Página 1 de 3123

MNBA recebe doação do acervo de Glauco Rodrigues

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), recebeu o arquivo pessoal do artista Glauco Rodrigues (1929-2004). A viúva do artista, Norma Rodrigues, doou ao museu documentos pessoais, fotografias, convites e a correspondência que o artista travou com amigos, como o poeta Ferreira Gullar, o escritor Erico Veríssimo, o artista Carlos Scliar e a atriz Camila Amado.

A doação cobre um período entre os anos 1940 e os anos 2000 -  60 anos de produção intelectual do artista gaúcho, possibilitando um panorama do seu processo de criação.

Conhecido por criar inúmeras obras inspiradas na figura de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, Rodrigues teve uma presença marcante no tropicalismo e na pop art nacional.

Texto: Divulgação MNBA

Três prêmios para arte contemporânea estão com inscrições abertas

Estão abertos três concursos voltados para artistas brasileiros e estrangeiros cujo foco de produção seja arte contemporânea.

Em sua 6ª edição, o Prêmio CNI Sesi Senai Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas (2016-2018) irá selecionar cinco artistas e um curador nesta edição: cada artista premiado receberá R$ 50 mil e o curador R$ 25 mil. Os trabalhos também irão circular em mostras itinerantes em algumas cidades do Brasil.

Exposição dos premiados da 5ª edição do Prêmio Marcantonio Villaça em SP (2015)

Exposição em SP dos premiados da 5ª edição do Prêmio Marcantonio Villaça (2015)

A premiação tem o objetivo de contribuir para a interação entre a atividade cultural e o desenvolvimento econômico do país, estimulando a atividade artística e a formação educacional.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas até 27 de fevereiro de 2017. O registro pode ser feito pela internet ou pelos Correios. Confira o regulamento do prêmio e saiba como participar.

Sul Global e Veneza
Já a Associação Cultural Videobrasil e o Sesc São Paulo selecionam artistas do Sul Global e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o 20º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil.

Serão selecionados 50 artistas para participar de exposições, mostras de vídeo, atividades de programas públicos, ações educativas, entre outras atividades.

Podem ser apresentados trabalhos em qualquer linguagem artística. Os artistas e grupos concorrerão a duas premiações: três Prêmios de Aquisição, no valor de R$ 25 mil cada; e cinco Prêmios de Residência Artística. As inscrições, gratuitas e online, estão abertas até 17 de novembro.

Por fim, a Associação Cultural MoCA, em colaboração com o Estúdio Arte Laguna, promove a 11ª edição do Prêmio Internacional Arte Laguna, que visa a promoção e a valorização da arte contemporânea.

O concurso, com tema livre, está dividido em sete categorias. Além dos 125 artistas finalistas participarem de exposição, em março de 2017, em Veneza (Itália), há diversas premiações para os participantes: prêmios institucionais, colaborações empresariais, residências artísticas e publicação de catálogo.

As inscrições são pagas e seguem até 14 de dezembro. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: José Paulo Lacerda/Divulgação CNI
Última atualização: 10.11.2016

Tese de pesquisador do Ibram sobre arte e loucura é premiada pela CAPES

euripedes

Tese é resultado de nove anos de pesquisa do museólogo, que é responsável pelo setor de esculturas do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).

Berço de Arthur Bispo do Rosário (1909-1989) – interno durante mais de 50 anos na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro (RJ), cuja obra vanguardista desperta amplo interesse internacional – e Nise da Silveira (1905-1999), psiquiatra pioneira na utilização da arte como recurso terapêutico, o Brasil detém o maior acervo mundial de obras produzidas por pacientes internados em hospitais psiquiátricos.

O assunto é tema central da tese “Do asilo ao museu: ciência e arte nas coleções da loucura”, defendida em 2015 pelo museólogo Eurípedes Gomes da Cruz Jr., que acaba de ser reconhecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) com a outorga de Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2016, na área de Ciências Sociais Aplicadas.

A tese é resultado de nove anos de pesquisa, entre mestrado e doutorado, do também compositor, arranjador e maestro, que é responsável pelo setor de esculturas do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Antes disso, o autor trabalhou durante 30 anos no Museu de Imagens do Inconsciente, criado por iniciativa de Nise da Silveira, onde foi vice-diretor por 10 anos.

Pioneirismo
Realizado junto ao Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), o trabalho, considerado pioneiro nesta seara, destaca o papel da Museologia para integrar à História da Arte parcela significativa de criadores dela excluídos, em âmbito brasileiro, por conta de marginalização social causada por diversos motivos.

“Meu foco situa-se mais nas coleções que abrigam obras de pessoas rotuladas como loucas, mas também abre indagações sobre as questões éticas trazidas pela exposição desses trabalhos e seus autores que são estendidas a outras categorias de artistas que não pertencem aos círculos estabelecidos pelo campo tradicional da arte”, explica o pesquisador.

Com extensa revisão bibliográfica – fruto de oito meses de pesquisa em bibliotecas e museus no exterior – sobre o que foi produzido acerca do assunto nos campos da Ciência e da Arte, o trabalho, que também abarca a história das primeiras exposições com esta temática realizadas no Brasil, tenciona servir de referência na indicação de pistas e fontes para os pesquisadores do campo.

A entrega do prêmio acontecerá em cerimônia na sede da CAPES, em Brasília (DF), no dia 14 de dezembro. Durante o evento, os outorgados com menção honrosa serão destacados. A tese de Eurípedes Gomes da Cruz Jr. pode ser baixada e lida, na integra, na página do Programa de Pós-Graduação em Museologia da Unirio/MAST.

Museu do Banco do Brasil abre ao público amanhã (12) em Brasília

Acervos do Brasil: história, cultura e cidadania é a exposição que marca a abertura do Museu do Banco do Brasil neste dia 12 de outubro, em Brasília (DF).

Athos Bulcão, Volpi e

Obras de Athos Bulcão, Volpi e Rubem Valentim integram o acervo do novo museu em Brasília

Celebrando os 208 anos de fundação da instituição, o espaço de 12 mil m², que ocupa agora o mesmo edifício do Centro Cultural Banco do Brasil na capital federal, apresenta ao público documentos de valor histórico, cédulas, moedas, equipamentos e mobiliário. Há também peças de artes decorativas, pinturas, gravuras e esculturas.

Diversidade de coleções
O acervo do novo museu conta com 1,1 mil obras na coleção de artes visuais e decorativas; 727 nomes de artistas com obras registradas; 35 mil itens de valor histórico; mais de 16 mil títulos de livros; 20 mil registros fotográficos e audiovisuais e 5 mil dossiês documentais de valor histórico.

A primeira mostra está dividida em dois módulos: História, e Cultura e Cidadania. O módulo histórico traz peças ligadas às atividades nas dependências do Banco do Brasil.  Há ainda uma instalação em homenagem aos trabalhadores da instituição nestes dois séculos – que, atualmente, conta com 109 mil funcionários.

Já o módulo Cultura e Cidadania apresenta ao público parte do acervo de arte nacional: pinturas, gravuras e esculturas públicas de grandes dimensões, abrangendo múltiplas expressões da arte brasileira do século 20, em especial da produção realizada entre as décadas de 1940 e 1980 – indo do Modernismo ao Abstracionismo.

No dia da abertura (12), a exposição poderá ser visitada das 10h às 19h. A partir do dia 13, o horário passa a ser das 13h às 19h, de quarta a segunda-feira. Mais informações pelo telefone (61) 3108.7600. Saiba mais.

Fonte/foto: Divulgação BB
Texto: Ascom/Ibram

ArtRio 2016: jardim do Museu da República recebe arte contemporânea

A edição 2016 da ArtRio, feira que reúne galerias nacionais e internacionais desde 2011 na capital fluminense, terá, pelo segundo ano consecutivo, o projeto Intervenções Bradesco ArtRio ocupando, com arte contemporânea, os jardins históricos do Museu da República/Ibram, no bairro do Catete.

Jose Bechara_MiniOxy

José Bechara expõe MiniOxy, da série Esculturas Gráficas (2007-2016)

Com curadoria da museóloga Isabel Portella, 14 artistas irão propor, entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro, um diálogo entre as obras e a natureza local. A abertura acontece neste dia 27 (terça-feira), às 14h, e tem entrada franca.

“A ‘arte sem paredes’ como suporte, sem limites, sem portas de entrada, ganhando jardins e parques, proporciona diferentes e incontáveis leituras”, explica a curadora, “traduzindo o pensamento artístico do nosso tempo”.

Tombado em 1938, o jardim do antigo Palácio do Catete, que se espalha por uma área de 12 mil m², já passou por reformas, mas mantém o projeto original criado pelo paisagista francês Paul Villon (1841-1905), responsável por outros projetos na cidade do Rio de Janeiro, quando o palácio tornou-se sede da Presidência da República (1896).

Aproveitando o momento da ArtRio, no dia 27, a Galeria do Lago do Museu da República, dedicada a divulgar arte contemporânea, abre a exposição “Objetos Notáveis”, onde a artista visual Carla Chaim apresenta o resultado de um ano de pesquisa no museu, como parte do prêmio Foco Bradesco ArtRio 2015.

No dia 29, às 11h, acontece um encontro com a curadora Isabel Portella e a artista. A exposição pode ser visitada gratuitamente até o dia 27 de novembro. Saiba mais sobre o museu e como chegar.

Outros circuitos
Além do Museu da República, outros museus da rede do Instituto Brasileiro de Museus integram os Circuitos Artísticos da ArtRio, que levam o público a conhecer roteiros de arte que estão em locais de visitação pública.

Intervenção de Adrianna Eu, Barco de cada um, no jardim do MR

Intervenção de Adrianna Eu, Barco de cada um, no jardim do Museu da República

O Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, integra o circuito Museus e Espaços Culturais, com foco em arte moderna, popular e contemporânea.

O Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, faz parte de dois roteiros: Circuito Tim Blue Man Group, com a azulejaria portuguesa presente no museu, e Circuito de Arquitetura – museus tombados, locais considerados “fundamentais na história da cidade e dos cariocas”. Neste circuito, inclui-se ainda o Museu Villa-Lobos/Ibram em Botafogo.

Já o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), na Cinelândia, integra o Circuito Artístico O Meu Rio. Para o curador Marcos Veloso o Rio é “repleto de lugares, de pequenas ‘quebradas’, de pontos quase imperceptíveis no mapa e de intensos e mutantes fluxos e trechos”.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Flávio Leão/Museu da República
Foto destaque: Trabalho de Flávio Cerqueira (Casa Triângulo) na intervenção 2015/Divulgação ArtRio

Aos 50 anos, Museu do Açude prepara novo projeto de modernização

50 anos do Museu do Açude

Presença do público para celebrar os 50 anos do Museu do Açude no dia 28 de setembro

Os 50 anos de criação do Museu do Açude teve seu ponto alto no dia 28 de setembro, quando o museu abriu as portas para um evento comemorativo com o público carioca. A instituição integra os Museus Castro Maya e a rede de museus Ibram no Rio de Janeiro (RJ).

Bolo de aniversário, champagne e uma apresentação exclusiva do consagrado violonista Turíbio Santos compuseram a celebração, que aconteceu na sede do museu, no Alto da Boa Vista, e contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.

Em março, data oficial do aniversário do museu, foram lançados selo e publicação pelo meio século de existência do museu que integra arte, cidade e natureza.

Após a segunda fase de modernização, inaugurada em 2003, o museu parte agora para uma terceira etapa, na qual focará na adequação dos espaços arquitetônicos, infraestrutura, acessibilidade e novas aquisições para seu acervo.

“Queremos melhorar o espaço para as exposições temporárias e ainda criar um espaço gastronômico para que os visitantes possam ficar mais tempo apreciando o museu”, explica Vera Alencar, diretora dos Museus Castro Maya desde 1995. O projeto está sendo formatado e a proposta é buscar recursos tanto de fundos públicos quanto da iniciativa privada.

Contudo, a diretora acrescenta que o início das obras para um anexo no Museu da Chácara do Céu, a outra unidade Castro Maya que fica no bairro de Santa Teresa, deve retardar um pouco a finalização do projeto para o Museu do Açude.

“Estamos na expectativa desse anexo há muitos anos, onde ficarão nossos escritórios e reserva técnica. O patrocínio do BNDES nos deu condições de iniciar o trabalho. Com recursos da Petrobras estamos agora em um segundo momento. Mas o custo total da obra ainda não está coberto”, avalia.

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

De casa a museu
Localizado numa área de 151.132m² no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca, o Museu do Açude deve sua criação ao industrial, colecionador de arte e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). Em 1962, o empresário doou a chácara encravada na Floresta da Tijuca à Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya.

O Museu do Açude foi inaugurado em 1964, no mesmo dia do aniversário do colecionador. Em 1968, outra propriedade de Castro Maya, a Chácara do Céu, é doada à fundação. Com sua abertura como museu em 1972, ambos tornam-se Museus Castro Maya.

Em 1974, os museus foram tombados pela antiga Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual Iphan), assim como os respectivos acervos e parques paisagísticos. Com a extinção da fundação no início dos anos 1980, ambos são incorporados pela União em 1983. Desde sua abertura, o Museu do Açude já recebeu dezenas de exposições temporárias, atividades culturais diversas e ainda sediou recepções para chefes de estado.

Acervo diverso
No conjunto de edifícios e jardins de inspiração portuguesa que compõem o Museu do Açude encontra-se a coleção de azulejaria – painéis franceses, holandeses, espanhóis e, sobretudo, portugueses dos séculos XVII ao XIX – e louça do Porto, tipo de faiança ornamental, fabricada a partir do século XIX em Portugal.

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, fez o circuito de instalações permanentes do Museu do Açude, acompanhado por Vera Alencar, no dia 28

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, fez o circuito de instalações permanentes do Museu do Açude, acompanhado por Vera Alencar, no dia 28

Em 1999, o museu constituiu seu Espaço de Instalações Permanentes, um circuito museológico ao ar livre, que hoje conta com obras de diversos artistas contemporâneos brasileiros: Iole de Freitas, Helio Oiticica, Lygia Pape, Anna Maria Maiolino, José Resende, Nuno Ramos e Eduardo Coimbra. Por sua excelência, o projeto recebeu, em 2004, o Prêmio Estácio de Sá do Governo do Estado do RJ.

Além das instalações integradas ao ambiente natural, o museu conta com exposições de longa duração que destacam tanto a arte oriental, oriunda da coleção original de Castro Maya e considera das mais importantes do país, quanto a relação do patrono com a paisagem e o patrimônio natural da capital fluminense. Saiba mais sobre os Museus Castro Maya.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação Museus Castro Maya
Última atualização: 3.10.2014

Aos 94 anos, Dona Dica mantém museu de arte em sua casa no Pará

Nesta segunda-feira (29), Dona Raimunda Rodrigues Frazão, ou simplesmente Dona Dica, como é conhecida, completa 94 anos.

Museu Dona Dica Frazão

Vitrine do museu na casa de D.Dica: dedicação pessoal

Idealizadora e responsável pela manutenção do Museu de Arte Dica Frazão, que funciona em sua casa, em Santarém (PA), desde 1999, o museu doméstico é também o ateliê onde a artesã utiliza-se de matérias-primas extraídas da flora amazônica para confeccionar roupas e acessórios: entrecascas de árvore, fibras extraídas de capim, palha de buriti, sementes, raízes de patchouli e outros materiais.

“Pego a natureza e transformo em roupa, faço fibra virar pano. E minhas criações já ganharam o mundo!”, comenta ela, lembrando que já presenteou a rainha da Bélgica, o Papa João Paulo II, e outros chefes de estado com criações suas.

O museu é uma das referências para turistas nacionais e estrangeiros que visitam a região, e Dona Dica se queixa da falta de recepcionista bilíngue para auxiliá-la no atendimento aos turistas que não falam português. Ela diz ainda que necessita de mais vitrines para a exposição de cerca de 20 peças que estão guardadas dentro de caixas. A artesã mantém o museu com o dinheiro da sua pensão.

Memória e reconhecimento
Segundo a paraense Sylvia Braga, arquiteta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que conheceu, ainda na infância, o trabalho de Dona Dica por meio dos leques que sua mãe usava, a estilista, artesã e bordadeira precisa ter seu valor reconhecido, especialmente pelo esforço pessoal em preservar a memória do trabalho feito à mão na região oeste do Pará.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, Dona Dica é “exemplo de mulher guerreira, a qual devemos generosas lições de vida e uma criação artesanal de notável qualidade, internacionalmente reconhecida”.

Ele ressalta ainda que a valorização e a proteção desse acervo, por meio de programas públicos de fomento à cultura e ao turismo, podem em muito beneficiar Dona Dica e o próprio município de Santarém. Na cidade existem ainda outros três museus mapeados pelo Cadastro Nacional de Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Dica Frazão/divulgação

Ibram esclarece matéria publicada na Folha de S.Paulo hoje (2)

Sobre matéria publicada hoje (2), no jornal Folha de S.Paulo, com o título “Justiça autoriza venda de obras de Edemar”, em que o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) é citado em texto sobre leilão de duas obras da coleção do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, o instituto esclarece que não manifestou à justiça o direito de usufruir da preferência na compra dos quadros citados na reportagem.

Diante da comunicação pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), sobre a autorização para realização do leilão no exterior, o Ibram solicitou ao Juiz que reconsiderasse sua decisão, uma vez que realizado no Brasil, o leilão garantirá o pleno exercício do direito de preferência na aquisição das obras pelos museus que integram o Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

Notificação e consulta
O artigo 20 do Decreto de Regulamentação do Estatuto de Museus diz que “os museus integrados ao SBM gozam de direito de preferência em caso de venda judicial ou leilão de bens culturais”, ampliando nos parágrafos seguintes as condições: “para possibilitar o exercício do direito de preferência, o responsável pelo leilão ou venda judicial de bens culturais deverá notificar o Ibram sobre o leilão com antecedência de, no mínimo, trinta dias, e caberá à autarquia estabelecer requisitos mínimos para notificação.

E ainda: “recebida a notificação, o Ibram consultará os museus integrantes do SBM para que, no prazo de dez dias, informem interesse na aquisição dos bens objeto da venda judicial ou leilão”.

Caso não haja reconsideração por parte da justiça, o Ibram solicitou ainda que fosse determinado à empresa responsável pelo leilão, no exterior, que notifique o instituto com vistas a proceder a consulta junto ao SBM. Entenda melhor o Decreto nº 8.124/13, que regulamenta o Estatuto de Museus.

Texto: Ascom/Ibram

Museu do Açude completa 50 anos e prevê projeto de modernização

Museu do Açude (RJ)

50 anos do Museu do Açude (RJ): aquisições e modernização em pauta

Conhecido por aliar cultura e natureza, o Museu do Açude, no Rio de Janeiro (RJ), completou 50 anos de criação no dia 22 de março. Para celebrar a data, o museu, vinculado ao Ibram/MinC, lança selo e publicação comemorativas, e prepara ainda um projeto de modernização.

O projeto prevê o incremento da infraestrutura e acessibilidade, além da adequação dos espaços arquitetônicos. Financiado via Lei de Incentivo à Cultura, inclui a melhoria das instalações elétricas e hidráulicas e um projeto topográfico que viabilizará a pavimentação de caminhos e o acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais.

Serão construídos ainda um pavilhão de convenções, sala de exposições temporárias, restaurante e cafeteria. “O projeto de modernização foi elaborado com todo critério, está formatado e orçado para ser encaminhado para aprovação”, explica a diretora dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar.

Ainda segundo a diretora, a história e legado do Museu do Açude serão celebrados durante a 12ª Semana de Museus, que acontece de 12 a 18 de maio, com o lançamento de uma publicação com a cronologia dos 50 anos da instituição.

“Expandir as oportunidades de fruição desse acervo que retrata cultural e artisticamente uma parte expressiva da história do Brasil, e do Rio de Janeiro em particular, é uma missão que os Museus Castro Maya vêm empreendendo com entusiasmo e determinação”, esclarece. Estão previstas também, segundo Vera Alencar, encomendas de novas obras a artistas contemporâneos.

Natureza e arte
Localizado numa área de 151.132m² no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca, o Museu do Açude deve sua criação ao industrial, colecionador e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). O museu foi criado em 1964 no mesmo dia do aniversário de Castro Maya.

Proprietário original do imóvel neocolonial em que está situado e de seu acervo, o empresário doou o conjunto à Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya – que, além do Museu do Açude, agrega o Museu Chácara do Céu. Em 1983, ambos foram incorporados pela União.

São destaques do acervo a Coleção de Arte Oriental, a Coleção de Artes Aplicadas e a Coleção de Azulejaria e Louça do Porto. O museu se destaca também por seu Espaço de Instalações Permanentes, que segue a filosofia do “patrimônio integral”.

Dedicado à arte contemporânea e integrando acervos natural e cultural, o circuito a céu aberto conta com obras de circuito as obras de Iole de Freitas, Anna Maria Maiolino, Helio Oiticica, Lygia Pape, Nuno Ramos, José Rezende, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Acervo/Ibram

Ibram presta homenagem à museóloga Radha Abramo e ao artista León Ferrari

A Ministra da Cultura, Marta Suplicy, divulgou nota de pesar pelo falecimento ontem (24), aos 85 anos, da históriadora, museóloga e crítica de arte, Radha Abramo, que “deixou sua marca no panorama das artes brasileiras”. “Lamento a doença e a perda de Radha e me solidarizo com sua família neste momento de dor”, disse a ministra.

Associando-se à manifestação de Marta Suplicy, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), Angelo Oswaldo, expressou solidariedade à família de Abramo.

Radha Abramo foi membro da Comissão Teotônio Vilela, Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), Internacional Council of Monuments and Sites (Icomos/Brasil) e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Atuou destacadamente em São Paulo e trabalhou na organização e conservação dos acervos dos palácios do governo estadual, entre outras realizações no campo da cultura.

León Ferrari
O Ibram lamenta também a morte do artista plástico argentino León Ferrari, que faleceu hoje (25), aos 92 anos, em Buenos Aires (Argentina).

Ferrari ficou reconhecido em todo o mundo por sua atitude irreverente e por suas denúncias contra o poder e a intolerância. Exilou-se no Brasil durante a ditadura militar argentina. Entre suas obras mais conhecidas estão Homenaje a Vietnam (1966), Palabras ajenas (1966), Tucumán arde (1968) e Malvenido Rockefeller (1969).

Texto: Ascom/Ibram

Página 1 de 3123