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Raimundo Cela ganha exposição retrospectiva no MNBA

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) - óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) – óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

O Museu Nacional de Bela Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ),  abriu nesta quarta-feira (28), a exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro. Trata-se de uma retrospectiva do artista cearense, falecido em 1954,  na qual se apresenta um recorte expressivo da sua produção artística.

Raimundo Cela fez sua primeira exposição individual em 1945, no MNBA, durante a gestão de Oswaldo Teixeira.

Como lembra a atual diretora do museu, Monica Xexéo, “Cela, cujo trabalho é rigoroso, refinado e vibrante, possui uma trajetória própria e diferenciada de seus contemporâneos, como Antonio Bandeira e Aldemir Martins”, explica. “Exímio gravador, autor de escrita própria, suas obras, formalmente inovadoras, ultrapassam o tempo em que foram criadas”.

A exposição busca resgatar a obra de um realizador muito respeitado entre os estudiosos, mas pouco conhecido do público em geral.

Academicismo e abolição
São apresentadas cerca de 50 obras. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra inicia com os primeiros trabalhos do artista, marcados pela influência do academicismo. Nessa fase, destaca-se a obra Último diálogo de Sócrates (1917), premiada no Salão Nacional de Belas Artes e que garantiu ao artista uma viagem a Paris, na França.

Um dos grandes destaques da exposição, o painel Abolição (1938), estará reproduzido na mostra em seu tamanho original. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de março de 1884, o Ceará, também é retratado pelo artista através dos tipos da sua terra natal, representando pescadores, vaqueiros, rendeiras e os jangadeiros, como numa série de obras criadas entre 1940 e 1946.

A exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro fica em cartaz até o dia 20 de novembro de 2016 no MNBA (Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia). Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação MNBA

Todos Podem ser Frida: fotógrafa retrata pessoas caracterizadas como a artista

fridainconfidenciaO Museu da Inconfidência (Ibram/MinC), em Ouro Preto (MG), abre a exposição Todos podem ser Frida no Projeto Girassol nesta sexta-feira (12), às 20h, na Sala Manoel da Costa Athaide, (Anexo I do museu), com entrada gratuita.

As imagens da fotógrafa e artista paulistana Camila Fontenele de Miranda, feitas durante a Semana de Museus 2016, retrata membros do Projeto Girassol, usuários da Saúde Mental de Ouro Preto, quando puderam se transformar na artista visual mexicana Frida Kahlo (1907-1954) por um dia.

O estudo e os ensaios oficiais de Todos Podem ser Frida tiveram início em junho de 2012 e sua finalização ocorreu em julho de 2013. A produção foi realizada por artistas plásticos convidados pela fotógrafa e todos os modelos fotografados, inicialmente, eram do sexo masculino.

Novos olhares
A inversão de papéis e de gênero foi escolhida para mostrar que a imagem da Frida está presente nas várias nuances do ser humano e se conecta à própria trajetória da artista mexicana, seja através de seu diálogo estético entre o masculino e o feminino, seja através da vivência de sua bissexualidade.

Tanto o projeto quanto a exposição propõem ao público a construção de um novo olhar em direção aos usuários do Projeto Girassol: cada retrato cria um vínculo no qual espectador e imagem se contemplam, tornando fluidas as fronteiras entre um e outro.

Na abertura, os visitantes poderão ter a experiência de ser Frida por um dia, pois a idealizadora do projeto estará presente, caracterizando e fotografando os interessados.

A exposição pode ser visitada, de terça a domingo, das 10 às 18h, até o dia 18 de setembro. Saiba mais sobre o projeto. Visite o Museu da Inconfidência na internet.

Texto: Divulgação Museu da Inconfidência
Edição: Ascom/Ibram

MNBA comemora s 200 anos da Missão Artística Francesa no Brasil

EBA INTERVENCOES_XIX_XX_final1Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC e a Escola de Belas Artes da UFRJ (EBA) realizam seminário internacional, entre os dias 12 e 14 de julho, para celebrar os 200 anos da Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro, acontecimento de fundamental importância para arte brasileira, com influências até os dias de hoje.

O VII Seminário do Museu D. João VI e V Colóquio de Estudos sobre Arte Brasileira do Século XIX – “Modelos na arte – 200 anos da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro” acontecerá no MNBA e reunirá pesquisadores de diversas universidades e museus brasileiros e estrangeiros.

Os professores Ana Cavalcanti, Arthur Valle, Marize Malta e Sonia Gomes Pereira são os organizadores do encontro, que tem por objetivo fazer o público conhecer melhor a história das academias. As inscrições podem ser feitas no Museu Nacional de Belas Artes, a partir das 9h da terça-feira, 12 de julho.

Exposição

Em paralelo ao Seminário, será aberta, no dia 12, às 10h30, a mostra Intervenções entre XIX e XXI, para a qual foram convidados vinte artistas, entre alunos e professores da EBA e UFF, para intervir nas galerias, na arquitetura e na fachada do Museu Nacional de Belas Artes.

O prédio do MNBA, inaugurado em 1909, foi construído originalmente para abrigar a Escola Nacional de Belas Artes e seu acervo, composto por peças da coleção da família real portuguesa e por obras de estudantes e professores da antiga Academia Imperial de Belas Artes.

Fundada a partir do núcleo de artistas da Missão Francesa, no século XIX, a Academia de Belas Artes seguia os métodos neoclássicos de ensino. Durante a ditadura militar, em 1975, já transformada em Escola, foi transferida para o Campus Universitário da Ilha do Fundão e o prédio da Av. Rio Branco, 199, na Cinelândia,  foi ocupado pelo Museu.

Nesta reorganização, os espaços destinados às práticas de ateliê e às aulas teóricas foram transformados em galerias sem que fosse necessário, para isso, alterar sua arquitetura original.

Como explica curadora da mostra Beatriz Pimenta Velloso, “por intervenção, entendemos aquilo que, em um primeiro momento, interrompe o fluxo do olhar ao se interpor no espaço pré-definido da arquitetura e, em um segundo momento, nos relatos da própria história, já consolidados”. Como alternativa de desvio, as intervenções em vídeos, fotografias, performances e instalações, entram em contexto propondo novas ordens visuais e novos sentidos possíveis.

Pretende-se com isso não a negação, mas diálogos com as obras do acervo a partir de uma releitura contemporânea que leva em consideração os deslocamentos na compreensão da história do Brasil e da arte brasileira narradas na arquitetura e no acervo do Museu. A mostra vai até 31 de julho.

Ibram e México firmam parceria para mostra inédita no Brasil

IMG_6396O Ibram e o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México firmaram, nesta sexta-feira (8), acordo para trazer uma exposição inédita para o país. A mostra, Magia do Sorriso no Golfo do México será sediada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e faz parte da programação do Museu para as Olimpíadas.

A mostra é composta por um acervo de 114 itens, sendo 4 deles esculturas duplas, totalizando 118 objetos. Os objetos são esculturas de cerâmica encontradas em sítios arqueológicos na região de Remojadas, atual estado de Veracruz, no México. As figuras mais conhecidas de Remojadas são denominadas “sorridentes” (caritas sonrientes), por se tratarem de figuras com sorrisos abertos em rostos delineados. Em geral são estátuas de homens ou mulheres de rostos sorridentes, muitas vezes segurando instrumentos musicais como flautas, apitos e ocarinas. De algumas, restam apenas as cabeças sorridentes.

A Embaixada do México no Brasil foi responsável por organizar a exposição e atuou sempre na interlocução entre IBRAM e INAH. Para a Embaixadora do México no Brasil, Beatriz Paredes, a parceria é importantíssima. “Este acervo sairá do México para uma exposição no exterior pela primeira vez, o que sinaliza o potencial de estabelecimento de grandes parcerias no setor cultural entre Brasil e México, e reafirma a importância dada por ambos países ao sucesso desta exposição”, afirmou durante a reunião.

Durante os Jogos Olímpicos, o MHN sediará a Casa México, um parceria com a Embaixada do México no Brasil, o Consulado do México no Rio de Janeiro e o Comitê Olímpico Mexicano.

A exposição Magia do Sorriso no Golfo do México constituirá uma das principais atividades realizadas pelo Museu Histórico Nacional para o período dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, e será seguida por um calendário de palestras e atividades adicionais que está sendo organizado pelo museu.

Também estão programadas as mostras México 68-Rio 2016, que abordará o ambiente gráfico que constitui a marca das duas Olimpíadas e Frida e Eu, que se dirige ao público infantil de 5 a 10 anos para promover a compreensão da linguagem da arte moderna por meio da vida e obra da artista mexicana Frida Kahlo.

Para o diretor do MHN, Paulo Knauss, a relação entre Brasil e México e a cultura dos dois países vai estar muito bem representada no Museu, que também receberá mostras bem brasileiras. “O MHN vai receber também a exposição Guerra do Contestado, arte e história por Hassis que trata a história de um dos conflitos sociais mais violentos da história do Brasil que se desenvolveu entre 1912 e 1916 e Brasil na arte popular – 40 anos do Museu Casa do Pontal.”

 

 

Museu do Diamante recebe mostra e oficina de bordado

LinhasFiosO Museu do Diamante/Ibram, em Diamantina (MG), recebe durante o mês de julho, a exposição Linhas e fios: memórias que guardo, da artista têxtil Parísina Ribeiro. A mostra será aberta no dia 1º de julho, às 20h e a visitação pode ser feita até o dia 30, de terça a sábado 10h às 17h, domingos 9h às 13h.

A exposição apresentará peças bordadas sobre algodão em pontos de bordado livre, contemporâneo e colorido, com diversas texturas, e que remete principalmente as memórias da artista – de sua infância e de Diamantina – numa poética naif. São peças em forma de painéis, telas, porta-retratos e o universo da vida bordadeira.

Para a artista, “o bordado permite encontros, reencontros, viagem à memória afetiva, visita o passado, constrói uma rede transformadora, de saberes e do fazer bordado em diversas formas de expressão de trabalho e dimensões artística, cultural, psicológica”.

Parísina Ribeiro também ministrará oficinas de bordado no Museu às terças-feiras de julho (05, 12, 19 e 26), das 14h às 16h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone: (38) 3531-1382. A programação faz parte do Festival de Inverno de Diamantina.

Museu Regional de Caeté volta a expor parte do acervo ao público

31.05_caeteO Museu Regional de Caeté, fechado ao público em outubro de 2012, voltou a expor parte de seu acervo ao público. O prédio principal continua fechado, mas os visitantes poderão percorrer o pátio interno e duas salas do anexo.

Os visitantes irão conhecer parte do acervo composto por mobiliário e objetos de época, além de peças de arte popular e de arte sacra de cunho popular.

O espaço está aberto de terça à sexta, das 09 às 16 horas; e nos sábados, domingos e feriados, das 12 às 16 horas. A entrada é franca e feita pela rua de trás do Museu (Rua Monsenhor Domingos s/nº, próximo ao SAAE Caeté).

Circuito Cultural movimenta o Museu Regional de São João del-Rei na véspera do feriado

Na próxima quinta-feira (24), véspera de feriado, acontece no Museu Regional de São João del-Rei/Ibram o Circuito Cultural: uma noite de melodias e fotografias.  O evento gratuito começa às 18h30, com recital da organista Elisa Freixo.

Logo em seguida ao recital, às 20h, o fotógrafo e videomaker Thiago Morandi inaugura sua primeira exposição individual, intitulada Os Cincos Sentidos do Patrimônio. Em suas fotografias, Morandi aborda os patrimônios material e imaterial de Minas Gerais, com foco em São João del-Rei e Tiradentes. Serão 22 imagens que exploram os cinco sentidos humanos, representados no patrimônio. A mostra também conta com projeções, som ambiente, textos, e uma plataforma web, em que será possível explorar em maiores detalhes os temas retratados.

Para fechar a noite, às 21h, o Coro de Câmara, formado por alunos e ex-alunos do Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier, de São João del-Rei, irá apresentar peças dos séculos 18 e 19. Sob a direção do professor e pesquisador Adilson Cândido dos Santos, o grupo é composto por mais de 20 músicos, entre coristas e instrumentistas.

Museu Regional de São João del-Rei abre exposição sobre arte e herança indígena

Convite Cultura IndigenaComo parte das comemorações pelo Dia do Índio (19 de abril), o Museu Regional de São João del-Rei inaugura na próxima quinta-feira (17) a exposição “Brasil Indígena – Herança e Arte”.

Dedicada à arte e cultura dos povos nativos brasileiros, a exposição apresenta ao público 52 itens, entre adornos corporais, móveis, cerâmicas, cestos, armas e utilitários, manufaturados por índios de 17 diferentes etnias dos Estados de Mato Grosso, Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia.

Além das peças, a mostra também conta com diversas fotografias que ilustram o dia-a-dia das sociedades indígenas, que tanto contribuíram para a construção da sociedade atual.

Para o curador da exposição, Evandro Baccara Kelmer, conhecer as peças possibilita ao visitante uma melhor interação com a cultura dos índios brasileiros, bem como a possibilidade de desfrutar momentos de reflexão e observação.

“Este trabalho é o reflexo claro do reconhecimento do que é nosso, da capacidade criativa e inigualável do nosso povo. Mas também comprova que a beleza extrapola as regras, conhecimento científico e a tecnologia. Vem da alma do ser humano”.

A exposição “Brasil Indígena – Herança e Arte” ficará em cartaz até 1º de maio e poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. O Museu Regional de São João del-Rei está situado à Rua Marechal Deodoro, 12, no centro da cidade histórica mineira.

A boemia dos cabarés nas pinceladas de Lígia Vellasco

cabare2Na próxima quinta-feira (18), o Museu Regional de São João del-Rei (MRSJDR/Ibram) recebe a exposição de pinturas Cabaret, da artista plástica Lígia Vellasco. A pintora, que realizou sua primeira mostra há quase 60 anos no Museu Regional, traz 12 quadros para esta nova exposição, que aborda o estilo sedutor e sensual de mulheres que usam do corpo – e da alma – para ganhar a vida. A mostra pode ser vista pelo público de 19 de fevereiro a 04 de março.

Em contraste ao modo de vida tradicional de São João del-Rei, a “mais antiga das profissões” adentra o espaço da arte e se mistura à História, numa exposição que trata da boemia nos cabarés do final do século XIX. Os grandes decotes e as roupas curtas de cores vibrantes se contrapõem à formalidade dos ternos e das cartolas, em ambientes da Belle Èpoque, período de otimismo e estabilidade

Natural de São João del-Rei, Lígia Vellasco pinta e expõe seu trabalho desde 1958. Já morou no Rio de Janeiro e em Ouro Preto e foi aluna de importantes artistas como João Quaglia e Jair Inácio. Ao todo foram mais de 25 exposições individuais e dezenas de coletivas, feitas pela artista no Brasil e exterior.

Museu da República comemora 100 anos de Clóvis Bornay com exposição

Clovis BornayO Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), inaugura na próxima terça-feira (26), às 18h, exposição comemorativa ao centenário de nascimento do museólogo, carnavalesco, ator, cantor, pesquisador, professor, organizador de exposições, criador de bailes de fantasia, agitador cultural e militante do movimento LGBT Clóvis Bornay (1916-2005).

Clóvis Bornay – 100 anos vai trazer ao público fantasias originais, croquis, fotografias, livros, manuscritos e homenagens recebidas pelo artista, parte de seu acervo pessoal que foi incorporada ao Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro.

Filho de mãe espanhola e pai suíço, Bornay era o caçula de doze irmãos. Frequentador, ainda menino, dos bailes do Fluminense Futebol Clube, já manifestava interesse e vocação para a vida de folião. Em pouco tempo, se transformou num mestre das fantasias de carnaval com reconhecimento nacional e internacional.

Bornay foi carnavalesco de escolas de samba como Salgueiro, Unidos de Lucas, Portela, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca. Foi campeão com a Portela em 1970, com o enredo Lendas e Mistérios da Amazônia.

Como museólogo, trabalhou no Museu Histórico Nacional – que, a exemplo do Museu da República, é vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) – onde chefiou várias seções.

A exposição poderá ser visitada nas salas de exposições temporárias do Museu da República (Rua do Catete, 153 – Catete) de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e ao sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h.

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