Ibram conclui doação de mais de 700 obras de arte a museus brasileiros

Um total de 67 museus e centros culturais de todas as regiões do país serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos.

No total, 67 museus e centros culturais de todas as regiões do país serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos; bens culturais serão enviados em até 90 dias.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) já definiu as instituições que receberão mais de 700 obras de arte oferecidas ao setor museal em maio passado, com intermediação do órgão, pelo Instituto Itaú Cultural.

O lote oferecido inclui gravuras, serigrafias, litografias e óleos sobre tela assinados por artistas brasileiros renomados como Emanoel Araújo, Maria Bonomi, Roberto Burle Marx, Amilcar de Castro, Renina Katz, Tomie Ohtake e Alfredo Volpi, entre outros, além de reproduções de artistas internacionais como Van Gogh, Picasso, Miró, Kandinsky e Klee.

No total, 67 museus e centros culturais brasileiros serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos. As instituições contempladas estão em 49 cidades que abrangem todas as regiões do país, em 18 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Três museus vinculados ao Ibram receberão obras hoje pertencentes ao Acervo Banco Itaú. O Museu Victor Meirelles, em Florianópolis (SC), agregará a seu acervo 25 delas, que incluem duas litografias, uma de Alfredo Volpi e outra de Emanoel Araújo; e uma gravura de Carlos Vergara. O Museu da Abolição, em Recife (PE), será contemplado com 13 bens culturais, entre eles obras de Bernard Bouts e José Sabóia. Os Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), receberão 12 obras – o óleo sobre tela Paisagem Bom Jesus de Pirapora, de Hugo Adami, é uma delas.

Critérios

Instituições de todo o Brasil, públicas ou privadas, puderam manifestar interesse pelas obras. As manifestações puderam ser feitas através de formulário disponibilizado pelo Ibram e foram recebidas até o dia 8 de junho. Os pedidos foram analisados por ordem de manifestação e a pertinência de incorporação de itens foi avaliada levando em conta a caracterização dos acervos dos museus e sua missão. Foi utilizado como critério de desempate a apresentação de Registro do Museu, Plano Museológico e Política de Aquisição e Descarte.

“Iniciativas como esta são fundamentais para a ampliação dos acervos dos museus brasileiros e a democratização do acesso a seus públicos”, avalia a coordenadora de Acervo Museológico do Ibram, Luciana Palmeira. “O Ibram estimula uma cultura de doação de bens culturais a museus no Brasil e está à disposição para realizar uma intermediação criteriosa”, completa. As obras serão enviadas aos museus contemplados, com todos os custos a cargo do Itaú Cultural, num prazo de até 90 dias.

Museu da Abolição recebe doação de artefatos britânicos do período escravista

As manilas eram braceletes de metal trocados por indivíduos escravizados na África para posterior tráfico e comércio nas Américas, sendo por isto consideradas “moedas da escravidão”.

As manilas eram braceletes de metal trocados por indivíduos escravizados na África para posterior tráfico e comércio nas Américas, sendo por isto consideradas “moedas da escravidão”.

O Museu da Abolição (MAB), em Recife (PE), recebeu nos últimos dias a doação de peças históricas importantes para a compreensão do período de escravidão de indivíduos trazidos da África.

Foram doados ao acervo da instituição, que é vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), três pares de manilas inglesas. As manilas eram braceletes de metal trocados por indivíduos escravizados na África para posterior tráfico e comércio nas Américas, sendo por isto consideradas “moedas da escravidão”.

As peças doadas ao MAB foram encontradas na área de naufrágio ocorrido em 1843 nas rochas de Crebawethan, na costa da Inglaterra. O naufrágio foi encontrado em 1973 pelos mergulhadores Terry Hiron e Jim Heslin. O navio “Duoro” saiu de Liverpool e destinava-se ao sul da Inglaterra, sendo sua carga descrita como de “mercadorias resgatadas, armaduras e batentes de latão”.

Pequenas argolas de bronze com extremidades achatadas abertas, as manilas foram altamente apreciadas pelos traficantes da costa oeste africana. As peças são testemunho do tráfico ilegal que continuou a ocorrer mesmo depois de decretado o fim da escravidão pelo Império Britânico, em 1807.

Com certificado de autenticidade, o conjunto foi doado por uma brasileira residente na Inglaterra há mais de 20 anos. A equipe de Museologia do MAB estuda os artefatos e sua origem para apresentá-los ao público em futura exposição programada para ser aberta ainda este ano.

Ibram oferece 775 obras de arte para doação a museus brasileiros

Gravura de Alfredo Volpi (1896-1988), uma das obras oferecidas para doação a museus brasileiros.

Gravura de Alfredo Volpi (1896-1988), uma das 775 obras oferecidas pelo Itaú Cultural para doação a museus brasileiros interessados.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) divulga nesta segunda-feira (21) uma lista de 775 obras de arte (veja abaixo) disponíveis para doação a museus brasileiros interessados. Os bens culturais estão sendo oferecidos ao setor, com intermediação do Ibram, pelo Instituto Itaú Cultural.

O lote oferecido inclui gravuras, serigrafias, litografias e óleos sobre tela assinados por artistas brasileiros renomados como Emanoel Araújo, Maria Bonomi, Roberto Burle Marx, Amilcar de Castro, Renina Katz, Tomie Ohtake e Alfredo Volpi, entre outros, além de reproduções de artistas internacionais como Van Gogh, Picasso, Miró, Kandinsky e Klee.

Como funciona

Qualquer museu brasileiro, público ou privado, poderá manifestar interesse pelas peças, não havendo limite quanto ao número de itens pleiteados. As manifestações devem ser feitas através de formulário disponibilizado pelo Ibram e enviadas ao endereço eletrônico camus@museus.gov.br. As solicitações serão recebidas até o próximo dia 8 de junho.

Confira a lista completa de bens culturais oferecidos para doação.

Baixe o Formulário para Manifestação de Interesse.

Os pedidos serão analisados por ordem de manifestação. Caso mais de uma instituição demonstre interesse pelo mesmo item, o desempate se dará pela apresentação de Registro do Museu, Plano Museológico e Política de Aquisição e Descarte conforme a Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009 – que instituiu o Estatuto de Museus.

Pertinência

O Ibram orienta que diretoras e diretores de museus avaliem a pertinência de incorporação de itens da listagem oferecida a seus acervos considerando a caracterização destes e a missão dos museus. O Instituto Itaú Cultural entrará em contato com os museus para formalizar as doações e providenciar seu envio.

Informações sobre o Registro de Museus podem ser acessadas neste link ou ainda pelo endereço eletrônico registro@museus.gov.br e pelos telefones (61) 3521-4329/4330/4291/4334.

Museus brasileiros recebem mais de 2200 obras doadas pelo Itaú Cultural

O Instituto Brasileiro de Museus, em mais uma parceria com o Itaú Cultural, intermediou a doação de obras de arte às secretarias de cultura e sistemas de museus dos estados para distribuição a museus e demais acervos públicos do país. A iniciativa objetiva, dentre outras coisas, a formação e ampliação de acervos públicos brasileiros.

Uma primeira ação neste sentido aconteceu em 2013, com a doação de 500 obras pelo Itaú Cultural a cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco. Agora, em 2015, o Ibram articulou e acertou a destinação de cerca de 2200 obras a 11 estados brasileiros: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, assim definidos especialmente em função da existência de sistemas de museus estruturados e do montante de museus no estado. São, quase na sua totalidade, gravuras, nas mais variadas técnicas: lito, xilo, serigrafia e metal, de artistas brasileiros e estrangeiros.

Carlos Roberto Brandão, presidente do Ibram, vê a parceria como importante para a ampliação do acesso a bens culturais pela população brasileira. “Esta ação presenteia a população que terá acesso a obras de diversos artistas e fortalece os museus à medida que ampliam o seu acervo”.

Para o Itaú Cultural, a ação colabora para a democratização do acesso a cultura e em ampliar a missão do instituto, de gerar experiências transformadoras no mundo da arte e da cultura brasileiras.

A doação será feita para os estados, que serão responsáveis por encaminhar as obras para os museus selecionados.

Museu da Abolição e MHN recebem bens culturais apreendidos

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Tela de Maurício Kuhlman transferida para o Museu da Abolição

O Museu da Abolição, em Recife (PE), e o Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro (RJ), receberam na última segunda-feira (23), seis bens culturais apreendidos pela Receita Federal.

Resultado de apreensão, os bens estavam na Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), e foram retirados por equipe técnica designada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), integrada pelo museólogo Paulo José Nascimento Lima e pela conservadora Maria Gilenilda Cardoso do Nascimento, do Museu Lasar Segall.

O lote inclui uma pintura, quatro telas sem moldura e um livro, cuja apreensão foi notificada pela Receita Federal ao Ibram nos termos da Lei 12.840/2013 – que prevê a destinação a museus de bens de valor cultural, artístico ou histórico nas hipóteses de apreensão em controle aduaneiro ou fiscal, dação em pagamento de dívida ou abandono. A destinação dos bens foi decidida após análise de Grupo de Trabalho sobre o tema criado pelo Ibram em 2013.

Integram o conjunto retirado a pintura Bahia-Brasil, atribuída a Wim L. Van Dÿc, encaminhada ao Museu Histórico Nacional; além de quatro telas sem moldura de autoria de Maurício Kuhlman e do livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (Paris, 1955), de Jean-Baptiste Debret, e gravuras associadas, estes últimos doados ao Museu da Abolição.

As obras, que já estão sob a guarda dos dois museus, passarão agora por processamento técnico de documentação, conservação e pesquisa, através do qual as equipes técnicas dos museus poderão identificar ou confirmar sua origem, técnicas utilizadas e autoria, entre outros aspectos. Segundo laudos da equipe que esteve em Viracopos, a maioria dos bens apresenta bom estado geral de conservação.

A destinação das obras levou em conta critérios como a política de aquisição dos museus, disponibilidade para receber os bens, condições favoráveis de preservação e segurança, além da preferência, prevista pela Lei 12.840/2013, de destinação a instituições museológicas federais.

Texto: Bruno Aragão (Ascom/Ibram)

Foto: Divulgação Ibram

Família Segall doa 110 obras do artista para o Museu Lasar Segall

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Autorretrato de Lasar Segall (1930) é uma das 110 obras a serem incorporadas ao ao museu Ibram em São Paulo

O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo (SP), recebe, nesta sexta-feira (29), doação de 110 obras pertencentes à coleção particular do neto do artista, Mario Segall. A cerimônia, para convidados, terá a presença da Ministra da Cultura, Marta Suplicy e do presidente do Ibram, Angelo Oswaldo.

A lista de obras doadas consiste em 12 pinturas, sendo quatro pinturas sobre tela e oito sobre papel, 18 gravuras e 80 desenhos de Lasar Segall. Destaque para o Autorretrato IV (1930), pintura em óleo sobre tela, com dimensões de 46,5 × 38 cm, obra pouco divulgada e de inestimável valor para a compreensão da trajetória do artista. Para o diretor do Museu, Jorge Schwartz, “é uma honra receber esta doação. Ela enriquece o acervo do Museu sobremaneira”.

Mario Segall afirma que “de minha parte, não fiz nada a mais do que faria meu pai, com quem aprendi que arte só vale se for compartilhada, dividida com potencial para sensibilizar, bem como mexer com os seres humanos a ponto de fazê-los refletir e atuar ativa e criticamente sobre seu mundo. Nem todos conseguem estar abertos a esse tipo de influência. Fui muito privilegiado”, conclui.
O museu
O Museu, idealizado por Jenny Klabin Segall, viúva de Lasar Segall, foi criado por seus filhos Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall, em 1967, e se localiza na antiga residência e atelier do artista. O acervo é constituído de por cerca de três mil obras, arquivos de documentos, fotografias, objetos (pincéis, tintas, instrumentos de gravura, paletas e indumentária), matrizes de gravuras, mobiliário.

O museu tem como principal objetivo, preservar, pesquisar e divulgar a obra de Lasar Segall, mas foi constituído de forma a atuar como centro de atividades culturais, oferecendo cursos e oficinas voltados à disseminação da arte e cultura nas áreas de Gravura, Fotografia, Criação Literária, com atividades paralelas à fruição das obras de arte do acervo e das exposições temporárias.

Oferece a Biblioteca Jenny Klabin Segall que possui um acervo especializado na Arte do Espetáculo (cinema, teatro, dança, ópera, circo, rádio, televisão, fotografia), e extensa documentação sobre a vida e a obra de Lasar Segall, constituindo-se em importante centro de pesquisa. Este acervo é considerado um dos mais completos em suas áreas de atuação.

A Ação Educativa desenvolve programas para formação de professores, estudantes e famílias com o objetivo de capacitar os visitantes a ver, analisar e interpretar obras de arte em múltiplos contextos, contribuindo para ampliar o acesso às manifestações culturais e para a formação da cidadania no contexto brasileiro.

Com uma sala de cinema de 92 lugares, o Cine Segall desempenhou importante papel na vida cultural da cidade de São Paulo nas décadas de 1970 e 1980, com a exibição de filmes proibidos pela ditadura e mostras especiais que davam ênfase ao cinema independente. Hoje, a programação é de filmes do circuito cultural nacional e internacional.

O museu possui ainda dois jardins com esculturas de Lasar Segall. No primeiro jardim encontra-se o Café Segall, e o projeto Intervenções, que se constitui em expor obras de artistas contemporâneos. O outro jardim é um local de convivência e troca de experiência para os frequentadores, e encontra-se à frente do ateliê em que Segall criou boa parte de suas obras.

Texto: Divulgação Museu Lasar Segall
Edição: Ascom Ibram