Aberta chamada para comunicações no Seminário Arte Degenerada – 80 Anos

seminário MAC USP _ Arte Degenerada  80 anosPromovido pelo Museu Lasar Segall/Ibram, em parceria com o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), o Seminário Internacional “Arte Degenerada – 80 Anos: repercussões no Brasil”, abre chamada para envio de comunicações.

As propostas, em formato de resumo contendo de 200 a 300 palavras, devem incluir título, nome do autor, a maior titulação acadêmica obtida, vínculo acadêmico, ou profissional quando for o caso, e citação de um ou mais trabalhos relevantes.

Serão selecionadas até 16 propostas a serem apresentadas em quatro sessões de comunicações, distribuídas ao longo do evento que acontecerá de 25 a 27 de abril, em São Paulo (SP).

Cada apresentação terá duração de 15 minutos e as sessões serão seguidas de debate. As propostas devem ser encaminhas até o dia 9 de Março de 2018 para o e-mail: eventosmac@usp.br, tendo como assunto da mensagem “Convocatória Seminário Arte Degenerada”. O resultado será divulgado até o dia 16 de Março de 2018. Confira a íntegra da chamada.

O Seminário “Arte Degenerada – 80 Anos: repercussões no Brasil” é um evento complementar à exposição “A arte degenerada de Lasar Segall: perseguição à arte moderna em tempos de guerra”, que segue em cartaz no Museu Lasar Segall até 30 de Abril de 2018. Durante o Seminário haverá o lançamento do catálogo da exposição.

Texto: Ascom/Museu Lasar Segall
Edição: Ascom/Ibram

Obra de Lasar Segall integra mostra nos EUA sobre Arte Degenerada

O quadro Eternos caminhantes, de autoria do pintor Lasar Segall (1891-1957), nascido na Lituânia e naturalizado brasileiro, é uma das atrações da mostra Degenerate Art: The Attack on Modern Art in Nazi Germany, 1937 (Arte Degenerada: o Ataque à Arte Moderna na Alemanha Nazista, 1937), que a Neue Galerie, de Nova Iorque (EUA), inaugura no dia 13 de março.

Eternos Caminhantes (1919): quadro de Segall integra exposição em Nova Iorque

O óleo sobre tela, produzido por Lasar Segall em 1919 e adquirido em 1920 pelo Museu da Cidade de Dresden, na Alemanha, foi uma das milhares de obras confiscadas pelo regime nazista de Adolf Hitler e uma das 650 expostas em Munique, em 1937, na famosa Exposição de Arte Degenerada, que pretendia desqualificar a arte moderna – tema da exposição nova-iorquina.

Da Alemanha para o Brasil
Durante a Segunda Guerra Mundial, a tela, um dos exemplos do expressionismo construtivo de Segall, permaneceu, como tantas, confinada nos depósitos oficiais alemães.

Terminado o conflito, a pintura foi localizada em uma coleção particular europeia e a pedido da viúva do artista judeu, Jenny Klabin Segall, adquirida e trazida para o Brasil em caráter definitivo. Foi incorporada ao acervo do Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo (SP), em 1967.

Para esta exibição, o quadro seguiu para os Estados Unidos no dia 26 de fevereiro, acompanhado pela museóloga Pierina Camargo, do Museu Lasar Segall. “Estamos há praticamente dois anos preparando esta viagem, que tem tudo para dar certo. Segall está sendo privilegiado no elenco dos artistas que representam esta mostra”, comemorou o diretor do museu, Jorge Schwartz.

A exposição seguirá em cartaz na Neue Galerie até o dia 30 de junho. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação Museu Lasar Segall