Fundo arquivístico busca reconstituir trajetória do MCBC no Rio

Museu Casa de Benjamin Constant é uma das unidades Ibram que receberá melhorias

Museu Casa de Benjamin Constant/Ibram no Rio

Com a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em 2009, os museus federais até então sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foram incorporados à estrutura da mais nova autarquia do Ministério da Cultura (MinC) – entre eles está o Museu Casa de Benjamin Constant (MCBC/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ).

A proximidade histórica entre os museus federais e o Iphan deixou ‘rastros documentais’. Com o intuito de reunir documentos dispersos, realizou-se extensa pesquisa nos acervos do órgão, que autorizou a reprodução fotográfica do material encontrado.

Historiador do MCBC, Marcos Felipe de Brum conduziu a pesquisa e a supervisão da equipe de estagiários envolvidos no projeto. “Nosso cotidiano de pesquisa baseia-se num relacionamento apaixonado com documentos. Mas trabalhar na formação e organização de coleções requer paciência”, explica.

Fundo MCBC
Atualmente com cinco fundos arquivísticos, que contemplam documentação doada pela família de Benjamin Constant, o novo projeto é a formação do Fundo MCBC, que deverá congregar documentos sobre a história do museu que permanecem nos arquivos físicos do Iphan.

Para, Elaine Carrilho, diretora do museu, o fundo deve “contribuir para a preservação da memória institucional e permitir o tratamento arquivístico adequado da documentação em dossiês temáticos a serem disponibilizados aos pesquisadores”.

Residência de Benjamin Constant (1836-1891), figura de destaque na fundação da República brasileira, o imóvel localizado em extensa área verde no bairro de Santa Teresa foi adquirido pela União logo após o falecimento do estadista.

Aberto desde 1982, ou seja, há 35 anos, e atualmente passando por obras de modernização, o museu expõe objetos, obras de arte e mobiliário que recriam o modo de vida do final do Século XIX e início do Século XX no Rio.

Planta do MCBC referente a uma das intervenções de restauro na casa (1989): material reunido em fundo arquivísitco

Planta do MCBC referente a uma das intervenções de restauro na casa (1989): material reunido em fundo arquivístico

Assista episódio da série Conhecendo Museus sobre o Museu Casa de Benjamin Constant. Acesse também a publicação digital da coleção Museus Ibram sobre o MCBC.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: MCBC/Divulgação

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Unesco: Programa Memória do Mundo reconhece mais oito acervos brasileiros

O acervo do pesquisador e etnógrafo brasileiro Arthur Ramos (1903-1949) recebeu ontem (6), o reconhecimento do Programa Memória do Mundo da Unesco por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – ligada ao Ministério da Cultura (MinC).

Coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com MinC, o programa premiou ainda mais sete coleções documentais de diversas áreas culturais durante evento promovido em Brasília (DF).

Representante da FBN recebe reconhecimento da Unesco. Ao fundo, Marcelo Araujo, presidente do Ibram

A representante da FBN recebe reconhecimento da Unesco. Ao fundo, Marcelo Araujo, presidente do Ibram

Representante do MinC na cerimônia, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo, afirmou que a premiação é um dos mais significativos reconhecimentos para os acervos documentais e bibliográficos da memória brasileira.

“O registro dá luz à relevância desses acervos no âmbito da cultura nacional, permitindo que haja uma maior dinamização dessas coleções nas suas múltiplas vertentes institucionais, sejam eles sediados em museus, em arquivos ou em bibliotecas”, destacou.

Diversidade e vitalidade cultural
Na avaliação de Araújo, a premiação deste ano trouxe algumas surpresas, como o arquivo do Circo Garcia do Centro de Memória do Circo. “É a primeira vez que um acervo circense recebe uma homenagem como esta”, aponta. “Esse fato isolado já é, a meu ver, uma evidência da abrangência adequada do aspecto cultural que esses arquivos revelam em termos da diversidade e da vitalidade da cultura brasileira”, disse.

Os outros sete acervos premiados foram o de Jean-Pierre Chabloz, referente à Batalha da Borracha (Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará); o arquivo da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos: 1983-2016 (Arquivo Público do Estado de São Paulo); a coleção de Obras Raras da Biblioteca Mineiriana do Instituto Cultural Amilcar Martins (Instituto Almicar Martins); o Conjunto Documental Companhia Empório Industrial do Norte: 1891-1973, do Arquivo Público do Estado da Bahia (Fundação Pedro Calmon); os Dissídios Trabalhistas do Conselho Nacional do Trabalho: um retrato da sociedade brasileira da Era Vargas (Tribunal Superior do Trabalho); e o Pensar o Brasil: a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro: 1839-2011 (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro).

Anualmente, o Comitê do Programa lança um edital para candidaturas de acervos a serem reconhecidos como patrimônio para a memória brasileira por meio de sua inscrição no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo. Até o momento, foram registradas 91 coleções documentais no Brasil. Leia a matéria completa.

Texto: Ascom/MinC
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Janine Moraes/MinC

Câmara analisa proposta de proteção para trabalhadores de museus

A Câmara dos Deputados analisa proposta que obriga o Ministério do Trabalho e Emprego a criar regras complementares à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT- Decreto-lei 5452/43) para proteção das pessoas que trabalham em arquivos, bibliotecas, museus e centros de documentação e memória.

A medida está prevista no Projeto de Lei 2361/11 que, na prática, abre espaço para que esses profissionais recebam adicional de insalubridade, a ser definido em norma do Ministério. Este adicional é previsto na Constituição, que determina que ele seja regulamentado por lei.

O autor da proposta, deputado Carlinhos Almeida (PT-SP), diz que essa é uma reivindicação antiga dos trabalhadores da área. “Esses profissionais estão constantemente expostos a agentes biológicos e químicos, todos causadores de graves doenças, principalmente respiratórias. Apesar disso, não foram contemplados em norma do Ministério do Trabalho para que recebam o adicional”, argumentou. Continue lendo.

Fonte: Agência Câmara

1ª Reunião de Profissionais de Arquivos e Bibliotecas do Ibram/Minc

Nos dias 3 e 4 de maio, na unidade administrativa do Instituto Brasileiro de Museus do Rio de Janeiro-RJ, foi realizada a 1ª Reunião de Profissionais de Arquivos e Bibliotecas do Ibram/MinC. O encontro, promovido pela Coordenação Geral de Sistemas de Informação Museal do Ibram (CGSIM) , por meio da Coordenação de Acervos e Memória, apresentou e debateu programas e projetos desenvolvidos para as áreas de arquivos, bibliotecas e gestão documental dos museus e da área central da instituição.

A abertura do evento contou com a presença do presidente do Ibram/MinC, José do Nascimento Junior, que ressaltou a importância da valorização dos arquivos e bibliotecas de museus enquanto serviços de informação. Nascimento anunciou ainda a criação do Centro de Documentação e Informação do instituto, em Brasília.

Durante o encontro, a coordenadora da CGSIM, Rose Miranda, destacou o expressivo volume de bens conservados nas 28 unidades do Ibram/MinC. Segundo ela, o acervo bibliográfico soma 776.272 bens e o acervo arquivístico é formado por 529.472 itens e 408 metros lineares de documentos. A soma destes bens atinge cerca de 1,5 bilhões.

Temas como o 4º Fórum Nacional de Museus, que pela primeira vez terá um grupo de trabalho específico para a área de informação em museus, e o projeto de integração de bancos de dados em um sistema de gestão compartilhada, que vai possibilitar o desenvolvimento de serviços integrados de disseminação dos acervos documentais e bibliográficos do instituto pela internet, foram destaques durante o evento.

Os 52 profissionais que participaram do encontro compartilharam as experiências promovidas na área documental e bibliográfica das unidades museológicas em que atuam. Ao final, foi aprovada a criação do Sistema de Arquivos e da Rede de Bibliotecas dos Museus do Ibram/Minc, estruturas que têm o objetivo de incentivar a integração e comunicação, além de possibilitar a definição de padrões, normas e metodologias comuns.

1ª Reunião de Profissionais de Arquivos e Bibliotecas do Ibram/Minc

Nos dias 3 e 4 de maio, na unidade administrativa do Instituto Brasileiro de Museus do Rio de Janeiro-RJ, foi realizada a 1ª Reunião de Profissionais de Arquivos e Bibliotecas do Ibram/MinC. O encontro, promovido pela Coordenação Geral de Sistemas de Informação Museal do Ibram (CGSIM) , por meio da Coordenação de Acervos e Memória, apresentou e debateu programas e projetos desenvolvidos para as áreas de arquivos, bibliotecas e gestão documental dos museus e da área central da instituição.

A abertura do evento contou com a presença do presidente do Ibram/MinC, José do Nascimento Junior, que ressaltou a importância da valorização dos arquivos e bibliotecas de museus enquanto serviços de informação. Nascimento anunciou ainda a criação do Centro de Documentação e Informação do instituto, em Brasília.

Durante o encontro, a coordenadora da CGSIM, Rose Miranda, destacou o expressivo volume de bens conservados nas 28 unidades do Ibram/MinC. Segundo ela, o acervo bibliográfico soma 776.272 bens e o acervo arquivístico é formado por 529.472 itens e 408 metros lineares de documentos. A soma destes bens atinge cerca de 1,5 bilhões.

Temas como o 4º Fórum Nacional de Museus, que pela primeira vez terá um grupo de trabalho específico para a área de informação em museus, e o projeto de integração de bancos de dados em um sistema de gestão compartilhada, que vai possibilitar o desenvolvimento de serviços integrados de disseminação dos acervos documentais e bibliográficos do instituto pela internet, foram destaques durante o evento.

Os 52 profissionais que participaram do encontro compartilharam as experiências promovidas na área documental e bibliográfica das unidades museológicas em que atuam. Ao final, foi aprovada a criação do Sistema de Arquivos e da Rede de Bibliotecas dos Museus do Ibram/Minc, estruturas que têm o objetivo de incentivar a integração e comunicação, além de possibilitar a definição de padrões, normas e metodologias comuns.