Página 7 de 32« Primeira...56789...2030...Última »

Museu da Inconfidência prorroga mostra de Ceschiatti

ceschiatti-300x198

Foto: Divulgação Museu da Inconfidência

A mostra Esculturas de Alfredo Ceschiatti, em cartaz na Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I do Museu da Inconfidência (Ibram/MinC), será prorrogada até o dia 9 de agosto, dada a grande procura dos visitantes. A visitação, gratuita, ocorre de terça a domingo, das 10 às 18h.

As obras expostas são propriedade dos sobrinhos do artista, Ângela Maria Ceschiatti Barbosa e Christiano Barbosa da Silva Filho. A mostra tem curadoria de Margareth Monteiro, Janine Ojeda e Aldo Araújo.

O belo-horizontino, com predileção pela figura humana, é conhecido por sua plástica modernista e obras de destaque, como a Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Podem ser apreciados protótipos em bronze, em sua maioria, utilizados como estudo para a confecção posterior de obras definitivas. Vários deles originaram suas famosas esculturas em espaços públicos de Brasília, feitas a convite do arquiteto Oscar Niemeyer. Exemplos disso são Banhista do Congresso, de 142 centímetros de altura, que inspirou As banhistas, no espelho d’água do Palácio da Alvorada, e Anjo, em bronze dourado, na Câmara dos Deputados.

O Artista

Alfredo Ceschiatti (1918-1989) nasceu em Belo Horizonte. É um dos artistas criadores da Pampulha, marco inaugural do modernismo arquitetônico em Minas Gerais. Faz-se presente nos bronzes do batistério da capela franciscana, ao lado de Niemeyer, Portinari e Burle Marx. No Cassino, hoje Museu da Pampulha, ele esculpiu o abraço de duas mulheres para o remanso do jardim abraçado pela arquitetura de Niemeyer. Em Brasília, Ceschiatti é o autor dos quatro Evangelistas, na entrada da Catedral, e dos anjos em voo na grande nave redonda.

De suas mãos veio ainda As banhistas que seguram os cabelos prestes a fazerem tranças pousam sobre o espelho d’água do Palácio da Alvorada. No Rio de Janeiro, fez esculturas para o Monumento aos Pracinhas, no Parque do Flamengo. O irmão, João Ceschiatti, dá nome a uma sala do Palácio das Artes, por ter sido protagonista maior da cena mineira.

Museu Victor Meirelles realiza mesa-redonda sobre os trabalhos de Julia Amaral

Raposa - fotografia em preto e branco, 2006

Raposa – fotografia em preto e branco, 2006

No dia 14 de julho, às 18h30, Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis (SC) realizará a mesa-redonda A Poética da Espreita: Julia Amaral. A proposta é discutir a trajetória da artista plástica, assim como os trabalhos presentes na exposição Ter as Costas Livres, com obras da artista.

Os convidados para a mesa são Edélcio Mostaço, crítico, ensaísta e professor do Curso de Artes Cênicas do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), e Marina Moros, artista e professora, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina e pós-doutora em Antropologia Visual pela mesma universidade.

A exposição Ter as Costas Livres está em exibição na Sala de Exposições Temporárias do Museu Victor Meirelles até 8 de agosto e faz parte do projeto Memória em Trânsito que propõe estudar e divulgar as obras dos artistas catarinenses pertencentes ao acervo do museu. Com isso, o museu visa ampliar o entendimento da poética desses artistas, estimulando a elaboração de outros discursos sobre suas obras. A primeira exposição do projeto foi Entorno, de Fernando Lindote.

Durante todo período da mostra, a obra Pedras-Grito (2002, Julia Amaral) pertencente ao acervo do Museu Victor Meirelles, ocupará o espaço da alcova, no segundo andar, compondo o núcleo da exposição de longa duração.

A artista

Natural de São Paulo, Julia Amaral atualmente vive e trabalha na capital catarinense onde, em 2003, concluiu o seu bacharelado em escultura e cerâmica, na Udesc. Ainda em 2003, expôs na coletiva Perspectiva das Artes Plásticas em Santa Catarina, no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) e no Memorial da América Latina.

Participou também do Panorama da Arte Brasileira 2005, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e exibiu a individual Dissonoro, na Galeria da Aliança Francesa de Florianópolis. Em 2007, participou da mostra Diálogos com a Desterro, no Museu Victor Meirelles e, em 2008, apresentou a individual Apesar de, no Centro Cultural Arquipélago. Em 2013, defendeu a dissertação de mestrado intitulada Bestiário, no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Udesc. Neste ano, realizou as exposições individuais Florianópolis Ensolarada, em NaCasa Coletivo Artístico e Apesar de em O Sítio, ambas em Florianópolis.

Casa dos Ottoni faz homenagem às congadas em Minas Gerais

O Museu Regional Casa dos Ottoni (MCRO/Ibram), que fica na cidade do Serro (MG), inaugura na terça-feira (30) a exposição Congada – Canto de Fé & Liberdade, que retrata o universo das congadas de Goiânia, Catalão e Serro.

A coletânea de 45 imagens foram registradas pelo fotógrafo, folclorista e jornalista Sidney Dutra que escolheu seus cliques favoritos para revelar os encantos dos grupos de congo de duas cidades goianas e uma mineira. A mostra ficará em cartaz até o dia 2 de agosto.

Congada_Casa dos Ottoni

Registro do fotógrafo Sidney Dutra que estará em exposição no MCRO

Sidney Dutra fez seu primeiro contato com a congada no fim da década de noventa em Itaú de Minas (MG). Em 2000, começou a registrar a congada da Vila João Vaz, bairro de sua cidade natal, Goiânia. Sete anos depois fotografou pela primeira vez a congada de Catalão (GO).

De foto em foto a paixão pelo colorido e batido das caixas provocou ainda mais sua curiosidade e, em 2012, esteve pela primeira vez na Festa de Nossa Senhora o Rosário dos Homens Pretos do Serro que acontece no primeiro domingo de julho em Serro (MG).

A mostra revela o colorido e a diversidade desta festa que surgiu no Brasil Colônia e viajou para o coração do Brasil. A mais antiga das festas retratadas é a do Serro (MG) que surgiu em 1728, seguida de Catalão, em 1876, e a de Goiânia, em 1969.

O visitante vai poder conferir as semelhanças e diferenças da festa nas três localidades. A congada é criação do negro escravizado que surgiu em solo mineiro e chegou até a capital de Goiás.

O fotógrafo é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e registra em fotos a festa de Folia de Reis e Congada desde o fim da década de noventa.

Texto: Divulgação
Foto: Sidney Dutra / divulgação MCRO

Obra do Museu Histórico Nacional integra mostra sobre arte americana no Canadá

De autoria do pintor Pedro Américo (1843-1905), o estudo da obra Passagem do Chaco, realizado em 1871, fará parte da mostra Da Terra do Fogo ao Ártico: pintura de paisagem na arte americana, em exibição, a partir do dia 20, na Art Gallery of Ontario, em Toronto (Canadá).

Tanto o estudo quanto a pintura Passagem do Chaco fazem parte do acervo do Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ).

Após realizar o estudo, que estará em exibição no Canadá, Américo realizou a tela

Passagem do Chaco (1870): episódio da Guerra do Paraguai retratado por Pedro Américo

Organizada pela Art Gallery of Ontario, em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Terra Foundation for American Art, a mostra reúne 118 obras, de 85 artistas, provenientes de 51 instituições em 11 países.

Criadas entre o início do século XIX e meados do século XX, as obras retratam paisagens espalhadas por todo o continente americano.

Além da obra de Pedro Américo, trabalhos de Tarsila do Amaral e de Félix Émile Taunay também representam as paisagens brasileiras na exposição.

O quadro Passagem do Chaco pode ser visto na exposição de longa duração A Construção da Nação – 1822 a 1889, no MHN, e representa a passagem dos soldados do Exército Imperial brasileiro pelos pântanos do Chaco, sob o comando do General Osório (retratado ao centro do quadro), em um ataque surpresa ao exército paraguaio na noite de 22 de julho de 1867, durante a Guerra do Paraguai.

A mostra  fica em cartaz até 20 de setembro no Canadá. Depois, segue para o Crystal Bridges Museum of American Art, no Arkansas (EUA), onde permanece de 6 de novembro de 2015 a 18 de janeiro de 2016. Em seguida, a mostra virá para a Pinacoteca do Estado de São Paulo na capital paulista.

Sobre o artista
Nascido no município de Areia (PB), Pedro Américo foi um dos maiores representantes da arte brasileira do século XIX e é lembrado por grandes pinturas de caráter cívico.

É autor das obras Batalha do Avaí, Fala do Trono, Independência ou Morte! e Tiradentes esquartejado, entre outras, que permanecem vivas no imaginário coletivo do país devido às suas reproduções em livros escolares.

Se formou na Academia Imperial de Belas Artes onde também foi professor de desenho, estética e história da arte. Fez seu aperfeiçoamento artístico em Paris, foi Bacharel em Ciências Sociais pela Sorbonne e Doutor em Ciências Naturais pela Universidade Livre de Bruxelas. Também foi diretor da seção de antiguidades e numismática do Museu Imperial e Nacional, e deputado constituinte por Pernambuco.

Conheça mais sobre o Museu Histórico Nacional e faça uma visita virtual na Google Open Gallery.

Texto: Ivy Fermon (Ascom/Ibram)
Imagem: divulgação/Dicionário de Artistas do Brasil

Museu de Belas Artes expõe 50 telas do italiano Eduardo de Martino no Rio

No mês das comemorações dos 150 anos da Batalha Naval do Riachuelo (11 de junho de 1865), a exposição De Martino no Brasil, que abre ao público amanhã (17), no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), resgata a obra de um dos artistas que representou, em detalhes, o conflito do qual foi testemunha.

Apresentada pelo MNBA, Instituto Italiano de Cultura e Museu Naval a mostra, em cartaz na cidade do Rio até 20 de setembro, reúne cerca de 50 obras do italiano Eduardo de Martino (1838-1912), que cria um panorama do trabalho de um dos maiores pintores de marinha do seu tempo. Algumas das obras serão expostas pela primeira vez no Brasil.

Um dos destaques da exposição é a tela

Um dos destaques da exposição é a tela “Batalha naval do Riachuelo”: pintura a partir de desenhos

A exposição inclui ainda uma rara documentação visual da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1864-1870), nominados Memória do Mundo pela Unesco, como parte da iconografia do embate.

De marinheiro a pintor
Oficial da Marinha de Guerra da Itália, Eduardo De Martino resolveu dar uma guinada na sua trajetória e enveredar pela arte. Migrou para a América do Sul, tendo residido parte da sua vida no Brasil.

Como pintor, foi encarregado pelo imperador dom Pedro II de registrar em desenhos os acontecimentos da Guerra do Paraguai, tendo acompanhado os almirantes Barroso e Tamandaré. Em 1870, Apresenta composições na 21ª Exposição Geral de Belas Artes e ganha medalha de ouro. Radica-se em Londres, a partir de 1875, onde mora até sua morte em 1912.

“De Martino foi um artista com grande poder de síntese e possuidor de um traço forte e preciso”, define um dos curadores da exibição, Ivan Coelho de Sá. Já Luciano Migiliaccio, também curador, “a trajetória de Eduardo de Martino representou no Brasil o aparecimento de um tipo de artista moderno que ia adquirindo particular significado na época, devido ao seu importante papel político”, explica.

A exposição De Martino no Brasil pode ser visitada no MNBA, que fica na Cinelândia, de terça a sexta, de 10h às 18h; e sábados, domingos e feriados, de 12h às 17h.

O ingresso custa R$ 8 (inteira), com direito a meia entrada. Aos domingos, a entrada é grátis. Saiba mais sobre o Museu Nacional de Belas Artes.

Texto e imagem: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram

Museu da Abolição apresenta artefatos culturais de inspiração africana

Ocupando as salas do pavimento térreo do Museu da Abolição (MAB), que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Recife (PE), será aberta nesta quinta-feira (11), às 19h, a exposição temporária Culturas africanas – arte, mitos e tradições.

A mostra, que fica em cartaz até 1º de agosto, pretende enfatizar o variado e rico repertório de máscaras, totens e escudos de algumas etnias encontradas em países africanos, como a Costa do Marfim, Quênia, Burkina Faso, Angola, entre outros.

Exposição fica em cartaz até 1º de agosto no MAB

Exposição fica em cartaz até 1º de agosto no MAB

Os expositores, alunos do Curso de Extensão de Modelagem em Argila da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), realizaram ampla pesquisa sobre as tradições, os costumes, os ritos e os mitos de povos africanos.

A intenção foi entender o significado simbólico daqueles povos, o que inclui máscaras, totens e objetos lúdicos e criativos do dia a dia. Valoriza-se, assim, o conteúdo dos volumes, a variedade das formas geométricas, os contornos e as expressões faciais.

A direção da pesquisa e da exposição é de Suely Cisneiros Muniz, professora do departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística, e Paulo Lemos de Carvalho, professor e pesquisador em Antropologia da Arte Tradicional Africana, ambos da UFPE.

Experimentação
No caso das máscaras e totens, em vez da madeira, tradicionalmente utilizada em sua confecção,  empregou-se inicialmente como matéria-prima a argila, cuja experimentação em modelagem resultou em um admirável efeito estético/ expressivo, vivenciado em cada etapa do processo.

Para a finalização, optou-se por materiais mais atuais, como massa plástica, fibra de vidro, pasta de celulose, além do emprego de cores variadas e de pátina, para conferir às máscaras uma textura semelhante àquelas originais.

Outros elementos de caracteres ornamentais foram empregados (tecidos, conchas, chifres, metais, miçangas e fibras vegetais) e complementam a indumentária ritualística das peças expostas. Fazem parte do acervo indumentárias e adereços originais dos Reinos da Grassland, da República dos Camarões, e da arte Korhogo, da Costa do Marfim.

O Museu da Abolição localiza-se na Rua Benfica, 1150 – Madalena. As visitas podem ser feitas de segunda a sexta, das 9h às 17h e aos sábados, das 13 às 17h. Conheça mais sobre o MAB.

Texto e foto: Divulgação MAB

Rio 450: MHN recebe exposição sobre calçadas de pedras portuguesas

Vista aérea de trecho do Calçadão de Copacabana

Vista aérea de trecho atual do Calçadão de Copacabana

A partir de 12 de junho, chega ao Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), a versão ampliada da exposição Tatuagens urbanas e o imaginário carioca, que passou anteriormente por Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), em 2011, e obteve sucesso junto ao público.

Como parte das celebrações dos 450 anos da cidade do Rio, a prefeitura do Rio e o Comitê Rio450, apresentam, até 1º de agosto, a arte portuguesa de se fazer calçadas desenhadas, popularmente conhecida como “calçadas de pedras portuguesas”: pavimentação que se utiliza de mosaicos de calcário em sua estrutura e cujos desenhos ganharam as ruas de cidades europeias e brasileiras.

A capital fluminense possui 1,218 milhões de metros quadrados de calçamento em pedras portuguesas, sendo os mais emblemáticos o canteiro central da orla de Copacabana, projetado pelo paisagista e arquiteto Burle Marx (1909-1994), e o Calçadão de Copacabana – cuja imagem é reconhecida em todo mundo.

Parcerias e obras originais
“Através de acervos de Instituições de Portugal e do Brasil apresentamos telas, desenhos, fotos e moldes que formam um conjunto expositivo da maior relevância para se conhecer o tema proposto: as calçadas portuguesas”, explica a pesquisadora e produtora cultural Renata Lima, coordenadora do projeto e autora do livro Tapetes de pedra, que inspira a exposição.

“A parceria com a Câmara de Lisboa nos possibilitou empréstimos de obras originais, verdadeiros tesouros do patrimônio urbano”, comenta. Além de fotografias de várias épocas impressas no livro, novas fotos aéreas das calçadas da cidade, feitas por Bruno Veiga, também estarão expostas no MHN, bem como documentos e estrutura multimídia.

A orla de Copacabana ainda no começo do século XX

A orla de Copacabana ainda no começo do século XX

A exposição está dividida em três módulos: um recorte Histórico, com acervos de instituições como o Museu da Cidade de Lisboa, Museu da Cidade e Museus Castro Maya/Ibram, além de registros relacionados aos calçadões de Copacabana e Ipanema, que tem curadoria de Solange Godoy.

Já o módulo Calceteiro conta com acervo do Museu dos Moldes de Lisboa, além de fotografias e filmes de várias épocas.

E o terceiro módulo, Imaginário Carioca, reúne objetos inspirados nas calçadas do Rio de janeiro e revela como o carioca se apropriou dessa marca registrada da cidade no design de jóias, mobiliário, obras de arte, moda etc.

As peças foram reunidas por Didi Resende, responsável pela curadoria do módulo, ao lado da jornalista Lenora de Vasconcellos. A cenografia da exposição leva a assinatura de Daniela Thomas e Felipe Tassara.

Como construir calçadas
Em paralelo à exposição, o projeto vai discutir a importância da conservação e adaptação das calçadas aos novos padrões de mobilidade e acessibilidade urbanas, além de formar novos calceteiros, através de seminários e oficinas especializadas.

A partir do dia 15 de junho, o Curso de Qualificação de Mestres Calceteiros incluirá aulas com mestres que trabalham na Prefeitura de Lisboa, que ensinarão a técnica do calçamento em pedras portuguesas.

As formas geométricas destacam-se nas calçadas cariocas

As formas geométricas destacam-se nas calçadas cariocas

O objetivo da Prefeitura com esse curso de especialização é reciclar o grupo de calceteiros e garantir a qualidade do assentamento de pisos em pedra portuguesa na cidade.

Ao final do curso, os calceteiros formados serão responsáveis pela construção de novas calçadas, a partir de desenhos selecionados através de um concurso realizado na Escola de Artes do Parque Lage.

Já o Seminário Calçadas Públicas acontece no dia 23 de junho, no Auditório do Museu Histórico Nacional, em três mesas de debate das quais participam, entre outros convidados, Pedro Home de Gouveia, coordenador da Equipe do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa; Washington Fajardo, Presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), e Marcus Belchior, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos. O seminário é gratuito é aberto ao público.

O Museu Histórico Nacional está localizado na Praça Marechal Âncora (próximo à Praça XV), no centro do Rio. Está aberto ao público de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

O ingresso custa R$ 8, sendo a entrada gratuita aos domingos. Saiba quem está isento de pagamento, ou paga meia entrada, na seção Informações Serviços no sítio web do museu.

Texto: Divulgação MHN
Edição: Ascom/Ibram
Fotos: Bruno Veiga (1 e 3)/Augusto Malta (2)

Exposição reúne obras de Portinari e Segall sob o olhar de Mario de Andrade

mario_e_seus_dois_pintoresO Museu Chácara do Céu/Ibram, no Rio de Janeiro, inaugurou na quarta-feira (27), a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, que homenageia o escritor falecido há 70 anos e celebra mais de duas décadas de admiração e amizade entre Mário de Andrade e os dois artistas.

A curadora da exposição, Anna Paola Baptista, priorizou na seleção as obras e o pensamento de Mário de Andrade.

“Escolhi obras que ele tivesse comentado, para bem ou para mal, ou, na falta de uma obra específica, uma obra que simbolizasse aquele período da carreira do artista que Mário estivesse tratando, para ficar como se fosse uma exposição em que o próprio escritor era, digamos, o curador. As obras são acompanhadas, cada uma tem uma frase ou um comentário sobre ela”, diz Anna Paola.

Entre os destaques da exposição, os dois retratos de Mário, um pintado por Segall (1927), outro por Portinari (1935) reforçam as diferenças de estilo entre ambos. Segundo o próprio escritor, Segall teria revelado seu lado mais sombrio, sua parte diabólica, enquanto que Portinari teria revelado seu lado angelical.

As 50 obras apresentadas, 25 de cada artista, são provenientes de várias instituições e de acervos de colecionadores e foram produzidas entre 1913 e 1943. O olhar de Andrade sobre as obras de Segall e Portinari rendeu catálogos de exposições, críticas e artigos, reunidos no Instituto de Estudos Brasileiros (IED) da Universidade de São Paulo (USP). Também fazem parte da mostra, entre outras telas, Mestiço (1934), Colona sentada (1935) e A Barca (1941), de Portinari, e Os eternos caminhantes (1919), Bananal (1927) e Pogrom (1937), de Segall.

A exposição fica aberta até 27 de julho no Museu Chácara do Céu e, no início de agosto, seguirá para o Museu Lasar Segal/Ibraml, em São Paulo (SP). Conheça o Museu Chácara do Céu.

Texto e imagem: Divulgação Chácara do Céu

Abertura de exposição no Museu Regional de São João del-Rei atrai visitantes

Largo Tamandaré lotado na abertura da exposição

O Museu Regional de São João del-Rei/Ibram, em Minas Gerais (MG), inaugurou na quinta-feira (14), a exposição Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma… Inclusive o homem.

O evento reuniu mais de 200 pessoas no Largo Tamandaré e contou com uma apresentação musical de Clebson Cunha, que compôs uma música especialmente para a exposição. Em seguida, foi exibido um documentário de Diego Garcia sobre os artistas da exposição.

De curta duração, a exposição reúne obras de artistas da região, entre eles Wangui, Sávio de Paula, Patrícia Monteiro, Rômulo Chaves e Oficina de Agosto, concebidas a partir de materiais descartados na natureza.

Detalhe de obra em exposição em São João del-Rei

A utilização de materiais recicláveis em todas as obras visa estimular a reflexão do público sobre o descarte do lixo, que pode ser reutilizado e transformado em expressão artística.

A exposição é fruto de uma parceria com a ONG Atuação, Escola Municipal Kleber Vasques Filgueiras e APAC e ficará aberta ao público até o dia 15 de julho, com funcionamento de segunda a domingo, das 9h às 17h30min. A entrada é gratuita. Saiba mais no blogue do museu.

Texto e fotos: Divulgação Museu Regional de São João del-Rei
Edição: Ivy Fermon (Ascom/Ibram)

Obra iconográfica rara sobre a cidade do Rio de Janeiro ganha mostra

Exposição aberta nesta quinta-feira (14), no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, mostra obras originais e making-of do livro A muito leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A publicação, de autoria de Gilberto Ferrez e concebida por Raymundo de Castro Maya, foi lançada em comemoração aos 400 anos da cidade, em 1965, e agora é reeditada em edição fac-similar, em formato reduzido, para comemorar os 450 anso da cidade.

A muito leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro é considerada o grande marco da história editorial brasileira. A mostra traz várias das obras originais reproduzidas no livro, que jamais foram reunidas. O público irá conhecer também as minúcias de um projeto editorial inovador, até então sem precedentes no Brasil, realizado com técnicas artesanais e cercado de extremo cuidado.

Para Vera Alencar, diretora dos Museus Castro Maya/Ibram, “ A edição original foi considerada o maior acontecimento editorial do IV Centenário. E agora será ainda mais importante e com amplitude muito maior, já que, além da edição fac-similar do livro, teremos a exposição, que percorre o processo de elaboração da obra e dá uma visão bem completa do apuro e do rigor com que tudo foi feito. Será uma chance única, também, de ver de perto várias das obras originais que fazem parte da publicação” .

A mostra fica em cartaz até 12 de junho. Mais informações aqui.

 

Foto: Acervo Museus Castro Maya

Página 7 de 32« Primeira...56789...2030...Última »