Museu Nacional de Belas Artes recebe recursos do PAC para modernização

No dia 29 (quarta-feira), às 11h, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro (RJ), realiza uma cerimônia para o lançamento do Projeto de Modernização do MNBA – fase 2.

Restauração da obra de Pallière no MNBA

Participam da solenidade o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, dentre outras autoridades.

Com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PACCH), o projeto abarca 10 ações que somam recursos no valor total de R$ 20 milhões. O prazo de execução das obras, que deverão empregar cerca de 500 pessoas, é de três anos.

Entre os destaques estão a restauração da fachada da rua Heitor de Mello e “adoção” da via; a requalificação e ocupação das cúpulas do quinto andar do museu, com instalação de área para arte contemporânea e bistrô; e a decapagem do hall de entrada, voltando a exibir a pintura original.

Entre as obras já em andamento está a restauração da tela Alegoria às Artes, de Léon Pallière (1823-1887). Considerada a obra-prima do pintor,  realizada em 1855, tem dimensões de 2,97m X 4,10m e adornava o teto da antiga Academia Imperial de Belas Artes, que antecedeu a Escola Nacional de Belas Artes e o atual MNBA.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação MNBA

Recursos do PAC das Cidades Históricas beneficiarão 20 estados brasileiros

Com um total de R$ 1,6 bilhão em obras de restauração, R$ 600 milhões a mais em relação à previsão divulgada em janeiro, a presidenta Dilma Rousseff anunciou ontem (20), em São João del-Rei (MG), a relação das ações que serão contempladas no PAC Cidades Históricas ao longo dos próximos três anos.

A proposta é buscar a recuperação e a revitalização das cidades, a restauração de monumentos protegidos, o desenvolvimento econômico e social e dar suporte às cadeias produtivas locais, com a promoção do patrimônio cultural.

Além dos recursos para obras que serão destinados a 44 cidades de 20 estados brasileiros, outros R$ 300 milhões serão utilizados como linha de crédito para o financiamento de restauro e obras em imóveis privados localizados em áreas tombadas. O Programa do Governo Federal envolve, em sua formulação e implementação, os Ministérios da Cultura e do Planejamento e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC).

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, a presidente do Iphan, Jurema Machado, e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), Angelo Oswaldo, entre outras autoridades nacionais e locais, participaram da cerimônia.

Patrimônio cultural brasileiro
“Conhecer, respeitar e preservar as cidades históricas são requisitos para construirmos nosso futuro como nação democrática, civilizada e capaz de se erguer sobre os próprios pés. Investindo no patrimônio Cultural estamos investindo em nós mesmos”, disse a presidenta Dilma Rousseff.

A ministra Marta Suplicy destacou que “com o PAC Cidades Históricas, a gestão do Patrimônio Cultural ganha uma nova dimensão já que vai além da mera intervenção física nos monumentos protegidos uma vez que reforça o sentimento de pertencimento e de cidadania em relação aos símbolos de nossa cultura”.

O PAC Cidades Históricas, mais do que conservar imóveis tombados, privilegiará a recuperação de edificações destinadas a atividades que favoreçam a vitalidade dos sítios históricos. Entre as 425 obras, 115 serão em imóveis que abrigam equipamentos culturais, como teatros, cinemas e bibliotecas, além dos 39 museus cujos edifícios também serão recuperados pelo Programa. Saiba mais na página do Iphan.

Texto: Ascom/MinC
Edição: Ascom/Ibram