Museus da rede Ibram em três estados iniciam obras de requalificação

Tiveram início nesta semana as obras de recuperação emergencial do Museu das Missões, que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em São Miguel das Missões (RS), após tornado que atingiu o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo no primeiro semestre deste ano – causando danos à estrutura e acervo do museu.

Operários cercam área do Museu das Missões onde haverá obras emergenciais

Operários cercam área do Museu das Missões para obras emergenciais

Na parte arquitetônica, a empresa responsável pela obra iniciou a montagem de tapumes para isolar o Pavilhão Lucio Costa e a Casa do Zelador durante as obras. A cobertura da Sacristia Velha também será restaurada.

Com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na ordem de R$ 1,6 milhão, o prazo para a conclusão dos trabalhos das obras emergenciais é de aproximadamente três meses, com possibilidade de prorrogação, caso seja necessário, para a devolução do museu ao seu projeto original.

Projetado em 1940 pelo arquiteto Lucio Costa (1902-1998), o Museu das Missões é parte de sítio arqueológico considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Reunindo representativa coleção pública de imagens sacras e fragmentos missioneiros do Mercosul, exibe ao público uma coleção da arte barroca elaborada pelos índios guarani nas reduções jesuíticas (séculos XVI e XVII).

Obras em MG e RJ
Outro museu da rede do Instituto Brasileiro de Museus que iniciou esta semana um processo de restauração integral foi o Museu Regional de Caeté, em Minas Gerais (MG).

A diretora do museu B.Constant com o presidente do Ibram em recente visita

A diretora do museu B.Constant, Eliane Carrilho, com Marcelo Araujo, presidente do Ibram, em recente visita ao museu antes do início das obras

A intervenção física será realizada com o intuito de preservar as características estruturais, formais e estéticas do museu, situado em antigo sobrado de fins do século XVIII, na cidade de Caeté, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1950.

O prazo previsto para a execução dos serviços será de 12 meses e o custo é de aproximadamente R$ 2,7 milhões. Saiba mais.

Já a primeira fase das obras de restauração no Museu Casa de Benjamin Constant, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), também já iniciadas, envolvem dois prédios históricos: a casa onde morou Benjamin Constant e a sede administrativa, a “casa amarela” – construídos nos séculos XIX e XX, respectivamente. Para esta primeira fase estão sendo investidos recursos de R$ 2,1 milhões por parte do Ibram.

O museu, que fica no bairro carioca de Santa Teresa, estará aberto ao público até o dia 30 de dezembro e sem data prevista para a reabertura.

Além desses museus, há atualmente obras em andamento no Museu Victor Meirelles, em Florianópolis (SC), e processos licitatórios para requalificação do Museu Regional de São João del-Rei (MG), Museu Casa Histórica de Alcântara (MA) e Museu Casa da Hera (RJ).

Atualmente, o Ibram conta com 29 museus federais sob sua gestão. Conheça os museus da rede Ibram.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Museu das Missões e Museu Casa de Benjamin Constant/Divulgação

Memória do Mundo certifica candidaturas de 2015

O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO (MoWBrasil) selecionou dez candidaturas, dentre as trinta habilitadas apresentadas ao Comitê Nacional em atendimento a convocação do Edital do ano de 2015, para inscrição no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO.

Dentre as candidaturas selecionadas, destacamos a Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX), apresentada conjuntamente pela Casa Geyer e Museu Imperial; Partituras – Obras de Heitor Villa-Lobos (1901-1959), apresentadas pelo Museu Villa-Lobos e República e Positivismo: A Produção Intelectual da Igreja Positivista do Brasil, apresentado pela Igreja Positivista do Brasil (IPB), que contou com o apoio do Museu Casa de Benjamin Constant.

Na próxima quinta-feira (10), acontece uma cerimônia na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, para entrega do certificado de nominação no Registro Nacional do Brasil aos acervos nominados em 2015.

Memória do Mundo

O Programa Memória do Mundo, criado em 1992, é uma iniciativa do Ministério da Cultura em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e reconhece documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional. Seu objetivo é preservar e difundir amplamente esse acervo, buscando impedir que o patrimônio da humanidade seja esquecido. Além disso, o programa facilita a preservação desses documentos e seu acesso, contribuindo, assim, para despertar a consciência coletiva do patrimônio documental da Humanidade. Saiba mais.

Museus da República e Benjamin Constant celebram a pátria

Para celebrar o Dia da Bandeira, comemorado no dia 19 de novembro, e em diálogo com o data da Proclamação da República (15), o Museu Casa de Benjamin Constant e o Museu da República, ambos no Rio de Janeiro (RJ), promovem programação conjunta no dia 17 (domingo).

Batizada de Amor, a ação destaca a palavra que integrava o lema positivista inspirador da criação da República – “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”, que acabou ficando de fora da bandeira nacional, que exibe apenas os conhecidos “Ordem e Progresso”.

Quadro A Pátria (1919), de Pedro Bruno, integra acervo do Museu da República

Quadro A Pátria (1919), de Pedro Bruno, integra acervo do Museu da República

A programação tem início às 14h, no Museu Casa de Benjamin Constant, com a abertura da exposição Amor, que traz intervenções artísticas de Jards Macalé, Adriana Eu, Anna Linnemann, Ana Miguel, Alberto Saraiva, Carlos Contente, Cláudia Elias, Cláudia Hersz, Coletivo Anônimo, Davi Ribeiro, Elisa Castro, Jozias Benedicto, Joana Cseko, Léo Aires e Xico Chaves, que vão interagir com o acervo do museu e tem curadoria de Isabel Portella.

Às 16h, no Museu da República, acontece a oficina Crianças e suas bandeiras, seguida de uma enquete: “Você colocaria a palavra ‘Amor’ na bandeira brasileira?”.

História
Adotada em 1889, ano em que a República do Brasil foi proclamada, a atual bandeira nacional foi concebida por Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos e Manuel Pereira Reis. Foi desenhada por Décio Vilares e inspirada na antiga bandeira do Império, esta desenhada pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret. Foi apresentada e proposta por Benjamin Constant, um dos principais articuladores do levante republicano.

O quadro A Pátria (1919), de Pedro Bruno, que pertence ao acervo do Museu da República, e cuja réplica encontra-se na Casa de Benjamin Constant, retrata as filhas e esposa de Constant sentadas ao chão e tecendo aquele que seria o símbolo máximo da República do Brasil. Saiba mais sobre o quadro.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação