Nota do Ibram sobre Operação Antiquários da Polícia Federal

Na manhã desta quarta-feira (18), servidores do Museu Imperial, unidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), acompanharam equipes da Polícia Federal no cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA).

A busca visou à apreensão de obras de arte que integram a Coleção Geyer, doadas em 1999 ao Museu Imperial/Ibram, cujo paradeiro está sendo investigado pela Policia Federal (RJ) desde 2014 -  ano em que morreu Maria Cecilia de Sampaio Geyer, viúva de Paulo Geyer, doadores da coleção.

A participação de técnicos do Ibram, a convite da Policia Federal, teve por objetivo assegurar a integridade dos bens culturais, a partir do acompanhamento e fiscalização das atividades de embalagem e transporte das peças.

Coube a eles o acompanhamento e fiscalização das atividades de embalagem e do próprio transporte a museus que ficarão com a custódia/guarda dos objetos apreendidos até o final das ações a cargo da Policia Federal e do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.

No total, 124 itens da coleção estão inseridos no Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos.

A Casa Geyer

Doada ao Museu Imperial pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer em abril de 1999, a Casa Geyer se tornou uma subunidade do museu petropolitano. O tombamento de sua coleção foi aprovado em 4 de dezembro de 2014, em Brasília- DF, durante a 77ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

A coleção reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras. Com o falecimento dos doadores, o Museu Imperial assumiu a coleção e a edificação que a abriga, localizada no Cosme Velho, aos pés do Cristo Redentor, tendo como objetivo principal torná-la espaço aberto ao público, cumprindo o desejo do casal.

Os futuros visitantes terão acesso a imagens do Rio de Janeiro real e imperial, seus logradouros, sua gente e natureza ali destacados. São 1.120 itens iconográficos produzidos por artistas de várias nacionalidades, 2.590 livros que enfatizam registros de viajantes e cronistas em terras brasileiras durante o século XIX.

Dentre os itens de arte decorativa, o total de objetos chega a 466, e é formado por quase 200 pinhas de cristal e vidro, móveis de madeira, em miniatura, trabalhados em marfim e a lanterna de prata que adornava a carruagem cerimonial de d. Pedro II, fazendo desse conjunto uma referência em nosso país.

A Coleção Geyer representa um fenômeno singular na história do Colecionismo nacional, pois é o resultado de uma meticulosa atividade de identificação, localização e captura de objetos de arte conduzida pelo gosto privilegiado de apreciadores das Belas Artes.  Assim, a Coleção Geyer é, ao mesmo tempo,um registro visual de um longo período da história nacional e um importante capítulo da história cultural brasileira contemporânea.

Texto: Ascom/Ibram

Memória do Mundo certifica candidaturas de 2015

O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO (MoWBrasil) selecionou dez candidaturas, dentre as trinta habilitadas apresentadas ao Comitê Nacional em atendimento a convocação do Edital do ano de 2015, para inscrição no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO.

Dentre as candidaturas selecionadas, destacamos a Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX), apresentada conjuntamente pela Casa Geyer e Museu Imperial; Partituras – Obras de Heitor Villa-Lobos (1901-1959), apresentadas pelo Museu Villa-Lobos e República e Positivismo: A Produção Intelectual da Igreja Positivista do Brasil, apresentado pela Igreja Positivista do Brasil (IPB), que contou com o apoio do Museu Casa de Benjamin Constant.

Na próxima quinta-feira (10), acontece uma cerimônia na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, para entrega do certificado de nominação no Registro Nacional do Brasil aos acervos nominados em 2015.

Memória do Mundo

O Programa Memória do Mundo, criado em 1992, é uma iniciativa do Ministério da Cultura em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e reconhece documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional. Seu objetivo é preservar e difundir amplamente esse acervo, buscando impedir que o patrimônio da humanidade seja esquecido. Além disso, o programa facilita a preservação desses documentos e seu acesso, contribuindo, assim, para despertar a consciência coletiva do patrimônio documental da Humanidade. Saiba mais.

Conselho do Patrimônio Cultural aprova tombamento da Coleção Geyer

A Coleção Geyer, doada ao Museu Imperial/Ibram pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, em 1999, teve seu tombamento aprovado hoje (4), no segundo dia da 77ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em Brasília (DF).

Detalhe de um dos aposentos da Casa Geyer no Cosme Velho

Detalhe de um dos aposentos da Casa Geyer no Cosme Velho (RJ)

A coleção reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras.

Com o falecimento dos doadores, o Museu Imperial, que fica em Petrópolis (RJ), assumiu a coleção e a edificação que a abriga, em uma área de 12 mil m², localizada no bairro do Cosme Velho, na capital fluminense. A casa, que deverá ser aberta ao público em 2015, será uma subunidade do Museu Imperial.

O objetivo maior, cumprindo assim o desejo do casal Geyer, é tornar o espaço aberto ao público, dando aos visitantes acesso a imagens do Rio real e imperial, seus logradouros, gente e natureza.

Memória nacional
São 1.120 itens iconográficos, produzidos por artistas de várias nacionalidades, e 2.590 livros que enfatizam registros de viajantes e cronistas em terras brasileiras durante o século XIX.

Dentre os itens de arte decorativa, o total de objetos chega a 466, estão cerca de 200 pinhas de cristal e vidro, móveis de madeira, em miniatura, trabalhados em marfim e a lanterna de prata que adornava a carruagem cerimonial de d. Pedro II, fazendo do conjunto referência nacional.

Para o diretor do Museu Imperial, Maurício Ferreira, ” a Coleção Geyer representa um fenômeno singular na história do colecionismo nacional. É o resultado de uma meticulosa atividade de identificação, localização e captura de objetos de arte conduzida pelo gosto privilegiado de apreciadores das belas artes”, afirma.

A doação de natureza cultural rendeu ao casal Geyer o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1999.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, ligado ao Iphan, avalia processos de tombamento e registro de bens culturais materiais e imateriais, sendo formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia, com um total de  23 conselheiros. O Ibram está representado no conselho pelo seu presidente, Angelo Oswaldo.

Leia mais sobre a reunião  do conselho, que aconteceu na sede do Iphan em Brasília, e conheça o Museu Imperial em Petrópolis.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram