Museu da Inconfidência inaugura mostra sobre a influência chinesa no barroco mineiro

Igreja de Santa Efigênia - Eduardo Tropia

Igreja de Santa Efigênia

O Museu da Inconfidência/Ibram, em Ouro Preto (MG) inaugura nesta sexta-feira (31) a mostra Barroco X Chinesice – A influência chinesa no Barroco Mineiro – Fotografias e Objetos. A Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I, receberá objetos do acervo e de coleções particulares, bem como fotografias do mineiro Eduardo Tropia, com o objetivo de analisar a presença da China no Brasil por meio de diferentes manifestações artísticas, entre fins do século XVI a início do século XIX, período em que o Barroco estampava os retábulos sacros, as pinturas, as esculturas e o mobiliário, revelando costumes da vida social de uma “elite” conduzida pelo comércio colonial português.

Os elementos decorativos de origem chinesa observados em diversas igrejas de Minas Gerais, como Ouro Preto, Ouro Branco, Sabará e Tiradentes, inspiraram o processo criativo de Tropia, que utilizou a sobreposição de imagens em uma proposta contemporânea, colocando em destaque os motivos orientais manifestados nas suas fotografias. Em 2016, um dos principais trabalhos que integram a mostra, que utiliza a imagem da Igreja de Santa Efigênia de Ouro Preto como suporte, representou o Brasil na 6th Jinan International Photography, bienal de fotografia da China, com o tema O retorno à sabedoria oriental. A visitação é gratuita e ocorrerá de terça a domingo, das 10 às 18h, até o dia 30 de abril.

Texto: Ascom Museu da Inconfidência
Foto: Eduardo Tropia (Divulgação Museu da Inconfidência)

Festival Música Barroca terá atividades no Museu Casa Histórica de Alcântara

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Grupo cubano Ars Longa

De 16 a 22 de julho, cerca de 40 artistas nacionais e internacionais participarão do IV Festival de Música Barroca de Alcântara, que será realizado em quatro municípios no Maranhão. Com o tema O Brasil Musical no Tempo dos Jesuítas, a programação inclui concertos, ações pedagógicas e sociais e um seminário sobre integração social e música erudita.

O Festival começa em Bacabeira, na quinta-feira (16), com apresentações na Escola Municipal Raimundo Aquino Macedo e na Igreja Imaculada Conceição. No dia seguinte, a programação acontecerá no município de Rosário, com ações no auditório da Secretaria Municipal de Educação e na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário.

Nos dias 18 e 19, o festival segue para Alcântara com apresentações no Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA/Ibram), e na Igreja Nossa Senhora do Carmo.

Parceiro do evento desde a sua primeira edição, este ano o Museu Casa Histórica de Alcântara receberá os grupos Bumba Ópera (Maranhão), Paraguay Barroco (Paraguai) e o Ars Longa (Cuba), composto por músicos graduados em conservatórios de Havana e do Instituto Superior de Arte. O grupo dedica-se ao estudo e pesquisa de diferentes períodos e estilos musicais, da Idade Média ao Barroco.

Para a diretora museu, Karina Waleska, além de valorizar a história do município, a iniciativa promove a formação de plateia. “O festival é bem recebido pela população alcantarense e tem despertado o interesse dos jovens, especialmente os que estudam na escola de música municipal, uma vez que já são integrados ao festival com algumas apresentações. Assim, o festival de música barroca se fortalece a cada ano no município e já integra o calendário cultural de Alcântara”.

O evento segue para São Luís nos dias 20, 21 e 22, com atividades programadas em diversos locais da capital maranhense. Todas as atividades do Festival têm entrada franca. Saiba mais sobre a programação do IV Festival de Música Barroca de Alcântara.

Museu Histórico Nacional completa 90 anos com programação especial no RJ

Sediado no Rio de Janeiro (RJ) e vinculado ao Ibram/MinC, o Museu Histórico Nacional (MHN) completa 90 anos de existência no dia 2 de agosto.

Para celebrar a data, o MHN preparou uma programação especial que inclui exposição temática e o lançamento de selo e carimbo comemorativos, além de aplicativo multimídia.

Museu Histórico Nacional – 90 Anos de Histórias, será aberta no dia 2, às 18h30, com a participação da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do presidente do Ibram, José do Nascimento Jr., e da diretora do MHN, Vera Tostes.

A exposição revela a trajetória da instituição, criada em 2 de agosto de 1922, pelo Presidente Epitácio Pessoa, no âmbito da Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil.

Dividida em módulos temáticos, a mostra apresenta 350 peças representativas do acervo do museu, incluindo a primeira peça incorporada à coleção – uma casaca de senador da época do imperador D. Pedro II – e a mais recente, um uniforme de gari doado pela Comlurb.

A partir da exposição, o visitante terá a oportunidade de conhecer melhor a trajetória do MHN: a formação do acervo, que hoje reúne cerca de 350 mil itens, e as iniciativas pioneiras – como a criação da primeira escola de Museologia do país e do primeiro serviço federal de proteção ao patrimônio nacional.

Selo e aplicativo

Fotografia da Capela da Jaqueira em Recife (PE)

No dia 2 de agosto, também parte da programação dos 90 anos do MHN/Ibram,  a exposição Arte Barroca e Rococó no Brasil – fotografias de Alex Salim será aberta ao público. O fotógrafo mineiro selecionou 42 imagens para a exposição que representam uma síntese da produção artística brasileira do ciclo barroco-rococó.

Durante a abertura, serão lançados o selo e o carimbo comemorativos dos 90 anos do MHN produzidos pelos Correios. Foram produzidos, sob encomenda, 12 mil exemplares, que estarão à venda na loja do museu.

O MHN vai lançar ainda aplicativo gratuito e disponível para iPhone, iPad e iPod Touch, com vasto conteúdo multimídia (áudio, fotos e vídeos). O aplicativo estará disponível para download via internet. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação MHN
Última atualização: 1º de agosto de 2012

Museu Regional de São João del-Rei exibe peças do período colonial brasileiro

Fragmento de retábulo do Século XVIII está em exposição

O Museu Regional de São João del-Rei/Ibram abre ao público, entre 11 de maio e 30 de setembro, a exposição Mestres, Artífices, Oficiais e Aprendizes – a Escultura e a Talha nos Séculos XVIII e XIX. Ela pode ser visitada diariamente, no horário das 9h às 18h, à Rua Marechal Deodoro, nº 12, Centro.

A coleção do museu reúne fragmentos de retábulos, pilastras, colunas, imagens e peças de mobiliário, esculpidas e entalhadas em madeira, que fazem referência à arte colonial brasileira dos períodos Barroco e Rococó.

Introduzido no Brasil no início do século XVII por missionários católicos, como instrumento de doutrinação cristã, o Barroco nos deixou um legado importante relacionado à arte sacra. As peças entalhadas e cobertas por folhas de ouro apresentam decoração cujo tema são as folhas de parreira e de acanto, espalhando-se, e cobrindo todo o conjunto, em perfeita harmonia com anjos e aves entre outros.

A exposição apresenta o trabalho de mestres, artífices, oficiais e aprendizes que se apropriaram da arte erudita européia. São escultores que evoluíram tecnicamente no exercício de seus ofícios, e que através da singularidade de seus estilos como Antonio Francisco Lisboa, conhecido pela alcunha de Aleijadinho, tornaram-se mundialmente conhecidos.

Texto e imagem: Divulgação MRSJDR