Museu Histórico Nacional tem visitação extraordinária durante Olimpíadas

Sede da Casa México durante os Jogos Olímpicos, o Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram) recebeu entre os entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016 mais de 17 mil visitantes, número maior que o dobro da média mensal de visitação em 2015 que foi de cerca de 7.500 visitantes/mês. De acordo com o diretor do museu, Paulo Knauss, o número é ainda maior se considerarmos a quantidade não contabilizada de crianças com menos de 5 anos, que visitou a exposição Frida e Eu, dirigida ao público infantil e criada em colaboração com Ministério da Cultura do Estado de Guerrero (México) e do Centro George Pompidou. Diogo Tubbs_MHN_Casa Mexico

Localizado no chamado Corredor Cultural dos Jogos Olímpicos, parte revitalizada do centro da cidade do Rio de Janeiro, o Museu Histórico Nacional abriga outras duas exposições com a temática da cultura mexicana: Jogos Olímpicos México 68-Rio 2016 e A Magia do Sorriso – composta por um acervo de 114 itens de objetos provenientes de sítios arqueológicos na região de Remojadas, atual estado de Veracruz, no México –, além das exposições O Brasil na Arte Popular- 40 Anos Casa do Pontal e Guerra do Contestado, Arte e Histórica por Hassis. Todas elas continuam abertas à visitação até o início do mês de outubro. Confira aqui a programação dos museus Ibram durante Olimpíadas.

Museu Casa de Benjamin Constant

Localizado no bairro de Santa Tereza, o Museu Casa de Benjamin Constant – que teve em sua programação a Caminhada Olímpica Republicana, realizada em parceria com o Museu da República -, também apresentou um aumento no número de visitantes durante as Olimpíadas, registrando um crescimento de 46% se comparado ao mesmo período no ano anterior. Além do elevado número de turistas na cidade do Rio de Janeiro na ocasião dos Jogos Olímpicos, este ano o mês de agosto coincidiu com o período de recesso escolar, alterado exatamente em função dos Jogos.

Foto: Diogo Tubbs/MHN

Ibram e México firmam parceria para mostra inédita no Brasil

IMG_6396O Ibram e o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México firmaram, nesta sexta-feira (8), acordo para trazer uma exposição inédita para o país. A mostra, Magia do Sorriso no Golfo do México será sediada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e faz parte da programação do Museu para as Olimpíadas.

A mostra é composta por um acervo de 114 itens, sendo 4 deles esculturas duplas, totalizando 118 objetos. Os objetos são esculturas de cerâmica encontradas em sítios arqueológicos na região de Remojadas, atual estado de Veracruz, no México. As figuras mais conhecidas de Remojadas são denominadas “sorridentes” (caritas sonrientes), por se tratarem de figuras com sorrisos abertos em rostos delineados. Em geral são estátuas de homens ou mulheres de rostos sorridentes, muitas vezes segurando instrumentos musicais como flautas, apitos e ocarinas. De algumas, restam apenas as cabeças sorridentes.

A Embaixada do México no Brasil foi responsável por organizar a exposição e atuou sempre na interlocução entre IBRAM e INAH. Para a Embaixadora do México no Brasil, Beatriz Paredes, a parceria é importantíssima. “Este acervo sairá do México para uma exposição no exterior pela primeira vez, o que sinaliza o potencial de estabelecimento de grandes parcerias no setor cultural entre Brasil e México, e reafirma a importância dada por ambos países ao sucesso desta exposição”, afirmou durante a reunião.

Durante os Jogos Olímpicos, o MHN sediará a Casa México, um parceria com a Embaixada do México no Brasil, o Consulado do México no Rio de Janeiro e o Comitê Olímpico Mexicano.

A exposição Magia do Sorriso no Golfo do México constituirá uma das principais atividades realizadas pelo Museu Histórico Nacional para o período dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, e será seguida por um calendário de palestras e atividades adicionais que está sendo organizado pelo museu.

Também estão programadas as mostras México 68-Rio 2016, que abordará o ambiente gráfico que constitui a marca das duas Olimpíadas e Frida e Eu, que se dirige ao público infantil de 5 a 10 anos para promover a compreensão da linguagem da arte moderna por meio da vida e obra da artista mexicana Frida Kahlo.

Para o diretor do MHN, Paulo Knauss, a relação entre Brasil e México e a cultura dos dois países vai estar muito bem representada no Museu, que também receberá mostras bem brasileiras. “O MHN vai receber também a exposição Guerra do Contestado, arte e história por Hassis que trata a história de um dos conflitos sociais mais violentos da história do Brasil que se desenvolveu entre 1912 e 1916 e Brasil na arte popular – 40 anos do Museu Casa do Pontal.”