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Pontos de Memória recebem visita de delegação da Bolívia

O diretor-geral de Patrimônio Cultural, Marcos Michel López, e a diretora-geral de Promoção Cultural e Artística, Vanessa de Britto, do Ministério de Culturas da Bolívia, visitaram nessa semana os Pontos de Memória da Estrutural, no Distrito Federal, o Museu de Favela (MUF) e o Museu da Maré, no Rio de Janeiro. O objetivo da delegação boliviana era conhecer as experiências de Museologia Social do País e a metodologia do Programa Pontos de Memória. 

No Distrito Federal, participaram de visita à exposição Movimentos da Estrutural: Luta, conquista e resistência, mediada pelos membros do conselho gestor do ponto de memória, que contaram sobre todo o processo museal na cidade, que desencadeou no lançamento do ponto de memória e na exposição. A programação também contou com apresentação do Programa, conduzida pelo diretor do Departamento de Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), Mario Chagas.  

Na ocasião, Marcos Michel López disse que o projeto é inusitado e demonstra o interesse de comunicação cultural dos artistas e moradores da comunidade. “O interessante é que o ponto de memória torna visível o que não podia ser visto pela sociedade.”

Um olhar sobre as vítimas da violência

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF abre no dia 14 de junho, às 11h, a exposição itinerante “Lembrar para não esquecer. Não esquecer para transformar”. A mostra trata de um olhar sobre a vítima para resgatar o direito à vida.

A abertura da exposição será no Salão Negro do Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com a presença do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador do DF, Agnello Queiroz, familiares de vítimas do Rio de Janeiro e Brasília, e convidados especiais como a escritora Glória Perez, o coordenador de Controle de Armas do Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira, o cineasta Milton Alencar, entre outros.

Cidade Estrutural (DF) comemora lançamento de Ponto de Memória

A pipa, sempre presente nas brincadeiras das crianças e no céu da Estrutural, o diário oficial que garantiu, em 2008, o direito à moradia de sete mil moradores que viviam há uma década na localidade, a barricada de pneus, que fechava as principais vias durante as reivindicações por infraestrutura e o tambor d’água, utilizado quando a comunidade era abastecida por um caminhão-pipa, que às vezes ficava até três dias sem aparecer. 

Essas são algumas das memórias representadas na Exposição Movimentos da Estrutural: Luta, resistência e conquista, inaugurada no último sábado, 21 de maio, durante o lançamento do Ponto de Memória da Estrutural,  cujo objetivo principal é fortalecer a história local contada por seus próprios moradores, a partir da memória de luta e do cotidiano da cidade.

O lançamento, que reuniu cerca de 60 pessoas, dentre crianças, jovens e adultos, também contou com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior, do secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal (GDF), Hamilton da Silva, da representante da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) Cláudia Casto, da líder comunitária e moradora da Estrutural há 17 anos Maria Abadia Teixeira e do representante da área da Cultura da Administração da cidade Reginaldo Araújo. 

Na ocasião, o presidente do Ibram/MinC falou da importância da memória para construção de futuros. “A memória não é para nos fixar no passado reacionário, é para nos impulsionar para o futuro e fortalecer as relações sociais. As experiências dos pontos de memória nos fazem repensar os processos museológicos imexíveis”.

Maria Abadia Teixeira enfatizou o papel agregador do ponto de memória e convidou os moradores a se apropriarem do projeto. “Iniciamos o trabalho, mas é importante que todos participem, para construirmos conjuntamente uma memória forte, que represente nossa comunidade”.

O morador e representante da Administração da Estrutural chamou atenção para a importância da cidade conseguir dar visibilidade às ações positivas. “A imprensa sensacionalista só mostra aspectos negativos. Temos de mostrar que somos pessoas dignas, que sonham por um mundo melhor e que a nossa luta nasceu da luta de muitos joões, marias e josés”, diz Reginaldo.

A programação, que integrou a 9ª Semana Nacional de Museus, também contou com um Museu Cortejo. Conduzido pelo grupo de intervenção artística Galpão do Riso – Nutra Teatro, a marcha encheu de alegria e magia as ruas da Estrutural, ao som de canções entoadas por pífano, pratos e tambor, anunciando o Ponto de Memória da Estrutural como mais uma conquista da cidade.

Pontos de Memória – A Estrutural, que reúne cerca de 40 mil habitantes, é uma das 12 comunidades do País apoiada pelo Programa Pontos de Memória, na reconstrução e fortalecimento da memória social, a partir do cidadão e de suas origens, histórias e valores. O Programa é resultado de parceria do Ibram/MinC, com os Programas Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura, o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, e a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

Exposição Movimentos da Estrutural: Luta, resistência e conquista

Local: Casa dos Movimentos (Quadra 9, Conj. E, Lote 21 – Estrutural- DF)

Data: até 21 de julho

Horário de visitação: Segundas, quartas e sextas, das 8h às 11h e das 14h às 17h.   

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