Pontos de Memória no DF e RS realizam exposição e encontro em novembro

O Ponto de Memória da Estrutural, no Distrito Federal, lança no dia 10 de novembro, a partir das 9h, a exposição Movimentos da Estrutural: A mulher e a cidade.

A mostra é um dos resultados do processo de inventário participativo que vem sendo realizado, desde 2011, pelo conselho gestor do projeto junto à comunidade.

Na ocasião, também acontece uma conferência ministrada pelo museólogo e doutor da UniRio, Mário Chagas, sobre o tema Museologia Social  e Memória – Extensão e Comunidade. Saiba mais no blogue do projeto.

Já em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, acontece o Encontro da REPIMRS – Rede de Pontos de Memória e Iniciativas Comunitárias de Memória e Museologia Social gaúchos. O evento ocorre no dia 17 de novembro, durante a celebração da Semana da Consciência Negra em Santa Maria, que está na sua 24ª edição. Outras informações pelo telefone (55) 3226.6082 ou pelo endereço eletrônico museutrezedemaiosm.nucom@gmail.com.

Texto: Ascom/Ibram

Ponto de Memória no DF lança editora popular durante bienal do livro

O Ponto de Memória da Estrutural, no Distrito Federal, lança no dia 15 de abril, às 15h, a Editora Popular Abadia Catadora. O lançamento será feito durante a 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que acontece na Esplanada dos Ministérios, de 14 a 23 de abril.

Durante o evento, a editora lançará dois títulos: De mãos abertas e punhos fechados, doado pelo autor Carlos Rodrigues Brandão, e A menina e o Rio, de Almir Gomes da Silva, estudante e morador da Estrutural.

O nome da Editora Popular Abadia Catadora é uma homenagem à líder comunitária, membro do Movimento de Educação e Cultura da Estrutural (MECE) e integrante da Marcha Internacional das Mulheres, Maria Abadia Teixeira de Jesus, que trabalhou no início da sua carreira como catadora de recicláveis na cidade – atividade que movimenta a economia local.

Papelão reciclado
A ideia do projeto foi desencadeada por uma oficina de confecção de livros, feitos a partir de papelões reciclados, realizada com 30 jovens da comunidade na Casa dos Movimentos da Estrutural no final de 2011.

A oficina foi ministrada por integrantes da Editora Eloisa Cartonera, da Argentina. Criada em 2002, a editora-cooperativa já lançou mais de 200 títulos em papelão reciclado e é reconhecida internacionalmente pelo impacto social da iniciativa. 

A capacitação contou com apoio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e Embaixada da Argentina.  A ideia é que as publicações relacionadas ao Ponto de Memória de Estrutural também sejam confecionadas pela editora. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram

Exposição Movimentos da Estrutural é inaugurada na UnB

A mostra Movimentos da Estrutural: Luta, Resistência e Conquista, do Ponto de Memória da Estrutural (Distrito Federal – DF),   foi inaugurada neste sábado, 1º de outubro,  na Universidade de Brasília (UnB), como parte da programação da Semana Universitária, que este ano homenageia  o educador Paulo Freire.

Dentre as memórias representadas, destacam-se a barricada de pneus, que fechava as principais vias durante as reivindicações, o diário oficial que garantiu, em 2008, o direito à moradia de sete mil moradores que viviam há uma década na localidade,  e a pipa, sempre presente nas brincadeiras das crianças e no céu da cidade.

A exposição está disposta em uma galeria na entrada da Biblioteca da UnB e pode ser visitada até sexta-feira, 7 de outubro, das 10 às 20h.

Ponto de Memória da Estrutural realiza primeira ação museal

O Ponto de Memória da Estrutural (DF) realizou no último sábado, 4 de dezembro, na Casa dos Movimentos,  sua primeira ação museal na comunidade – um café-da-manhã acompanhado de uma  roda de contação de histórias sobre a região.

O evento permitiu que moradores pioneiros, como Geralda Dias e Elias Mendes, revelassem detalhes sobre como a população fazia há vinte anos para resistir e sobrevier diante da constante ameaça de remoção. “Não podíamos sair de casa nem para trabalhar, porque corríamos o risco de ter tudo derrubado. Mesmo com todas as dificuldades éramos unidos e felizes”, enfatiza Elias.

Para ele, o ponto de memória é a oportunidade de a Estrutural desenvolver um trabalho que não conte apenas fatos políticos, mas reflita a comunidade. Os moradores querem criar um museu que mostre experiências e vivências antigas e que deram origem à comunidade, mas também abrir espaço para os hábitos atuais dos moradores, sejam eles crianças, jovens, adultos ou idosos.

“Nossa ideia é fazer um museu vivo, no qual as escolas possam trazer seus alunos para fazer pesquisas, mas também onde os moradores possam contar suas histórias e divulgar suas experiências de vida”, destaca Abadia Teixeira, líder comunitária e membro do conselho gestor do Ponto de Memória da Estrutural. Durante o evento, ela enfatizou a função positiva que o museu pode ter na comunidade e lembrou a importância do projeto dar certo na região para poder ser levado a outras localidades do País.

A valorização da memória ajuda não apenas a preservar a história dos moradores, mas também a unir a comunidade em torno de objetivos comuns na busca pelo desenvolvimento local. “Os moradores da Estrutural sempre receberam coisas materiais, principalmente vindas de políticos. Mas não adianta só receber, é preciso aprender como tudo aconteceu para despertar na comunidade a vontade de retribuir e de fazer algo pelo outro”, defende a moradora Clara Soraia Ribeiro.

Felizes por poderem contar a história da cidade pelo ponto de vista de quem dela participou, os moradores prometeram doar fotos e objetos relevantes para descrever a trajetória da comunidade.  A “roda de memória” foi gravada e, segundo o conselho gestor do ponto de memória, integrará o acervo do futuro museu.

Programa Pontos de Memória

Desde 2003, o Instituto Brasilieiro de Museus – Ibram/MinC apoia iniciativas de memória, que ajudam a fortalecer as comunidades a partir do reconhecimento de suas raízes históricas. “É importante fazer com que as experiências de memória tenham vida, tenham voz. As pessoas se sentem valorizadas. Se alguém não escreve sua história, ela será escrita por outra pessoa”, destaca Marcelle Pereira, coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram.

Atualmente, o Ibram é parceiro em 12 projetos-pilotos nas cinco regiões brasileiras. A idéia é auxiliar, por meio de apoio técnico e de consultorias, iniciativas existentes ou novas experiências comunitárias de grupos envolvidos em ações de preservação da memória local.

Além da Estrutural (DF), há pontos de memória em Belém, PA (Terra Firme); Belo Horizonte, MG (Taquaril); Curitiba, PR (Sítio Cercado); Fortaleza, CE (Grande Bom Jardim); Maceió, AL (Jacintinho); Porto Alegre, RS (Lomba do Pinheiro); Recife, PE (Coque); Rio de Janeiro, RJ (Pavão- Pavãozinho-Cantagalo); Salvador, BA (Beiru); São Paulo, SP (Brasilândia) e Vitória, ES (São Pedro).

Os projetos são resultado de parceria entre os programas Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC); o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça (MJ); e a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).