Leilão: Museu Imperial adquire retrato desconhecido de d.Pedro II

Retrato à lápis de d.Pedro II

Desenho do jovem imperador d.Pedro II passa a integrar acervo do Museu Imperial

A Sociedade de Amigos do Museu Imperial arrematou um retrato inédito do imperador d. Pedro II durante leilão realizado na Casa Collin Du Boccage, em Paris (França), na sexta-feira (19).

O desenho, crayon sobre papel, medindo 21,5 x 16,8cm, retrata o segundo imperador do Brasil de perfil, em traje civil, portando insígnia e placa da Imperial Ordem do Cruzeiro do Sul. A obra, sem assinatura, traz a inscrição: “1841” e “D´après nature”.

A obra pertenceu à coleção da família real francesa e, muito provavelmente, foi oferecida no leilão por herdeiros da princesa d. Isabel de Orleans e Bragança, bisneta de d. Pedro II, e condessa de Paris por casamento com Henrique de Orleans, chefe da casa real francesa.

Maurício Vicente Ferreira Junior, diretor do Museu Imperial/Ibram,  que fica em Petrópolis (RJ), e que arrematou o retrato por telefone, afirma que “as características da obra sugerem que o retrato tenha sido produzido como um estudo para a elaboração de uma medalha ou moeda, não executadas, no contexto celebrativo da coroação e sagração do jovem imperador, em 1841″.

A oferta da peça em leilão foi informada ao Museu Imperial pelo Setor Cultural da Embaixada do Brasil na França, que ainda acompanhou toda a operação desde Paris. O valor pago pela peça foi de 1,5 mil euros (cerca de 5,2 mil reais).

Saiba mais sobre o Museu Imperial e faça uma visita virtual ao antigo palácio imperial.

Texto e imagem: divulgação Museu Imperial

Museu Imperial inicia restauro do trono de d. Pedro II

Mais uma peça do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), está sendo restaurada. Desta vez, os cuidados do laboratório de restauração estão voltados para o trono de d. Pedro II. A intervenção, que está sendo realizada através de recursos próprios da instituição, começou este mês e deverá ser concluída até janeiro de 2014, período de grande fluxo de visitantes.

Técnica coleta amostra de microorganismos no trono imperial

Técnica coleta amostra de microorganismos no trono imperial

O item faz parte do circuito de exposição permanente do museu. A peça foi escolhida para receber os reparos devido a problemas estruturais, como conta Eliane Zanatta, responsável pelo setor de Conservação e Restauração. “Ele apresenta problemas estruturais, por ser de madeira, além de uma alteração cromática muito grande na parte têxtil, que já não é original e está prejudicando os bordados a fio de prata do espaldar” – explicou Eliane.

Em dezembro de 2012, o Museu Imperial concluiu o restauro da berlinda de aparato de d. Pedro II, que hoje está exposta em uma cúpula temporária acompanhada de uma tela onde os visitantes podem ver como foi realizado todo o processo. Assim como a restauração da berlinda, a do trono de d. Pedro II também está sendo realizada às vistas do público na Galeria de Restauro, sala anexa ao Pavilhão das Viaturas criada para permitir que os interessados possam acompanhar o trabalho dos técnicos.

A equipe do Instituto Nacional de Tecnologia (MCTI) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), parceiros do MI no que diz respeito às pesquisas direcionadas para o estudo da biodeterioração, controle e detecção de espécies microbianas em áreas selecionadas do trono de d. Pedro II e do ambiente no qual ele está exposto, já estiveram no Museu Imperial para coleta de amostras de micro-organismos. Continue lendo na página do Museu Imperial.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial

Memória do Mundo: Museu Imperial tem conjunto documental reconhecido

O Conjunto relativo às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, do acervo do Museu Imperial/Ibram, foi aprovado no Registro Memória do Mundo da Unesco (MOW) pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura, Irina Bokova, após a recomendação do Comitê Internacional Consultivo do Programa Memória do Mundo da Unesco – reunido em Gwangiu, República da Coreia, entre os dias 18 e 21 de junho.

A documentação faz parte da série Viagens do Imperador e integra o fundo Arquivo da Casa Imperial do Brasil

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, comemorou: “a partir da decisão de buscar o reconhecimento internacional do nosso patrimônio, obtivemos também os títulos do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade e do Frevo como Patrimônio Imaterial. Estamos no caminho certo. Precisamos continuar trabalhando pela valorização da cultura brasileira”, expressou.

Documentação
O conjunto documental é formado por 44 diários de d. Pedro II e 10 diários da imperatriz d. Teresa Cristina, além de diários de viagem de Luísa Margarida de Barros Portugal, a condessa de Barral, e de Luís Pedreira do Couto Ferraz, o barão do Bom Retiro, que integravam habitualmente a comitiva do imperador.

É composto ainda por correspondências, itinerários de viagem, livros de visitas e registros de contatos do imperador, relatórios de despesas da Mordomia da Casa Imperial do Brasil, jornais e outros periódicos, panfletos, programas, saudações e homenagens, convites, desenhos e fotografias, totalizando 2.210 documentos.

Conjunto é composto por mais de dois mil documentos

A documentação faz parte da série Viagens do Imperador – 1840-1913, que integra o fundo Arquivo da Casa Imperial do Brasil, doado ao Museu Imperial em 1948 pelo príncipe d. Pedro Gastão de Orelans e Bragança, bisneto de d. Pedro II.

Os registros são fontes primárias produzidas e recebidas por d. Pedro II em um momento de profundas transformações históricas que tratam dos referenciais culturais da modernidade a partir da perspectiva de um observador privilegiado – o imperador do Brasil – e de seus interlocutores: Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Alfred Nobel, Louis Pasteur, Henry Longfellow, Richard Wagner, Louis Agassiz, etc.

Com a premiação, o Museu Imperial passa a ser a primeira dentre as unidades museológicas do Instituto Brasileiro de Museus, do Ministério da Cultura, a receber a importante chancela da Unesco.

Memória do Mundo
O Programa Memória do Mundo foi criado em 1992 com o objetivo de identificar documentos ou conjuntos documentais que apresentem valor de patrimônio da humanidade. Esta nominação, focada na salvaguarda e difusão de registros textuais, iconográficos, cartográficos e audiovisuais, visa chamar a atenção para a importância da preservação, divulgação e acessibilidade dos acervos documentais e equivale à conferida pela Unesco aos bens culturais arquitetônicos, paisagísticos e artísticos.

Texto e fotos: Divulgação Museu Imperial