Mestres da arte gráfica italiana no MNBA a partir do dia 10

Giovanni Batista Piranesi (La caduta di Fetone, 1747 - 1749)

Giovanni Batista Piranesi (La caduta di Fetone, 1747 – 1749)

Uma  oportunidade ímpar  para conhecer o processo de criação de alguns dos maiores nomes da história da arte, os métodos e os processos de criação de uma gravura, de poder analisar uma obra de arte, muitas delas acompanhadas de suas respectivas matrizes, as refinadas técnicas e os temas utilizados pelos artistas. É o que aguarda os visitantes da exposição Mestres da Arte Gráfica Italiana, que o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) abre em 10 de novembro.

São 51 trabalhos de artistas como Salvator Rosa,  Marcantonio Raimondi até Giovanni Battista Piranesi, Fillippo Palizzi, chegando até Giorgio Morandi, Carlo Carrá, Pietro Consagra, Carla Accardi,  uma das primeiras gravadoras,  Giovanni Folo, e Giovanni Volpato, entre outros, compondo um belo painel de refinada pesquisa criativa e técnica desta expressão artística italiana.

As obras pertencem à coleção da Calcoteca do Instituto Central para a Gráfica, em Roma, que concentra centenas de milhares de estampas e desenhos, fotografias, e vídeos de artistas. É um dos maiores acervos artísticos do mundo sendo que este valiosíssimo segmento aporta pela primeira vez no Brasil.

A mostra reúne matrizes de cobre gravadas pelos maiores artistas italianos e documenta de maneira inédita um percurso de 500 anos da arte daquela cultura, mais precisamente desde 1528, ou seja, da Renascença ao contemporâneo. Com isso se descortina a chance de conhecer, junto às famosas obras finais -  as gravuras expostas -, as preciosas chapas trabalhadas diretamente pelas mãos dos artistas,  em técnicas como:  buril à água-forte,  da ponta seca à água-tinta.

Discorrendo sobre a exposição Maria Antonella Fusco,  diretora do Instituto Central para a Gráfica, afirma que “A matriz,  vê, assim, exaltado o seu papel de grande metáfora da operação artística, desde a sua ideação até à produção, a réplica”.  Por outro lado,  prossegue Antonella Fusco,  “Expor matrizes, convidar à leitura delas, é, portanto, uma ousada operação do ponto de vista intelectual,  uma ousada operação do ponto de vista intelectual, refinada,  que requer do público uma coragem particular, certamente uma capacidade de ser um expectador inovador e curioso sobre imagens e técnicas”.

A mostra “Mestres da Arte Gráfica Italiana”  já passou por Nova York,  Suiça e Buenos Aires num projeto que integra as comemorações do Ano da Itália para a América Latina e é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores e a Cooperação Internacional da Itália.

Texto: Ascom MNBA

Exposição: “Mestres da Arte Gráfica Italiana”
Período:  11 de novembro até 31 de janeiro de 2016.
Visitação:  terça/sexta de 10h às 18h;  sábado, domingo e feriado de 12h às 17h.
Ingresso:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família(para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.  Grátis aos domingos.
Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199
– Cinelândia
Tel:  (21) 3299-0600.

www.mnba.gov.br ou  www.facebook.com/MNBARio

Exposição no MNBA traz influências e legado da Itália para a arte brasileira

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura no dia 26 de junho, às 19h, a exposição Artistas brasileiros na Itália. A exibição segue até 26 de agosto.

Gravura de Iberê Camargo, realizada em 1959, faz parte da mostra

Elaborada a partir da coleção de arte brasileira do MNBA, a mostra proporciona uma fruição e reflexão a respeito do fazer artístico dos séculos XIX, XX, alcançando até o século XXI, a partir de experiências estéticas vivenciadas por um grupo de artistas que assimilou a cultura italiana na construção de seu legado artístico.

Por detrás deste cenário – são cinco salas expositivas com cerca de 97 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras – estão obras de 38 artistas brasileiros, cujo recorte de sua produção, selecionada pelos curadores, oferece uma análise sobre o fascinio que a Itália exercia sobre os artistas brasileiros.

A exposição repassa os meandros da convivência entre a então Academia Imperial de Belas Artes (cujo acervo foi herdado pelo MNBA) e instituições italianas como Academia San Lucca, em Roma, ou com os ateliês particulares, aqui pontuando os de Minardi e Cansoni.

Outra questão desenvolvida na exposição Artistas brasileiros na Itália abrange as premiações, enfocando o universo dos prêmios de viagem que os artistas de destaque recebiam para aprimorar estudos em Roma, um forte centro formador de arte no século XIX, eixo que, contudo, migrou para Paris no início do século seguinte.

A mostra reúne nomes como Vitor Meireles, Agostinho da Mota, João Zeferino da Costa, Rodolfo Bernardelli, José Pancetti, Carlos Oswald, Bruno Giorgi, Maria Bonomi, Iberê Camargo e Darel, dentre outros. O evento compõe o Momento Itália-Brasil. Saiba mais.

Texto e foto: Divulgação MNBA

Museu Imperial abre mostra de artistas italianos no Brasil do século XIX

Como parte das comemorações do Momento Itália-Brasil 2011-2012, o Museu Imperial/Ibram apresenta a exposição Artistas Italianos no Brasil Imperial. Com pinturas, gravuras, joias, esculturas, livros e objetos, entre outras peças, a mostra expõe obras de artistas da península itálica que vieram ao Brasil e/ou retrataram aspectos brasileiros durante o século XIX.

A exposição será inaugurada às 15h30 do dia 16 de março, data em que são comemorados os 69 anos da inauguração do Museu Imperial e o aniversário da cidade de Petrópolis. A exposição permance aberta até 5 de agosto – de terça-feira a domingo, das 11h às 18h, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Imperial.

Com curadoria de Maurício Vicente Ferreira Jr., diretor do Museu Imperial, a exposição apresenta 31 obras de autores consagrados, como Nicolao Fachinetti, Edoardo de Martino e Alessandro Cicarelli, e desconhecidos do grande público, dentre eles Natale Schiavoni, Umberto Cavina, Giovanni Pagani e Carlo Ferrario.

Na mostra, destacam-se ainda obras do príncipe-artista Luigi di Borbonne, o conde d´Áquila, príncipe das Duas Sicílias e cunhado do imperador d. Pedro II. Também é possível conferir as charges políticas de Angelo Agostini, editor de célebres jornais ilustrados da segunda metade do século XIX.

“É uma oportunidade para conhecer a contribuição de artistas da península itálica ao panorama cultural da corte do Rio de Janeiro durante a segunda metade do século XIX, influência intensificada após o casamento do imperador d. Pedro II com d. Teresa Cristina, princesa do Reino de Nápoles e Duas Sicílias, em 1843”, afirma Maurício Ferreira. Saiba mais.

Fonte: Divulgação Museu Imperial