Preenchimento da Pesquisa Anual de Museus 2014 vai agora até 12 de janeiro

Após solicitação de sistemas municipais e estaduais de museus do Brasil, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) prorrogou, até 12 de janeiro de 2015, o prazo para respostas ao questionário da Pesquisa Anual de Museus (PAM) 2014.

Peça da campanha de divulgação na PAM 2014

Peça da campanha de divulgação da PAM 2014

A nova pesquisa se propõe a traçar um diagnóstico detalhado do setor museal brasileiro, trazendo dados sobre acessibilidade, acervo museológico, gestão de pessoas, orçamento, dentre outros aspectos.

Esta é a primeira pesquisa que o Cadastro Nacional de Museus (CNM), criado em 2006, realiza utilizando nova plataforma de dados, parte de uma estratégia que tem por objetivo aumentar o espectro e a consistência das informações levantadas.

Dados e publicações
“A pesquisa é fundamental para o diagnóstico do setor museal brasileiro, para o estabelecimento de indicadores, para a construção de séries históricas e para o monitoramento de políticas públicas”, explica a coordenadora de Produção e Análise da Informação do Ibram, Karla Uzêda.

Em oito anos de operação, o CNM já mapeou mais de 3,4 mil instituições museológicas em todo o Brasil. Os dados permitiram a estruturação de duas publicações em 2011: Guia dos Museus Brasileiros e Museus em Números – esta última, o primeiro estudo estatístico sobre os museus brasileiros.

As informações públicas do CNM também já alcançaram projeção internacional: a disponibilidade de dados sobre o tema ajudou divulgar nossos museus mundo afora ao colocar o Brasil entre os países com maior volume de visitação a exposições. Confira as orientações gerais para preencher a PAM 2014. E Saiba mais sobre o Cadastro Nacional de Museus.

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Comissão sobre a obra de Aleijadinho teve primeiro encontro em MG

Criada no dia 18 de agosto, com a publicação da Portaria Institucional Nº 1, de 14 de agosto de 2014, a Comissão Especial de Assessoramento sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, foi instalada oficialmente na última quinta-feira (28), durante encontro em Belo Horizonte (MG).

Selo_Aleijadinho

Selo lançado pelos Correios em 1964 homenageia o mestre barroco

Participaram do encontro o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e especialistas designados para compor a comissão.

Durante a primeira reunião de trabalho, foram traçadas as linhas gerais de atuação da comissão, que terá como atribuição subsidiar as instituições federais sobre medidas a ser adotadas para consolidar e promover o conhecimento e a proteção da obra de Aleijadinho – considerado o maior expoente da arte colonial no Brasil.

Os resultados esperados do trabalho da comissão incluem a atualização e consolidação da biografia e das fontes documentais existentes sobre Aleijadinho; a proposição de metodologia para a produção de catálogo geral da obra arquitetônica, monumental e escultórica do artista; e orientações sobre o alcance jurídico dos estudos e das medidas sugeridas.

Levantamento
Na primeira etapa, o trabalho da comissão será concentrado em promover o levantamento de todas as informações e documentos disponíveis sobre a obra de Aleijadinho.

“Já determinei ao nosso Departamento de Processos Museais que promova o levantamento de todas as obras musealizadas de Antônio Francisco Lisboa, que se encontram em museus de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo”, explicou o presidente do Ibram , Angelo Oswaldo.

As atividades da comissão serão monitoradas pelo Departamento de Processos Museais do Ibram e pelo Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan. Os resultados serão reportados ao Conselho Consultivo do Iphan e ao Conselho do Patrimônio Museológico do Ibram.

Composto por três profissionais de notório reconhecimento na temática que será objeto de trabalho da comissão e tendo a historiadora da arte Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira como consultora ad hoc, o grupo poderá solicitar o apoio de especialistas para o atendimento de seus objetivos.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação/Internet

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MinC e IBGE divulgaram terceiro estudo sobre indicadores culturais

O Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram, no dia 18,  no Rio de Janeiro (RJ), o Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2007-2010.

A 3ª edição, fruto de uma parceria entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Economia Criativa, e o IBGE, apresenta os principais aspectos da oferta e da demanda de bens e serviços culturais, a posse de bens duráveis relacionados à cultura das famílias brasileiras, os gastos públicos com cultura e o perfil socioeconômico da mão de obra ocupada em atividades culturais.

De acordo com o estudo, em 2010, as atividades culturais movimentaram cerca de R$374,8 bilhões de receita líquida. O salário médio do profissional da cultura ultrapassou a média salarial do conjunto das atividades da indústria, do comércio e dos serviços. Em destaque, os serviços culturais obtiveram as maiores médias salariais: em 2007 e 2010, respectivamente, 4,7 e 4,6 salários mínimos.

Os gastos familiares em produtos e serviços relacionados à cultura representaram, em média, 8,6% de seu orçamento mensal (equivalente a R$ 184,57), abaixo apenas dos três principais grupos de despesas: habitação (30,8%), alimentação (19,8%) e transporte (19,6%).

O grau de escolaridade do trabalhador do campo cultural, segundo o estudo, é mais elevado que o observado entre os ocupados no mercado de trabalho em geral. Em 2012, 45,5% dos trabalhadores da cultura tinham ensino médio completo ou superior incompleto, enquanto a média dos demais setores é de 29,4%.

A pesquisa apresenta parte dos dados e indicadores socioeconômicos culturais que farão parte da Conta Satélite da Cultura, a ser lançada no 1º semestre de 2015 pelo IBGE em parceria com a SEC/MinC, como uma ferramenta de identificação da contribuição da cultura para a riqueza nacional.

Leia mais sobre o estudo e ouça, durante coletiva de divulgação, seus aspectos mais importantes com Cristina Pereira de Carvalho Lins, coordenadora técnica do Sistema de Informações e Indicadores Culturais.

Texto: Comunicação Social/SEC
Edição: Ascom/Ibram

Museu Goeldi analisa conservação da biodiversidade

O modelo de ocupação demográfica amazônico gera, ano após ano, níveis significativos de desmatamento, resultado da abertura de estradas, do crescimento das cidades, da ampliação da pecuária extensiva, exploração madeireira e da agricultura de monoculturas.

Estudo desenvolvido no Museu Goeldi, em Belém, analisa parte da malha viária do estado do Pará que tem, hoje, mais de 60 mil km de estradas. Foram escolhidas três rodovias, duas federais: a Transamazônica (BR 230) e a Cuiabá-Santarém (BR 163) e uma estadual: a PA 273, que juntas totalizam mais de três mil quilômetros de extensão. A coleta de dados foi obtida a partir de informações cartográficas digitais do IBGE e INPE.

Para mensurar os níveis de desmatamento, o bolsista Cezar Augusto Borges, orientado pelo pesquisador da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Goeldi, Leandro Valle Ferreira, desenvolveu o trabalho “A Conservação da Biodiversidade em Diferentes Tipos de Ordenamento Territorial, Uso e Ocupação nas Rodovias no Estado do Pará”.

Esse estudo determinou que o desflorestamento total em uma área de influência de 50 km de cada lado é de 30,3%. Esse resultado demonstra que o desflorestamento ao longo das três rodovias analisadas é significativamente maior do que os 19,4% de desflorestamento acumulado para todo estado do Pará até 2008.

A pesquisa do Museu Goeldi constatou que o desflorestamento foi menor dentro de unidades de conservação e terras indígenas. As evidências apontam que as áreas mais desflorestadas estão próximas às estradas, onde se encontram pólos econômicos, exemplo da cidade de Santarém localizada na BR-163, que tem na pecuária e na agricultura mecanizada suas principais atividades econômicas.

O conceito arco de desmatamento designa ampla faixa do território brasileiro paralela às fronteiras das macrorregiões da norte e centro-oeste, área de transição entre o cerrado e a floresta amazônica, alvo das frentes pioneiras de ocupação.

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