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Cartas do Dom Pedro II serão expostas no Museu Imperial

Museu Imperial (RJ)

Museu Imperial (RJ)

A partir de terça-feira (5), o público terá acesso às cinco cartas de Dom Pedro II doadas pelo presidente russo, Valdimir Putin, ao presidente Michel Temer durante visita oficial à Rússia em junho deste ano.

A exposição Missivas Imperiais: cartas de Dom Pedro II será aberta na segunda-feira (4) pelo Ministro da Cultura no Museu Imperial (Ibram/MinC), em Petrópolis.

Entre os documentos presentes na exposição Missivas Imperiais está uma carta oficial de Dom Pedro II ao cardeal Giuseppe Bofondi, secretário de Estado da Santa Sé no pontificado do Papa Pio IX, datada de 30 de junho de 1862. Também está na exposição carta oficial endereçada ao cunhado do imperador, o príncipe Francesco di Paola Luigi Emanuele de Bourbon-Duas Sicílias, conde de Trápani, datada de 30 de maio de 1855, felicitando-o pelo nascimento da filha.

Carta enviada por Dom Pedro II, em 20 de julho de 1890, ao membro do Instituto da França René François Armand (Sully) Prudhomme complementa o acervo do museu. No texto, o imperador manifesta interesse em obter uma cópia do poema Le Bonheur. A resposta de Prudhomme, datada de 26 de julho de 1890 faz, já faz parte do arquivo do Museu Imperial desde 1948, quando foi doado pelo príncipe Dom Pedro Gastão de Orléans e Bragança, bisneto do imperador. O autor do poema Le Bonheur foi o primeiro ganhador do prêmio Nobel de Literatura.

A exposição ficará até 4 de março de 2018 e pode ser visitada de terça a domingo, das 11h às 18h, com entrada a R$ 10 (inteira).

Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II doadas à Presidência

Diretor do Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II

Diretor do Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II

O Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), recebeu na última segunda-feira (4) as cinco cartas originas escritas por D. Pedro II que foram doadas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao presidente Michel Temer durante visita ao país este ano.

A solenidade contou com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, da deputada federal Cristiane Brasil e do chefe de gabinete da Secretaria Geral da República, Antônio Lessa.

Para o Diretor do Museu, Mauricio Vicente Ferreira Júnior, foi uma honra receber as correspondências, que têm um conteúdo singular. Quatro delas, de gabinete, foram remetidas ao conde de Trapani e aos cardeais Patrizi  Befondi e Bilio, a última carta, particular e em francês, dirigida à Sully Prudhome, um poeta francês, membro da Academia Francesa da qual D. Pedro II fazia parte.

As correspondências farão parte de uma exposição, ainda sem data marcada, e integrarão o acervo do museu, que já conta com cerca de 250 mil documentos. Posteriormente, as cartas ficarão disponibilizadas para consulta.

Equipe da Receita Federal visita Museu da Chácara do Céu

16 - Samico_1000px (14)O Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro (RJ), recebeu na semana passada a visita de representantes da Superintendência da Receita Federal do Brasil (RFB) na 7ª Região Fiscal. Participaram da visita o Chefe da Divisão de Controle de Mercadorias Apreendidas, da Coordenação Geral de Programação e Logística da PF, Roberto Born, e a Chefe de Serviço de Mercadorias Apreendidas da DIPOL, Mariana Martins.

Na oportunidade, a equipe conheceu de perto o acervo da instituição, vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e visitou a exposição “Samico; o senhor do dia”, que traz obras doadas pela RFB ao museu. A visita foi guiada pela diretora dos Museus Castro Maya, Vera Alencar, juntamente com a chefe da representação regional do Ibram no Rio de Janeiro, Vera Mangas.

A destinação de bens culturais apreendidos pela Receita Federal a museus brasileiros é prevista pela Lei n.º 12.840, de 9 de julho de 2013 e pela Portaria Interministerial MF/MinC n.º 506, de 16 de dezembro de 2014. O tema foi normatizado recentemente pela Instrução Normativa Nº1/2017.

Gilvan Samico (Recife, 1928 – Recife, 2013) foi um gravurista, desenhista, pintor e professor brasileiro. É considerado por muitos críticos o maior expoente da xilografia brasileira. Apresenta em suas gravuras mitos e cosmologias repletos de simbologias. Influenciado pela arte popular nordestina, tinha como referência a literatura de cordel e o Movimento Armorial, tendo sido o encontro com Ariano Suassuna um importante ponto de inflexão em sua trajetória.

As obras exibidas na exposição “Samico; o senhor do dia” foram destinadas ao Museu da Chácara do Céu em 2016. Elas apresentavam boa conservação e, por isso, estão expostas praticamente da maneira que foram recebidas pelo museu. A exposição fica em cartaz até agosto.

Mais informações na página da instituição.

MNBA recebe doação do acervo de Glauco Rodrigues

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), recebeu o arquivo pessoal do artista Glauco Rodrigues (1929-2004). A viúva do artista, Norma Rodrigues, doou ao museu documentos pessoais, fotografias, convites e a correspondência que o artista travou com amigos, como o poeta Ferreira Gullar, o escritor Erico Veríssimo, o artista Carlos Scliar e a atriz Camila Amado.

A doação cobre um período entre os anos 1940 e os anos 2000 -  60 anos de produção intelectual do artista gaúcho, possibilitando um panorama do seu processo de criação.

Conhecido por criar inúmeras obras inspiradas na figura de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, Rodrigues teve uma presença marcante no tropicalismo e na pop art nacional.

Texto: Divulgação MNBA

MNBA recebe doação de desenhos de Souza Carneiro

Um dos desenhos doados ao MNBA

Um dos desenhos doados ao MNBA

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) recebeu, de colecionadores portugueses, a doação de dezenove desenhos de Souza Carneiro, datados da época em que o artista viveu em Paris.

Pernambucano, Cirilo de Souza Carneiro, nasceu em 1854 e migrou cedo para a Europa, onde estudou com o renomado Alexandre Cabanet na Escola de Belas Artes, na capital francesa.  Antes já havia estudado na Academia de Belas Artes do Porto (Portugal). Passou pela Itália e Portugal, mas, misterioso, depois de expor a tela “Descida da Cruz”, na Academia Imperial de Belas Artes, em 1879, teve paradeiro ignorado.

“Descida da Cruz”, pertence ao acervo do MNBA e é considerado seu trabalho mais famoso. Com esta doação, o museu pretende oferecer um panorama mais completo do artista.

Museu Imperial recebe doação de fotografias de Joaquim Eloy

O Museu Imperial recebeu do professor Joaquim Eloy Duarte dos Santos a doação de 18.629 fotografias (negativos de celulose) de autoria de Américo Czaco, produzidas na cidade de Petrópolis entre 1956 e 1962.

Fátima Argon, pesquisadora do Museu Imperial, desde a década de 1990, acalentava o sonho de ver esse conjunto documental incorporado ao acervo da instituição, cuja importância para a história da cidade de Petrópolis ela confirmou durante o seu trabalho A história da fotografia em Petrópolis (1851-1960), desenvolvido graças à Bolsa Vitae de Artes obtida em 2001/2002. Segundo suas pesquisas, Américo Czaco, de nacionalidade húngara, foi repórter fotográfico trabalhando para a Tribuna de Petrópolis e para o Jornal de Petrópolis.

O material constitui uma rica fonte de pesquisa acerca da vida social e política da sociedade petropolitana.  Desse conjunto, destaca-se uma coleção de imagens da visita de Juscelino Kubistcheck de Oliveira, por ocasião do centenário da elevação de Petrópolis à categoria de cidade, em 1957. Há registros de enchentes, desfiles cívicos, bailes de formatura, atividades de esporte, festas de casamento, carnaval, edifícios em construção, políticos, comércio e outros.

Presidente Juscelino inaugurando o obelisco em 1957

Presidente Juscelino inaugurando o obelisco em 1957

A doação foi feita durante a abertura do seminário D. Pedro II: História e Memória, comemorativo dos 190 de nascimento do imperador.

Texto e imagem: Assessoria de Comunicação do Museu Imperial

Museus brasileiros recebem mais de 2200 obras doadas pelo Itaú Cultural

O Instituto Brasileiro de Museus, em mais uma parceria com o Itaú Cultural, intermediou a doação de obras de arte às secretarias de cultura e sistemas de museus dos estados para distribuição a museus e demais acervos públicos do país. A iniciativa objetiva, dentre outras coisas, a formação e ampliação de acervos públicos brasileiros.

Uma primeira ação neste sentido aconteceu em 2013, com a doação de 500 obras pelo Itaú Cultural a cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco. Agora, em 2015, o Ibram articulou e acertou a destinação de cerca de 2200 obras a 11 estados brasileiros: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, assim definidos especialmente em função da existência de sistemas de museus estruturados e do montante de museus no estado. São, quase na sua totalidade, gravuras, nas mais variadas técnicas: lito, xilo, serigrafia e metal, de artistas brasileiros e estrangeiros.

Carlos Roberto Brandão, presidente do Ibram, vê a parceria como importante para a ampliação do acesso a bens culturais pela população brasileira. “Esta ação presenteia a população que terá acesso a obras de diversos artistas e fortalece os museus à medida que ampliam o seu acervo”.

Para o Itaú Cultural, a ação colabora para a democratização do acesso a cultura e em ampliar a missão do instituto, de gerar experiências transformadoras no mundo da arte e da cultura brasileiras.

A doação será feita para os estados, que serão responsáveis por encaminhar as obras para os museus selecionados.

Museu Imperial recebe doação de fotografias

Mais doações chegaram ao Museu Imperial. Desta vez, documentos tão importantes para a história das famílias Werneck e Duriez como também para a história de Petrópolis e da fotografia.

Vista da Fazenda do Alto do Pegado

Vista da Fazenda do Alto do Pegado

A sra. Ilka Werneck de Carvalho Pereira Jeronymo doou retratos de Guilherme José Werneck de Carvalho e seus descendentes, do período de 1883 a 1981. São fotografias de autoria do fotógrafo Carneiro&Tavares estabelecido no Rio de Janeiro e de vários fotógrafos como Hees Irmãos, Nietzsch, Arpad, Mario e outros, que atuaram na cidade de Petrópolis. Há, também, uma vista da Fazenda do Alto Pegado, localizada em Secretário, Pedro do Rio, de propriedade da família; um cartão postal da fachada lateral do prédio dos Correios e Telégrafos, vendo-se parte do jardim do Colégio D. Pedro II, e uma fotografia da Avenida Barão do Rio Branco, vendo-se o prédio da Moageira em construção e ao lado o comércio Bilhar e SnooKer, da década de 1950.

Já a sra. Thélia Maria Martins Werneck doou três fotografias: a primeira, do aluno Arlédio Mário Martins recebendo das mãos do prof. Carlos Alberto Werneck um livro, por mérito, em solenidade realizada em dezembro de 1963, no Cinema Petrópolis;  a segunda, de Henrique Duriez; e a terceira, de Suzana Röemer Duriez. O comerciante Henrique Duriez era proprietário da Casa Duriez, que funcionou na Avenida Quinze de Novembro, nº 751.  O estabelecimento de laticínios, conservas e louças de barro, conhecido como a “Loja dos Franceses”, vendia creme de leite, queijos e manteigas especiais.

Texto e foto: Museu Imperial/Ibram

 

Museu Imperial recebe doação de livro raro

Imperial.livroO Museu Imperial acaba de receber do Sr. Thales Ribeiro de Magalhães a doação de um livro raro cuja edição é de 1699. Em verdade, a Biblioteca Nacional possui uma edição ainda mais antiga, de 1606.

A obra doada tem como título:  Les Aphorismes d´Hippocrate, rangez selon l´ordre des parties du corps humain. Avec des nouvelles explications… Par M. Du Four, Docteur en Medecine. Paris: Laurent d´Houry, M.DC.XCIX.

Hipócrates, que viveu entre os séculos V e IV A.C., é reverenciado como o Pai da Medicina, e a obra em questão é um conjunto de definições elaboradas por Hipócrates com raro exercício de síntese e concisão que configura justamente a expressão aforismo. Para alguns especialistas, Os Aforismos de Hipócrates ainda é o texto que melhor sintetiza conhecimento e prática.

Museu Victor Meirelles comemora aniversário do patrono com abertura de exposição

Estudo para

Estudo para “Combate Naval do Riachuelo”: figura masculina
Circa 1868 – grafite e giz sobre papel, 21,1 x 24,7 cm
Museu Nacional de Belas Artes

O Museu Victor Meirelles, em homenagem aos 183 anos de nascimento do seu patrono abre, nesta terça-feira, 18 de agosto de 2015, às 17 horas, a exposição Som e Fúria: a Guerra do Paraguai Descrita por Victor Meirelles.

Celebrando também a passagem dos 150 anos do Combate Naval do Riachuelo, a exposição é mais uma realização conjunta, fruto da profícua parceria entre o Museu Victor Meirelles e o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, ambas instituições federais vinculadas ao Instituto Brasileiro de Museus, do Ministério da Cultura.

Integrando a programação da mostra, às 17h30 acontece a cerimônia de doação da obra do artista León Cogniet (1794-1880), que foi um dos professores de Victor Meirelles na École Impériale et Spéciale des Beaux-Arts, em Paris, na França. A obra será doada pelo colecionador Dr. Marcelo Collaço Paulo e passará a compor a Coleção Victor Meirelles que já possui, além das obras do pintor catarinense, desenhos e pinturas de seus mestres e alunos.

A abertura da exposição contará com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Carlos Roberto Ferreira Brandão e de membros da diretoria do Instituto, assim como da diretora do Museu Nacional de Belas Artes, Monica Xexéo, curadora da exposição.

Como parte da programação e em apoio a esta mostra, no dia 29 de setembro, às 14 horas, no auditório do Museu Victor Meirelles acontece o Seminário Nosso Passado de Absurdos Gloriosos: 150 Anos do Combate Naval do Riachuelo. Os convidados são os professores/pesquisadores Lúcia Klück Stumpf, da USP, Rita Matos Coitinho, do Museu Victor Meirelles e Sérgio Medeiros e Waldir José Rampinelli, estes representando a Universidade Federal de Santa Catarina.

A Exposição

São 19 desenhos de Victor Meirelles, todos pertencentes ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes, que foram produzidos pelo artista como preparação ou estudo e tendo como tema o Combate Naval do Riachuelo e a Passagem do Humaitá. As técnicas utilizadas nestes trabalhos são o grafite e também o crayon e o giz sobre papel. As mãos, pernas, corpos, canhões, embarcações e bandeiras do Império nos dão uma ideia do processo do artista e do acuro do mestre em suas obras.

Victor Meirelles foi convidado pela Marinha brasileira em 1868 a viajar até o Paraguai para que registrasse os combates. As vitórias em Riachuelo, no afluente do Rio Paraná, em 1865, e na fortaleza de Humaitá, no Rio Paraguai, em 1868, foram fundamentais para a vitória da Tríplice Aliança, composta por Argentina, Brasil e Uruguai na campanha da Guerra do Paraguai.

O Combate Naval do Riachuelo, justamente, pôs fim ao avanço paraguaio, forçando a retirada das tropas, ao passo que a Passagem do Humaitá fez frente para a invasão de Assunção pela Tríplice Aliança e também para os combates decisivos, em terra, até o final da guerra.

Embora Victor Meirelles não tenha testemunhado as batalhas, foi possível presenciar as movimentações da esquadra durante os dois meses em que lá esteve. Em carta ao colega da Academia Imperial de Belas Artes, Bettencourt da Silva, Victor Meirelles descreve em 13 de agosto de 1868: “Estive algum tempo estacionado diante de Humaitá e dali, às furtadelas, de vez em quando fazendo mesuras às balas que passavam, eu desenhava o que me era possível ver pelo binóculo, mas felizmente, depois da ocupação dessa praça, tenho feito à vontade, em muitos croquis, tudo o que me era indispensável para o quadro da passagem dos encouraçados, faltando-me apenas pouca coisa”.

Ao retornar para o Rio de Janeiro, onde residia, Victor Meirelles se instalou em uma das dependências do Convento de Santo Antônio, já que a Academia não dispunha de salas adequadas para a tarefa. O resultado desses anos de trabalho, entre 1868 e 1872, foram os quadros “Combate Naval do Riachuelo”, “Passagem de Humaitá”. As duas telas, de grandes dimensões, hoje pertencentes ao acervo do Museu Histórico Nacional, foram exibidas na 22ª Exposição Geral da Academia, no ano de 1872.

A Doação da Obra de León Cogniet

O Museu Victor Meirelles passa a contar, em seu acervo, com uma obra de León Cogniet (Paris, 1794-1880). Mestre de Victor Meirelles na École Impériale et Spéciale des Beaux-Arts, Cogniet é reconhecido como um notável retratista, paisagista e pintor de gênero de seu tempo. Após estudos na Villa Medici, onde funcionava a Academia Francesa de Artes em Roma, retornou a Paris e expôs nos Salons de 1822 e 1824. Seu sucesso lhe valeu numerosas encomendas destinadas à igreja Saint-Nicolas-des-Champs, ao Conselho de Estado, ao Museu do Louvre, ao Museu Histórico de Versailles e à igreja da Madeleine.

Cogniet estudou no ateliê de Pierre-Narcisse Guérin (1774-1833), matriz da pintura romântica francesa, tendo formado artistas como Eugène Delacroix (1798-1863). Uma das obras mais conhecidas de Cogniet é Le Tintoret Peignant sa Fille Morte, de 1843, que aborda o desaparecimento precoce da filha de Tintoretto. A temática da morte era frequente no repertório dos artistas desse período e Victor Meirelles pode ter sido influenciado por ela, em especial, na obra A Morta. Cogniet foi colega de estudos de Theodore Géricault (1791-1824) e Ary Scheffer (1795-1858), ambos copiados por Victor Meirelles no Museu do Louvre.

O estudo, que a partir de agora pode ser visto na exposição de longa duração do Museu Victor Meirelles, no piso superior, foi pintado a óleo sobre madeira, e muito provavelmente representa a carruagem de Apolo, como mostra o clarão no entorno da figura sobre a biga, os quatro cavalos que a conduzem, bem como as tochas carregadas pelos anjos.

O Seminário

O programa da exposição inclui o Seminário “Nosso Passado de Absurdos Gloriosos: 150 anos do Combate Naval do Riachuelo” que ocorrerá em 29 de setembro, às 14 horas, no auditório do Museu Victor Meirelles. O objetivo é discutir os aspectos artísticos, políticos, históricos e literários envolvidos na Guerra do Paraguai.

Os convidados são: a pesquisadora Lúcia Klück Stumpf, mestre em Estudos Brasileiros pelo IEB/USP e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social na mesma Universidade onde desenvolve pesquisa comparativa sobre a iconografia produzida a respeito da Guerra do Paraguai e da Guerra Civil Americana sob orientação da Prof. Lilia Katri Moritz Schwarcz; Rita Matos Coitinho, mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília, doutoranda em Geografia Humana pela Universidade Federal de Santa Catarina e Técnica em Assuntos Culturais do Museu Victor Meirelles, que em parceria com Nicole Isabel dos Reis desenvolveu a pesquisa “Brasileiro ou Paraguaio? O caso do canhão El Cristiano e a repatriação de bens culturais”; Sérgio Medeiros, professor do Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC, que escreveu o livro “A formiga-leão e outros animais na Guerra do Paraguai”, publicado pela Iluminuras neste ano e que aborda o bestiário do Visconde de Taunay, que lutou na Guerra do Paraguai e observou os animais que viviam na fronteira do Brasil com o Paraguai e, o quarto convidado é o professor da cadeira de História da América da UFSC Waldir José Rampinelli, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC.

A exposição Som e Fúria: a Guerra do Paraguai Descrita por Victor Meirelles pode ser vista até o dia 17 de outubro, de terça a sexta-feira das 10 às 18 horas, e aos sábados das 10 às 14 horas. A entrada é gratuita.

Texto: Ascom Museu Victor Meirelles

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