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Dia do Museólogo celebra 30 anos de regulamentação da profissão em 2014

Nesta quinta-feira (18), comemora-se no Brasil o Dia do Museólogo.

No ano em que se comemora os 30 anos da lei que regulamentou a profissão, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) saúda os profissionais que cumprem papel essencial para a conservação, pesquisa, interpretação, exposição e difusão dos conjuntos e coleções musealizados brasileiros, assegurando a preservação das memórias e identidades do país.

Nestas três décadas, o campo profissional da Museologia acumula muitas conquistas, também impulsionadas pelo lançamento da Política Nacional de Museus, em 2003, a própria criação do Dia do Museólogo, em 2004, a e a criação do Ibram, em 2009.

Para Angelo Oswaldo

Para Angelo Oswaldo, a contribuição dos museólogos é decisiva para a relevância social e cultural dos museus no Brasil

O advento de novos cursos de Museologia – hoje são 14 cursos de graduação, três de mestrado e um de doutorado, segundo o Conselho Federal de Museologia (Cofem) –, a ampliação do mercado de trabalho para a profissão, o lançamento de editais e publicações específicos, e o aumento considerável de inscrições nos conselhos de classe da área são avanços visíveis no processo de qualificação do setor.

Desafios
“Nesta data devemos refletir sobre o caminho até aqui trilhado por todos os colegas que fizeram com que a profissão se dignificasse e alcançasse um patamar de reconhecimento ímpar”, avalia o museólogo André Angulo, servidor do Museu da República/Ibram, no Rio, e integrante da atual diretoria do Cofem. “E falo não só sobre estes últimos trinta anos, mas nos mais de oitenta anos de formação destes profissionais no Brasil”, completa.

Angulo lembra que ainda há desafios que pedem mobilização dos profissionais da área para o seu enfrentamento, como é o caso das melhorias nas condições de remuneração e trabalho. “Chegamos até aqui com a força de trabalho de uns poucos. Se formos mais pessoas, mais longe chegaremos”, aposta.

Contribuição
Para o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, os museólogos oferecem uma contribuição decisiva ao movimento que coloca o museu no centro da cena cultural contemporânea.

” O profissional da Museologia faz do museu um espaço imprescindível ao desenvolvimento da cultura, educação, economia e turismo, bem como aos avanços na construção da cidadania, na inclusão social e na qualificação urbana”, elenca.

Angelo Oswaldo lembrou ainda que o Ibram veio se integrar ao esforço dos museólogos brasileiros em favor de oportunidades e condições dignas da profissão, compatíveis com as necessidades da vida cultural do país.

“Numa rede de solidariedade, sustentada pelo diálogo e pela soma de experiências, buscamos acelerar o processo que consagra o museu como uma instituição referencial nas mais diversas perspectivas da realidade brasileira. O que inclui o pleno exercício do papel insubstituível do museólogo em toda a extensão do nosso campo”, conclui.

Texto e foto: Ascom/Ibram

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Centenário da museóloga Lygia Martins Costa é celebrado este ano

Museu Imperial e IHGB celebram aniversário de d. Pedro II em Petrópolis

Na sexta-feira (5), o Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), comemora o 189º aniversário de d. Pedro II.

Com objetivo de reviver uma tradição iniciada em 1839, quando as reuniões do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) ocorriam na residência oficial do imperador, o Paço de São Cristóvão no Rio, uma comitiva formada por pesquisadores do instituto subirá a serra para a 6ª sessão do Centro de Estudos e Pesquisas Históricas no Palácio Imperial de Petrópolis – que abriga o Museu Imperial desde 1940.O evento, que tem início às 14h30, contará com membros da Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas do IHGB, do Instituto Histórico de Petrópolis, da família imperial, autoridades, convidados e público em geral.

Na ocasião, Luiz Felipe de Seixas Corrêa,  sócio do IHGB, escritor e diplomata, profere a palestra O marquês de Paraná: seu papel na política interna e na política externa do Império.

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foi criado em 1838, a partir da intenção da monarquia em criar uma entidade que refletisse a “nação brasileira”, que, não muito antes, conquistara a independência (1822).

O patrono da instituição foi d. Pedro II, a quem foi dado o título de “Protetor”. O imperador incentivou e financiou pesquisas, fez doações valiosas, cedeu uma sala no Paço Imperial para sede do IHGB e presidiu mais de 500 sessões. Conheça o Museu Imperial.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram

Museu da República comemora 54 anos de criação amanhã (15) no RJ

Criado no dia 15 de novembro de 1960, o Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), comemora 54 anos neste sábado (15). Para celebrar a data, o museu vinculado ao Ibram preparou uma programação especial que, seguindo um conceito que tem orientado a instituição há mais de cinco décadas, combina atrações culturais dentro do palácio e ao ar livre com reflexão sobre a história republicana do Brasil.

Jardins do Museu da República no Catete

Jardins do Museu da República no Catete

A programação tem início com a inauguração da exposição Presidentes do Catete: traços e troças, que ocupará a aleia do jardim do museu. A mostra exibirá uma sátira de sentidos e contradições da experiência republicana brasileira.

Às 11h, o pátio interno do museu será palco para concerto da Orquestra Villa-Lobos e as crianças, com obras de Bach, Tchaikovsky, Villa-Lobos, Geraldo Vandré, Guerra-Peixe e outros.

No mesmo local, às 15h, o jornalista e historiador Alberto Moby Ribeiro da Silva profere palestra Sinal fechado – a MPB sob censura, um passeio pela vida cultural do Estado Novo e do regime ditatorial pós-1964, sob a vigência do Ato Institucional nº5, do ponto de vista das canções vigiadas pela censura. Na sequência, no coreto do jardim do museu, haverá declamação de poemas com apresentação musical.

O duo AssuntoGrave, formado pelo contrabaixista Ricardo Vasconcelos e pela pianista Francisca Aquino, encerra a programação do dia com a apresentação Um passeio musical pelos 125 anos do Brasil República, a partir das 17h.

O Museu da República está localizado na Rua do Catete, 153, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro (RJ). Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Museu Casa de Benjamin Constant completa 32 anos amanhã (18)

Neste sábado (18), o Museu Casa de Benjamin Constant, no Rio de Janeiro (RJ), comemora 32 anos de fundação com uma série de atividades abertas ao público a partir das 10h.

Museu Casa de Benjamin Constant

Museu Casa de Benjamin Constant localiza-se no bairro carioca de Santa Teresa

Até as 17h serão realizadas visitas mediadas ao museu casa. Na sala de jantar, será inaugurada a mostra Um jantar com Benjamin, intervenção artística que utilizará peças do artista plástico vidreiro Paulo Vergueiro.

Ali será também simulado um jantar de Benjamin Constant (1833-1891) com outras figuras históricas com quem ele teve contato em sua vida de engenheiro, militar, professor e estadista do século XIX.

Os convidados
À mesa, os 11 lugares restantes estarão reservados para sua esposa, Maria Joaquina, Dom Pedro II (Benjamin Constant foi professor dos filhos do imperador), Auguste Comte, filósofo francês, entre outros.

Um dos lugares, contudo, estará vazio: “é o lugar do ‘convidado desconhecido’”, explica Elaine Carrilho, diretora do museu. “O público vai sugerir que figura merece compor essa mesa republicana”.

Os votos serão colocados em uma urna e serão compilados ao término da exposição em 23 de novembro. Com a divulgação do resultado, também será sorteado um participante da votação para ganhar uma das peças do artista Paulo Vergueiro.

Outras atividades
Ainda como parte das comemorações deste sábado, às 12h haverá a entrega do livro 1889, autografado pelo autor Laurentino Gomes, à vencedora do concurso Um selfie com Benjamin, Kamylle Amorim.

Museu Casa de Benjamin Constant é uma das unidades Ibram que receberão melhorias

Criado em 1982, o museu casa reconstitui ambiente familiar de Benjamin Constant

Haverá também espaço para a Feira Sustentável do Troca – em que é permitido levar roupas, livros, CDs, relógios, utensílios etc – e um lanche orgânico colaborativo entre os visitantes que levarem alimentos e quiserem compartilhar com os demais.

A casa estará ainda recebendo 1 kg de alimento não perecível por pessoa para doação ao Ballet de Santa Teresa, entidade parceira em diversas ações culturais.

Museu casa
Erguida em torno de 1860 e comprada pela União após a morte de Benjamin Constant, a propriedade está situada no bairro de Santa Teresa, na capital fluminense, e foi a última residência daquele que é considerado o “fundador da República brasileira”. Ali, viveu seu último ano de sua vida, ao lado da esposa e de oito filhos.

Em 18 de outubro de 1982, o museu foi criado com a missão de reconstituir o ambiente familiar e o contexto sociocultural em que viveu Benjamin Constant, por meio da reconstituição de ambientes, hábitos e costumes da época. Conheça mais sobre o museu e saiba como chegar.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Casa Benjamin Constant/divulgação
Última atualização: 6/10/2016

Aos 50 anos, Museu do Açude prepara novo projeto de modernização

50 anos do Museu do Açude

Presença do público para celebrar os 50 anos do Museu do Açude no dia 28 de setembro

Os 50 anos de criação do Museu do Açude teve seu ponto alto no dia 28 de setembro, quando o museu abriu as portas para um evento comemorativo com o público carioca. A instituição integra os Museus Castro Maya e a rede de museus Ibram no Rio de Janeiro (RJ).

Bolo de aniversário, champagne e uma apresentação exclusiva do consagrado violonista Turíbio Santos compuseram a celebração, que aconteceu na sede do museu, no Alto da Boa Vista, e contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.

Em março, data oficial do aniversário do museu, foram lançados selo e publicação pelo meio século de existência do museu que integra arte, cidade e natureza.

Após a segunda fase de modernização, inaugurada em 2003, o museu parte agora para uma terceira etapa, na qual focará na adequação dos espaços arquitetônicos, infraestrutura, acessibilidade e novas aquisições para seu acervo.

“Queremos melhorar o espaço para as exposições temporárias e ainda criar um espaço gastronômico para que os visitantes possam ficar mais tempo apreciando o museu”, explica Vera Alencar, diretora dos Museus Castro Maya desde 1995. O projeto está sendo formatado e a proposta é buscar recursos tanto de fundos públicos quanto da iniciativa privada.

Contudo, a diretora acrescenta que o início das obras para um anexo no Museu da Chácara do Céu, a outra unidade Castro Maya que fica no bairro de Santa Teresa, deve retardar um pouco a finalização do projeto para o Museu do Açude.

“Estamos na expectativa desse anexo há muitos anos, onde ficarão nossos escritórios e reserva técnica. O patrocínio do BNDES nos deu condições de iniciar o trabalho. Com recursos da Petrobras estamos agora em um segundo momento. Mas o custo total da obra ainda não está coberto”, avalia.

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

De casa a museu
Localizado numa área de 151.132m² no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca, o Museu do Açude deve sua criação ao industrial, colecionador de arte e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). Em 1962, o empresário doou a chácara encravada na Floresta da Tijuca à Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya.

O Museu do Açude foi inaugurado em 1964, no mesmo dia do aniversário do colecionador. Em 1968, outra propriedade de Castro Maya, a Chácara do Céu, é doada à fundação. Com sua abertura como museu em 1972, ambos tornam-se Museus Castro Maya.

Em 1974, os museus foram tombados pela antiga Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual Iphan), assim como os respectivos acervos e parques paisagísticos. Com a extinção da fundação no início dos anos 1980, ambos são incorporados pela União em 1983. Desde sua abertura, o Museu do Açude já recebeu dezenas de exposições temporárias, atividades culturais diversas e ainda sediou recepções para chefes de estado.

Acervo diverso
No conjunto de edifícios e jardins de inspiração portuguesa que compõem o Museu do Açude encontra-se a coleção de azulejaria – painéis franceses, holandeses, espanhóis e, sobretudo, portugueses dos séculos XVII ao XIX – e louça do Porto, tipo de faiança ornamental, fabricada a partir do século XIX em Portugal.

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, fez o circuito de instalações permanentes do Museu do Açude, acompanhado por Vera Alencar, no dia 28

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, fez o circuito de instalações permanentes do Museu do Açude, acompanhado por Vera Alencar, no dia 28

Em 1999, o museu constituiu seu Espaço de Instalações Permanentes, um circuito museológico ao ar livre, que hoje conta com obras de diversos artistas contemporâneos brasileiros: Iole de Freitas, Helio Oiticica, Lygia Pape, Anna Maria Maiolino, José Resende, Nuno Ramos e Eduardo Coimbra. Por sua excelência, o projeto recebeu, em 2004, o Prêmio Estácio de Sá do Governo do Estado do RJ.

Além das instalações integradas ao ambiente natural, o museu conta com exposições de longa duração que destacam tanto a arte oriental, oriunda da coleção original de Castro Maya e considera das mais importantes do país, quanto a relação do patrono com a paisagem e o patrimônio natural da capital fluminense. Saiba mais sobre os Museus Castro Maya.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação Museus Castro Maya
Última atualização: 3.10.2014

MNBA recebe artigos para a próxima edição de anuário até 30 de novembro

Primeiro volume do Anuário MNBA, publicado em 2009

Primeiro volume da nova fase do Anuário MNBA, publicado em 2009

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), localizado no Rio de Janeiro (RJ), está com chamada pública aberta para receber artigos de colaboradores para o volume 3 do Anuário do MNBA.

A publicação será dedicada ao centenário de nascimento do professor, pesquisador e arquiteto Donato Mello Junior, que muito contribuiu para a documentação do acervo do museu.

Serão aceitos trabalhos com temas relacionados a Museus e Patrimônio; História e Crítica da Arte; Conservação e Tecnologia; Educação Patrimonial e Memória.

Os textos devem ser escritos com fonte Arial, espaçamento simples, corpo 12, e devem ter entre cinco e 10 laudas, com até cinco imagens, além de resumo em inglês.

O prazo para envio dos textos é 30 de novembro e a equipe do MNBA divulgará os selecionados até 10 de dezembro. Os trabalhos devem ser enviados para três correios eletrônicos: ana.silva@museus.gov.br, amandio.santos@mnba.gov.br e coordenacaocomunicacao@mnba.gov.br.

Aniversário
A chamada pública dos trabalhos faz parte de uma série de eventos que integrarão as comemorações dos 78 anos de existência do MNBA – cuja data oficial é 13 de janeiro de 2015.

São Caetano de Tiene: pintura de autor desconhecido, adquirida em 1874, integra o acervo do MNBA

São Caetano de Tiene: pintura de autor desconhecido, adquirida em 1874, integra o acervo do MNBA

Para organizar as atividades comemorativas foi constituído, no dia 10 de setembro, um grupo de trabalho, coordenado pelo servidor Amândio Miguel dos Santos.

Ele poderá convocar outros técnicos do quadro do Museu Nacional de Belas Artes para participar da organização, além dos servidores que já fazem parte da equipe atual. Na próxima semana, o grupo se reunirá para definir tarefas e cronogramas relacionados às comemorações dos 78 anos do museu.

O acervo do MNBA teve origem no conjunto de obras de arte trazido por D. João VI de Portugal, em 1808, ampliado alguns anos mais tarde com a coleção reunida por Joachin Lebreton, que chefiou a chamada Missão Artística Francesa, formando uma das mais importantes pinacotecas do país. Este núcleo original foi enriquecido com importantes incorporações ao longo do século XIX e início do século XX.

Com a construção da nova sede da Escola Nacional de Belas Artes, em 1908, projeto do arquiteto Moralles de los Rios, este acervo passou a ocupar parte do novo prédio, sendo o museu criado oficialmente em 13 de janeiro de 1937.

Texto e fotos: Divulgação MNBA

Museu da Inconfidência incorpora tela de Mestre Athaíde ao acervo

O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG),  comemora 70 anos de sua criação na segunda-feira (11). Para celebrar a data será realizada, no domingo (10), às 11h, uma cerimônia para incorporação da tela Nossa Senhora da Soledade, do pintor barroco Manuel da Costa Athaíde (Mestre Athaíde, 1762-1830), ao acervo do museu.

Tela do Mestre Athaíde ficará exposta no Museu da Inconfidência

Tela do Mestre Athaíde ficará exposta no Museu da Inconfidência

Durante a cerimônia, que será restrita, personalidades serão agraciadas com medalha comemorativa do aniversário e do bicentenário da morte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814). A pintura religiosa, da segunda metade do século XVIII, poderá ser visitada pelo público a partir de domingo, após o evento.

O diretor do Museu da Inconfidência, Rui Mourão, destaca que Athaíde é reconhecido como o insuperável pintor do período colonial: “Nosso interesse por ele sempre foi grande. A sala de exposições temporárias leva seu nome, como também uma das salas da exposição de longa duração”.

A ministra da cultura, Marta Suplicy, ressalta que o Museu da Inconfidência, seja pelo momento histórico fundamental que mantém para a memória do Brasil, pelo prédio emblemático em que está situado ou pelo acervo de que dispõe, merece a tela Nossa Senhora da Soledade como presente por seus 70 anos. Ela acrescenta: “Manuel da Costa Athaíde é o maior expoente do Barroco Mineiro. Os visitantes do museu, que já são muitos, terão mais um ótimo motivo para visitá-lo”.

O Museu funciona de terça a domingo, das 12 às 18h, com venda de ingressos até 17h30. Saiba mais.

Texto e foto: Divulgação Museu da Inconfidência

Museu de Biologia Mello Leitão premia cientistas ao completar 65 anos

Nesta quinta-feira (26), às 15h, o Museu de Biologia Professor Mello Leitão (hoje Instituto Nacional da Mata Atlântica) apresentará os resultados do Projeto Muriqui – ES 2012-2014, um programa de conservação e monitoramento de populações de muriquis (espécie de primata em extinção) da Mata Atlântica do Espírito Santo (ES).

O muriqui é uma espécie encontrada na Mata Atlântica

O muriqui é uma espécie ainda encontrada nas áreas de Mata Atlântica

Na comemoração dos seus 65 anos, o museu também faz o lançamento do livro O Muriqui – Símbolo da Mata Atlântica, escrito por Sérgio Lucena Mendes, Mariana Petri da Silva, Mariana Zanotti Tavares de Oliveira e Karen Barbara Strier. A obra é resultado de um projeto de conservação dos primatas que já dura mais de 10 anos.

Quem estiver presente no evento, que será realizado na sede do museu, em Santa Teresa (ES), poderá participar do sorteio de exemplares da publicação.

“É um livro de divulgação científica, mas voltado para leigos. Pode ser distribuído em escolas, organizações não governamentais, institutos de educação ambiental,” explica Mendes, um dos autores, que também é professor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Reconhecimento
Outra atividade programada é a entrega do Troféu Álvaro Aguirre de Biodiversidade, criado em homenagem ao cientista naturalista brasileiro que, nos anos 1960, foi um dos pioneiros no estudo sobre os muriquis.

O prêmio é dividido em três categorias: Cientista, Conservação e Atividades de Campo. Receberão os troféus, respectivamente, Karen Strier, Ibsen Câmara e Rogério Ribeiro dos Santos, reconhecidos pelos trabalhos de conservação da biodiversidade e dos muriquis no Brasil.

Realizado em conjunto com a UFES, Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica, a Associação de Amigos do Museu e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, o evento é aberto ao público. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (27) 3259.1182.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação/Wikipédia

Rio 450 anos: Ibram apoiará comitê na mobilização de museus cariocas

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), Angelo Oswaldo, participou hoje (27), de reunião com o Comitê Rio 450, responsável por organizar as comemorações pelos 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro – data a ser celebrada oficialmente em 1º de março de 2015.

Ministra da Cultura no lançamento do Comitê Rio 450 em dezembro de 2013

Ministra da Cultura, Marta Suplicy, no lançamento do Comitê Rio 450 em dezembro de 2013

O principal assunto do encontro com o presidente do Comitê, Marcelo Calero, foi a parceria com o instituto para a mobilização dos museus cariocas, com destaque para os sete museus Ibram na cidade, com o objetivo de se integrarem ao calendário de atividades, que tem início em 31 de dezembro de 2014 e encerra-se em 1º de março de 2016.

A proposta é que os museus realizem, por exemplo, exposições alusivas à cidade, envolvendo seus setores educativos e a comunidade carioca.

Participaram ainda da reunião Mariana Varzea, superintendente de Museus da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e Vera Mangas, coordenadora do Patrimônio Museológico do Ibram. “O evento tem um papel relevante para a difusão dos valores cariocas e acontece em um momento importante para a cidade, que sediará os Jogos Olímpicos em 2016″, diz Angelo Oswaldo.

400 anos: logomarca criada por Magalhães em 1965

“Cidade em transe”
Em 1965, para os festejos dos 400 anos da cidade – fundada por Estácio de Sá em 1565 – as atividades se espalharam ao longo daquele ano sob o tema “cidade em transe”, pois uma “série de intervenções de infraestrutura estava mudando a paisagem” da ex-capital federal, segundo informa a página do Comitê Rio450.

Obras referenciais sobre a história do Rio foram publicadas, o carnaval de 1965 tinha como principal mote o quarto centenário da cidade e a Filarmônica de Viena apresentou-se para um Maracanãzinho lotado. Houve até concurso para escolher a Miss IV Centenário.

Aloísio Magalhães, um dos pioneiros do moderno design gráfico no país, foi responsável pela logomarca do evento, que apresentava o número quatro rotacionado como “síntese gráfica do entusiasmo e do orgulho dos cariocas”.

Para as comemorações do próximo ano, um concurso para escolha da logomarca também foi lançado e está em fase de seleção. Atualmente, o público pode votar nas melhores ideias para os 450 anos do Rio. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Comitê Rio 450/divulgação

Museu do Açude completa 50 anos e prevê projeto de modernização

Museu do Açude (RJ)

50 anos do Museu do Açude (RJ): aquisições e modernização em pauta

Conhecido por aliar cultura e natureza, o Museu do Açude, no Rio de Janeiro (RJ), completou 50 anos de criação no dia 22 de março. Para celebrar a data, o museu, vinculado ao Ibram/MinC, lança selo e publicação comemorativas, e prepara ainda um projeto de modernização.

O projeto prevê o incremento da infraestrutura e acessibilidade, além da adequação dos espaços arquitetônicos. Financiado via Lei de Incentivo à Cultura, inclui a melhoria das instalações elétricas e hidráulicas e um projeto topográfico que viabilizará a pavimentação de caminhos e o acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais.

Serão construídos ainda um pavilhão de convenções, sala de exposições temporárias, restaurante e cafeteria. “O projeto de modernização foi elaborado com todo critério, está formatado e orçado para ser encaminhado para aprovação”, explica a diretora dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar.

Ainda segundo a diretora, a história e legado do Museu do Açude serão celebrados durante a 12ª Semana de Museus, que acontece de 12 a 18 de maio, com o lançamento de uma publicação com a cronologia dos 50 anos da instituição.

“Expandir as oportunidades de fruição desse acervo que retrata cultural e artisticamente uma parte expressiva da história do Brasil, e do Rio de Janeiro em particular, é uma missão que os Museus Castro Maya vêm empreendendo com entusiasmo e determinação”, esclarece. Estão previstas também, segundo Vera Alencar, encomendas de novas obras a artistas contemporâneos.

Natureza e arte
Localizado numa área de 151.132m² no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca, o Museu do Açude deve sua criação ao industrial, colecionador e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). O museu foi criado em 1964 no mesmo dia do aniversário de Castro Maya.

Proprietário original do imóvel neocolonial em que está situado e de seu acervo, o empresário doou o conjunto à Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya – que, além do Museu do Açude, agrega o Museu Chácara do Céu. Em 1983, ambos foram incorporados pela União.

São destaques do acervo a Coleção de Arte Oriental, a Coleção de Artes Aplicadas e a Coleção de Azulejaria e Louça do Porto. O museu se destaca também por seu Espaço de Instalações Permanentes, que segue a filosofia do “patrimônio integral”.

Dedicado à arte contemporânea e integrando acervos natural e cultural, o circuito a céu aberto conta com obras de circuito as obras de Iole de Freitas, Anna Maria Maiolino, Helio Oiticica, Lygia Pape, Nuno Ramos, José Rezende, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Acervo/Ibram

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