão entre os séculos XVII e XIX, assim como livros e máscaras. As obras pertencem a duas importantes coleções de arte brasileiras: o acervo dos Museus Castro Maya e a coleção João Maurício de Araújo Pinho, ambas do Rio de Janeiro.

As gravuras ukiyoe retratam, em sua maioria, o estilo de vida dos japoneses no periodo EDO (1603 | 1668), no qual o país foi governado pelos xoguns da família Tokugawa. Nesta época, pela primeira vez, as populações urbanas tiveram oportunidade de se interessar pela cultura e pela moda. Também dedicavam-se incessantemente à busca de divertimento. Este estilo de vida foi denominado ukiyo (mundo flutuante), do qual faziam parte poesia, música, gueixas, os teatros kabuki e bunkaro e as prostitutas Oiran. Os registros em xilogravura dessa vida hedonista foram chamados de ukiyo-e (retratos de um mundo flutuante). As gravuras representam também cidades, províncias, o Monte Fuji, animais, flores, pássaros e heróis.

Mais informações sobre as exposições no site da Caixa Cultural.

Fortaleza (CE) sediará o 8º Fórum Nacional de Museus em 2019

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Apresentação de resultados do encontro do PNEM e dos GTs durante a Plenária Final do 7º FNM

Em Plenária Final, na tarde de sábado (3), a cidade de Fortaleza (CE) foi escolhida, com 72 votos, para sediar a próxima edição do Fórum Nacional de Museus (FNM) em 2019. As cidades de Cuiabá (MT) e Belo Horizonte (MG) também apresentaram candidaturas.

O encerramento contou com a leitura de proposições alcançadas durante os dois dias de reuniões de oito grupos de trabalho. Houve ainda a apresentação, discussão, votação e aprovação de 10 moções apresentadas pelos participantes do 7º FNM.

Por fim, houve uma breve apresentação dos resultados do primeiro encontro do Programa Nacional de Educação Museal (PNEM) e das reuniões paralelas de entidades e grupos ligados ao campo museal.

Coordenada pelo presidente do Ibram, Marcelo Araujo, a mesa de encerramento foi composta por Luciene Figueiredo, coordenadora dos Sistemas Estaduais de Museus; Eneida Braga, diretora do Departamento de Difusão, Fomento e Economia de Museus do Ibram; e Simone Flores, representante da Comissão Organizadora local do 7º FNM.

Marcelo Araujo comemorou os resultados alcançados nesta edição do FNM e os avanços na discussão das políticas públicas para o setor de museus no Brasil.

O representante do setor de museus no Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), eleito para o biênio 2018-2020 pelos participantes, foi o Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus( Icom), com 97 votos. A suplência fica com o Conselho Federal de Museologia (Cofem), que obteve 94 votos.

Texto e fotos: Ascom/Ibram
Última atualização: 6.6.2017

I Encontro da Rede Cearense de Museus Comunitários acontece em Fortaleza

O I Encontro da Rede Cearense de Museus Comunitários (RCMC) acontece nesta quarta-feira (22), das 9h às 18h, durante o IV Fórum Estadual de Museus do Ceará, no Auditório da Casa Juvenal Galeno ( R. General Sampaio, 1128 – Centro) em Fortaleza.

O encontro, que contará com a participação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), reunirá representantes de cerca de 30 Pontos de Memória e iniciativas de museologia social mapeados no estado, de diversas tipologias, para debater, construir e aprovar uma carta de princípios, na qual será definida a estrutura organizacional da rede.

Na ocasião também serão eleitos os representantes da RCMC que passarão a compor a comissão provisória de gestão participativa e compartilhada do Programa Pontos de Memória e a comissão preparatória da 4º Teia da Memória – encontro nacional dos Pontos de Memória. Saiba mais sobre a RCMC e o IV Fórum Estadual de Museus do Ceará.

O Ibram, que gere o Programa Pontos de Memória, convidou também para participar do evento representantes das redes de Pontos de Memória e museus comunitários do Pará (PR), Rio Grande do Norte (RN) e Rio Grande do Sul (RS), que estão em processo de formação e consolidação.

Texto: Divulgação Pontos de Memória

Prêmio Mario Pedrosa tem dois vencedores com reportagens sobre museus

Foi publicado hoje (21), no Diário Oficial da União, o resultado final do Prêmio Mario Pedrosa 2012 – Museus, Memória e Mídia. Em sua quinta edição, a premiação é voltada para trabalhos jornalísticos publicados no Brasil em torno do tema Museus.

Com a reportagem Museus: O desafio da memória, Fábio Freitas Marques,  de Fortaleza (CE), ganhou a primeira colocação. Já a matéria Uma história de perdão e amor a arte deu a Carlos Eduardo dos Santos Barbosa, de Recife (PE) o segundo lugar. Cada um receberá, respectivamente, R$ 10 mil e R$ 5 mil.

Os veículos de comunicação que publicaram os trabalhos jornalísticos vencedores receberão do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) um certificado de Menção Honrosa pela contribuição à memória nacional. Saiba mais sobre o Programa de Fomento aos Museus Ibram.

Texto: Ascom/Ibram

Ponto de Memória do Grande Bom Jardim será inaugurado em Fortaleza

O Ponto de Memória do Grande Bom Jardim (GBJ) , em Fortaleza (CE), será inaugurado na sexta-feira (31), às 16h, com o lançamento da exposição Jardins das Memórias no Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza ( Rua Fernando Augusto, 987, Grande Bom Jardim).

Ponto de Memória em Fortaleza surge da articulação de nove entidades do Grande Bom Jardim

A mostra, que integra um conjunto de ações de valorização da memória local, é resultado de um processo de pesquisa participativa realizada por jovens moradores e lideranças comunitárias, que registraram desde bens materiais e imateriais ao imaginário e práticas cotidianas da região – que reúne mais de 204 mil habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A exposição pretende tratar das lutas, resistências e celebrações locais, mostrando os ofícios, modos de fazer, edificações e lugares de memória do Grande Bom Jardim. Na exposição, o visitante conhecerá, por exemplo, a influência religiosa dos grupos pastorais na formação do território, os espaços das culturas religiosas de matrizes africanas e ameríndias, bem como as diversas expressões culturais da área.

“Tudo se deu com luta e muita negociação com os poderes públicos. É um processo cheio de memórias, que mostra que a vida neste lugar da cidade não se deu em vão, sem movimento”, enfatiza o consultor local do Ponto de Memória, Adriano de Almeida.

A iniciativa de Museologia Social cearense, que luta para conseguir sede própria, é resultado de articulação de representantes de nove entidades locais e de dez moradores, representando os cinco bairros que compõem o Grande Bom Jardim, e conta com apoio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

Mais informações pelo endereço eletrônico almadriano@gmail.com ou pelos telefones (85) 8884.1062 / 3497.2162.

Texto: Divulgação Programa Ponto de Memória

Conexões Ibram no Ceará: assinatura de acordo marcou encontro

Projeto Conexões Ibram no Ceará segue até dia 25

Na abertura do projeto Conexões Ibram na segunda-feira (23), em Fortaleza (CE), o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José do Nascimento Junior (foto), lembrou que o Ceará sempre foi participativo nos Fóruns de Museus e que a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Estado de Cultura, realizado no mesmo dia, é um “passo importante” para fortalecer o setor.

O Ceará é o estado da região Nordeste com a segunda maior concentração de museus mapeados pelo Cadastro Nacional de Museus (CNM). Mas de acordo com levantamento realizado pelo Ibram/MinC para a publicação Museus em Números, a partir de dados do cadastro, o Ceará possui 184 municípios e apenas 55 deles contam com museus.

O Conexões Ibram levou para Fortaleza dois dias de apresentações e debates sobre políticas para o setor de museus brasileiros, como os programas iMuseus e Pontos de Memória, o Plano Nacional Setorial de Museus, as estratégias de Gestão de Risco ao Patrimônio Museológico e de Fomento e Financiamento, além  do Legado Cultural para a Copa de 2014.

O tema Pontos de Memória, bem como as possibilidades de fomento para museus comunitários, despertou grande interesse na platéia. “O Ceará tem vocação para a museologia social”, comentou a gerente do Sistema Estadual de Museus do Ceará, Cristina Holanda.

“Eventos como esse são importantes, pois, à medida que o governo federal visita os estados, fica mais fácil gerenciar os instrumentos e as políticas que estão na ponta”, destacou a secretária adjunta de Cultura do Ceará, Maninha Marins.

Na quarta-feira (25), serão realizadas as primeiras reuniões dos Grupos de Trabalho (GTs) que darão continuidade às ações pactuadas durante o Conexões Ibram. Saiba mais sobre o projeto.

Texto: Soraia Costa (Ascom/Ibram)
Foto: Rogerio Rodrigues (Secult/CE)

Ponto de Memória realiza ações de inventário participativo em Fortaleza

O Ponto de Memória do Grande Bom Jardim, localizado em Fortaleza (CE), está realizando uma série de ações, durante o mês de março, como parte do processo do inventário participativo na localidade.

Debates, qualificação em metodologias para realização de registro de história oral, rodas de memória, pesquisas, mapeamento das histórias, patrimônios, expressões culturais, documentos, saberes e fazeres locais estão entre as atividades.

No dia 24 de março, das 8 às 16h, acontece, com apoio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), um seminário sobre Território, História e Memória no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), voltado para representantes das entidades locais, que compõem o conselho gestor do Ponto de Memória (foto), e para os jovens selecionados que participarão do inventário.

A mediação dos grupos de trabalho contará com os coordenadores do Projeto Historiando, Alexandre Gomes e João Paulo Vieira, e do geógrafo Victor Bento, da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

De acordo com o conselho gestor do Ponto de Memória do Grande Bom Jardim, o inventário participativo resultará em uma exposição a ser lançada em junho deste ano, com o objetivo de divulgar o acervo e a história local inventariada. Como meios de difusão das ações e experiências museais, também estão previstos o lançamento de um site e de uma cartilha.

O Centro Cultural Bom Jardim/CCBJ situa-se à Rua Três Corações, 400, Granja Lisboa,. Mais informações pelo telefone (85) 8884.1062 ou pelo e-mail almadriano@gmail.com.

Texto e foto: Divulgação Pontos de Memória

Grande Bom Jardim discute importância do Ponto de Memória na localidade

Criado “grupo animador” para mobilizar outros segmentos da comunidade

Lideranças dos cinco bairros do Grande Bom Jardim, em Fortaleza – CE, reuniram-se nesta terça-feira, 16 de março, com a equipe do projeto de Pontos de Memória, no Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza – CDVHS, para discutir o desenvolvimento da iniciativa de Memória Social na localidade. A reunião também contou com a participação do historiador Projeto Historiando, João Paulo Gomes, e de André , da Secretaria de Cultura de Fortaleza.

Durante a apresentação do projeto, a coordenadora da CDVHS, Marileide Luz, enfatizou a importância de se pensar a memória como uma mecanismo de afirmação de identidade e mudança. “ Sei que a questão da memória é importante. Gostaria que nossa identidade fosse percebida e fôssemos lembrados como sujeitos de nossa própria história de luta.”

O representante da associação ACOJARD Francisco Macedo levantou a necessidade da comunidade perceber a importância de se conhecer a história de onde se vive. “Quando temos dificuldade de contar nossa história, temos dificuldade de lidar com a realidade e transformá-la. Podemos estar hoje pagando por um erro do passado, por não termos contado nossa história.”

Citando as experiências com a criação de museus comunitário indígenas no Ceará, o historiador João Paulo Gomes falou sobre como a memória é importante na luta das comunidades. “ Os índios já perceberam a importância da memória na preservação da diversidade étnica, no processo de organização e afirmação. Essa iniciativa, construída por todos vocês, só trará benefícios, contem com meu apoio.”

O representante da Secretaria de Cultura do Ceará também apoiou a iniciativa. “Com o Sistema Municipal de Museus de Fortaleza, que está em fase de implantação, poderemos apoiar o museu comunitário não só com aporte logístico, mas também financeiro.”

Ao final da reunião, as lideranças elegeram um “grupo animador”, para mobilizar outras representações da comunidade e dar prosseguimento aos encaminhamentos do projeto até que se crie um conselho gestor do Ponto de Memória do Grande Bom Jardim.

Grande Bom Jardim – A região possui cerca de 175 mil habitantes e é constituída por cinco bairros. Tem uma vasta rede de entidades e associações que desenvolvem ações sócioeducativas e culturais.

Pontos de Memória – O projeto tem como meta valorizar as ações de memória desenvolvidas pelas comunidades, valorizando as diferentes narrativas dos moradores, suas trajetórias de vida, expressões culturais e anseios. Também é sua função mostrar que os museus podem trabalhar de forma ímpar na desmitificação da imagem dessas localidades associada a guetos de violência, revelando a toda população que esses territórios são locais de convivência convidativos, de vasta riqueza cultural, e, sobretudo, que refletem o cidadão ao mesmo tempo em que o instiga a refletir sobre sua realidade.

O projeto é resultado da parceria entre o Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, através do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, com apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).