Museu Lasar Segall abre exposição com trabalhos de Liuba Wolf em São Paulo

O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo (SP), apresenta, a partir do sábado (29), a mostra Liuba – esculturas e relevos da artista Liuba Wolf (1923-2005).

Esculturas e relevos de Liuba podem ser vistos até fevereiro de 2017

Serão apresentadas obras produzidas entre os anos 1960 e 1980, com ênfase nas peças da década de 1970. A seleção, com curadoria de Jorge Schwartz e Marcelo Monzani, foi organizada pensando-se na relação entre as características dos trabalhos e os espaços do museu.

Inicialmente figurativa, a artista passou a operar a partir dos anos 1960 uma relevante mudança formal: a modelagem ganha, de modo progressivo, novos contornos e surgem “seres” e formas orgânicas, entre a figura e o abstrato, entre o real e o surreal.

Liuba, nascida na Bulgária e radicada no Brasil desde os anos 1950, está inserida na tradição da escultura moderna, sendo considerada uma das pioneiras entre as artistas mulheres que se dedicaram à arte de esculpir – como Pola Rezende, Maria Martins, Mary Vieira, Felícia Leiner, Sonia Ebling e Zélia Salgado.

A mostra fica em cartaz até fevereiro de 2017. O Museu Lasar Segall situa-se na Rua Berta nº 111, Vila Mariana, São Paulo e funciona de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h, com entrada franca. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Lasar Segall/Divulgação

MNBA conclui restauro de escultura de Rodolfo Bernardelli

Após três meses de trabalho, o Museu nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), concluiu a restauração da escultura Música, do artista mexicano naturalizado brasileiro Rodolfo Bernardelli (1852-1931).

Após restauro, escultura de Bernardelli poderá ser vista no RJ durante a Copa do Mundo 2014

A peça, que integra o acervo do MNBA, data do início do século 20 e durante décadas ficou exibida ao ar livre na Rua Heitor de Mello, na Cinelândia, de onde foi retirada para restauro em outubro passado.

A escultura foi concebida por Bernardelli como parte de uma série destinada a coroar as fachadas frontal e laterais do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909, que inclui alegorias às artes do espetáculo: tragédia, comédia, música, poesia, dança e canto.

Exposição na Copa
Música foi uma das obras produzidas como parte da reformulação urbanística que, a partir de 1903, deu um ‘ar parisiense’ à então capital do Brasil – que, além do Teatro Municipal, incluiu a construção da Biblioteca Nacional e da Escola Nacional de Belas Artes, com sua pinacoteca – hoje Museu Nacional de Belas Artes.

De acordo com o restaurador João Batista Teixeira, a escultura, que foi elaborada em concreto e possui 2,1 m de comprimento, sofreu rachaduras em sua parte inferior devido às trepidações causadas pelo intenso fluxo de veículos na região onde se encontrava.

Com as características originais recuperadas, a obra vai ganhar, durante o período da Copa do Mundo, uma exposição que mostrará todo o minucioso trabalho realizado para seu restauro.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação MNBA

Patrimônio: escultura de Aleijadinho volta para Ouro Preto após 40 anos

A cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais (MG),  recebeu, na última semana, a estátua da Samaritana, obra atribuída a Aleijadinho (1738-1814) e que estava desaparecida há cerca de 40 anos. A obra está sob guarda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e foi acomodada na reserva do Museu da Inconfidência/Ibram.

Escultura foi encontrada após quatro décadas

A escultura foi apreendida em Belo Horizonte por meio de uma ação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPPG) e o Ministério Público Federal (MPF). A peça, esculpida em pedra sabão e datada do final do século XVIII, pertence ao conjunto arquitetônico de Ouro Preto.

Segundo as investigações, a Samaritana faz parte de um chafariz instalado aos fundos de um casarão, onde atualmente está instalado o Museu Casa Guignard, e foi retirada no local de origem na década de 1950.

A peça faz parte do Monumento Nacional da Cidade de Ouro Preto e encontrava-se tombada pelo Iphan desde 1938, não podendo ter sido retirado do conjunto a que pertencia, implicando em mutilação do bem protegido.  Por isso, em ação civil pública proposta pelo MPPG e MPF, foi pedida liminarmente a busca e apreensão do bem, que ficará sob guarda do Iphan até o final do julgamento. Saiba mais.

Texto: Divulgação MPMG
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação/SEC-MG

MNBA irá restaurar a escultura “Música” de Rodolfo Bernardelli

musica_mnbaO Museu Nacional de Belas Artes recebeu nesta semana, a escultura Música, de Rodolfo Bernardelli. A peça, que faz parte do acervo do Museu, mas ficava na rua Heitor de Mello, na Cinelândia, será restaurada.

A transferência da escultura para o pátio do Museu  contou com o apoio da  Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Coordenadoria de Operações Especiais (COE).  O trabalho foi realizado sob coordenação da Gerência de Monumentos e Chafarizes.

Rodolfo Bernardelli e a Música

Em 1903, como parte da reformulação urbanística que deu um ar parisiense à então capital do Brasil, começa a se construir um complexo cultural em volta da praça Ferreira Viana, hoje  Marechal Floriano, na Cinelândia, integrado pelo Teatro Municipal, Biblioteca Nacional e Escola Nacional de Belas Artes, com sua pinacoteca, hoje Museu Nacional de Belas Artes IBRAM/MinC.

O nome de Rodolfo Bernardelli, diretor da Escola Nacional de Belas Artes e artista prestigiado, é escolha natural para conceber e executar o programa escultórico da arquitetura da casa de artes cênicas. Para coroar o contorno das fachadas frontal e laterais do majestoso e imponente edifício, inaugurado em 1909, definem-se as alegorias às artes do espetáculo: tragédia, comédia, música, poesia, dança e canto.

Rodolfo Bernardelli, de 1905 a 1907, concebe o conjunto de figuras em cujos estudos se alternam as bases retangulares e as quadradas, experimentações do artista em momentos do seu processo de criação, possivelmente a partir de concepções desenhadas, passando pelos pequenos modelados em gesso, até a realização de modelos em tamanho próximo ao da obra final a ser disposta no edifício, em cimento.

No Recife, Museu da Abolição recebe escultura doada pela Receita Federal

O Museu da Abolição/Ibram, localizado no Recife (PE), recebeu na terça-feira (14), a escultura Samburu Dance I, da artista holandesa Marianne Houtkamp – doada pela Receita Federal ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). É a primeira vez que uma obra de arte apreendida pelo órgão é destinada a um museu do Ibram.

Escultura doada retrata uma mulher da tribo Samburu, do Quênia

A escultura passou a pertencer à União após tentativa de importação com uso de documentos falsos na Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos (SP). A obra, cotada em cerca de R$ 61 mil no mercado internacional, havia sido declarada por apenas R$ 5 mil.

A escultura é feita de gesso e pátina de bronze. Ela tem 1,35m de altura e pesa cerca de 150kg. A obra retrata uma mulher da tribo Samburu, do Quênia, país africano. Levemente avariada, a peça vai passar por restauro antes de ser exibida ao público.

A direção do Museu da Abolição avaliou que a obra está afinada com os propósitos de valorização das tradições originárias do continente africano e sua relação com a formação da sociedade brasileira atual, tema referencial da instituição. Saiba mais sobre o museu.

Parceria estratégica
Além de representar um ganho para o patrimônio artístico do Ibram, a doação evidencia os benefícios da cooperação entre os dois órgãos. O Ibram enviou a Campinas uma museóloga, que detectou aparentes divergências entre a obra declarada e aquela que se encontrava em Viracopos. A Receita Federal entrou em contato com a artista, que gentilmente emitiu novo certificado de autenticidade para a obra.

A partir deste caso, a tendência é que a interação entre os órgãos seja intensificada. A Receita Federal pode buscar o auxílio do Ibram sempre que tiver dúvidas sobre a identificação ou a autenticidade de obras de arte.

Durante um processo que apure uma infração, por exemplo, quadros, esculturas e outras obras de arte podem ser mantidas em museus do Ibram para a melhor preservação das peças. Com isso, a Receita Federal ganha eficiência na identificação de obras de arte e os museus brasileiros podem ganhar obras que estejam sendo importadas irregularmente.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

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O Museu da Abolição/Ibram aguarda o recebimento de uma doação histórica. Pela primeira vez, uma obra de arte apreendida pela Receita Federal do Brasil será destinada a um museu da rede Ibram – formada por 30 museus federais.

A escultora holandesa Marianne Houtkamp viveu muitos anos na África Oriental

A escultura Samburu Dance I, da artista holandesa Marianne Houtkamp, foi doada ao museu pernambucano após ser apreendida pela Receita Federal no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

A peça já deixou o aeroporto e deve chegar ao Museu da Abolição neste fim de semana. A obra retrata uma mulher da tribo Samburu, do Quênia, e possui certificado de autenticidade emitido pela própria autora.

Elaborada em gesso e pátina de bronze, Samburu Dance I pesa cerca de 150Kg e possui 1,35m de altura. Levemente avariada, a peça vai passar por restauro antes de ser exibida ao público.

A direção do Museu da Abolição, Maria Elisabete Arruda, avaliou que a obra está afinada com os propósitos de valorização das tradições originárias do continente africano e sua relação com a formação da sociedade brasileira atual – tema referencial da instituição.

A artista
A escultora holandesa Marianne Houtkamp viveu muitos anos na África Oriental, especificamente Quênia e Tanzânia, de onde advém os principais temas das sua obra. Desde então, tem estudado os povos nômades da região – roupas, ornamentos, sinais de pertencimento à tribo etc. As cores de seus bronzes são fiéis às dos trajes e jóias usados.

Seu contato com a tribo queniana Samburu, por exemplo, resultou numa série de 8 obras em bronze, além da criação da fundação Watoto Samburu (filhos de Samburu), que tem como objetivo proteger a cultura e as tradições da tribo.

As obras da artista podem ser encontradas em galerias de Nova York, Paris, Lyon, Knokke, Honfleur, Saint Paul de Vence, Marbella, Oslo e Dubai.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação