Ibram distribuirá impresso para museus fora dos grandes centros urbanos

Após duas edições sem produzir material impresso para divulgar a Semana de Museus, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) optou por imprimir e distribuir cartazes para as instituições inscritas na 16ª edição do evento, que acontece em todo o Brasil de 14 a 20 de maio, e estão localizadas fora dos grandes centros urbanos.

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Em 2016, por questões relativas à sustentabilidade tanto ambiental quanto financeira, o Ibram deixou de produzir e enviar materiais impressos aos participantes, substituindo-os por um kit de divulgação digital.

“Durante a 13ª Semana de Museus, em 2015, com o tema Museus para uma sociedade sustentável, algumas instituições questionaram o impacto ambiental desta ação – especialmente a emissão de poluentes e produção de lixo”, explica Ana Lourdes Costa, coordenadora de Promoção e Gestão da Imagem Institucional do Ibram.

No ano seguinte, a pesquisa da 14ª Semana de Museus demonstrou que 74,09% dos museus participantes aprovaram a substituição.

“Contudo, sabemos da importância do material impresso, especialmente para museus de pequeno porte fora dos grandes centros urbanos. Por isso, optamos por voltar a reimprimir apenas os cartazes e em menor quantidade, gerando assim um impacto ambiental menor”, conclui a coordenadora.

O envio dos cartazes acontecerá após o fim das inscrições para a Semana de Museus 2018 – que segue até o dia 12 de março na página de Eventos do Ibram. O Guia da Programação, com todas as atividades da 16ª Semana de Museus, continuará em formato digital.

O tema desta edição é Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos. Museus, centros de memória e cultura podem participar da temporada de eventos. As inscrições são gratuitas e a programação é de responsabilidade de cada instituição.

Outras informações podem ser obtidas pelo endereço eletrônico semana@museus.gov.br.

MHN apresenta exposição ´Cartazes de viagem, 1910-1970 Coleção Berardo´

O Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), exibe, até 17 de janeiro de 2016, a mostra Cartazes de viagem, 1910-1970 Coleção Berardo. Com curadoria de Marcio Alves Roiter, do Instituto Art Déco Brasil, e de Paulo Knauss, diretor do MHN, a exposição faz parte do evento Rio como Destino.

Divulgação www.riocomodestino.com.br

Divulgação www.riocomodestino.com.br

A mostra traz 40 cartazes, que levaram 40 anos para serem reunidos. Encontrados em leilões e galerias de arte de diversos pontos do mundo, sobretudo Paris, Londres e Nova York, os exemplares pertencem à Coleção Berardo e retratam o período em que o Rio de Janeiro foi porta de entrada da América Latina para os viajantes que vinham da Europa e dos Estados Unidos.

Para conquistar cada vez mais novos turistas, as companhias marítimas e aéreas usavam a beleza da cidade como artifício: contratavam artistas para pintar paisagens maravilhosas em cartazes divulgados mundo afora.

Nas primeiras décadas do século 20, muitos cartazes e cartões-postais foram produzidos para levar o espírito do Rio para outras cidades e países.  “Eram companhias estrangeiras, na maioria, com a exceção da Panair e da Varig, vendendo o Rio para viajantes. Isso fica claro nos diferentes idiomas utilizados nos cartazes, que nem sempre acompanham a origem da companhia aérea ou marítima”, explicou Marcio Alves Roiter, curador da mostra.