Fórum Acervos Arqueológicos recebe inscrições de trabalhos até 15 de julho

Até 15 de julho, interessados em apresentar experiências e reflexões nas áreas de arqueologia, conservação e museologia podem submeter trabalhos para o Fórum Acervos Arqueológicos: por uma política de preservação do patrimônio arqueológico brasileiro.

A proposta do fórum é definir uma pauta para a elaboração de um plano de ação com vistas à preservação e à gestão dos bens arqueológicos do país. O evento acontece entre os dias 28 e 30 de agosto no Auditório do Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ).

REMAAE se reuniu ano passado durante o 7º Fórum Nacional de Museus em Porto Alegre (RS)

REMAAE reuniu-se ano passado durante o 7º Fórum Nacional de Museus em Porto Alegre (RS)

Além de congregar profissionais, o evento irá retomar os trabalhos iniciados em 2017 no Fórum do GT Acervos, da Sociedade de Arqueologia Braileira (SAB), e da reunião da Rede de Museus e Acervos de Arqueologia e Etnologia (REMAAE) – que teve lugar durante o 7º Fórum Nacional de Museus.

A programação inclui mesas redondas, palestras, comunicações coordenadas e já está disponível para consulta. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) estará representado, na mesa de abertura, pela diretora de Processos Museais, Renata Bittencourt.

Como participar
As inscrições podem ser feitas gratuitamente em formulário online e estão divididas em duas categorias: Participante e Ouvinte.

O participante pode contribuir com as discussões através da apresentação de experiências e reflexões, como representantes das instituições de guarda e pesquisa de acervos arqueológicos, profissionais autônomos e equipes prestadoras de serviço em arqueologia, conservação e museologia, que atuam diretamente na preservação do patrimônio arqueológico. As inscrições nessa categoria podem ser realizadas até 15 de julho.

Já a categoria Ouvinte é voltada para agentes que atuam no setor patrimonial, estudantes e profissionais das áreas de arqueologia, conservação e museologia, além dos interessados na temática. Nessa categoria, as inscrições acontecem até 28 de agosto.

Os interessados que não puderem comparecer têm até 1º de julho para enviar contribuições para o e-mail forumacervosarqueologicos@gmail.com, com o Assunto “Contribuições para o Fórum”. Saiba mais.

Texto: Ascom/MHN
Foto: Doni Maciel /Acervo Ibram

Obra no Museu Regional de Caeté revela achados arqueológicos

Intervenção física é acompanhada por três arqueólogos; antes de iniciada, todos os funcionários envolvidos em sua execução passaram por treinamento educativo que mostrou a importância da arqueologia em prédios coloniais.

Obra é acompanhada por três arqueólogos; antes de iniciada, todos os funcionários envolvidos passaram por treinamento sobre importância da arqueologia em prédios coloniais.

Porcelanas, ferragens, frascos de remédio e perfume, bolinhas de gude, um tinteiro, um cachimbo, um projétil de fuzil. Misturadas, as peças e fragmentos, testemunhos da vida pública e doméstica daquela região nos séculos XVIII, XIX e XX, integravam o que era quase outro museu alguns palmos abaixo do Museu Regional de Caeté – conservado por várias décadas sob o solo da cidade histórica mineira.

O achado arqueológico veio à tona em meio às obras de restauro que a instituição vive há pouco mais de um ano, durante escavações para instalação de sistema de proteção contra descargas atmosféricas. E foi acompanhado pelos três arqueólogos que acompanham a intervenção física no museu, como determina a Lei do Patrimônio Arqueológico Brasileiro.

“Os arqueólogos estão fazendo todo o acompanhamento das retiradas de terra, catalogando, fotografando os fragmentos arqueológicos, para posteriormente as peças serem entregues ao Ibram”, explica a diretora do Museu Regional de Caeté, Sônia Maria Barbosa.

Antes mesmo de a obra ser iniciada, todos os quase 30 funcionários envolvidos em sua execução (pedreiros, carpinteiro, mestre de obra e outros) passaram por treinamento educativo que mostrou a importância da arqueologia em prédios coloniais. As peças encontradas passam agora por processo de limpeza e análise, que deve durar alguns meses. Concluído o trabalho, parte das peças poderá ser agregada ao circuito expositivo do museu, que planeja visitas educativas ao material recolhido.

O restauro integral do Museu Regional de Caeté inclui reforço das fundações e restauração da estrutura; adequação de instalações (elétricas, luminotécnicas, segurança, telecomunicações, sonorização, proteção contra descargas atmosféricas, prevenção e combate a incêndio e pânico, hidrossanitárias e drenagem); garantia de acessibilidade, com instalação de rampa, elevador, sanitários acessíveis; e construção de nova reserva técnica. A previsão é de que as obras sejam concluídas em abril.

Museu de Arte Religiosa e Tradicional realizada Oficina de Arqueologia

O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram) programou uma série de atividades durante a 9ª Primavera dos Museus. Dentre elas, a Oficina de Arqueologia: Sítio Arqueológico Aldeia do Portinho, que será ministrada pela arqueóloga Jeanne Cordeiro.

A memória indígena em Cabo Frio está literalmente enterrada: se nada resta na superfície, o trabalho agora é de escavar os diversos sambaquis que conseguiram resistir à especulação imobiliária e trazer à tona tais vestígios.

Mais de 60 sítios já foram inventariados na Região dos Lagos, entre o cabo de Armação dos Búzios e Saquarema, e revelam, ainda que agonizantemente, a intensa ocupação desse litoral pelos sambaqueiros. Chamados por especialistas de “pescadores-coletores-caçadores”, os sambaquieiros viviam perto do mar, em locais que integravam diversos ecossistemas, como restinga, lagoas, florestas e mangues.

O Sítio Arqueológico Aldeia do Portinho foi localizado em 2007, quando da realização de estudos de impacto ambiental para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários na área do Novo Portinho. Já em 2011, com a retomada dos trabalhos de escavação arqueológica em outra área do terreno, surgiram importantes achados, entre eles, a ‘Boop’ – o esqueleto de aproximadamente dois mil anos de uma indígena que revela o intercâmbio de duas culturas: a Sambaquieira e a Una.

O esqueleto da Boop encontra-se provisoriamente guardado no museu, e não se trata somente de uma fonte documental, mas a protagonista de uma história hoje enterrada, mas passível de ser contada e compartilhada.

Nesse sentido, a Oficina de Arqueologia: Sítio Arqueológico Aldeia do Portinho irá trazer à tona a discussão sobre a ocupação dessa região e os impactos que a ocupação, muitas vezes desordenada do nosso espaço pode ocasionar. Pretende-se proporcionar aos participantes a ampliação de conhecimentos sobre o patrimônio arqueológico da cidade e da região a partir do achado arqueológico “Boop”: a investigação e os sítios arqueológicos, a importância das pesquisas arqueológicas e da preservação dos sítios, para que possam atuar como disseminadores deste importante capítulo da história de Cabo Frio.

A Oficina, que é gratuita, será realizada no dia 25 de setembro, no Mart. O participante poderá escolher realizar a oficina ou pela manhã, das 10 às 12h, ou pela tarde, das 15:30 às 17:30h. Será, ainda, conferido certificado de participação aos presentes.

As inscrições devem ser feitas através do e-mail mart@museus.gov.br ou do telefone (22) 2646-7340, informando nome completo, telefone para contato e o turno em que pretende participar (Manhã ou Tarde).

Texto: MART

Museu de Arqueologia de Itaipu vai abrigar oca Guarani a partir de abril

O Museu de Arqueologia de Itaipu (MAI/Ibram), localizado em Niterói (RJ), vai abrigar, a partir de abril, uma oca Guarani em seu espaço expositivo.

Oca também servirá como espaço para projetos eductativos desenvolvidos pelo MAI/Ibram

O projeto, em parceria com a aldeia Tekoa Mboy-Ty, trata da construção de uma edificação tradicional Guarani Mbyá que simbolizará a relação da instituição museológica com a aldeia, bem como o esforço da equipe para com a divulgação e a preservação da memória das comunidades em seu entorno.

A oca será acompanhada de painéis expositivos que tratam de diversos aspectos do cotidiano dos Guarani Mbyá. Os visitantes poderão acompanhar o processo de construção a partir do dia 25 de fevereiro. A inauguração está marcada para o dia 19 de abril.

Pedro Colares Heringuer, diretor interino do MAI, explica que a proposta do novo espaço é que também seja utilizado como sala para os trabalhos educativos desenvolvidos pelos programas Caniço e Samburá e Educação Ambiental – voltado para estudantes que visitam o museu.

O museu
O MAI está sediado nos remanescentes do Recolhimento de Santa Teresa, instituição fundada no começo do século XVIII. O acervo do museu é composto por artefatos produzidos pelos povos que viveram no litoral fluminense antes de 1500.

São artefatos líticos e ósseos, concreções, matéria corante, ocre, restos ósseos humanos e remanescentes de fauna (aves, peixes e mamíferos), além de blocos testemunhos do Sambaqui de Camboinhas. Outras informações pelo telefone (21) 3701.2994 ou pelo e-mail mai@museus.gov.br.

Texto e foto: Divulgação MAI

 

 

Boop em exposição no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (RJ)

O Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (Mart/Ibram), com o apoio do  Laboratório de Arqueologia Brasileira (LAB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), inaugura no dia 25 de janeiro a exposição Boop – esqueleto de uma jovem índia, com cerca de cerca de dois mil anos, descoberta em escavação realizada por arqueólogos do LAB em setembro de 2011.

O Sítio Arqueológico Aldeia do Portinho em Cabo Frio (RJ) é testemunho inédito do encontro de duas sociedades migradas da Amazônia pré-histórica superpovoada: Sambaquieiros e Una.

Com o achado foi possível constatar o que cada sociedade aprendeu com a outra: dos Sambaquieiros, a sociedade Una adotou a técnica da pesca em águas salgadas. Com a Sociedade Una, os Sambaquieiros aprenderam a agricultura. As escavações que revelaram Boop, codinome dado pelos arqueólogos que a encontraram, reforçam a importância da preservação da história remota da região. A exposição fica em cartaz até maio de 2012.

Texto e foto: Divulgação Mart/Ibram

Museu de Arqueologia de Rondônia reabre nesta sexta

Será reaberto nesta sexta-feira (29), no município de Presidente Médici (RO), o Centro de Pesquisas e Museu Regional de Arqueologia de Rondônia. Criado em 2007, o Museu estava fechado para reforma em sua estrutura física e a formulação de duas exposições que agora marcam seu retorno.

A primeira delas, “Arte e tecnologia: diversidade do patrimônio arqueológico do centro-leste de Rondônia” traz uma mostra da riqueza do acervo do museu através de objetos e imagens sobre a vida das populações pré-históricas da região.  A segunda exposição, itinerante, traz como tema “Homens e objetos da pré-história: aprendendo sobre arqueologia” e foi concebida para circular pelas escolas dos municípios da área de abrangência do Museu.

O Centro de Pesquisas e Museu Regional de Arqueologia de Rondônia passa a contar agora com novos equipamentos e mobiliário, além de identidade visual reformulada. O projeto foi financiado pela Jauru Transmissora de Energia Elétrica e tem o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A cerimônia de reabertura do Museu acontece nesta sexta-feira (29) a partir das 9h. Para mais informações é possível entrar em contato pelo telefone (69) 3471 2892 ou pelo e-mail museuregional@presidentemedici.ro.gov.br.