Museu do Diamante realiza conservação preventiva de seu acervo

Realizada em parceria com o curso de graduação em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ação incluiu a higienização de peças no local e deslocamento de parte delas para restaurações mais detalhadas.

Ação incluiu a higienização de peças no local e deslocamento de parte delas para restaurações mais detalhadas.

Parte expressiva dos bens culturais que integram o acervo Museu do Diamante, em Diamantina (MG), passou esta semana por processo de conservação preventiva. O trabalho foi realizado entre a última segunda e esta quinta-feira (10 a 13 de dezembro) em parceria com o curso de graduação em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Coordenada pelos professores Dr. Luiz Antônio Cruz Souza, Dra. Bethania Reis Veloso e a mestranda assistente Alexsandra Rosa, a disciplina Vivência Profissional levou 7 alunos do curso ao museu, que integra a rede Ibram, onde puderam colocar em prática seu conhecimento em cuidados básicos de conservação, manuseio, acondicionamento, inventário, exposição e guarda de acervos museológicos, envolvendo questões vinculadas ao meio ambiente do museu e seu entorno, bem como à edificação e seus materiais e técnica construtiva.

Os alunos realizaram no local a higienização de 15 peças que integram a exposição de longa duração do Museu do Diamante. A lista inclui peças históricas de mobiliário, imagens sacras e objetos de uso cotidiano dos séculos XVIII e XIX.  Outras peças que integram a reserva técnica da instituição também foram deslocadas para a realização de trabalhos mais detalhados de restauração a serem realizados na Escola de Belas Artes da UFMG.

O Cecor

O Cecor – Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais, que colaborou na ação, é um órgão complementar da Escola de Belas Artes da UFMG constituído para apoiar e desenvolver ensino, extensão e pesquisa na área de conservação e restauração de obras artísticas e culturais. Nos ateliês e laboratórios do centro, inúmeros bens do patrimônio artístico e histórico nacional são constantemente conservados e restaurados por meio de convênios institucionais, projetos acadêmicos e prestação de serviços.

A atuação do Cecor enfatiza a recuperação de documentos, esculturas, fotografias, livros, obras em papel e pinturas, bem como a conservação preventiva, documentação e análise técnica de obras de arte e de objetos culturais. Atualmente, a infraestrutura instalada no Cecor permite viabilizar o Curso de Graduação em Conservação e Restauração da Escola de Belas Artes da UFMG que, desde a década de 1980, vem contribuindo para qualificar profissionais de nível superior para atuarem na área de conservação e restauração.

Sete peças retornam ao Museu das Bandeiras após restauro

Bens culturais foram restaurados em Belo Horizonte (MG) graças a Acordo de Cooperação Técnica celebrado com a Associação Casa de Cora Coralina.

Bens culturais foram restaurados em Belo Horizonte (MG) graças a Acordo de Cooperação Técnica celebrado com a Associação Casa de Cora Coralina.

Um conjunto de sete bens culturais que integram o acervo do Museu das Bandeiras, em Goiás (GO), estará de volta à instituição nos próximos dias após processo de restauro. As peças, todas de mobiliário em madeira dos séculos XVIII e XIX, foram restauradas em Belo Horizonte (MG) graças a Acordo de Cooperação Técnica celebrado com a Associação Casa de Cora Coralina.

Os itens foram enviados à capital mineira em novembro do ano passado, onde foram restaurados por profissionais do Grupo Oficina de Restauro. O conjunto inclui um trono episcopal; uma cadeira de sola; duas mesas de centro; uma mesa bufete; uma cômoda-papeleira; e uma cadeira torneada.

O tratamento dos bens culturais incluiu higienização, descupinização, desinfestação, imunização preventiva, remoção de intervenções anteriores consideradas inadequadas, reintegração de cores, aplicação de verniz, contenção de fissuras e rachaduras, refixação de partes e confecção de peças complementares, entre outras intervenções.

O conjunto de peças é caracterizado por estilos diversos: parte é de estilo barroco brasileiro de Dom João V (1700-1750), muito recorrente na região do Ciclo do Ouro; parte é de estilo neoclássico do período do reinado de D. Maria I (1777-1816); e há também um peça de estilo flamengo do século XVII.

O destaque fica por conta de cadeira cuja posse é atribuída a Damiana da Cunha, figura histórica importante no período da colonização da região Centro-Oeste do país. Índia caiapó adotada por família branca, participou ativamente das negociações de seu povo de origem com os colonizadores brancos, posteriormente unindo-os contra a colonização portuguesa.

Museu Regional de Caeté promove visita a suas obras de restauro

Visitas oferecem aos estudantes de cursos profissionalizantes ligados a construção civil, segurança do trabalho, restauração, engenharia, arquitetura, entre outros, a possibilidade de vivenciar a aplicação da técnica de restauro em edificações históricas.

Visitas oferecem aos estudantes de cursos ligados à construção civil, segurança do trabalho, restauração, engenharia e arquitetura, entre outros, a possibilidade de vivenciar a aplicação da técnica de restauro em edificações históricas.

Passando por obras de restauro integral há cerca de um ano, o Museu Regional de Caeté, em Minas Gerais, promoveu no último sábado (7), pela segunda vez, visita técnica à intervenção física com objetivo de promover a educação patrimonial.

Alunos da turma de Edificações da Fundação Educacional de Caeté – instituição pública municipal que promove cursos técnicos profissionalizantes de nível médio – foram os visitantes desta edição e puderam conhecer de perto o trabalho de restauro de uma dos principais edificações históricas da cidade mineira.

Os temas abordados na visita incluíram a recomposição de uma parede inteira feita em pau a pique e os resultados das escavações arqueológicas realizadas por ocasião da obra, revelados recentemente. A visita foi orientada pelo arquiteto Marcus Rocha e a arqueóloga Elenice Baeta, ambos da empresa GERMEC, responsável pelas obras.

Formação patrimonial

“As entidades públicas exercem um papel de formadores de valores humanos, sociais, técnicos e científicos dentro das relações sociais nas comunidades”, explica a diretora do Museu Regional de Caeté, Sônia Maria Barbosa. “Essas ações educativas visam a levar ao estudante de cursos profissionalizantes ligados a construção civil, segurança do trabalho, restauração, engenharia, arquitetura, entre outros, a possibilidade de vivenciar a aplicação da técnica de restauro em casarões como o do museu, além de poder entender e verificar, in locu, como era a técnica construtiva utilizada no século XVIII”.

O restauro integral do Museu Regional de Caeté inclui reforço das fundações e restauração da estrutura; adequação de instalações (elétricas, luminotécnicas, segurança, telecomunicações, sonorização, proteção contra descargas atmosféricas, prevenção e combate a incêndio e pânico, hidrossanitárias e drenagem); garantia de acessibilidade, com instalação de rampa, elevador, sanitários acessíveis; e construção de nova reserva técnica. A previsão é de que as obras sejam concluídas no início do segundo semestre.

MNBA inicia restauro de 11 esculturas

As obras integram o acervo das Galerias de Moldagens, que estão entre os locais mais visitados do MNBA, e passarão por restauro pela primeira vez.

As obras integram o acervo das Galerias de Moldagens, que estão entre os locais mais visitados do MNBA, e passarão por restauro pela primeira vez.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), deu início ao restauro de 11 esculturas que integram o acervo de suas Galerias de Moldagens, que estão entre os locais mais visitados da instituição.

A coleção é constituída por peças moldadas em gesso sobre originais do período romano e do grego clássico, advindas principalmente de coleções italianas e francesas, a partir do início do século XIX.

As obras, que passarão por este processo pela primeira vez, serão objeto de restauração estrutural e estética. A equipe de restauração é composta por cinco técnicos. Financiado pelo Ministério da Cultura, o projeto está orçado em cerca de R$ 500 mil e tem supervisão da coordenadora de restauração do MNBA, Larissa Long.

Um conjunto inicial de quatro obras começou a ser restaurado na semana passada. São elas as esculturas Pequeno Ídolo; Apolo Matador de Lagarto/Sauróctono; Fauno e o Cabrito; e Centauro montado por Eros/Cupido.

Museus Ibram e Igreja Positivista fecham parceria para conservação de acervo

A parceria com os museus Ibram prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

Parceria prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

O Museu da República e o Museu Casa de Benjamim Constant, vinculados ao Ibram, oficializaram nesta quarta-feira (21), com assinatura de Termo de Cooperação Técnica, parceria para oferecer tratamento técnico ao acervo museológico, arquivístico e bibliográfico da Igreja Positivista do Brasil (IPB).

Instituição formada por uma fração da elite intelectual do fim do século XIX, a Igreja Positivista tem sua sede no Rio de Janeiro (RJ) e atuou na então capital do Império e da República promovendo debates públicos e influenciando sobre as mais diversas questões da vida social brasileira. Um dos positivistas brasileiros mais conhecidos foi Benjamin Constant (1836-1891), considerado fundador de nossa república.

Tratamento e pesquisa histórica

Sediada no Templo da Humanidade, um dos poucos prédios no Brasil tombados nas três esferas de preservação do patrimônio (federal, estadual municipal), A IPB vem lutando para preservar seu rico acervo desde 2009, quando parte do telhado do prédio ruiu. A parceria com os museus Ibram prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

“Além ser um trabalho técnico de limpeza e catalogação, a parceria visa também produzir novo conhecimento sobre a história da república no Brasil”, afirma o historiador Marcos de Brum Lopes, do Museu Casa de Benjamim Constant, que é um dos coordenadores da ação. “Já estamos encontrando documentos que dialogam e preenchem lacunas da coleção do museu”, explica.

Para o museólogo André Angulo, do Museu da República, que também coordena o projeto, os documentos coletados na IPB podem lançar nova luz sobre algumas passagens da transição entre Império e República no Brasil.

Restauro e salvaguarda

A assinatura do Termo de Cooperação Técnica se dá no momento em que é iniciado o restauro do Templo da Humanidade, que contará com nova cobertura ainda em 2018. “Os museus Ibram são parceiros fundamentais para a salvaguarda de um acervo precioso para a história do Brasil. Estamos bastante confiantes no sucesso desse trabalho”, afirma o diretor da IPB, Alexandre Martins.

A Igreja Positivista do Brasil é um dos locais visitados durante o Circuito Sítios Históricos da República, projeto executado em conjunto pelo Museu Casa de Benjamin Constant e Museu da República que contará com edições especiais em 2018, como parte das comemorações dos 200 anos de museus no Brasil e do Bicentenário da Independência.

Texto: Bruno Aragão (Ascom/Ibram)
Foto: Divulgação IPB

Museu das Bandeiras envia para restauro sete peças históricas de seu acervo

As peças, todas de mobiliário em madeira dos séculos XVIII e XIX, serão restauradas em Belo Horizonte (MG) graças a Acordo de Cooperação Técnica celebrado com a Associação Casa de Cora Coralina.

As peças, todas de mobiliário em madeira dos séculos XVIII e XIX, serão restauradas em Belo Horizonte (MG) graças a Acordo de Cooperação Técnica celebrado com a Associação Casa de Cora Coralina.

Em parceria com outra importante entidade voltada à memória local, o Museu das Bandeiras (MUBAN), em Goiás (GO), acaba de encaminhar para restauração sete bens culturais que integram seu acervo. Os itens foram enviados na última segunda-feira (6) a Belo Horizonte (MG), onde serão restaurados por profissionais do Grupo Oficina de Restauro.

As peças, todas de mobiliário em madeira dos séculos XVIII e XIX, serão restauradas graças a Acordo de Cooperação Técnica celebrado com a Associação Casa de Cora Coralina. O conjunto abarca um trono episcopal; uma cadeira de sola; duas mesas de centro; uma mesa bufete; uma cômoda-papeleira; e uma cadeira torneada.

O tratamento dos bens culturais incluirá, a partir da avaliação de cada caso específico: higienização, descupinização, desinfestação, imunização preventiva, remoção de intervenções anteriores consideradas inadequadas, reintegração de cores, aplicação de verniz, contenção de fissuras e rachaduras, refixação de partes e confecção de peças complementares, entre outras intervenções.

“As peças fazem parte da história da cidade e, em se tratando de acervo museológico, as intervenções sugeridas deverão levar em conta a manutenção das marcas e alterações que lhes foram impostas ao longo de suas histórias”, explica Rosangela Reis Costa, conservadora e restauradora do Grupo Oficina de Restauro. A previsão mínima é de 8 meses de trabalho.

Curso sobre Patrimônio Cultural Subaquático recebe inscrições

A Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID)  recebe até quarta-feira (8), inscrições para o curso: Ações de Conservação e Restauração do Patrimônio Cultural Subaquático, que será realizado de 10 a 14 de agosto em Montevidéu, Uruguai.

O seminário é organizado pelo Centro de Formação da Cooperação Espanhola em Montevidéu (onde terá lugar) no âmbito do Programa Ibero-Americano de Formação Técnica Especializada e da Secretaria de Estado da Cultura do Ministério da Educação, Cultura e Esporte da Espanha.

Perfil dos participantes
O curso é destinado principalmente a profissionais da América Latina e do Caribe, que trabalhem em instituições acadêmicas e administrativas (conservadores de museus, restauradores, arqueólogos, etc.), gestores públicos responsáveis pelo patrimônio cultural subaquático, gestores culturais, bem como qualquer profissional que desenvolva atividades em relação à melhoria e à conservação do patrimônio cultural.

O objetivo é desenvolver esta formação para se construir redes institucionais com organismos do patrimônio ibero-americano e fomentar áreas específicas de trabalho e cooperação sobre os temas envolvidos.

Continue lendo para mais informações e saiba como participar.

Texto: Ibermuseus