Conheça o projeto de memória institucional do Museu da República no RJ

Para incentivar a reflexão dos museus sobre suas trajetórias, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) escolheu para  a 11ª Primavera dos Museus o tema “Museus e suas memórias”.

Museu da República no Rio (RJ)

Museu da República no Rio (RJ)

O Museu da República (MR), no Rio de Janeiro (RJ), que integra a rede de 30 museus federais do Ibram, tem a memória institucional como uma de suas preocupações recentes.

Com o objetivo de recuperar e organizar os registros da trajetória do MR, em seus mais de 50 anos de atividades, o Programa de Memória Institucional foi criado em 2010, coordenado pelo Arquivo Histórico e Institucional do museu.

Para além do recolhimento ao arquivo de documentação existente em outros setores do museu, assim como em instituições com as quais o museu já se relacionou, em 2014 teve início a etapa de entrevistas baseada nos métodos de história oral.

A memória contada
De 1960 até hoje, foram dez diretores, em sua maioria mulheres, que marcaram presença à frente do Museu da República.

“Realizamos 12 entrevistas até agora. São cerca de 40 horas gravadas com todos os ex-diretores, a diretora atual e com servidores que, ainda na ativa, estão no Museu da República há mais de 15 anos”, explica Gleise Cruz, arquivista.

Ela conta que, desde que o projeto foi criado, é perceptível o aumento no interesse pelo material, que tem ajudado a complementar informações já conhecidas, assim como preencher lacunas relacionadas à memória institucional.

A memória das colônias de férias do MR também está sendo preservada

A memória das colônias de férias do MR também está sendo preservada

“Estamos agora transcrevendo as entrevistas para facilitar o acesso: são muitas histórias curiosas, divertidas e até emocionantes…”, aponta Gleise Cruz.

Além de recontar a trajetória do museu por meio das histórias de seus servidores, a intenção é também incorporar esse material ao acervo, na forma de documentos históricos audiovisuais, e disponibilizá-lo para consulta.

Mario Chagas, museólogo do museu, aponta a realização da exposição O museu e eu (2013) como representativa para a memória da instituição. O foco da mostra foi a memória dos visitantes no museu, considerados “patrimônio” por Chagas, a partir de fotografias e livros de assinatura. Leia texto escrito para a exposição.

O museólogo ainda cita o trabalho realizado pelo Setor Educativo em prol da memória das colônias de férias do MR, que acontecem anualmente e envolvem centenas de participantes.

Mais informações sobre o projeto de memória institucional do Museu da República podem ser obtidas pelo endereço eletrônico mr.arquivo@museus.gov.br.Visite a página web e assista episódio da série Conhecendo Museus sobre o MR.

Primavera dos Museus
Museus, instituições de memória e centros culturais interessados em participar da 11ª Primavera dos Museus devem acessar a página de Eventos Ibram, até 14 de agosto, e cadastrar online suas atividades programadas -  como exposições, palestras, seminários, shows, exibição de filmes etc. A programação é de inteira responsabilidade dos museus.

A Primavera dos Museus 2017 acontece entre os dias 18 e 24 de setembro. Outras informações podem ser obtidas pelo endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: MR/divulgação

Museu Imperial oferece atividade educativa para escolas de Petrópolis (RJ)

Teve início a edição 2013 do Projeto Petrópolis, desenvolvido pelo Setor de Educação do Museu Imperial (Ibram/MinC) e voltado a estudantes das escolas de Petrópolis (RJ) – onde fica o Museu – que estejam  cursando desde o terceiro ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio.

O Projeto Petrópolis teve início em 2001 e a cada edição é explorado um tema, com o objetivo de apresentar aos participantes diferentes aspectos da história da cidade. Este ano, a temática são as representações de Petrópolis feitas por artistas do século XIX e disponíveis na exposição temporária Paisagem petropolitana, inaugurada no dia 16 de março.

Ao analisar os diferentes ângulos da paisagem petropolitana no século XIX, retratados pelo olhar de importantes pintores, fotógrafos, desenhistas, litógrafos e escritores daquele período, o trabalho pretende levar estudantes e professores a perceberem, sob uma perspectiva estética e reflexiva, as transformações que a cidade sofreu ao longo dos anos.

Entre os artistas expostos estão os pintores Augusto Rodrigues Duarte, João Batista da Costa, Benjamin Mary, Caroline F. Leveson Gower e Friedrich Hagedorn; os fotógrafos Jorge Henrique Papf, Marc Ferrez, Revert Henry Klumb e George Leuzinger; o desenhista Otto Reimarus; o litógrafo Eugène Cicéri; e o escritor Carlos Augusto Taunay.

A edição 2013 do Projeto Petrópolis está disponível até 12 de julho e a participação é gratuita, tanto para escolas públicas quanto particulares. As escolas interessadas podem fazer o agendamento pelo telefone (24) 2245.7735, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 12h30 às 17h30. O projeto acontece de terça a sexta-feira, com horários a partir das 11h. Mais informações na página do Museu Imperial.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial

Cultura popular do Vale do Café no Museu Casa da Hera (RJ)

O Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), com o intuito de valorizar a diversidade cultural do Vale do Café, na qual ele próprio se insere, e reconhecer sua importância como disseminador de saberes, inicia no mês de março o projeto Viva! Cultura Popular.

Através de oficinas educativas, envolvendo representantes das manifestações culturais tradicionais da região fluminense e escolas das redes pública e particular de ensino, o projeto se propõe a ampliar o diálogo e o intercâmbio entre os grupos. Todos os meses, dois desses grupos serão responsáveis por ministrar uma oficina para até 30 pessoas de uma escola ou instituição convidada. O projeto acontece sempre na terceira sexta-feira do mês.

Em março, o encontro acontece no dia 16, às 9h. Os grupos convidados são o Jongo Caxambu Renascer de Vassouras e o Abadá Capoeira, dois tradicionais parceiros das atividades do Museu.

O projeto se tornou viável graças a uma parceria entre o Museu Casa da Hera, a Prefeitura Municipal de Vassouras – através das Secretarias Municipais de Educação e de Turismo e Cultura – e os grupos representantes das diversas manifestações, tais como a Capoeira, a Caninha Verde, as Folias e muitos outros que também farão parte da ação.

Fonte: Divulgação Museu Casa da Hera

Museu Imperial oferece visitas guiadas no período de férias

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o Museu Imperial/Ibram conta com uma novidade para o público: de terça-feira a sábado são oferecidas visitas guiadas de hora em hora, das 11h às 16h.

As visitas são conduzidas por monitoras capacitadas pelo setor de Educação do Museu Imperial. Ao longo do ano, elas são responsáveis por acompanhar grupos de estudantes e, no período de férias escolares, atendem ao público visitante. O serviço está incluído do valor do ingresso de visitação, sem custo adicional. Mais informações aqui.

Recesso em janeiro
Durante este mês, o espetáculo Um Sarau Imperial não terá apresentações. A dramatização, que recria um sarau oferecido pela princesa Isabel em 1878, voltará a ser apresentada normalmente em fevereiro.

O espetáculo, com duração de 45 minutos, conta com a participação de quatro atrizes, sendo uma também cantora lírica, e um pianista. Eles interpretam a princesa Isabel, a condessa de Barral, a baronesa da Loreto, Adelaide Taunay e Isidoro Bevilacqua, professor de piano da princesa.

Ao longo da dramatização, o público tem a oportunidade de acompanhar diálogos baseados na correspondência da família imperial, que abordam aspectos políticos, econômicos, culturais e sociais do século XIX. Tudo isso é embalado por modinhas imperiais e declamação de poesias.

A partir de fevereiro, Um Sarau Imperial voltará a ser apresentado às sextas-feiras, às 18h30. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), com oferecimento ainda de pacotes promocionais. Mais detalhes aqui.

Fonte: Divulgação Museu Imperial