Primeiro diretor do Museu Lasar Segall, Maurício Segall faleceu hoje (31) em SP

Faleceu nesta segunda-feira (31), aos 91 anos, Maurício Segall. Ao lado do irmão Oscar Segall, ele foi criador e primeiro diretor do Museu Lasar Segall (MLS) em 1967, tendo ocupado o cargo até 1997.

Maurício diante do museu Lasar Segall em SP nos anos 70

Maurício diante do museu Lasar Segall em SP nos anos 70

O velório será realizado no Museu Lasar Segall, sendo restrito à família e amigos. O Museu permanecerá fechado para visitação amanhã (1º de agosto), quando ocorrerá a cerimônia de cremação. O presidente do Ibram, Marcelo Araujo, comparecerá às cerimônias.

Museólogo, economista e autor teatral, Mauricio Segall nasceu em Berlim (Alemanha) em 1926. Filho do artista Lasar Segall com a escritora e tradutora Jenny Klabin Segall, coube a ele a definição do museu como polo cultural no bairro da Vila Mariana, em São Paulo (SP).

Sua gestão definiu os rumos que até hoje constituem a estrutura e as atividades do museu, que cresceram a partir da sua incorporação à Fundação Pró-Memória, depois ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e finalmente, em 2009, ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Em 2013, Mauricio Segall foi nomeado Diretor Emérito do Museu Lasar Segall. A indicação foi aprovada por decisão unânime do Conselho Deliberativo do museu. O falecimento coincide com o cinquentenário do MLS, quando Mauricio Segall será homenageado.

Abaixo, trecho de depoimento do crítico literário Roberto Schwartz quando da gravação de depoimento para os 50 anos do museu:

“Para entender a pessoa de Mauricio Segall é preciso considerá-lo como um pacote explosivo de tensões. Por um lado, Mauricio descende de uma família rica e é filho de Lasar Segall, um dos grandes pintores de nosso tempo. Por outro, ele é comunista convicto e radical, numa acepção nobre, que vai além da filiação partidária e que a evolução histórica do comunismo deixou sem base. Esta bomba de contradições é tornada mais potente por um temperamento vulcânico, à moda russa, e pelo desejo exasperado de integridade e de coerência”. Leia o depoimento completo.

Texto: Museu Lasar Segall/Divulgação
Foto: Divulgação/Internet

Homenagem do Ibram a Maria Cecília Geyer

O Museu Imperial, o Instituto Brasileiro de Museus e o Ministério da Cultura solidarizam-se com os familiares da Sra. Maria Cecília Soares de Sampaio Geyer e registram a perda irreparável que representa o passamento da grande mecenas brasileira. Com seu marido, o Sr. Paulo Fontainha Geyer, falecido em 2004, d. Maria Cecília Geyer doou à sociedade brasileira, por meio do Museu Imperial, o mais expressivo conjunto de obras de arte relativas ao Brasil, um gesto de generosidade e desprendimento que ficará eternizado na memória nacional.

Ibram destaca legado do arquiteto João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé

O Brasil perdeu um dos grandes nomes da arquitetura. Morreu, esta semana, aos 82 anos, João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé. Parceiro de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa na construção de Brasília, Lelé sempre buscou a racionalização e a industrialização da arquitetura.

Destacam-se, entre as inúmeras obras por ele projetadas, a implantação dos hospitais da Rede Sarah e a Universidade de Brasília (UnB). Lelé se destaca em função de projetos desenvolvidos para hospitais e escolas, além de equipamentos urbanos e mobiliário hospitalar. É dele o projeto do Palácio Tomé de Sousa, sede da prefeitura de Salvador (BA), construída na década de 1980, em pleno centro histórico. Outro projeto significativo, no campus da UnB, acolhe o Memorial Darcy Ribeiro.

Texto: Ascom/Ibram

Paraty lamenta perda do mestre Natalino

vitalinoDe maio a agosto deste ano, o Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty- Ibram/MinC expôs em seu salão central parte do acervo de máscaras e bonecos produzidos por Natalino de Jesus Silva, falecido na noite desta terça-feira (08), aos 78 anos.

Natalino era uma personalidade muito querida pela comunidade. Nascido em Paraty em 25 de dezembro de 1934, os trabalhos do mestre utilizavam uma técnica similar à de outros artistas locais como Jubileu, Mestre Biba e Lúcio Cruz. Eram um hobby antigo do menino que criava suas próprias máscaras nos antigos carnavais  da cidade. Na década de 70, Natalino começou a experimentar a pintura em suas criações, com cores e formas intuitivas que com o tempo se mostraram a expressão de um artista.

A equipe do Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty deixa registrados seus sentimentos à família e amigos do mestre.

Texto: Henrique Carvalho (Forte Defensor -Ibram/MinC)
Foto: Máscaras do Mestre Natalino / Divulgação

Ibram presta homenagem à museóloga Radha Abramo e ao artista León Ferrari

A Ministra da Cultura, Marta Suplicy, divulgou nota de pesar pelo falecimento ontem (24), aos 85 anos, da históriadora, museóloga e crítica de arte, Radha Abramo, que “deixou sua marca no panorama das artes brasileiras”. “Lamento a doença e a perda de Radha e me solidarizo com sua família neste momento de dor”, disse a ministra.

Associando-se à manifestação de Marta Suplicy, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), Angelo Oswaldo, expressou solidariedade à família de Abramo.

Radha Abramo foi membro da Comissão Teotônio Vilela, Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), Internacional Council of Monuments and Sites (Icomos/Brasil) e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Atuou destacadamente em São Paulo e trabalhou na organização e conservação dos acervos dos palácios do governo estadual, entre outras realizações no campo da cultura.

León Ferrari
O Ibram lamenta também a morte do artista plástico argentino León Ferrari, que faleceu hoje (25), aos 92 anos, em Buenos Aires (Argentina).

Ferrari ficou reconhecido em todo o mundo por sua atitude irreverente e por suas denúncias contra o poder e a intolerância. Exilou-se no Brasil durante a ditadura militar argentina. Entre suas obras mais conhecidas estão Homenaje a Vietnam (1966), Palabras ajenas (1966), Tucumán arde (1968) e Malvenido Rockefeller (1969).

Texto: Ascom/Ibram