Documentário que retrata jardim do Palácio do Catete será exibido no MoMA

Filme retrata os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

Filme retrata os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

O documentário de estreia da roteirista, produtora e diretora brasileira Monica Klemz, Um Jardim Singular, gravado no jardim histórico do Palácio do Catete (Museu da República), será exibido no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York (EUA), no próximo dia 23, como parte da programação do festival Doc Fortnight 2019.

Única obra brasileira selecionada para o festival, o filme, lançado em 2017, aborda a singularidade do jardim do Palácio do Catete, antiga residência dos aristocratas Barão e Baronesa de Nova Friburgo que, a partir de 1887, tornou-se a sede do poder executivo brasileiro e residência oficial da Presidência da República, função que desempenhou até 1960 com a transferência da capital federal para Brasília e a criação do Museu da República, que abriu as portas no mesmo ano.

Metáfora e relações

O filme utiliza fotografias de arquivos, textos de jornais, e filmagens atuais para retratar os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

Um Jardim Singular passeia por um espaço verde nascido no Brasil Império escravocrata, berço da primeira República e patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, no meio do caos urbano, e a forma como pessoas interagem com ele e como o espaço verde se desdobra em múltiplas facetas, do globalizante ao singular. O cenário foi escolhido pela diretora para tecer relações entre memória e globalização, monumento e modernidade, isolamento e espaço público na obra de ficção.

Desde lançado, o filme já passou por mais de 60 festivais internacionais em cinco continentes, como o Full Frame Documentary Film Festival 2018 (EUA) que, segundo Klemz, abriu as portas para a seleção do MoMA; e o Traverse City Film Festival 2018 (EUA) do renomado documentarista e ativista americano Michael Moore. A produção, iniciada em 2017, foi contemplada com o Edital Elipse 2017, da Fundação Cesgranrio, para fomento de curtas universitários.

Exibição gratuita

Um Jardim Singular terá também sua segunda exibição no Brasil em edição do Cineclube Museu da República com o tema Arquitetura e Urbanismo, a ser realizada no dia 28 de março, a partir das 18h. Também será exibido na ocasião o filme Pedregulho – O Sonho Possível, de Ivana Mendes. A diretora Monica Klemz estará presente na exibição para debate com o público. A participação é gratuita. Confira o trailer do filme e saiba mais sobre o jardim do Palácio do Catete.

Museu da Inconfidência lança filme Os Tiradentes de Oscar Araripe

Marinho Antunes e Oscar Araripe no Museu da Inconfidência. Arquivo pessoal/Oscar Araripe.

Marinho Antunes e Oscar Araripe no Museu da Inconfidência. Arquivo pessoal/Oscar Araripe.

O documentário Os Tiradentes de Oscar Araripe será lançado nesta quarta-feira (6) no Museu da Inconfidência (Ibram/MinC). A exibição, gratuita, será no Auditório, às 19h. O filme,  com cenas filmadas em Ouro Preto, Tiradentes, Rio de Janeiro e  Belo Horizonte, tem direção do cineasta Marinho Antunes. Com 20 minutos de duração, a filmagem conta a história da criação dos painéis de 3×3 metros representando Tiradentes, que foram pintados pelo artista Oscar Araripe nos anos 90 para as comemorações do Bicentenário da Morte do herói, em 1992.

Na época, Araripe, pintor profundamente ligado a Ouro Preto, residia na cidade, onde realizou seu primeiro trabalho artístico, em 1966 – uma adaptação para o teatro do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, num dos primeiros festivais de inverno, na Casa da Ópera. O documentário apresenta impressões do artista, sua relação com o herói da Inconfidência e, também, depoimentos de personalidades do mundo da Justiça, da Arte e da Cultura.

Os dois painéis de 3X3 metros representando Tiradentes, feitos para as comemorações do Bicentenário da Morte do herói, em 1992, foram expostos pela primeira vez no pátio do Anexo do Museu da Inconfidência, e depois em vários museus e locais no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A versão Rio do painel hoje se encontra nas escadarias da Faculdade Nacional de Direito e a outra, a versão Ouro Preto, acaba de ser colocada no hall principal do Palácio da Justiça, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Texto: Ascom Museu da Inconfidência

Documentário revela a trajetória do mecenas Raymundo de Castro Maya

Já está disponível na internet o documentário Castro Maya, dirigido pelo cineasta carioca Sylvio Tendler, que conta a relação de Raymundo Ottoni de Castro Maya (1884-1968) com a cultura e as artes no Rio de Janeiro.

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Raymundo de Castro Maya no Museu do Açude

Industrial, editor de livros, esportista, defensor do patrimônio histórico, artístico e natural cariocas e, especialmente, colecionador de arte, seu rico e diverso acervo deu origem a duas instituições que hoje integram a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) na cidade do Rio: Museu da Chácara do Céu e Museu do Açude – reunidos nos Museus Castro Maya.

No curta-metragem, produzido para as celebrações dos 450 anos do Rio, Tendler reconta, por meio de imagens de arquivo e atuais, a história do rico empresário e sua dedicação sem fronteiras à cultura brasileira: do projeto de reformulação e urbanização da Floresta da Tijuca a edições ilustradas de clássicos da literatura voltadas para bibliófilos.

Portinari e Debret
A diversidade dos interesses artísticos de Castro Maya alcança tanta a cultura oriental quanto a arte moderna– com grande interesse pelo trabalho de Candido Portinari, de quem adquiriu cerca de 200 obras.

As aquarelas de Jean Baptiste Debret, feitas no Brasil durante o século 19, foram uma das grandes descobertas do colecionador em uma de suas viagens à França. Atualmente, 72 destes trabalhos encontram-se expostos em Paris em uma mostra comemorativa pelos 200 anos da Missão Artística Francesa. Saiba mais.

Dentre as entrevistadas para o documentário, estão a diretora Vera Alencar e a curadora Anna Paola Batista, dos Museus Castro Maya/Ibram. Assista ao documentário.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museus Castro Maya/Divulgação

Filme sobre Tancredo Neves será exibido no Museu da República

O documentário Tancredo, a travessia, do diretor Silvio Tendler, será exibido no dia 17 de abril, às 19h, no Museu da República/Ibram (Rua do Catete, 153), no Rio de Janeiro (RJ). A entrada é franca.

Poster do filme de Tendler

Poster do filme de Tendler

A sessão será seguida de conversa com o diretor e a pesquisadora, museóloga e historiadora do museu Elizabeth Abel de Figueiredo, abordando a trajetória de Tancredo Neves e a campanha pelas Diretas Já!- que completa 30 anos em 2014.

O documentário, lançado em 2011, aborda os três principais momentos da vida política do mineiro Tancredo Neves: ministro da Justiça de Getúlio Vargas na crise política de agosto de 1954, cujos desdobramentos levaram o presidente ao suicídio; primeiro-ministro em razão da renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961; e como candidato a presidente da República e presidente eleito, em 1985, com a missão de restabelecer o governo civil e a democracia no Brasil.

Foram entrevistadas 28 personalidades – políticos, jornalistas, artistas e familiares – que conviveram com o presidente Tancredo Neves e foram, ao lado dele, protagonistas dos mais importantes fatos políticos ocorridos no Brasil desde a última metade do século 20. Assista ao trailer.

Tancredo, a Travessia complementa uma trilogia de Silvio Tendler, que começou com Os Anos JK e continuou com Jango, presidentes cujas biografias foram marcadas por um compromisso indissolúvel com a democracia e o futuro da nação e do povo brasileiro.

Texto: divulgação Museu da República
Imagem: divulgação