Intercâmbio Brasil-França: participante tem artigo publicado pelo Museu Paulista

O periódico Anais do Museu Paulista, revista científica de Artes da Universidade de São Paulo (USP), publicou, na edição de dezembro de 2016, artigo intitulado “Debret, professor de desenho: gravuras inéditas da coleção da Bibliothèque Nationale de France”, do mestre em Artes Marcelo Jorge e do professor de Teoria Crítica e História da Arte da Universidade de Brasília, Biagio D’Angelo.

Gravura da prancha

Gravura da prancha “Tête de l´aîné des fils Horaces” de Debret (1812)

Jorge foi um dos participantes da edição de 2015 do Intercâmbio Brasil-França, promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em parceria com a Escola do Louvre na França.

No período em que esteve na Europa, o pesquisador encontrou cerca de 20 gravuras inéditas de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), que lançam luz sobre um período pouco conhecido da carreira do artista, anterior a 1816 – quando veio ao Brasil na Missão Artística Francesa.

Dados inéditos
As gravuras permitiram confirmar dados conhecidos sobre sua biografia e levantar dados inéditos, gerando contribuição relevante à compreensão da vida e didática do artista e professor que culminaram no artigo publicado, que também é tema de dissertação de mestrado de Marcelo Jorge.

Para ele, o intercambio foi fundamental para o trabalho. “É uma das maneiras mais evidentes de demonstrar a efetividade do programa de bolsas de intercâmbio do Ibram”, conta. O artigo completo está acessível online.

A parceria entre Ibram e Escola do Louvre já levou nove profissionais brasileiros para participar do Seminário Internacional de Verão de Museologia e estagiar em museus franceses, além de promover a vinda ao Brasil de estudantes para estágios e profissionais franceses para ministrar cursos no Brasil.

A última atividade foi a realização de um seminário sobre Museologia Social durante o Seminário Aberto aos Estudantes de Mestrado e Doutorado da Escola do Louvre.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Europeana/Reprodução

Museu da Imprensa abre concurso para estudantes e professores

A 17ª edição do concurso nacional de Desenho, Redação e Artigo do Museu da Imprensa, localizado em Brasília (DF), está com as inscrições abertas até 31 de dezembro.

Podem participar estudantes de todos os níveis de ensino, regularmente matriculados em escolas públicas e particulares de todo o país. Os vencedores ganharão prêmios em caderneta de poupança. Professores dos alunos vencedores também serão premiados.

Ary Barroso compôs sucessos como

Ary Barroso compôs sucessos como “Aquarela do Brasil” e “No tabuleiro da baiana”

Neste ano, o desafio proposto na categoria Redação (Ensino Fundamental/6º ao 9º ano) é abordar o legado do compositor e cantor baiano Dorival Caymmi (1914-2008).

Ainda em Redação, os estudantes do 1º ao 3º ano do ensino médio devem escrever a respeito do Sentimento Nacional na obra de Ary Barroso (1903-1964), outro compositor brasileiro de música popular.

Destaque também na categoria Artigo (Ensino Superior) para o tema importância dos museus na formação cultural do país.

Os estudantes do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) podem concorrer na categoria Desenho trabalhando o tema Ayrton Senna visita o Museu da Imprensa. Como forma de incentivo, o professor indicado em cada um dos trabalhos dos alunos vencedores em 1º, 2º e 3º lugares, exceto na categoria Artigo, também será premiado com uma caderneta de poupança. Saiba mais.

Texto: Divulgação Imprensa Nacional
Foto: Internet/divulgação

Angelo Oswaldo escreve artigo sobre a Primavera dos Museus

Primavera afro-brasileira

Angelo Oswaldo de Araújo Santos

 

Cartas e manifestos consagram o conceito que reconhece a diversidade cultural – fonte de intercâmbio, inovação e criatividade – como sendo tão necessária para o gênero humano quanto a biodiversidade para a ordem da vida. No nosso contexto cultural, as vertentes de origem africana são veios ricos que alimentaram e abastecem as mais variadas manifestações, contribuindo, intensamente, tanto para a originalidade da expressão brasileira, quanto para a permanência de uma identidade que evolui com o tempo.

Nenhum espaço mais adequado que os museus para um contato direto com a multiplicidade opulenta e surpreendente das criações que trazem os signos afro-brasileiros, da poesia às artes plástico-visuais, da dança ao teatro, do cinema à gastronomia, da oralidade aos altos estudos, nas trilhas da memória à história. Ao escolher o tema da sétima edição anual da Primavera de Museus – Museus. Memória e Cultura Afro-brasileira – o Ibram quis enfatizar os valores da diversidade e o vigor da cultura afro-brasileira.

Celebramos também o quarto de século completado pela Fundação Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura. Preocupada com a igualdade racial e a valorização da matriz africana, foi o primeiro órgão federal criado para preservar e promover a cultura negra. Nestes 25 anos, a Palmares fortaleceu e fomentou as mais diversificadas iniciativas que balizam as políticas públicas reivindicadas pelos movimentos dos afro-descendentes.

As respostas ao chamado são empolgantes, como se verá até o final deste mês. Os museus se afirmam como admiráveis produtores, razão pela qual quase 3 mil eventos se realizam em cerca de mil instituições, nos 27 Estados e em 460 cidades. Traduzem o empenho com que as equipes conseguiram organizá-los, de modo inventivo e cativante. No Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, por exemplo, as palavras de origem africana estarão em destaque. Nas visitas guiadas, o público vai identificar e decifrar uma infinidade delas. Em Recife, o Museu da Abolição, por sobre o solar aristocrático do Império, é o ponto de convergência dos movimentos pernambucanos de afro-brasilidade.

O “Xirê das Pretas”, no Museu Casa do Benin, no Pelourinho de Salvador, marca a presença forte das mulheres nas ações da Primavera de 2013. São Benedito, o santo negro, é focalizado no Museu de Arte Sacra João Paulo II, em Pelotas, e o embaixador Alberto da Costa e Silva, notável estudioso dos temas da África, faz palestra no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. Entre os participantes, inscrevem-se também o Museu do Artesanato do Mato Grosso, em Cuiabá, e o Museu Amazônico, em Manaus.

O Museu do Taquaril, ponto de memória em Belo Horizonte, expõe fotos de moradores da comunidade. Em Ouro Preto, o Museu Casa Guignard focaliza personagens negras em desenhos e pinturas do mestre, enquanto o Inconfidência tem exibição de filmes, palestras e mostras. O Museu do Oratório conta história para crianças e jovens. Em São João del Rei, Caeté, Sabará, Serro e Diamantina, os museus do Ibram da mesma forma se integram ao grande evento.

O dia internacional dos museus, 18 de maio, enseja a promoção da Semana Nacional, que igualmente provoca ações em todo o País. Assim, duas vezes ao ano, o Ibram articula essa projeção das atividades museológicas na agenda cultural brasileira, sempre obtendo êxito nos resultados. A Primavera dos Museus promete belas flores e bons frutos para todos. Consulte WWW.museus.gov.br e conheça a esplêndida agenda dos eventos.

Angelo Oswaldo de Araújo Santos é presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Ibram