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‘Múltiplos’ reúne obras de coleções públicas e particulares no Museu Victor Meirelles

cadeau_webO Museu Victor Meirelles/Ibram inaugurou a exposição Múltiplos, na noite de ontem (16), em Florianópolis (SC). Além da abertura da exposição o museu promoveu ainda uma conversa com a editora do caderno Plural do jornal Notícias do Dia e co-curadora da exposição, Dariene Pasternak, a artista e curadora da exposição, Letícia Cardoso, a galerista Myrine Vlavianos e a pesquisadora, professora e colecionadora Regina Melim.

A exposição apresenta os desdobramentos do conceito de “múltiplos” nas artes visuais. Múltiplos são trabalhos artísticos produzidos com uma tiragem limitada. Aqui, a ideia do “original” é substituída pela de “série” e de “reprodução”. Com isso, amplia-se a possibilidade de aquisição e da formação de coleções. A exposição, que também busca fomentar a prática do coleccionismo, mostra 45 artistas de diversas partes do mundo que estarão em cartaz junto aos cinco múltiplos produzidos especialmente para as páginas do jornal Notícias do Dia.

A exposição possui dois módulos. O primeiro, intitulado Ao correr da máquina - inspirado em texto de Clarice Lispector sobre o hábito de escrever para jornais -, é uma parceria entre o Museu Victor Meirelles, o jornal Notícias do Dia e o Clube do Múltiplo da Associação de Amigos do Museu Victor Meirelles. Sempre às terças-feiras, nos dias 22, 29 de dezembro de 2015 e 5 de janeiro de 2016, serão publicados trabalhos especialmente realizados para as páginas impressas do jornal. Os artistas convidados são Letícia Cardoso e Alexandre Sequeira (dia 22 de dezembro), Fran Favero e Raquel Stolf (dia 29 de dezembro) e Franzoi (dia 5 de janeiro).

O segundo módulo, intitulado Múltiplos em coleção, apresenta trabalhos artísticos provindos de coleções públicas, como a do próprio Museu Victor Meirelles, que exibirá obras de Carlos Scliar, Leonilson e Waltércio Caldas, e de coleções particulares de Célia Faria, Lucila Vilela, Myrine Vlavianos, Regina Melim e Ylmar Corrêa Neto que incluem obras de Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles e Yoko Ono, entre outros.

A mostra fica em cartaz até o dia 20 de fevereiro de 2016. As visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 10 às 18h e aos sábados, das 10 às 14h. A entrada é franca. Visitações mediadas podem ser agendadas pelo e-mail mvm.educativo@museus.gov.br ou pelo telefone (48) 3222-0692.

Imagem: Man Ray: Cadeau, 1921 (edição de 1974) Ferro, 16,5 x 10 x 8 cm. Coleção Particular.

Museu Regional comemora 302 anos de São João del-Rei

Tela de Divino Silva, na exposição ‘Caminhos e Diversidades’

Tela de Divino Silva, na exposição ‘Caminhos e Diversidades’

O Museu Regional de São João del-Rei (MRSJDR/Ibram) inaugurou na quinta-feira (3) a exposição Caminhos e Diversidades, do artista Divino Silva. A mostra integra a comemoração dos 302 anos de São João del-Rei e exibe casarões, igrejas e arte contemporânea reunidas em um conjunto de aproximadamente 40 telas. A exposição fica em cartaz até o dia 28 de fevereiro de 2016.

Enquanto a arte dos casarios apresenta os pontos turísticos de São João del-Rei, a arte contemporânea faz um alerta ao desmatamento. A preocupação do artista é retratar a beleza da cidade e também sua preocupação com o meio ambiente. São-joanense, o artista plástico autodidata retrata casarios e igrejas históricas desde 1980. Nesta exposição, Divino Silva traz, também, diversificados trabalhos e experimentos da arte moderna contemporânea.

O Museu

Aberto à visitação pública a partir de 1963, está localizado na antiga residência do comendador João Antônio da Silva Mourão (1806-1866), importante comerciante da cidade no período final da produção de ouro. Após a conclusão das obras, em 1859, o comendador instalou sua família na mansão, no segundo e terceiro pavimentos, e a loja de secos e molhados ficou no primeiro andar.

O Museu Regional de São João del-Rei apresenta uma exposição de aspectos do cotidiano no comportamento e nos costumes dos séculos XVIII e XIX, retratados em móveis, utensílios, meios de transporte, imagens religiosas e pinturas. O objetivo do acervo montado é contar um pouco da intimidade e do modo de viver dos mineiros no período colonial.

SERVIÇO:

Caminhos e Diversidades
Visitação: De 03 de dezembro de 2015 a 28 de fevereiro de 2016.
Entrada gratuita.

Museu Regional de São João Del Rei
Tel.: (32) 3371-7663

Imagem: Tela de Divino Silva, na exposição ‘Caminhos e Diversidades’.
Informações: Museu Regional de São João del-Rei.
Edição: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Museus.

Museu da Inconfidência recebe mostra sobre a Guerra da Tríplice Aliança

La Paraguaya. Reprodução da tela de Juan Manoel Blanes, 1879, pertencente ao acervo do Museo Nacional de Artes Visuales, Uruguai. Reprodução de imagem: Eduardo Baldizan

La Paraguaya. Reprodução da tela de Juan Manoel Blanes, 1879, pertencente ao acervo do Museo Nacional de Artes Visuales, Uruguai. Reprodução de imagem: Eduardo Baldizan

O Museu da Inconfidência (Ibram/MinC) inaugura a mostra 150 anos da Guerra da Tríplice Aliança: Distintas Visões, nesta sexta-feira (4), na Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I. Estarão expostos objetos, documentos e imagens vindos dos Museus Nacional de Belas Artes, Histórico Nacional, Casa de Benjamin Constant, Museu Imperial e Centro Cultural de La Republica Cabildo, do Paraguai. A iniciativa faz parte do projeto de integração cultural que o Inconfidência está desenvolvendo com o país vizinho. A visitação é gratuita e ocorrerá de terça a domingo, das 10 às 18h, até 28 de fevereiro de 2016.

Entre os destaques estão diversas fotografias originais da época, que retratam detalhes do conflito armado ocorrido na América do Sul, de 1864-1870, entre o Paraguai e a Tríplice Aliança – Brasil, Argentina e Uruguai. É possível observar nas imagens a destruição e o ambiente hostil da batalha que massacrou cerca de 90% da população masculina paraguaia. A reprodução da tela La Paraguaya (1879), do pintor uruguaio Juan Manoel Blanes, exemplifica as consequências e traz à tona a atuação das Residentas – mulheres sobreviventes que arcaram com a missão de reerguer a pátria política, social e economicamente.

O Conflito

A Guerra do Paraguai (dezembro de 1864 a março de 1870) foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul, travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança – Brasil, Argentina e Uruguai. É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza), na Argentina e Uruguai, e de Guerra Grande, no Paraguai. O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército do Paraguai, sob ordens do presidente Francisco Solano López.

O ataque paraguaio ocorreu após uma intervenção armada do Brasil no Uruguai, em 1863, que pôs fim à guerra civil uruguaia ao depor o presidente Atanasio Aguirre, do Partido Blanco, e empossar seu rival colorado, Venancio Flores. Solano López temia que o Império brasileiro e a República Argentina viessem a desmantelar os países menores do Cone Sul. Para confrontar essa suposta ameaça, Solano López esperava contar com o apoio dos blancos, no Uruguai, e dos caudilhos do norte da Argentina.

SERVIÇO

Exposição 150 anos da Guerra da Tríplice Aliança: Distintas visões

Visitação: De 4 de dezembro de 2015 a 28 de fevereiro de 2016. De terça a domingo, 10 às 18h,

Onde: Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico | Ouro Preto – MG)

Exposição de cerâmica japonesa, no Museu Histórico Nacional

06 No 43 Bent shapeO Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram) inaugura no dia 02 de dezembro, quarta-feira, a exposição Cerâmica do Japão: a geração emergente do forno tradicional japonês. A mostra, que fica em cartaz até o dia 20 de dezembro, é realizada em parceria com a Fundação Japão e o Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro e faz parte dos eventos em comemoração aos 120 anos de amizade Brasil-Japão.

A exposição conta com obras de 35 ceramistas mais representativos em atividade nas sete regiões  dos fornos do Japão. Com diferentes orientações, alguns mantém a tradição de longa data enquanto almejam novos valores nos padrões de seus feitos, outros buscam a criação individual de obras para explorar novas formas. São todos artistas promissores, tendendo a liderar a próxima geração da arte da cerâmica do Japão.

O público também poderá vivenciar a experiência de fazer um Ikebana – arranjo floral japonês – nas oficinas que serão realizadas nos dias 04, 05, 06, 12 e 13 de dezembro, das 14h às 15h e das 15h30 às 16h30.  Para participar, os interessados devem fazer sua inscrição na sala de exposições, por ordem de chegada, nos dias e horários acima mencionados.

O Museu Histórico Nacional fica localizado na Praça Marechal Âncora, no Centro do Rio de Janeiro (RJ).

SERVIÇO:

Cerâmica do Japão: a geração emergente do forno tradicional japonês

VISITAÇÃO: De 02 a 20 de dezembro de 2015. De terça a sexta, das 10h às 17h30. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

OFICINAS DE IKEBANA: Dias 04, 05, 06, 12 e 13 de dezembro de 2015. Das 14h às 15h e das 15h30 às 16h30. Inscrições por ordem de chegada na sala de exposição.

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL
Praça Marechal Âncora, s/n – Centro | Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 3299-0324

Informações e foto: Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro – divulgação.
Edição: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Museus.

MHN apresenta exposição ´Cartazes de viagem, 1910-1970 Coleção Berardo´

O Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), exibe, até 17 de janeiro de 2016, a mostra Cartazes de viagem, 1910-1970 Coleção Berardo. Com curadoria de Marcio Alves Roiter, do Instituto Art Déco Brasil, e de Paulo Knauss, diretor do MHN, a exposição faz parte do evento Rio como Destino.

Divulgação www.riocomodestino.com.br

Divulgação www.riocomodestino.com.br

A mostra traz 40 cartazes, que levaram 40 anos para serem reunidos. Encontrados em leilões e galerias de arte de diversos pontos do mundo, sobretudo Paris, Londres e Nova York, os exemplares pertencem à Coleção Berardo e retratam o período em que o Rio de Janeiro foi porta de entrada da América Latina para os viajantes que vinham da Europa e dos Estados Unidos.

Para conquistar cada vez mais novos turistas, as companhias marítimas e aéreas usavam a beleza da cidade como artifício: contratavam artistas para pintar paisagens maravilhosas em cartazes divulgados mundo afora.

Nas primeiras décadas do século 20, muitos cartazes e cartões-postais foram produzidos para levar o espírito do Rio para outras cidades e países.  “Eram companhias estrangeiras, na maioria, com a exceção da Panair e da Varig, vendendo o Rio para viajantes. Isso fica claro nos diferentes idiomas utilizados nos cartazes, que nem sempre acompanham a origem da companhia aérea ou marítima”, explicou Marcio Alves Roiter, curador da mostra.

Exposição ‘San Sebastiano’ homenageia o Rio de Janeiro, no MNBA

San Sebastiano_de Guido Reni_Musei Capitolini

San Sebastiano, tela de Guido Reni, acervo do Musei Capitolini.

Nesta sexta-feira (27), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) abre para o público a exposição San Sebastiano: uma homenagem da Itália ao Rio de Janeiro, prosseguindo com as comemorações pelos 450 anos do município.

A mostra é composta por duas telas que retratam o padroeiro da cidade – o santo cristão (256 d.C. – 286 d.C) morto durante a perseguição promovida pelo imperador romano Diocleciano. A pintura San Sebastiano, de Guido Reni, integra a coleção do Musei Capitolini e San Sebastiano curato da Irene, tela de Guercino, pertence à Pinacoteca Nazionale di Bolonha.

Reni pintou uma representação do momento do martírio das flechas enfrentadas por um corajoso São Sebastião, enquanto que Guercino se concentra na piedade de Santa Irene e acompanhantes amparando quem sofre.

San Sebastiano curato da Irene, tela de Guercino, acervo da Pinacoteca Nazionale di Bolonha

San Sebastiano curato da Irene, tela de Guercino, acervo da Pinacoteca Nazionale di Bolonha

Sobre os autores das obras

Guido Reni (1575-1642), nascido na Bolonha, perseguiu uma perfeição pictórica, tendo conquistado grande prestigio como pintor, produzindo obras para os reis de Espanha e para a rainha da Inglaterra, entre outros.

Giovanni Francesco Barbieri, conhecido como Guercino (1591-1666), teve origem humilde, mas era dotado de grande talento artístico e habilidade narrativa e colocou-se a serviço de famílias poderosas como Médici, Gonzaga e Mantua. Em seguida trabalhou para o Papa Gregório XIV, tendo produzido obras para então Catedral de São Pedro, hoje Musei Capitolini. De qualidade incomparável, o trabalho de Guercino alcançou projeção e reconhecimento.

 

SERVIÇO

Exposição: San Sebastiano: uma homenagem da Itália ao Rio de Janeiro
Período:  27 de novembro de 2015 até 13 de março de 2016.
Visitação:  De terça a sexta-feira, de 10h às 18h; sábado, domingo e feriado de 12h às 17h.
Ingresso:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. 
Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 Cinelândia
Tel: (21) 3299-0600
www.mnba.gov.br ou  www.facebook.com/MNBARio

Texto: Assessoria de Comunicação do Museu Nacional de Belas Artes
Edição: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Museus

Chiquinho da Sucata – Reciclando é a nova exposição do MART

19.11chiquinhoNesta quinta-feira (19), o Museu de Arte Religiosa e Tradicional/Ibram, em Cabo Frio, inaugura exposição do artista Chiquinho da Sucata – Reciclando.

Francisco de Assis Marques, o Chiquinho da Sucata, é um artista espontâneo e contemporâneo.  Trabalhando com ferro (matéria prima) e sucata (restos inúteis), prova que do próprio excesso industrial pode-se abrir uma janela para a sublimação e a transformação da realidade em arte.

Pelas mãos deste artista popular, engrenagens, correntes, tanques de combustível ou simples alicates, transformam-se em objetos com novos significados, alçando voos nas pás de um helicóptero, ou nas asas de um pássaro.

Prática e técnica aliam-se ao talento deste mestre serralheiro, que há mais de 35 anos transforma peças em desuso em obras de arte.   Em sua sabedoria o mestre Chiquinho nos ensina que a sua arte surge de forma espontânea, quando a peça encontrada em meio a tantas outras, se apresenta a ele transformando-se em um novo objeto.

A exposição estará aberta de 19 de novembro de 2015 a 17 de fevereiro de 2016, de segunda a sexta-feira das 10 às 17 horas, no MART, antigo Convento Nossa Senhora dos Anjos, em Cabo Frio.

Duas mostras estão em cartaz no Museu Regional de São João del-Rei

O Museu Regional de São João del-Rei/Ibram está com duas exposições em cartaz: Memórias de Infância e Concerto.

Concerto do artista Guido Boletti, fica em cartaz no museu até o dia 29 de novembro. O trabalho do artista faz referência à relação entre a música e a pintura por meio da arte abstrata. O “músico das cores” expõe 22 obras que exibem o seu olhar no diálogo entre notas musicais e tintas que são retratadas em telas e esculturas.

Memórias da Infância é resultado do projeto de pesquisa e extensão de mesmo nome. Foram realizadas pesquisas e oficinas com funcionários do Museu Regional, estudantes do curso de Pedagogia da UFSJ e seus familiares, recuperandos da APAC e crianças albergadas na Casa Lar. A exposição conta, ainda, com a participação especial do Museu dos Brinquedos de Belo Horizonte. O objetivo do projeto é rememorar práticas culturais que caíram no esquecimento à medida em que o processo de industrialização se impôs e os brinquedos comprados tomaram conta do universo infantil. A mostra vai até 15 de dezembro.

O Museu

Aberto à visitação pública a partir de 1963, está localizado na antiga residência do comendador João Antônio da Silva Mourão (1806-1866), importante comerciante da cidade no período final da produção de ouro. Após a conclusão das obras, em 1859, o comendador instalou sua família na mansão, no segundo e terceiro pavimentos, e a loja de secos e molhados ficou no primeiro andar.

O Museu Regional de São João del-Rei apresenta uma exposição de aspectos do cotidiano no comportamento e nos costumes dos séculos XVIII e XIX, retratados em móveis, utensílios, meios de transporte, imagens religiosas e pinturas. O objetivo do acervo montado é contar um pouco da intimidade e do modo de viver dos mineiros no período colonial.

Mestres da arte gráfica italiana no MNBA a partir do dia 10

Giovanni Batista Piranesi (La caduta di Fetone, 1747 - 1749)

Giovanni Batista Piranesi (La caduta di Fetone, 1747 – 1749)

Uma  oportunidade ímpar  para conhecer o processo de criação de alguns dos maiores nomes da história da arte, os métodos e os processos de criação de uma gravura, de poder analisar uma obra de arte, muitas delas acompanhadas de suas respectivas matrizes, as refinadas técnicas e os temas utilizados pelos artistas. É o que aguarda os visitantes da exposição Mestres da Arte Gráfica Italiana, que o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) abre em 10 de novembro.

São 51 trabalhos de artistas como Salvator Rosa,  Marcantonio Raimondi até Giovanni Battista Piranesi, Fillippo Palizzi, chegando até Giorgio Morandi, Carlo Carrá, Pietro Consagra, Carla Accardi,  uma das primeiras gravadoras,  Giovanni Folo, e Giovanni Volpato, entre outros, compondo um belo painel de refinada pesquisa criativa e técnica desta expressão artística italiana.

As obras pertencem à coleção da Calcoteca do Instituto Central para a Gráfica, em Roma, que concentra centenas de milhares de estampas e desenhos, fotografias, e vídeos de artistas. É um dos maiores acervos artísticos do mundo sendo que este valiosíssimo segmento aporta pela primeira vez no Brasil.

A mostra reúne matrizes de cobre gravadas pelos maiores artistas italianos e documenta de maneira inédita um percurso de 500 anos da arte daquela cultura, mais precisamente desde 1528, ou seja, da Renascença ao contemporâneo. Com isso se descortina a chance de conhecer, junto às famosas obras finais -  as gravuras expostas -, as preciosas chapas trabalhadas diretamente pelas mãos dos artistas,  em técnicas como:  buril à água-forte,  da ponta seca à água-tinta.

Discorrendo sobre a exposição Maria Antonella Fusco,  diretora do Instituto Central para a Gráfica, afirma que “A matriz,  vê, assim, exaltado o seu papel de grande metáfora da operação artística, desde a sua ideação até à produção, a réplica”.  Por outro lado,  prossegue Antonella Fusco,  “Expor matrizes, convidar à leitura delas, é, portanto, uma ousada operação do ponto de vista intelectual,  uma ousada operação do ponto de vista intelectual, refinada,  que requer do público uma coragem particular, certamente uma capacidade de ser um expectador inovador e curioso sobre imagens e técnicas”.

A mostra “Mestres da Arte Gráfica Italiana”  já passou por Nova York,  Suiça e Buenos Aires num projeto que integra as comemorações do Ano da Itália para a América Latina e é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores e a Cooperação Internacional da Itália.

Texto: Ascom MNBA

Exposição: “Mestres da Arte Gráfica Italiana”
Período:  11 de novembro até 31 de janeiro de 2016.
Visitação:  terça/sexta de 10h às 18h;  sábado, domingo e feriado de 12h às 17h.
Ingresso:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família(para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.  Grátis aos domingos.
Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199
– Cinelândia
Tel:  (21) 3299-0600.

www.mnba.gov.br ou  www.facebook.com/MNBARio

Museu Victor Meirelles inaugura mostra de Paulo Gaiad no dia 28

Paulo Gaiad - Heidelberg, técnica mista, 88,0 x 150,0 cm - 1994 - Coleção do Artista

Paulo Gaiad – Heidelberg, técnica mista, 88,0 x 150,0 cm – 1994 – Coleção do Artista

Anotações de sonhos e lembranças, verdadeiros ou não. Caminhos de voltas, de idas, resgate de memórias que insistem em se perder e, ao mesmo tempo, tentam se reconstruir. Um processo de junta e cola, fotografa e escreve, desenha. Sempre uma operação de se remontar, de se reencontrar, num turbilhão de apagamentos. Esse é o percurso que levou – ou trouxe – o artista Paulo Gaiad à exposição Anotações a Caminho, mostra que o Museu Victor Meirelles inaugura nesta quarta-feira, dia 28 de outubro, às 19 horas. Antes da abertura, às 18 horas, acontece o já tradicional Encontro com o Artista, quando o convidado conversa com o público sobre a exposição, sua obra e trajetória.

São ao todo 15 trabalhos, todos em técnica mista, nos quais podem ser encontrados os vestígios das viagens de Gaiad por cidades e países tão distintos quanto Amsterdã, Delft, Galícia, Gravatal, Heidelberg, Istria, Macedônia e Patagônia.

De acordo com o próprio artista tudo começou no ano de 1993 com Relato de uma Viagem não Realizada, obra mais antiga deste ciclo e que também está presente na exposição. “É uma única série de trabalhos que não cessa, uma busca quase desesperada de tentar me montar, me entender, não me perder, num processo de esquecimentos que me persegue, que me engole. Escrever caminhos para ter pra onde voltar ou onde ficar”, desvenda Gaiad.

A programação da exposição Anotações a Caminho inclui ainda a realização do seminário A Poética da Viagem: Paulo Gaiad, que ocorrerá no dia 17 de novembro, às 19 horas, também no Museu Victor Meirelles. Além da participação de Paulo Gaiad, o seminário contará com as presenças do professor Luís Felipe Soares, do Curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina, e do jornalista Fifo Lima, autor do livro Paulo Gaiad: Vida e Arte, publicado pela Tempo Editorial em 2010.

Paulo Gaiad vive e trabalha em Florianópolis desde 1981. Em 1972 iniciou o curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília. Em 1974 ganhou bolsa de estudos para a Universidade de Oslo, na Noruega. Ao voltar trabalhou como colaborador junto ao arquiteto Vilanova Artigas, em São Paulo. Em 1989 ganhou o prêmio Cubo de Prata por equipe, da Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Em 1990 recebeu prêmio do 47º Salão Paranaense e em 1994, bolsa de multiplicadores culturais do Instituto Goethe, viajando para a Alemanha onde fez sua primeira individual fora do país. Retornou à Alemanha para desenvolver duas séries de trabalhos. Em 1996 realizou a exposição “Passagens”, no Museu Victor Meirelles. No mesmo ano, foi lançado o vídeo “Paulo Gaiad, matéria da consciência” pela Universidade do Estado de Santa Catarina e anexado ao acervo da Fundação Iochpe. Em 1997 recebeu o prêmio Cultura Viva. Em 1998 o prêmio no VIº Salão Victor Meirelles. Em 2001 participou do vídeo “O museu e a escola”, realizado pelo MASC/Fundação Vitae. Gaiad transita entre a pintura, o desenho, a fotografia, o objeto, a instalação, o vídeo e a literatura.

Projeto Memória em Trânsito

A mostra Anotações a Caminho faz parte do Projeto Memória em Trânsito que propõe estudar e divulgar as obras dos artistas catarinenses pertencentes ao acervo do Museu Victor Meirelles. O objetivo é ampliar o entendimento da poética desses artistas, estimulando a elaboração de outros discursos, produzindo e atualizando a documentação museológica referente ao artista na instituição, incluindo a gravação de depoimento em áudio e vídeo, bem como a respectiva transcrição. Esta é a terceira edição do projeto, que já contou, no ano de 2015, com as exposições “Entorno”, de Fernando Lindote, e “Ter as Costas Livres”, de Julia Amaral.


Serviço 

Anotações a Caminho, Exposição de Paulo Gaiad

Abertura no dia 28 de outubro, às 19 horas

Encontro com o Artista:  às 18 horas

Visitações de terça a sexta-feira, das 10 às 18h e aos sábados das 10 às 14h.

Até 12 de dezembro de 2015

Museu Victor Meirelles

Rua Victor Meirelles, 59, Centro, Florianópolis, SC

Informações:  48 3222-0692 / mvm@museus.gov.br

Entrada Gratuita

Texto: Ascom Museu Victor Meirelles

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