Livro que traz metodologia dos Pontos de Memória está disponível para download

Referência para o desenvolvimento em âmbito brasileiro da Museologia Social – que preconiza a construção, por grupos sociais e comunidades, de suas próprias narrativas museais – a metodologia de trabalho do programa Pontos de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), foi reunida em livro lançado em 2016.

Visitação ao Museu de Favela (MUF), um dos 12 pioneiros Pontos de Memória.

Visitação ao Museu de Favela (MUF), no Rio de Janeiro (RJ), um dos 12 pioneiros Pontos de Memória

Pontos de Memória: Metodologia e Práticas em Museologia Social apresenta o processo de implementação dos 12 primeiros Pontos de Memória, iniciado já no ano de criação do Ibram (2009), o qual lançaria as bases de uma metodologia que utiliza ferramentas da Museologia a serviço da memória social: identificação, qualificação, realização de inventários participativos, difusão de memórias, formação de redes.

Entre os resultados que os Pontos de Memória permitiram promover, de acordo com os relatos das comunidades que protagonizaram esta experiência inicial, são mencionados na publicação o conhecimento e valorização das memórias locais; fortalecimento de tradições, identidades e laços de pertencimento; valorização dos potenciais locais, com impulso ao turismo e economia nas regiões envolvidas; desenvolvimento sustentável das localidades; e melhoria da qualidade de vida, com redução da pobreza e violência.

Tendo despertado amplo interesse da comunidade museológica brasileira e internacional desde seu estágio embrionário, a metodologia do programa Pontos de Memória, agora sistematizada em livro, está disponível também nas versões em Inglês e Espanhol. Impressa e distribuída pelo Ibram aos Pontos de Memória brasileiros, a publicação pode ser baixada gratuitamente, por interessados em geral, em nossa seção de publicações.

Mais informações pelo endereço eletrônico pontosdememoria@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Exposição de fotos no Museu da República comemora 450 anos do Rio

Entre os dias 4 de março e e 3 de maio, os jardins do Museu da República/Ibram, no Rio de Janeiro (RJ), serão o cenário da exposição Conexões de Olhares, que reúne fotos feitas por crianças e adolescentes, entre 10 e 16 anos, moradores de 12 comunidades pacificadas na capital fluminense, que revelam ao público o olhar delas sobre os lugares onde vivem.

Imagem de um dos jovens fotógrafos do Complexo do Alemão

Imagem de um dos jovens fotógrafos do Complexo do Alemão

Iniciativa do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), através do programa Sesi Cidadania, os jovens fotógrafos participaram de oficinas ministradas pela fotojornalista japonesa Hikaru Nagatake, que realiza em várias partes do mundo a ação Wonder Eyes Project.

O projeto tem por objetivo desenvolver a criatividade de crianças e adolescentes por meio da fotografia. Com câmeras simples, eles retratam sua visão sobre as belezas dos ambientes em que habitam.

Novas visões
“É muito gratificante organizar essa exposição porque as fotos tiradas pelas crianças mostram o Rio de Janeiro de verdade, que a maioria não tem ideia de que existe”, conta Hikaru Nagatake, também curadora da exposição.

“Foi um grande prazer participar das oficinas com os jovens das comunidades cariocas, uma experiência que me fez conhecer melhor a energia e a vida das pessoas que moram nessas regiões”,  reforça.

A mostra reúne imagens das comunidades Santa Marta, Tabajaras, Mangueira, São Carlos, Formiga, Andaraí, Complexo do Alemão, Providência, Cidade de Deus, Macacos, Morro Azul e Borel.

Durante os domingos do mês de março, o público vai poder assistir também shows musicais. Sempre às 10h, os artistas Dudu Oliveira (dia 8), Jaime Alem (dia 15), Dino Rangel (dia 22)  e Turíbio Santos (dia 29) vão se revezar em apresentações de MPB e chorinho. A entrada é gratuita. Saiba mais sobre o Museu da República.

Texto e foto: Divulgação Museu da República
Edição: Ascom/Ibram

Rede de memória e museologia social inicia articulação no DF

A equipe do Programa Pontos de Memória/Ibram visitou em Sobradinho II (DF), no dia 8 de novembro, o Centro Espírita Caboclo Boiadeiro João Chapéu de Couro, o primeiro terreiro do Distrito Federal, criado em 1969, além de um acampamento de ciganos das etnias calóns.

Visita da equipe Pontos de Memória ao acampamento cigano em Sobradinho II

Visita da equipe Pontos de Memória ao acampamento cigano em Sobradinho II

A equipe dialogou sobre a construção da política pública de direito à memória, que vem sendo encampada junto ao programa, e de uma rede de iniciativas de memória e museologia social, desenvolvida por grupos, povos e comunidades de todo o país. A proposta também foi mobilizar essas iniciativas a participarem do movimento para a formação de uma rede de memória e museologia social no Distrito Federal.

A ideia é que, até o final do ano, sejam realizadas visitas técnicas a outras comunidades populares e iniciativas culturais das regiões administrativas do DF que tenham interesse e desejo de trabalhar suas memórias e histórias como valorização da identidade, ferramenta de luta e transformação social. A partir de então, será proposto um encontro para se pensar coletivamente na concepção e ações dessa rede no DF.

Memória da cultura afro-descendente também está presente no DF

Memória da cultura afro-descendente também está presente no DF

Movimento em redes

Diante da ampliação do Programa Pontos de Memória, a partir do trabalho junto as 12 iniciativas em comunidades urbanas e por meio dos editais de premiação Pontos de Memória, o Ibram vem trabalhando na perspectiva de articulação, qualificação, intercâmbio e comunicação por meio de redes regionais, estaduais e temáticas de pontos de memória e iniciativas de memória e museologia social, que se desenvolvam de forma autônoma e horizontal.

Até o momento estão em processo de formação e consolidação a Rede Cearense de Museus Comunitários, a Rede de Pontos de Memória e Iniciativas de Memória e Museologia Social do Rio Grande do Sul (REPIM-RS), a Rede de Pontos de Memória do Rio Grande do Norte (RN), a Rede de Pontos de Memória de Belém (PA), a Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (RJ), a Rede LGBT de Museologia Social e a Rede de memória Indígena de Pernambuco (PE).

Texto e fotos: Programa Pontos de Memória