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Museu Nacional de Belas Artes recebe novas doações para acervo

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), recebeu recentemente duas doações raras para seu acervo, relacionadas à vida e obra dos pintores brasileiros Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939).

Retrato de Georgina por Lucílio, realizado em 1907

Retrato de Georgina por Lucílio, realizado em 1907 – hoje na Pinacoteca de SP

Foram doados ao museu, por um dos netos do casal, dois pequenos cadernos de apontamento das aulas de Lucílio de Albuquerque, em Paris, com Eugène Grasset, artista suíço considerado pioneiro da estética Art Noveau. O museu recebeu também dois desenhos de Georgina de Albuquerque – o acervo do MNBA não possuía, até então, nenhum desenho da artista.

Georgina e Lucílio de Albuquerque foram ambos alunos da Escola Nacional de Belas Artes, onde se conheceram. Mais tarde, Georgina de Albuquerque se tornaria professora na mesma escola. São considerados destaques na pintura figurativa brasileira, tendo sua extensa obra sido influenciada por diversos movimentos artísticos ao longo de décadas de produção.

Os itens doados estão sendo analisados pelo Comitê de Políticas de Aquisição de obras de arte do MNBA e pelos técnicos e curadores do museu, e em breve estarão disponíveis para os pesquisadores.

Tomie Ohtake
Em março, o Museu Nacional de Belas Artes já havia recebido da artista plástica japonesa naturalizada brasileira Tomie Ohtake a doação de um quadro de sua autoria para o acervo do museu.

A tela sem título – que tem dimensões de 1,40 de altura por 3,30 metros de largura – foi produzida em 2013 e doada ao MNBA como forma de agradecimento pelo empréstimo de obras para uma exposição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake em comemoração aos 100 anos da artista.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação/Internet

Acervo: Museu Casa da Hera recebe doação de itens do século 19

O Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), recebeu nos últimos dias um lote de doações com itens que ampliam o olhar sobre a vida profissional e doméstica de Eufrásia Teixeira Leite, sobre a história da casa em que viveu e da cidade fluminense durante o século 19.

Itens serão expostos durante Semana de Museus 2014

Novas peças serão expostos durante a Semana de Museus 2014

Entre os itens recebidos pelo museu estão moedas, uma cédula bancária  e ações de empresas nacionais e internacionais.

As peças foram doadas pela pesquisadora Mariana Ribeiro, graduada em Relações Internacionais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP/SP), cujo trabalho de conclusão de curso teve como tema À Frente de seu tempo: atuação e legado de Eufrásia Teixeira Leite.

Negócios e chá
“Para o Museu Casa da Hera, dispor de tais peças como parte de seu acervo é muito importante, principalmente de objetos que fazem referência ao mundo dos negócios”, explica o diretor interino do museu, Cirom Duarte.

“Eufrásia Teixeira Leite ficou conhecida pelo talento e habilidade que possuía para desenvolver seus próprios negócios, multiplicando a herança deixada por seus pais”, enfatiza.

foram doadas ainda cópias de fotos do escravo e depois caseiro da Casa da Hera, Ramiro Bonfim, e de sua filha Cecília Bonfim, dama de companhia de Eufrásia na França e no Brasil, que esteve a seu lado até sua morte. Também integram o lote quatro mudas de jasmim da espécie Jasminum Sambac – que era plantada na propriedade e enviada a Paris, no período em que Eufrásia viveu na capital francesa, sendo usada para fazer chá.

As peças entrarão no circuito expositivo como mostra especial durante a 12ª Semana de Museus e ficarão também disponíveis para consultas e pesquisas.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Ministra da Cultura participa das comemorações dos 77 anos do MNBA

Nesta segunda-feira (13), a Ministra da Cultura, Marta Suplicy e o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, participaram da celebração dos 77 anos de criação do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.

O evento contou com a premiação dos agraciados no Prêmio Quirino Campoforito e com a doação de 205 obras de Portinari ao museu pela Finep – agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O Prêmio Quirino Campoforito é voltado àqueles que contribuíram ou contribuem para o desenvolvimento das artes no país. A cerimônia aconteceu no Salão Nobre do Museu Nacional de Belas Artes e foram agraciados, entre outros, a ministra Marta Suplicy, o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo Santos, o cardeal Orani Tempesta, o cônsul da Itália, Mário Panaro e o presidente da Finep, Glauco Arbix.

Durante o evento, Marta Suplicy ressaltou a importância do acervo doado ao Museu: “A doação de obras artísticas aos museus é um ato que tem acontecido no Brasil de forma significante, mas precisa ser praticada mais vezes por colecionadores e artistas para que transforme o ato num hábito brasileiro”, disse a ministra.

Com a oficialização da doação de pinturas a óleo em tela, desenhos em grafite, nanquim bico-de-pena, caneta tinteiro, gravura a água-forte e água-tinta em papel, a coleção passa a fazer parte do acervo do MNBA. Com isso, o museu é detentor do maior acervo público de Portinari, com 243 trabalhos. De acordo com a diretora do Museu de Belas Artes, Mônica Xexéo, a coleção será exposta a partir de maio desse ano.

Presente ao evento, o filho de Portinari, João Cândido, destacou que a importância da doação das obras de arte está, principalmente, no fato de torná-la acessível ao público e, em especial, no Museu Nacional de Belas Artes, que era a casa do artista. Ressaltou também o apoio da ministra Marta Suplicy em tornar o acervo de Portinari patrimônio público para fruição do grande público.

No seu discurso, a ministra salientou ainda uma das ações do MinC, que é a de recuperar os museus e incentivar o público a visitá-los.

Texto: Ascom/MinC

Edição: Ascom/Ibram

Museu Nacional de Belas Artes comemora 77 anos

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) comemora 77 anos nesta segunda-feira (13). Para comemorar a data, será realizada uma cerimonia de doação de 205 obras do artista plástico brasileiro Cândido Portinari (1903-1962) para o museu pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Em seguida, acontece a diplomação aos agraciados de 2013 com o Prêmio Quirino Campofiorito.

Este prêmio, instituído pelo MNBA em 2011, homenageia o professor e crítico de arte nascido em Belém do Pará, em 1902. Quirino começou sua carreira no ramo das artes aos dezoito anos, ao ingressar na Escola Nacional de Belas Artes.  Deixou trabalhos importantes que servem de ponte para o entendimento das artes plásticas no Brasil, e o prêmio que leva seu nome é conferido àqueles que contribuíram de forma relevante para preservação da arte, do patrimônio e da cultura brasileira.

O acervo do Museu Nacional de Belas Artes teve origem no conjunto de obras de arte trazidas por D. João VI de Portugal, em 1808, ampliado alguns anos mais tarde com a coleção reunida por Joachin Lebreton, que chefiou a chamada Missão Artística Francesa, formando a mais importante pinacoteca do país. Este núcleo original foi enriquecido ao longo dos anos com importantes incorporações e doações no século XIX e início do século XX.

Com a construção da nova sede da Escola Nacional de Belas Artes, em 1908, a partir do projeto do arquiteto Morales de los Rios, este acervo passou a ocupar parte do prédio, sendo o Museu criado oficialmente em 13 de janeiro de 1937.

Hoje o MNBA ocupa todo um quarteirão no centro histórico do Rio e possui o maior e mais completo conjunto de arte nacional do século XIX. O acervo conta atualmente com mais de 60 mil peças, entre obras de pintura, escultura, desenho e gravura brasileira e estrangeira, além de reunir um segmento significativo de arte decorativa, mobiliário, gliptíca, medalhística, arte popular, documentos e um conjunto de peças de arte africana.

Finep doa obras de Portinari para o Museu Nacional de Belas Artes no RJ

Museu Nacional de Belas Artes (RJ)

Novas obras de Portinari para o Museu Nacional de Belas Artes

Publicado na sexta (20), no Diário Oficial na União (DOU), Extrato de Termo de Doação de bens móveis do artista brasileiro Candido Portinari (1903-1962) feito pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para o acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ).

Assinado por Glauco Antonio Truzzi Arbix, presidente da Finep, e Monica Xexéo, diretora do MNBA, no último dia 13, o museu deverá utilizar os bens em suas exposições e atividades culturais, conforme o instrumento contratual acordado entre as partes.

A cerimônia oficial de entrega das obras está programada para acontecer no dia 13 de janeiro de 2014 e terá a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, e do presidente do Ibram, Angelo Oswaldo.

As obras
A Finep possuia em seu patrimônio acervo composto por 212 obras do pintor Cândido Portinari, entre pinturas, gravuras e desenhos.

As obras foram agregadas ao patrimônio da empresa como parte do pagamento de empréstimo tomado para a constituição do Projeto Portinari, que consistia na digitalização da obra do artista e a compilação de Catálogo Raisonné - resumo da obra do artista, num total de 4.991 itens descritos por tema, suporte, técnica e data.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: divulgação
Última atualização: 23.12.2013

Saiba como foi a cerimônia de doação de obras ao Museu Lasar Segall em SP

110 obras de Segall foram incorporadas ao acervo do museu em SP

110 obras de Segall foram incorporadas ao acervo do museu em SP

O acervo do Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP), vinculado ao Ibram/MinC e dedicado à obra do pintor, escultor e gravurista brasileiro nascido na Lituânia, recebeu uma contribuição expressiva na  sexta-feira (29). Por iniciativa do neto do artista, Mario Segall, 110 obras de um dos pioneiros da arte moderna no país foram doados à instituição.

A cerimônia de doação das obras contou com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, do presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, do diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz, e de Maurício Segall, filho do artista, entre outros convidados.

O evento foi marcado pela emoção. A ministra Marta ressaltou a grandeza da doação e o inestimável valor artístico do conjunto doado, com parte dele já aberto à fruição de toda a população. “Esse gesto demonstra a importância de se aprender com a família o valor da Cultura”, declarou.

Marta Suplicy e Angelo Oswaldo visitam o museu durante cerimônia de doação

Marta Suplicy e Angelo Oswaldo visitam o museu durante cerimônia de doação

Pertencentes à coleção particular de Mario Segall, as obras doadas incluem 12 pinturas – sendo quatro sobre tela e oito sobre papel –, 18 gravuras e 80 desenhos.

“De minha parte, não fiz nada a mais do que faria meu pai, com quem aprendi que arte só vale se for compartilhada, dividida com potencial para sensibilizar, bem como mexer com os seres humanos a ponto de fazê-los refletir e atuar ativa e criticamente sobre seu mundo”, disse o neto do artista. Mário comentou, ainda, que seu avô tinha o hábito de doar as obras que criava.

As obras agora se somam aos mais de três mil bens preservados pela instituição fundada em 1967 – entre documentos, fotografias, objetos, matrizes de gravuras e mobiliário. Veja mais fotos da cerimônia no canal de imagens do MinC.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Luiz Carlos Murauskas/MinC

Presidente sancionou lei que destina bens apreendidos para museus brasileiros

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.840/2013, que dispõe sobre a destinação de bens de valor cultural, artístico ou histórico apreendidos pela Receita Federal, cedidos à União como pagamento de dívidas ou que tenham sido abandonados, aos museus brasileiros. O texto aprovado foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na terça-feira (9).

Marta Suplicy e Dilma Rousseff

A lei é fruto do PLC 97/2011, que foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal no mês passado. Com origem na Câmara dos Deputados, a proposta foi apresentada à Câmara pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) e relatada no Senado pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

Com a sanção presidencial, a guarda e a administração de bens deste tipo poderão ser concedidas a museus federais, estaduais ou municipais. A Lei também admite a possibilidade de entrega de bens a museus privados, desde que não tenham fins lucrativos e integrem o Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

Conforme estabelecido no texto, que já está em vigor, o Ministério da Cultura (MinC) será notificado sempre que houver bens deste tipo em disponibilidade. Havendo interesse, o MinC providenciará sua transferência às entidades às quais os bens forem destinados.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) será ouvido previamente sobre a conveniência de se destinar determinado bem a museus. Caso se trate de bens tombados em âmbito federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) deverá pronunciar-se quanto à destinação dos bens aos museus.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Ed Ferreira/Divulgação

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Museus poderão receber bens culturais apreendidos ou cedidos à União

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Ministras da Cultura e Meio Ambiente abriram exposições no Rio de Janeiro

No último sábado (20), as ministras da Cultura, Marta Suplicy, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, inauguraram as exposições Quando o Brasil Amanhecia – A Primeira Missa no Brasil vista por Victor Meirelles e Candido Portinari e Portinari e os painéis da Capela Mayrink, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ). As duas exposições permanecem abertas para visitação até o dia 9 de junho.

Marta Suplicy e o painel de Portinari ao fundo: relevância do pintor modernista

Na cerimônia as duas ministras, a presidente interina do Instituto Brasileiro de Museus, Eneida Braga, e a diretora do MNBA, Mônica Xexéo, assinaram um ato simbólico da doação das obras da Capela Mayrink pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) ao MNBA, oficializada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 15 de abril. Saiba mais.

“Este é um dia esplendoroso para a cultura e para o Museu Nacional de Belas Artes”, afirmou a ministra Marta Suplicy ao ressaltar a relevância da incorporação das obras ao acervo do museu, principalmente pela importância de Candido Portinari para a pintura modernista no país.

A ministra agradeceu ao ministério do Meio Ambiente (MMA) pela doação e declarou ainda que é preciso estimular a exposição ao público de coleções particulares, seja por meio de doações ou de empréstimos a museus.

Levantamento e doação

Ministra do Meio Ambiente prometeu novas doações para museus brasileiros

A ministra Izabella Teixeira se disse emocionada com a formalização da doação dos painéis da Capela Mayrink para o MNBA, afirmando que a cooperação do MMA com o MinC não se limitará a esta doação.

A ministra pediu que o Ibram faça um levantamento de todo o patrimônio artístico do MMA: “aqui começa uma nova travessia e esse patrimônio todo será doado ao Ibram para que os museus possam ampliar seus acervos”, concluiu.

Já a presidente interina do Ibram, Eneida Braga, afirmou que “tais doações simbolizam o esforço do governo brasileiro, inclusive com ações interinstitucionais, em cumprir uma das premissas da Política Nacional de Museus: a preservação e aquisição de acervos a fim de garantir acesso da população à produção artística nacional.

Também estiveram presentes na cerimônia o Deputado Federal Alessandro Molón; o Presidente do Instituto Chico Mendes, Roberto Ricardo Vizentin; o diretor do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro (Inepac), Paulo Vidal; a Diretora do Projeto Portinari, Maria Duarte, os diretores dos museus Imperial, Maurício Ferreira Jr., e Vera Tostes, do Histórico Nacional, entre outros convidados.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Alexandre Arruda/MinC

Instituto Chico Mendes doa quatro obras de Candido Portinari para MNBA

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) recebeu a doação de quatro obras de Cândido Portinari (1903-1962) que pertenciam ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA).

Pintura de Nossa Senhora do Carmo, de Candido Portinari, é uma das obras doadas

As obras Nossa Senhora do Carmo, São João da Cruz, São Simão Stock e Purgatório foram realizadas em 1944 para adornar o interior da Capela Mayrink, localizada no Parque Nacional da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, por encomenda de Raymundo Ottoni de Castro Maya para atender a projeto de reforma realizado na Floresta da Tijuca – propriedade do ICMBio.

Agora cabe ao Ibram, como donatário, confeccionar reproduções fotográficas das obras de arte, em tamanho natural, para que fiquem expostas na Capela Mayrink, no lugar das obras de arte originais. Caberá ao ICMBio a instalação das reproduções no espaço expositivo da Capela.

Ainda não há data para a exposição dos quadros. As quatro peças se somam a outras mais de 7.600 incorporadas pelo MNBA nos últimos 10 anos.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação MNBA

Museu Imperial recebe doação de fragmentos de trajes usados por imperadores

O Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), receberá, da historiadora e arqueóloga Valdirene Ambiel, a doação de fragmentos dos trajes com os quais os imperadores d. Pedro I e d. Leopoldina foram enterrados.

Valdirene é responsável pela pesquisa que levou à exumação dos imperadores d. Pedro I, d. Leopoldina e d. Amélia e reuniu uma equipe interdisciplinar da USP, que incluiu 12 cientistas de especialidades diferentes. Intitulado Estudos de Arqueologia Forense Aplicados aos Remanescentes Humanos dos Primeiros Imperadores do Brasil Depositados no Monumento à Independência, o estudo será publicado pelo Museu Imperial, conforme anunciou o diretor do MIMP, Maurício Vicente Ferreira Junior.

Fragmentos de galões do imperador d.Pedro I

Serão doadas partes do manto da imperatriz d. Leopoldina – também utilizado por ela na cerimônia de coroação do marido – e do traje do imperador, bem como o salto de sua bota.

“Nós retiramos esses fragmentos para análise e uma parte ‘sobrou’. Eu queria doar a uma instituição pública para ser pesquisado e preservado e escolhi o Museu Imperial, que, além de uma instituição de pesquisa, funciona na antiga casa do filho de d. Pedro I e d. Leopoldina”, destacou a pesquisadora. Ela complementou que, no caso de d. Amélia, o fragmento retirado foi muito pequeno e, por isso, foi todo utilizado nas análises.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr., ressaltou a importância da doação e do simbolismo das peças. “O salto da bota de d. Pedro I é emblemático porque, durante seu período como imperador do Brasil, ele sempre fez questão de ser retratado como um cavaleiro. Não há imagens do imperador em que ele não apareça calçando botas. No caso de d. Leopoldina, ela foi enterrada com o mesmo traje usado na coroação do marido”, lembrou.

As peças serão higienizadas e pesquisadas pela equipe do Museu Imperial. Em seguida, serão expostas ao público.

Aquisição de acervo
As peças vão se somar a outras 2.664 que foram incorporadas ao acervo do Museu Imperial nos últimos dez anos.

Painel de Portinari no MNBA: exposição deve acontecer em março

Um levantamento do Ibram junto aos museus vinculados ao Instituto constatou que, desde 2003, cerca de 75 mil itens foram incorporados aos seus acervos por meio de doação, compra, ou transferência.

A compra do quadro A Primeira Missa, de Cândido Portinari, que está no Museu Nacional de Belas Artes (RJ), e de uma pintura religiosa, Nossa Senhora da Soledade, atribuída ao Mestre Ataíde, para o Museu da Inconfidência (MG), são as aquisições mais recentes, feitas em dezembro de 2012.

O Museu da Abolição (PE) também recebeu, por meio de doação, a escultura Samburu Dance I, da artista holandesa Marianne Houtkamp. A obra foi apreendida pela Receita Federal após tentativa de importação com uso de documentos falsos, em 2012. Saiba mais.

Escultura foi doada ao Museu da Abolição/Ibram (PE)

Dentre as aquisições, diversas coleções, objetos que fazem parte da história do Brasil, animais e plantas. O Museu que mais incorporou peças ao acervo foi o Museu de Biologia Professor Mello Leitão (ES): foram 37.431 itens. Os museus Lasar Segall (SP), Histórico Nacional (RJ) e Belas Artes também têm um número alto de aquisições.

A preservação e ampliação dos acervos dos museus fazem parte da Política Nacional de Museus. Implementada em 2003, ela tem, como um de seus pilares, a valorização do patrimônio cultural sob a guarda dos museus e o incentivo a programas e ações que viabilizem a conservação, a preservação e a sustentabilidade do patrimônio cultural submetido a processo de musealização.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação

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