Exposição no Museu da Inconfidência resgata história dos chafarizes da cidade

Ao completar 80 anos de tombamento federal em 2018, a cidade de Ouro Preto (MG) ganha uma exposição que marca o início das comemorações da data, ao mesmo tempo em que valoriza o acesso da população à água ao longo dos séculos.

Água e Ouro Preto: patrimônios de todos nós é a exposição que abre dia 23 de março no Museu da Inconfidência/Ibram, a partir das 19h, dando início às atividades de lançamento do Ano do Patrimônio Cultural de Ouro Preto. A entrada é franca.

Um dos chafarizes de Ouro Preto em frente ao Museu da Inconfidência/Ibram

Um dos chafarizes de Ouro Preto em frente ao Museu da Inconfidência/Ibram

A proposta é gerar uma reflexão sobre o pertencimento e reconhecimento da relevância da memória histórica para a formação da cultura nacional. Margareth Monteiro, Zaqueu Astoni Moreira e Mateus Júnio Pires Guimarães são os curadores da exposição.

Linha do tempo
A mostra registra a entrega das obras de restauração para uso do Chafariz de São José – construído no século XVIII e um dos símbolos da expressividade artística brasileira do período colonial.

São apresentados objetos do acervo do Museu da Inconfidência e do Arquivo Público Municipal, além de documentos sobre as arrematações dos chafarizes da cidade, cuja responsabilidade se remetia às câmaras municipais.

A partir da Carta Régia de 1603, primeira menção que se conhece sobre os recursos hídricos no Brasil Colônia, enfatiza-se a importância da água em todo o ciclo do ouro em um linha do tempo.

O traçado urbano da antiga Vila Rica revela, em monumentais conjuntos arquitetônicos, dezenas de chafarizes que canalizavam a água de grandes mananciais, sendo distribuída à população por bicas ou carrancas que jorravam dia e noite. As obras elegiam locais de maior acesso ou áreas do comércio local, visando atender a um maior número de pessoas.

A exposição é realizada por meio de uma parceria entre o Museu da Inconfidência e da Prefeitura de Ouro Preto, através da Secretaria de Cultura e Patrimônio, com apoio da Câmara Municipal de Ouro Preto e da Converso Comunicação, e conta com patrocínio da Gerdau e da Valenet.

A exposição Água e Ouro Preto: patrimônios de todos nós fica em cartaz até 29 de abril na Sala Manoel da Costa Athaide (anexo I do Museu da Inconfidência) e pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 18h. Saiba mais sobre o Museu da Inconfidência.

Texto e foto: MI/Divulgação
Edição: Ascom/Ibram

Semana do Meio Ambiente: MCHA escolhe Água como tema de atividades

Atividades em torno da Água seguem até dia 14 no MCHA/Ibram

A ação educativa da Semana do Meio Ambiente no Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA/Ibram), no Maranhão, começou ontem (4).

A atividade tem Água como foco e é uma extensão das ações que foram realizadas em comemoração ao Dia da Água – celebrado em 22 de março. Na época, o público-alvo foram os alunos de jardim de infância. Já para esta atividade, que segue até 14 de junho, o público são estudantes do Ensino Fundamental do 1º e 2ª anos.

A ação reúne objetos do acervo vinculados à água: maquetes, painéis de fontes históricas de Alcântara, imagens do rio Pepital que abastece a cidade, painel para crianças interagirem sobre usos e desusos da água, além de vídeos e de um boliche com o tema Poluição das Águas.

O objetivo da ação é apresentar o valor da água ao longo da história, os cuidados para a preservação, as formas de poluição e discutir o contexto da água em Alcântara. Turmas de quatro escolas já agendaram visita ao museu para participarem da ação. Saiba mais sobre o MCHA.

Texto e foto: Divulgação MCHA

Museu Histórico Nacional (RJ) exibe Água e Tristeza do Infinito

Com curadoria artística de Marcello Dantas e curadoria científica de Gustavo Accacio e Mário Domingos, O Museu Histórico Nacional/Ibram recebe a exposição Água, que trata da relação entre a água e o planeta, aliando ciência, arte e tecnologia. A exposição estará aberta ao público de 23 de novembro a 22 de março de 2012.

Serão apresentadas instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários virtuais e instalações audiovisuais, que ocuparão os 1mil m² de galerias ao redor do Pátio dos Canhões.

A exposição ficou em cartaz seis meses em São Paulo e atraiu 240 mil visitantes. Entre as principais atrações, está a simulação de uma enchente de grandes proporções numa casa, podendo mo público nela entrar em pleno temporal.

Idealizada e realizada pelo Instituto Sangari, Água tem patrocínio da IBM e o co-patrocínio da AMIL e do Movimento Cyan da AMBEV. A exposição tem ingresso em separado, com direito a visitar as exposições do Museu. Quem não quiser visitar a exposição, continua adquirindo o ingresso normal do MHN. Saiba mais.

Óleo sobre tela
Segue em cartaz a exposição Tristeza do Infinito, realizada com o apoio da Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional, reunindo trinta telas à óleo do artista plástico e restaurador Luiz Fernando de Carvalho Abreu.

Sob a inspiração da leitura de textos poéticos de Cruz e Souza, o artista transformou a leitura em ação, criando desenhos, composições, transparências e figuras que “falam, sentem e transmitem ao expectador a tristeza do infinito”. A exposição estará em cartaz até 26 de fevereiro de 2012.

Luiz Fernando de Carvalho Abreu é carioca, formado pela Escola de Belas Artes/UFRJ com especialidade em restauração. Com exposições individuais e coletivas, realizadas no Rio de Janeiro e em Barcelona, Luiz Fernando é responsável pela Oficina de Pintura do Laboratório de Restauração do Museu Histórico Nacional desde 1985.

Textos e fotos: Divulgação Museu Histórico Nacional