Exposição reúne obras de Portinari e Segall sob o olhar de Mario de Andrade

mario_e_seus_dois_pintoresO Museu Chácara do Céu/Ibram, no Rio de Janeiro, inaugurou na quarta-feira (27), a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, que homenageia o escritor falecido há 70 anos e celebra mais de duas décadas de admiração e amizade entre Mário de Andrade e os dois artistas.

A curadora da exposição, Anna Paola Baptista, priorizou na seleção as obras e o pensamento de Mário de Andrade.

“Escolhi obras que ele tivesse comentado, para bem ou para mal, ou, na falta de uma obra específica, uma obra que simbolizasse aquele período da carreira do artista que Mário estivesse tratando, para ficar como se fosse uma exposição em que o próprio escritor era, digamos, o curador. As obras são acompanhadas, cada uma tem uma frase ou um comentário sobre ela”, diz Anna Paola.

Entre os destaques da exposição, os dois retratos de Mário, um pintado por Segall (1927), outro por Portinari (1935) reforçam as diferenças de estilo entre ambos. Segundo o próprio escritor, Segall teria revelado seu lado mais sombrio, sua parte diabólica, enquanto que Portinari teria revelado seu lado angelical.

As 50 obras apresentadas, 25 de cada artista, são provenientes de várias instituições e de acervos de colecionadores e foram produzidas entre 1913 e 1943. O olhar de Andrade sobre as obras de Segall e Portinari rendeu catálogos de exposições, críticas e artigos, reunidos no Instituto de Estudos Brasileiros (IED) da Universidade de São Paulo (USP). Também fazem parte da mostra, entre outras telas, Mestiço (1934), Colona sentada (1935) e A Barca (1941), de Portinari, e Os eternos caminhantes (1919), Bananal (1927) e Pogrom (1937), de Segall.

A exposição fica aberta até 27 de julho no Museu Chácara do Céu e, no início de agosto, seguirá para o Museu Lasar Segal/Ibraml, em São Paulo (SP). Conheça o Museu Chácara do Céu.

Texto e imagem: Divulgação Chácara do Céu

MNBA abre mostra com obras restauradas de Candido Portinari

65 obras restauradas do pintor Candido Portinari (1903-1962) poderão ser vistas pelo público no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), localizado no centro do Rio de Janeiro, a partir do dia 2 de julho, com entrada franca.

Estudo para retrato de Thaís Melo

Estudo para retrato de Thaís Mello Lima de Portinari

A exposição Candido Portinari doação Finep  traz 65 quadros restaurados do pintor que fazem parte das 222 obras doadas ao museu em janeiro deste ano pela Financiadora de Estudos e Projetos (hoje Finep – Inovação e Pesquisa), quando o MNBA comemorou 77 anos.

A exposição, que tem abertura no dia primeiro de julho, às 19h, está montada em quatro núcleos temáticos: Retratos, Social, Religioso e Ilustração, onde há trabalhos, por exemplo, realizados para ilustrar livros de Machado de Assis (O alienista e Memórias póstumas de Braz Cubas, por exemplo).

Até 14 de setembro, também serão exibidos os estudos e desenhos para murais da Igreja de São Francisco de Assis, situada na Pampulha, em Belo Horizonte (MG), e projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Outros destaques da mostra são os trabalhos para os ciclos econômicos dos painéis do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e para jogos infantis, assim como as matrizes de gravuras de personagens históricos, como o inconfidente Tiradentes.

Doação e recorde
As 222 obras do artista agregadas ao acervo do MNBA, que conta com mais de cinco mil obras espalhadas pelo mundo, se deu graças à doação da Finep. Com o aporte, o museu passou a ser a instituição museológica com maior número de obras de Portinari, somando 243 itens do artista nascido em Brodowski (SP).

Nesta conta, incluem-se outros trabalhos que já pertenciam ao acervo do museu, como as obras Café, retrato de Olegário Mariano, além da tela Primeira Missa no Brasil, pintada em 1948, no Uruguai, e adquirida, em janeiro de 2013, pelo Ministério de Cultura (MinC). Saiba mais sobre o MNBA.

Texto e imagem: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram
Última atualização: 7.7.2014

Matérias relacionadas
Finep doa obras de Portinari para o Museu Nacional de Belas Artes no RJ
Instituto Chico Mendes doa quatro obras de Candido Portinari para MNBA
Painel de Portinari adquirido pelo Ibram já está no Museu de Belas Artes

Ministra da Cultura pensa em centro de restauração para museus federais

Nesta segunda (5), a Ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, visitaram no Museu do Louvre, em Paris, o trabalho da restauradora brasileira Regina Costa Pinto Moreira – baiana que trabalha há mais de 40 anos para o museu mais visitado do mundo.

A ministra e Angelo Oswaldo (dir.) em visita ao Museu do Louvre

A ministra e Angelo Oswaldo (dir.) em visita ao Museu do Louvre

“É um trabalho inspirador e nós devemos focar em um Centro de Restauração para os museus federais nos moldes do Louvre. É uma forma interessante de se trabalhar”, destaca a ministra.

A ideia é montar um Centro Referencial de Restauração Nacional com um laboratório para fazer um exame das obras e definir o trabalho que deve ser realizado em cada peça. A contratação da restauração é feita por obra por meio de licitação.

“A intenção é conjugar recursos públicos e privados para se manter um grande programa de restauração e conservação de obras”, explica Angelo Oswaldo. No Louvre, cerca de 1,6 mil obras são restauradas anualmente.

A visita ao Louvre faz parte da viagem oficial da ministra à França, onde participa da abertura da exposição dos painéis Guerra e Paz, do pintor brasileiro Candido Portinari, no Grand Palais, no dia 6. A exposição será aberta ao público no dia 7 e conta com peças de acervos de museus Ibram. Saiba mais.

Durante a visita, a ministra foi recebida ainda pelo diretor do museu Jean-Luc Martinez. O diretor ressaltou que os brasileiros estão entre os que mais visitam o Louvre – cerca de 370 mil por ano. Continue lendo.

Texto: Priscila Costa e Silva / Ascom MinC
Foto: Fernanda Peruzzo
Edição: Ascom/Ibram

Obras de museus Ibram integram exposição de Portinari na França

Embarcou nesta quinta-feira (1º), rumo a Paris (França), um conjunto de obras pertencentes aos acervos do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e das duas unidades que formam os Museus Castro Maya – todos vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

As obras irão compor a exposição Guerre et Paix, de Portinari: un chef-d’œuvre brésilien pour l’ONU (Guerra e Paz, de Portinari: uma obra-prima brasileira para a ONU), que será inaugurada na quarta-feira (7), no Grand Palais de Beaux-Arts, na capital francesa.

estudos-guerra-e-paz

37 estudos preparatórios para os painéis “Guerra e Paz”, produzidos por Portinari, serão exibidos

A exposição marca o início da itinerância internacional do projeto, que oferece a oportunidade rara de ver de perto os dois painéis concebidos por Cândido Portinari (1903-1962) nos anos 1950 como doação do governo brasileiro à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA).

Esboços e montagem
Instalados no hall de entrada da Assembleia Geral da ONU – local fechado ao público – em 1957, os dois painéis medem 14m x 10m e foram produzidos em nove meses de trabalho após quatro anos de estudos preparatórios, durante os quais Portinari produziu cerca de 180 esboços. Sob a guarda do MNBA e dos Museus Castro Maya, 37 deles serão exibidos na mostra.

Realizada a partir de entendimento firmado em dezembro de 2012 pela presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e pelo presidente da França, François Hollande, a exposição já está em estágio avançado de montagem. Os dois painéis de Portinari já se integram às estruturas do Grand Palais, um dos espaços expositivos mais visitados da capital francesa.

“Será uma grande honra para o Museu Nacional de Belas Artes participar com parte do seu acervo da mostra, em Paris. Esta ação requalifica os nossos acervos internacionalmente”, celebrou a diretora do museu, Mônica Xexéo. Funcionários do MNBA e dos Museus Castro Maya acompanharam todo o embarque e percurso das obras até o local da exibição.

Itinerância
A exibição dos painéis Guerra e Paz e parte de seus estudos preparatórios na Europa acontece quatro anos após o início da itinerância nacional do projeto, que passou por Rio de Janeiro (RJ) – onde além de exibidos, os painéis passaram por restauro aberto à visitação pública –, São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), atraindo sempre grande visitação.

Além dos painéis e dos esboços, a exposição exibirá conteúdo audiovisual através do Carroussel Raisonné, sistema de projeções com tecnologia inovadora que oferece uma visão completado trabalho de Candido Portinari. A mostra ainda apresenta uma sala de projeção onde são mostrados vídeos do acervo do Projeto Portinari e uma videoprojeção feita sobre os painéis evidenciando a gênese da obra.

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, que cumprem missão oficial na França entre os dias 3 e 9 de maio, participarão da inauguração da mostra, que tem entrada gratuita e segue em cartaz até 9 de junho. Ao final da itinerância internacional, os painéis serão devolvidos à sede da ONU em grande evento intitulado The Second Unveiling. Saiba mais sobre a exposição.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação

Ministra da Cultura abre novas exposições no Museu Nacional de Belas Artes

Neste sábado (20), às 11h, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, participa da cerimônia de abertura das exposições Quando o Brasil Amanhecia – A Primeira Missa no Brasil vista por Victor Meirelles e Candido Portinari e Portinari e os painéis da Capela Mayrink, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ). A cerimônia também contará com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O painel de Portinari fica em exposição até 5 de junho no MNBA

Essa será a primeira vez que a obra A Primeira Missa no Brasil, executada por Portinari, será exibida ao público. Com dimensões de 271 cm X 501 cm, a tela foi produzida em 1948 para a sede do Banco Boa Vista e foi adquirida, no final de 2012, pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). Saiba mais.

Na exposição, o público poderá ver também o quadro de Victor Meirelles (tela com 270 cm x 357 cm, realizada entre 1858 e 1860), que foi inspirado na carta de Pero Vaz de Caminha, e retrata o mesmo momento histórico. Também serão exibidos estudos, fotos, documentos e objetos que ajudam a contextualizar as criações das duas obras.

A mostra, em cartaz até 5 de junho, dará oportunidade ao público de comparar duas escolas de pintura: o Romantismo acadêmico de Victor Meirelles (1832-1903) em contraposição à liberdade modernista de Candido Portinari (1903-1962).

Capela Mayrink

Painel de Nossa Senhora do Carmo é uma das obras da Capela Mayrink

Em simultâneo a abertura da exposição Quando o Brasil Amanhecia, outras quatro obras de Cândido Portinari, doadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) ao MNBA/Ibram, também serão exibidas ao público.

Portinari e os painéis da Capela Mayrink apresenta as obras Nossa Senhora do Carmo, São João da Cruz, São Simão Stock e Purgatório, realizadas pelo artista em 1944 para adornar o interior da Capela Mayrink – localizada no Parque Nacional da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, propriedade do ICMBio. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação MNBA

 

Instituto Chico Mendes doa quatro obras de Candido Portinari para MNBA

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) recebeu a doação de quatro obras de Cândido Portinari (1903-1962) que pertenciam ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA).

Pintura de Nossa Senhora do Carmo, de Candido Portinari, é uma das obras doadas

As obras Nossa Senhora do Carmo, São João da Cruz, São Simão Stock e Purgatório foram realizadas em 1944 para adornar o interior da Capela Mayrink, localizada no Parque Nacional da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, por encomenda de Raymundo Ottoni de Castro Maya para atender a projeto de reforma realizado na Floresta da Tijuca – propriedade do ICMBio.

Agora cabe ao Ibram, como donatário, confeccionar reproduções fotográficas das obras de arte, em tamanho natural, para que fiquem expostas na Capela Mayrink, no lugar das obras de arte originais. Caberá ao ICMBio a instalação das reproduções no espaço expositivo da Capela.

Ainda não há data para a exposição dos quadros. As quatro peças se somam a outras mais de 7.600 incorporadas pelo MNBA nos últimos 10 anos.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação MNBA

Publicação sobre museus e exposições marcam semana na Câmara federal

Lançada no dia 3 de julho, em Brasília, a publicação Legislação sobre Museus é um dos primeiros frutos do acordo de cooperação técnica firmado entre a Câmara dos Deputados e o Instituto Brasileiro de Museus, no final do ano passado.

O livro foi entregue ao presidente do Ibram, José do Nascimento Jr., durante evento de inauguração das duas primeiras exposições da série Retratos da Brasilidade, na Câmara federal, que começa com a exibição inédita em Brasília do quadro Primeira Missa no Brasil, de Victor Meirelles, e da série Cenas Brasileiras, de Cândido Portinari.

Legislação sobre Museus, que já está disponível online, reúne leis, normas, acordos e diretrizes relativas aos museus e à profissão de museólogo. Entre eles estão o Estatuto de Museus, a lei de criação do Ibram, e a que regulamenta a profissão de museólogo, e a Declaração de Santiago - que completa 40 anos em 2012 e foi escolhida como tema do 5º Fórum Nacional de Museus.

Durante a solenidade, o presidente do Ibram lembrou que o Estatuto de Museus, que está em fase final de regulamentação, “é uma grande conquista e também resultado do trabalho dos parlamentares”.

Meirelles e Portinari
Pintado por Victor Meirelles entre 1858 e 1860, Primeira Missa no Brasil faz parte do acervo permanente do Museu Nacional de Belas Artes (Ibram/MinC), no Rio de Janeiro. Além do quadro, a exposição em Brasília traz outros trabalhos do autor e uma imagem rara do artista. Saiba mais.

Também compondo a série Retratos da Brasilidade estão obras de Cândido Portinari que pertencem ao acervo do Banco Central. Os quadros, pintados entre 1954 e 1956, relacionam-se com a história do país.

A visitação às duas exposições é diária, das 9h às 17h, e poderá ser feita até 16 de setembro, no Salão Nobre e Salão Negro da Câmara dos Deputados. Outras informações:  (61) 3216.1768/1772.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação