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Casa dos Ottoni comemora número de visitantes no primeiro semestre

Na cidade do Serro (227 km de Belo Horizonte, Minas Gerais), o Museu Regional Casa dos Ottoni/Ibram comemora os números de visitação alcançados durante o primeiro semestre deste ano.

Museu Casa dos Ottoni (MG)

Museu Regional Casa dos Ottoni na cidade de Serro (MG)

“Os resultados foram excelentes e tivemos o 2º melhor primeiro semestre dos últimos anos, ficando atrás apenas do ano de 2013”, explica o diretor do museu Carlos Xavier.

Maio foi o mês em que o museu recebeu o maior número de visitantes. Quintas, sextas e sábados foram os dias mais procurados para visitas. 90% do público é de Minas Gerais – sendo que 61% do próprio Serro. Ou seja, o museu, além de sua característica regional, mostra-se também um espaço de integração com a comunidade local.

E os visitantes estrangeiros também têm aparecido: no primeiro semestre de 2017, 80% deles foram alemães – seguidos de longe por italianos, gregos e norte-americanos.

Mapeamento

O museu finalizou o mapeamento topográfico dos objetos existentes no seu acervo: isto é, todos os objetos tiveram sua localização específica determinada. A ação é considerada essencial tanto para a segurança quanto para o controle do acervo. “Com isso foi possível a elaboração de catálogo ilustrado de todo o acervo museológico”, explica a museóloga Rosalina Assis.

O Museu Regional Casa dos Ottoni ocupa uma construção do século XVIII. Sua origem histórica está ligada aos Ottoni, descendentes de um ramo da família do bandeirante paulista Fernão Dias Paes Leme. Criado em 1949, o museu abriga acervo formado, principalmente, por imagens de arte católica e por objetos que fazem parte da história da família Ottoni e da cidade.

O museu está localizado na Praça Cristiano Ottoni, 72, e funciona de terça a sábado, das 10h às 18h; e domingos e feriados, das 8h às 12h. Outras informações pelo endereço eletrônico mrco@museus.gov.br ou pelo telefone (38) 3541-1440.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Ibram disponibiliza o Formulário de Visitação Anual 2016

20160122-CPAI-MidiasSociaisPREENCHAA partir desta quarta-feira (1º), todos os museus brasileiros já podem enviar para o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) os dados da visitação em suas instituições durante o ano de 2016.

O Formulário de Visitação Anual (FVA) – 2016 é um instrumento exclusivamente online e está disponível para preenchimento no site do Ibram até 28 de abril.

Desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Museus, o procedimento atende à Resolução Normativa N° 3, de 19 de novembro de 2014, que dispõe sobre a regulamentação de dispositivos do Decreto nº 8.124/2013 quanto à obrigatoriedade do envio do quantitativo anual de visitação dos museus.

Dados estratégicos
A coleta e o envio ao Ibram de dados anuais sobre visitação são considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor de museus.

Além de aferir o fluxo de visitação, a contagem de público pode indicar a necessidade de adequação dos serviços oferecidos e a ampliação da ação educativa.

É também essencial para o acompanhamento e o monitoramento de diretrizes, estratégias, ações e metas estabelecidas em políticas públicas, como as que constam no Plano Nacional de Cultura, Estatuto dos Museus e Plano Nacional Setorial de Museus. Saiba mais sobre Formulário de Visitação Anual.

Texto: Ascom/Ibram

Entrevista: Antonio Carlos Oliveira, meteorologista e museólogo do MNBA

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina “Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados”, no Rio de Janeiro (RJ).

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados no Rio de Janeiro (RJ)

Meteorologista vinculado à Infraero, o também museólogo Antonio Carlos Oliveira atua, desde 2014, junto ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), para onde foi cedido com um objetivo específico: desenvolver solução tecnológica que permita reunir e utilizar informações meteorológicas para proteger a estrutura física de museus brasileiros e seus acervos.

Ao lado do químico José Luiz Pedersoli Jr., também atuante na área da conservação do patrimônio cultural, Oliveira está à frente do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados – realizado no MNBA, entre os dias 21 e 25 de novembro, por iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no âmbito do Programa para a Gestão de Risco ao Patrimônio Musealizado Brasileiro.

Criador de ferramenta inédita no âmbito da prevenção de riscos climáticos aos acervos brasileiros e aos prédios que os abrigam, o meteorologista e museólogo respondeu, durante o evento, a algumas perguntas feitas pela Assessoria de Comunicação do Ibram.

O que é o sistema informatizado e integrado que você desenvolveu e o que ele oferece?

A ferramenta tem como objetivo monitorar o clima interno e externo dos museus da rede Ibram para análise de risco ambiental e preservação de seus acervos. Ela oferece modelos de simulação de cenários que permitem combinar as variáveis do clima externo e clima interno para diagnosticar o grau de risco ambiental de forma contínua e informar aos respectivos responsáveis, em cada caso, qual a melhor conduta a ter com seu acervo.

Como a ferramenta vai gerar dados sobre clima externo e interno de todos os 30 museus da rede Ibram?

Para traçar cenários quanto ao clima externo, a plataforma vai agregar dados, atualizados de forma contínua, oferecidos por bases de dados online públicas e confiáveis disponíveis para a população brasileira, de órgãos como o Ministério da Agricultura, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Minas e Energia, que a área da Cultura nunca utilizou com esta finalidade.

Para o monitoramento quanto ao clima interno de cada museu, estamos distribuindo a cada museu da rede Ibram, durante este seminário-oficina, um aparelho termohigrômetro, com capacidade expansível para mais 30 pontos de medição em cada museu, que medirá a temperatura e umidade de cada ambiente e serão todos conectados a uma rede única, que poderá ser acompanhada pela gestão central do Ibram.

Que desdobramentos isso terá para a gestão de risco ambiental aos acervos musealizados?

O monitoramento dos ambientes de todos os museus da rede Ibram, que estão distribuídos pelas diversas regiões brasileiras, permitirá a produção de simulações digitais de cenários e a elaboração de protocolos de alerta. As informações reunidas sobre risco ambiental interno e externo também tornariam o Ibram mais preparado, por exemplo, para se pronunciar quando da elaboração de Estudos de Impacto de Vizinhança para obras realizadas no entorno de seus museus.

O sistema também vai permitir catalogar sinistros e observar a distribuição e frequência dos eventos, tornando possível a prevenção de problemas específicos em cada local. A ferramenta também poderá ser útil para o intercâmbio de acervos entre museus, permitindo compatibilizar a temperatura e umidade adequada a cada bem cultural de cada região. De forma geral, ela vai permitir um mapeamento das condições de guarda de cada acervo e possibilitar que se garanta a sua estabilidade.

Qual a previsão para a entrada desta rede integrada em atividade?

Com a realização deste seminário-oficina e a distribuição doas higrômetros para cada museu, teremos condições de colocar o sistema em funcionamento no começo de 2017. A perspectiva é de que, através de parcerias, esta ferramenta inédita possa depois se expandir para outros museus públicos e privados brasileiros, e mesmo exportada para uso internacional.

Foto: Ascom/Ibram

Museus já podem enviar dados de visitação 2014 ao Ibram

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) dá início nesta segunda-feira (2) a uma pesquisa destinada a colher dados confiáveis e abrangentes sobre o a frequência de público ao museus brasileiros.

O projeto Museus&Público: Contagem tem início com pesquisa realizada por meio do Formulário de Visitação Anual (FVA), que deverá ser preenchido até o dia 30 de abril pelos museus brasileiros.

Peça da campanha de divulgação do preenchimento do FVA 2015

Peça da campanha de divulgação do preenchimento do FVA 2015

Bastante simplificado, o formulário pede que sejam informados apenas o total de visitantes no ano referência e a técnica de contagem de público utilizada, além de informações básicas sobre a instituição e o responsável pelo preenchimento.

Dados relevantes
Previstos pelo do Decreto 8.124/2013, a coleta e o envio ao Ibram de dados anuais sobre visitação são considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor de museus.

Mais do que aferir o fluxo de visitação, a contagem de público pode indicar a necessidade de adequação dos serviços oferecidos e a ampliação da ação educativa, entre outras possibilidades.

A contagem de público é também essencial para o acompanhamento e o monitoramento de diretrizes, estratégias, ações e metas estabelecidas em políticas públicas, como as que constam no Plano Nacional de Cultura, Estatuto dos Museus e Plano Nacional Setorial de Museus.

Confira mais informações sobre o projeto Museus & Púbico: Contagem, incluindo fôlderes explicativos e vídeo sobre o tema.

Texto: Ascom/Ibram
Última atualização: 3.2.2015

Preenchimento da Pesquisa Anual de Museus 2014 vai agora até 12 de janeiro

Após solicitação de sistemas municipais e estaduais de museus do Brasil, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) prorrogou, até 12 de janeiro de 2015, o prazo para respostas ao questionário da Pesquisa Anual de Museus (PAM) 2014.

Peça da campanha de divulgação na PAM 2014

Peça da campanha de divulgação da PAM 2014

A nova pesquisa se propõe a traçar um diagnóstico detalhado do setor museal brasileiro, trazendo dados sobre acessibilidade, acervo museológico, gestão de pessoas, orçamento, dentre outros aspectos.

Esta é a primeira pesquisa que o Cadastro Nacional de Museus (CNM), criado em 2006, realiza utilizando nova plataforma de dados, parte de uma estratégia que tem por objetivo aumentar o espectro e a consistência das informações levantadas.

Dados e publicações
“A pesquisa é fundamental para o diagnóstico do setor museal brasileiro, para o estabelecimento de indicadores, para a construção de séries históricas e para o monitoramento de políticas públicas”, explica a coordenadora de Produção e Análise da Informação do Ibram, Karla Uzêda.

Em oito anos de operação, o CNM já mapeou mais de 3,4 mil instituições museológicas em todo o Brasil. Os dados permitiram a estruturação de duas publicações em 2011: Guia dos Museus Brasileiros e Museus em Números – esta última, o primeiro estudo estatístico sobre os museus brasileiros.

As informações públicas do CNM também já alcançaram projeção internacional: a disponibilidade de dados sobre o tema ajudou divulgar nossos museus mundo afora ao colocar o Brasil entre os países com maior volume de visitação a exposições. Confira as orientações gerais para preencher a PAM 2014. E Saiba mais sobre o Cadastro Nacional de Museus.

Matéria relacionada
Nova Pesquisa Anual de Museus 2014 mobiliza o setor

Contagem de público: museus deverão enviar dados ao Ibram

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) publicou nesta sexta-feira (21), no Diário Oficial da União, a Resolução Normativa nº 3 que dispõe sobre a regulamentação de dispositivos do Decreto nº 8.124/2013, relativos à obrigatoriedade de museus brasileiros informarem ao órgão federal seu quantitativo anual de visitação.

CNM fará campanha destacando a importância da contagem de público

CNM fará campanha destacando a importância da contagem de público em museus

A resolução estabelece que todos os museus brasileiros, públicos e privados, deverão preencher questionário disponível no portal do Ibram, que estará disponível a partir de 2 de fevereiro de 2015, no qual serão informados dados básicos sobre cada instituição, o total de visitantes no ano de referência (ano anterior à coleta de dados) e técnica utilizada para a contagem de público.

A convocação para o envio do quantitativo anual de visitação será feita a partir da base de dados do Cadastro Nacional de Museus (CNM).

O período para preenchimento do questionário será de três meses. A resolução já está em vigor e a primeira coleta de dados será relativa ao ano de 2014. Assista vídeo explicativo sobre a importância da contagem de público em museus.

“Em paralelo, vamos lançar durante o 6º Fórum Nacional de Museus uma campanha de esclarecimento aos museus sobre como compartilhar esses dados conosco”, explica a coordenadora de Produção e Análise da Informação do Ibram, Karla Uzêda.

De acordo com a coordenadora, os museus receberão por via postal fôlderes com orientações sobre o preenchimento do questionário. Também será lançada uma cartilha sobre o assunto. “O próprio formulário eletrônico será bem simples e didático, e a equipe do CNM estará à disposição dos museus para ajudar no processo”, completa. Entenda melhor os procedimentos na página do Cadastro Nacional de Museus.

Texto: Ascom/Ibram

Nova Pesquisa Anual de Museus 2014 mobiliza o setor

Dezenas de museus e centros culturais brasileiros já participaram da Pesquisa Anual de Museus 2014, que está aberta até o dia 12 de dezembro. Iniciativa do Cadastro Nacional de Museus (CNM/Ibram) a ação objetiva um diagnóstico detalhado do setor e tem sido saudada pelo campo museal.

“Um importante instrumento para que o Brasil possa conhecer melhor os seus museus e poder criar uma política cultural para a área”, resumiu o responsável pelas informações do Museu de História e Ciências Naturais de Além Paraíba (MG), um dos primeiros a colaborar com a pesquisa.

Uma das peças da campanha do CNM para a nova pesquisa

Uma das peças da campanha do CNM na internet para o preenchimento da nova pesquisa

O Museu de Timbaúba (PE), que também já respondeu à pesquisa, destacou em mensagem a importância da iniciativa para a visibilidade e apoio aos museus participantes: “Grande satisfação em participar e anseio de conseguir parcerias para orientação no setor”, diz  o representante do museu.

O fácil preenchimento da Pesquisa Anual de Museus motivou mensagem de parabéns encaminhada pela Associação Cultural Beato José de Oliveira, em São Paulo (SP).

Já a equipe do Museu Municipal de Muitos Capões (RS) expressou que o questionário “é de suma importância para percebermos o que já temos e o que ainda precisamos melhorar para ofertarmos um serviço de qualidade”.

A pesquisa, aberta no início de outubro, é a primeira que o CNM, criado em 2006, realiza utilizando uma nova plataforma de dados, sendo parte de uma estratégia que objetiva aumentar o espectro e a consistência das informações levantadas sobre os museus brasileiros.

Como participar
Caso o seu museu ainda não tenha respondido à pesquisa, acesse o questionário na página do Cadastro Nacional de Museus. Confira antes o Manual de Preenchimento da pesquisa. O questionário em formato texto também está disponível para facilitar o preenchimento na plataforma online.

Texto: Ascom/Ibram

Nova Pesquisa Anual de Museus está disponível a partir de hoje (3)

O Cadastro Nacional de Museus (CNM) inicia hoje (3), a nova Pesquisa Anual de Museus. Aberta à participação de todos os museus brasileiros, a nova pesquisa se propõe a realizar um diagnóstico detalhado do setor sobre temas diversos como acessibilidade, acervo museológico, gestão de pessoas, orçamento entre outros aspectos.

A Pesquisa Anual de Museus, que pode ser respondida até 12 de dezembro, é a primeira que o CNM realiza utilizando sua nova plataforma de dados, parte de uma estratégia cujo objetivo é aumentar o espectro e consistência das informações levantadas.

Capa do primeiro volume da  publicação lançada em 2011 com dados do CNM

Capa do primeiro volume da publicação lançada em 2011 com dados do CNM

Criado em 2006, o Cadastro Nacional de Museus é um dos instrumentos da Política Nacional de Museus, gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Formado por uma série de pesquisas periódicas, possui entre seus objetivos o aprofundamento do conhecimento sobre o campo museal, através da coleta, registro e disseminação de informações sobre as instituições museológicas brasileiras.

Séries históricas
“O cadastro agora é composto por uma série de pesquisas distintas com periodicidades diferenciadas”, explica a Coordenadora-Geral de Sistemas de Informação Museal do Ibram, Rose Miranda.

“Essa estratégia visa aprofundar o conhecimento sobre os museus e ao mesmo tempo diminui o número de questões por pesquisa. Além disso, permitirá a construção de séries históricas”, afirma.

A reformulação da plataforma de pesquisa do Cadastro Nacional de Museus também vem ao encontro do Registro dos Museus Ibero-Americanos (RMI). Coordenado pelo Programa Ibermuseus e em fase de implantação, o projeto prevê o mapeamento dos museus da América Latina e da Península Ibérica. A plataforma, que irá possibilitar o cruzamento de dados dos mais de oito mil museus da região, terá no CNM sua porta de entrada para o Brasil.

Acesse a nova pesquisa do Cadastro Nacional de Museus. Confira antes o Manual de Preenchimento  e o Termo de Compromisso do CNM. O questionário da pesquisa em formato texto também está disponível para facilitar o levantamento de informações por parte do museu antes do preenchimento na plataforma online.

Dados do CNM alimentam o ranking anual do periódico The Art Newspaper sobre exposições mais vistas no mundo

Dados do CNM alimentam o ranking anual do periódico The Art Newspaper sobre exposições mais vistas no mundo

Publicações e projeção internacional
Em oito anos de operação, o Cadastro Nacional de Museus já mapeou mais de 3,4 mil instituições museológicas em todo o Brasil.

Seus dados têm sido utilizados para o aprimoramento de políticas públicas voltadas para o setor museal, sobretudo após a estruturação de duas publicações: Guia dos Museus Brasileiros e Museus em Números – este último, o primeiro estudo estatístico nacional dos museus brasileiros.

As informações públicas do CNM também já alcançaram projeção internacional. A base de dados já serve como fonte para publicações, como o periódico inglês The Art Newspaper, que divulga anualmente um ranking das exposições mais visitadas em todo o mundo.

A disponibilidade de dados sobre o tema ajudou a colocar o Brasil pela primeira vez, no ano de 2011, entre os países com maior volume de visitação a exposições – fato que vem se repetindo a cada nova edição do ranking, como em 2013. Saiba mais.

Dúvidas ou outra questões relativas a nova Pesquisa Anual de Museus do CNM podem ser esclarecidas pelo endereço eletrônico cnm@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação

10ª Semana de Museus: instituições podem responder pesquisa até 6 de junho

10ª Semana de Museus, que aconteceu entre 14 e 20 de maio, reuniu 1.100 instituições com eventos em todo o país. Para medir os resultados da iniciativa, o Instituto Brasileiro de Museus está realizando pesquisa com as instituições participantes. O questionário está disponível aqui e pode ser respondido até o dia 6 de junho.

Entre as questões estão perguntas sobre infraestrutura, público e arrecadação. Com as informações levantadas, o Ibram/MinC pretende conhecer melhor os museus brasileiros, suas características e como interagem com a comunidade. O objetivo é unir dados que auxiliem no aprimoramento das próximas edições da Semana de Museus.

Promovida pelo Ibram/MinC, em parceria com os museus brasileiros, a Semana de Museus acontece anualmente em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio) e tem como principal objetivo despertar o interesse da sociedade para o setor e atrair cada vez mais visitantes às instituições museais.

Números crescentes
De acordo com pesquisa realizada em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), durante a 9ª Semana de Museus, em 2011, o número de visitantes aumentou 87% em relação ao identificado na semana anterior ao evento.

A pesquisa em 2011 foi respondida por 432 das quase 1 mil instituições que se inscreveram para participar das atividades. As respostas também mostraram que as instituições contrataram, além de seus profissionais habituais, cerca de 1.700 pessoas e contaram com  3.621 voluntários que auxiliaram na realização dos eventos.

Texto: Ascom/Ibram

Chuvas: Ibram solicita R$ 15 milhões para museus em situação de risco

Muro parcialmente danificado no Museu do Diamante (MG)

Estudo do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) aponta a necessidade de crédito extra-orçamentário de R$ 15 milhões para fazer as reformas necessárias em instituições museológicas da região Sudeste atingidas pelas chuvas nas últimas semanas. O levantamento foi encaminhado ao Ministério da Cultura, ao qual o Ibram é vinculado, para que sejam tomadas as providências cabíveis. 

Foram identificados problemas em 29 museus, sendo que a maioria deles relatou casos de infiltrações e goteiras. No Espírito Santo (ES) e Rio de Janeiro (RJ) houve casos de inundações e alguns acervos precisaram ser removidos. O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, em Araponga (MG), relatou o desmoronamento de duas rampas de acesso e o destelhamento de um edifício.

Na maioria das instituições contatadas na região, no entanto, não houve relatos de problemas significativos causados pelas chuvas. Também foram detectados casos de museus localizadas em municípios que se encontram em estado de alerta e que não atenderam às ligações e nem responderam aos e-mails.

O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 10 de janeiro e considerou as informações prestadas pelas instituições museológicas, pela Defesa Civil, pelas secretarias estaduais de Cultura, pelos Sistemas de Museus nos estados e pelo Cadastro Nacional de Museus (Ibram/MinC).

Para ajudar nas medidas de prevenção e no salvamento do patrimônio museológico em situação de risco, devido a situações climáticas ou outros tipos de incidentes, como incêndios, o Ibram também está desenvolvendo um cadastro de voluntários que deve ser lançado ainda no primeiro semestre.

Os dados identificados pelo levantamento de patrimônio museológico em situação de riscos devido às chuvas estão detalhados a seguir:

São Paulo
A Defesa Civil do Estado de São Paulo indicou apenas um município – Paulínia – em estado de alerta. Em Paulínia há dois museus, mas nenhum deles atendeu as tentativas de contato. O Sistema Estadual de Museus de SP, no entanto, informou que não recebeu notícias de instituições com danos causados pelas chuvas.

Rio de Janeiro
Na Casa de Cultura de Aperibé houve uma inundação, atingindo 15 cm de altura no interior do museu, e por isso a instituição está fechada. Não houve danos ao acervo ou aos equipamentos.

Foram identificadas ocorrências de inundações no Museu Francisco Alves, em Miguel Pereira, e no Centro Cultural Melchíades Cardoso, em Miracema, sem danos aos museus ou aos acervos.

Inundação na Casa de Cultura de Aperibé (RJ)

A Casa de Cultura de Laje do Muriaé (em construção) não sofreu danos, apesar de o município estar totalmente alagado; o Centro Cultural de São José de Ubá sofre com as chuvas devido a rachaduras já existentes; o Centro Cultural de Cardoso Moreira teve seu acervo retirado sem maiores prejuízos, pois o problema com as chuvas é recorrente.

Em Paraty, o risco de desmoronamento de encostas preocupa a administração do Museu Forte Defensor Perpétuo, que integra a rede de museus Ibram/MinC. Ali foi identificado o aumento de infiltrações devido às recentes chuvas.

O Instituto Brasileiro de Museus também identificou problemas com infiltrações nos telhados em outros seis museus que integram sua estrutura e localizam-se no Rio de Janeiro: Museu de Arte Religiosa e Tradicional, em Cabo Frio; Museu Imperial (com problemas menos graves) e Palácio Rio Negro, em Petrópolis; Museu Casa da Hera, em Vassouras; e Museu da República e Museu Villa-Lobos, na capital.

De acordo com tabela enviada pela Superintendência de Museus do RJ, não foram identificados problemas no patrimônio museológico dos municípios de ItaIva, Itaperuna, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus de Itabapoana, Itaocara, Natividade, Porciúncula, Varre-Sai, Campos dos Goytacazes e São Fidélis.

Minas Gerais
O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, no município de Araponga, informou que houve o desmoronamento de duas rampas de acesso e o destelhamento de um edifício. O Museu de Minerais e Rochas de Uberlândia está com sérias infiltrações, com a penetração de águas das chuvas no edifício, descendo pela parte elétrica.

Alguns museus relataram infiltrações pelos telhados: Museu de Arte da Pampulha e Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte; Museu Histórico e Artístico de Claudio (antiga estação ferroviária) e o Museu Arquidiocesano de Mariana.

As infiltrações pioraram no Museu Regional de Caeté (MG)

Entre os museus integrantes da estrutura do Ibram, foram identificados problemas no Museu Regional de Caeté, no qual as infiltrações ficaram piores e cujo muro de arrimo está parcialmente desmoronado, e no Museu do Diamante (Diamantina), onde houve queda de um muro e infiltrações no subsolo e no telhado.

No Museu da Inconfidência (Ouro Preto), Museu do Ouro (Sabará) e Museu Regional Casa dos Ottoni (Serro) houve agravamento de infiltrações. A Superintendência de Museus e Artes Visuais não registrou outras ocorrências nos museus do estado.

Espírito Santo
A Secretaria de Cultura informou que há, no estado, 16 municípios em situação de emergência, sete dos quais possuem museus.

Infiltrações e muro de contenção de encosta ameaça cair no Solar Monjardim (ES)

 No município de Santa Maria de Jetibá, não houve qualquer problema com o Museu da Imigração Pomerana; em Cachoeiro do Itapemirim, Santa Leopoldina, Domingos Martins e São Mateus ocorreram apenas goteiras.

Em Ibatiba, o Museu do Tropeiro sofreu goteiras e aumento da infestação por cupins; no município de Linhares, o Museu Elias Lorenzutti (o único que foi possível contatar) apresentou goteiras e acúmulo de água no forro, infiltrando pela parede. O acervo deste museu foi deslocado para o prédio da Secretaria de Cultura até que a temporada de chuvas acabe e os problemas sejam solucionados.

A pesquisa do Ibram identificou, ainda, os seguintes problemas na capital Vitória: no Museu Histórico da Ilha das Caieiras a água penetrou pelas esquadrias e escorreu pelas paredes, afetando o piso de madeira do 2º andar, uma caixa de livros e a sala de exposições no andar térreo, que apresenta infiltração de umidade na parede lateral direita.

O Museu do Telefone encontra-se alagado em razão de sobrecarga nas calhas, causada pelas chuvas, e do acúmulo de folhas na cobertura do museu. Integrante da estrutura do Ibram, o Museu Solar Monjardim também apresenta situação delicada, pois galhos grandes deslizaram pelo terreno e o muro de contenção da encosta ameaça cair.

No Museu de Biologia Professor Mello Leitão (Ibram/MinC), em Santa Teresa, houve queda de árvores e o nível do rio passou a transbordar no terreno do museu.

Além disso, a Secretaria de Cultura do Estado do ES informou também que há goteiras em museus situados nas cidades de Cachoeiro do Itapemirim, onde, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Museus (Ibram/MinC) existem quatro museus; Santa Leopoldina com um museu; Domingos Martins com três museus; São Mateus com cinco museus) e Linhares com 7 museus. Na cidade de Ibatiba não há indicação de museus segundo o CNM.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação

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