Servidoras do Ibram participam de eventos nas áreas de registro e memória

Neste mês de setembro, duas servidoras vinculadas ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) representarão o instituto fora do país. Ainda esta semana, Maria Helena Versiani, pesquisadora do Museu da República (RJ), viaja à cidade de Dresden (Alemanha) para participar da Conferência Anual do Comitê Internacional para Documentação, organizada pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), que acontece entre os dias 5 e 12. Ela irá apresentar o trabalho Memórias de uma coleção histórica.

Museu da República (RJ)

O Museu da República (RJ) guarda acervo que preserva a memória da constituinte de 1988

“O trabalho, resumidamente, discute o processo de formação de um conjunto documental preservado no Museu da República com o nome de Coleção Memória da Constituinte”, explica Maria Helena.

Esse acervo, segundo ela, possui a especificidade de ser uma documentação formada por instâncias da administração pública vinculadas ao Ministério da Cultura (MinC), criadas especificamente para atuar no processo constituinte, que resultou na promulgação da atual Constituição Federal em 1988.

A pesquisadora ressalta que alguns aspectos da formação desse acervo indicam, em grande medida, escolhas políticas dos agentes responsáveis por sua acumulação e organização como patrimônio histórico documental.

“Trata-se de uma coleção museológica que valoriza a redemocratização do Brasil, em contraposição ao regime autoritário imposto no país a partir do golpe de 1964,” conclui Maria Helena Versiani.

Espanha
Já a Coordenadora-Geral de Sistemas de Informação Museus do Ibram, Rose Miranda, que em 2013 apresentou a situação do registro de museus no Brasil no I Encontro do Comitê Assessor do Observatório Ibero-Americano de Museus (OIM) em Toledo (Espanha), se prepara para mais uma atividade no país. Entre 13 e 22 de setembro, ela volta à mesma cidade para participar do segundo encontro do OIM – projeto enquadrado dentro do Programa Ibermuseus.

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Obra de Lasar Segall integra mostra nos EUA sobre Arte Degenerada

O quadro Eternos caminhantes, de autoria do pintor Lasar Segall (1891-1957), nascido na Lituânia e naturalizado brasileiro, é uma das atrações da mostra Degenerate Art: The Attack on Modern Art in Nazi Germany, 1937 (Arte Degenerada: o Ataque à Arte Moderna na Alemanha Nazista, 1937), que a Neue Galerie, de Nova Iorque (EUA), inaugura no dia 13 de março.

Eternos Caminhantes (1919): quadro de Segall integra exposição em Nova Iorque

O óleo sobre tela, produzido por Lasar Segall em 1919 e adquirido em 1920 pelo Museu da Cidade de Dresden, na Alemanha, foi uma das milhares de obras confiscadas pelo regime nazista de Adolf Hitler e uma das 650 expostas em Munique, em 1937, na famosa Exposição de Arte Degenerada, que pretendia desqualificar a arte moderna – tema da exposição nova-iorquina.

Da Alemanha para o Brasil
Durante a Segunda Guerra Mundial, a tela, um dos exemplos do expressionismo construtivo de Segall, permaneceu, como tantas, confinada nos depósitos oficiais alemães.

Terminado o conflito, a pintura foi localizada em uma coleção particular europeia e a pedido da viúva do artista judeu, Jenny Klabin Segall, adquirida e trazida para o Brasil em caráter definitivo. Foi incorporada ao acervo do Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo (SP), em 1967.

Para esta exibição, o quadro seguiu para os Estados Unidos no dia 26 de fevereiro, acompanhado pela museóloga Pierina Camargo, do Museu Lasar Segall. “Estamos há praticamente dois anos preparando esta viagem, que tem tudo para dar certo. Segall está sendo privilegiado no elenco dos artistas que representam esta mostra”, comemorou o diretor do museu, Jorge Schwartz.

A exposição seguirá em cartaz na Neue Galerie até o dia 30 de junho. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação Museu Lasar Segall

Obras do Museu Lasar Segall integram mostra sobre modernismo na Alemanha

Duas obras pertencentes ao acervo do Museu Lasar Segall (Ibram/MinC), de São Paulo (SP), são destaques na mostra Na rede do Modenismo, em cartaz na instituição Staatliche Kunstsammlungen Dresden, na cidade de Dresden, Alemanha. A mostra foi inaugurada no dia 27 de setembro.

Eternos Caminhantes, de Lasar Segall (1919), pertence hoje ao acervo do museu dedicado ao artista em SP

Os dois trabalhos, de autoria do pintor Lasar Segall (1891-1957), nascido na Lituânia e naturalizado brasileiro, guardam intrínseca relação com a história da arte moderna alemã.

A primeira delas é um retrato a lápis do crítico de arte alemão Will Grohmann, homenageado pela mostra; a segunda é o óleo sobre tela Eternos caminhantes, de 1919.

Adquirida em 1920, do próprio Segall, pelo Museu da Cidade de Dresden, Eternos caminhantes foi uma das milhares de obras confiscadas pelo regime nazista de Adolf Hitler e uma das 650 expostas em Munique, em 1937, na famosa Exposição de Arte Degenerada, que pretendia desqualificar a arte moderna.

Recepção alemã
Durante a Segunda Guerra, a tela, um dos melhores exemplos do expressionismo construtivo de Segall, permaneceu, como tantas, confinada nos depósitos oficiais alemães. Finda a guerra, a pintura foi localizada em uma coleção particular europeia e a pedido da viúva do artista, Jenny Klabin Segall, adquirida e trazida para o Brasil em caráter definitivo. Foi incorporada ao acervo do Museu Lasar Segall em 1967.

“Dresden nunca mais viu esta obra, que foi recebida agora com grande expectativa e comemorada em lugar de honra na exposição”, conta o diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz. “Em meio a uma enormidade de obras expostas, foi uma das únicas que mereceu uma parede inteira, logo na entrada do espaço expositivo”.

O reconhecimento da importância de Lasar Segall para a história da arte moderna alemã é expresso também nas seis páginas dedicadas ao artista no catálogo da mostra, que segue em cartaz até 6 de janeiro de 2013, quando as duas obras retornam ao Brasil.

Texto: Bruno Aragão – Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Vice-diretora de instituto alemão de museus ministra palestra em Brasília

Como parte do projeto Apoio aos Diálogos Setoriais Brasil-União Europeia, o Ibram/MinC recebe no dia 25 de junho, a visita de Monika Hagedorn-Saupe, vice-diretora do Instituto de Pesquisa de Museus da Alemanha, localizado em Berlim.

Às 15h, a vice-diretora ministra palestra no auditório do Ibram sobre o trabalho da instituição, responsável pela pesquisa e análise de dados sobre os museus alemães.

Haverá tradução simultânea inglês-português. A entrada é aberta ao público e está sujeita à lotação do auditório (150 pessoas). Interessados em participar podem se inscrever aqui. A palestra acontece no Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco N (sobreloja).

Monika Hagedorn-Saupe é graduada em Pedagogia e Ciências Sociais pela Universidade Ruhr em Bochum (Alemanha) e em Matemática e Didática pelo Kings College, da Universidade de Londres. É Mestre em Pedagogia, com especialização em Sociologia e Psicologia, pela Universidade Livre de Berlim, e Licenciada em Matemática pela mesma universidade. Leciona para turmas de Museologia na Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim (HTW) e é professora honorária da HTW desde 2006.

Desde 1985, atua no Instituto de Pesquisa de Museus (Institut für Museumsforschung), órgão responsável pela pesquisa e análise de dados referentes ao setor museal alemão, e vinculado às instituições públicas Museus Estatais de Berlim, responsável pela administração dos museus daquela cidade, e Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, agência que realiza a gestão do patrimônio cultural na Alemanha.

Desde 1994, é Vice-Diretora do Instituto de Pesquisa de Museus, dirige o Departamento de Pesquisa de Visitação e Estatísticas de Museus, no mesmo instituto, e é responsável por diversos projetos europeus na área.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação