Forte Defensor Perpétuo homenageia memória da ciranda em Paraty (RJ)

Os mestres cirandeiros cantam uma cultura esquecida. Com a migração para a cidade, os antigos bailes da roça se tornaram cada vez mais raros. Essa memória musical da gente de Paraty está sendo homenageada até janeiro no Museu Forte Defensor Perpétuo/Ibram, em Paraty (RJ), com fotografias, vídeos e objetos pessoais.

A exposição Os Nomes da Ciranda é o principal produto do projeto Paraty Ciranda, que envolve pesquisa e mapeamento da ciranda no município, realizado pelo Instituto Colibri e patrocinado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro.

Um painel com mais de 100 nomes levantados pela pesquisa, realizada pela equipe do Ibram em Paraty, ilustra o salão principal da exposição, aberta ao público no último dia 28 de setembro.

O projeto prevê um encontro mensal com os cirandeiros em datas a serem definidas. Os vídeos exibidos na exposição podem ser acessados no blogue do projeto Paraty Ciranda.

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Texto: Divulgação Museu Forte Defensor Perpétuo
Fotos: Joana França

Cultura popular do Vale do Café no Museu Casa da Hera (RJ)

O Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), com o intuito de valorizar a diversidade cultural do Vale do Café, na qual ele próprio se insere, e reconhecer sua importância como disseminador de saberes, inicia no mês de março o projeto Viva! Cultura Popular.

Através de oficinas educativas, envolvendo representantes das manifestações culturais tradicionais da região fluminense e escolas das redes pública e particular de ensino, o projeto se propõe a ampliar o diálogo e o intercâmbio entre os grupos. Todos os meses, dois desses grupos serão responsáveis por ministrar uma oficina para até 30 pessoas de uma escola ou instituição convidada. O projeto acontece sempre na terceira sexta-feira do mês.

Em março, o encontro acontece no dia 16, às 9h. Os grupos convidados são o Jongo Caxambu Renascer de Vassouras e o Abadá Capoeira, dois tradicionais parceiros das atividades do Museu.

O projeto se tornou viável graças a uma parceria entre o Museu Casa da Hera, a Prefeitura Municipal de Vassouras – através das Secretarias Municipais de Educação e de Turismo e Cultura – e os grupos representantes das diversas manifestações, tais como a Capoeira, a Caninha Verde, as Folias e muitos outros que também farão parte da ação.

Fonte: Divulgação Museu Casa da Hera

Proposta de museu dedicado ao circo marcou visita de Tiririca ao Ibram

O deputado federal Tiririca (PR-SP), o Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior, e assessores reuniram-se na tarde da quarta-feira (30) na sede do Instituto em Brasília.

A reunião, que partiu de solicitação da assessoria do deputado, teve vários assuntos em pauta, entre eles, a inserção da temática circense nos museus brasileiros. Tiririca se mostrou preocupado com a situação atual dos circos e da memória circense. Para ele, que cresceu no picadeiro, o circo “é uma escola fantástica. A gente aprende a economizar, a gastar, aprende tudo no circo e isso não pode acabar”, enfatizou.

A criação de um Museu Nacional do Circo entrou na pauta e Nascimento Junior sugeriu que esse museu seja itinerante. “Não há uma visão rígida do conceito de museu e um dedicado ao circo deve ser móvel: temos que transformar a lona em um museu e levá-lo para todo o país”, indicou.

O presidente do Ibram/MinC propôs ainda que o futuro Museu da Diversidade Brasileira, uma das cinco unidades do projeto Esplanada dos Museus, abrigue a memória do circo brasileiro em seu acervo, que será voltado pra as culturas populares do Brasil. Para Tiririca, “se a gente inserir esse negócio do circo nos museus vai ser muito bom, principalmente na capital do país”.

Durante a reunião, Nascimento Jr. e Tiririca acordaram a realização de visitas a alguns museus. O deputado ressaltou a necessidade de aproximar a população e a cultura popular dos museus brasileiros e também mostrou-se interessado nos projetos que tramitam na Câmara Federal que envolvem museus e cultura popular.

Texto e foto: Ascom Ibram