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Casa de Rui Barbosa inscreve até hoje para mestrado em Memória e Acervos

Seleção para curso gratuito, com duração de dois anos, recebe inscrições até hoje.

Seleção para curso gratuito, com duração de dois anos, recebe inscrições até esta segunda-feira (13).

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) recebe até esta segunda-feira (13) inscrições para edital que oferece até 16 vagas para a turma 2019 de seu Curso de Mestrado Profissional em Memória e Acervos.

O curso é gratuito, com duração de dois anos, e tem como principal objetivo a formação de gestores, profissionais e pesquisadores que atuam com acervos públicos e privados de natureza arquivística, museológica ou bibliográfica, sendo também aberto a estudantes recém-egressos da graduação e ao público em geral em busca de formação profissional na área. As aulas acontecem de segunda a sexta, das 18h às 22h.

O Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos possui duas linhas de pesquisa: “Patrimônio Documental: Representação, Gerenciamento e Preservação de Espaços de Memória”; e “Práticas Críticas em Acervos: Difusão, Acesso, Uso e Apropriação do Patrimônio Documental Material e Imaterial”.

As inscrições podem ser feitas no site da FCRB. É exigido comprovante de pagamento de taxa no valor de R$ 100. Para mais detalhes, leia o Edital de Seleção.

Ibram conclui doação de mais de 700 obras de arte a museus brasileiros

Um total de 67 museus e centros culturais de todas as regiões do país serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos.

No total, 67 museus e centros culturais de todas as regiões do país serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos; bens culturais serão enviados em até 90 dias.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) já definiu as instituições que receberão mais de 700 obras de arte oferecidas ao setor museal em maio passado, com intermediação do órgão, pelo Instituto Itaú Cultural.

O lote oferecido inclui gravuras, serigrafias, litografias e óleos sobre tela assinados por artistas brasileiros renomados como Emanoel Araújo, Maria Bonomi, Roberto Burle Marx, Amilcar de Castro, Renina Katz, Tomie Ohtake e Alfredo Volpi, entre outros, além de reproduções de artistas internacionais como Van Gogh, Picasso, Miró, Kandinsky e Klee.

No total, 67 museus e centros culturais brasileiros serão beneficiados e agregarão obras do lote a seus acervos. As instituições contempladas estão em 49 cidades que abrangem todas as regiões do país, em 18 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Três museus vinculados ao Ibram receberão obras hoje pertencentes ao Acervo Banco Itaú. O Museu Victor Meirelles, em Florianópolis (SC), agregará a seu acervo 25 delas, que incluem duas litografias, uma de Alfredo Volpi e outra de Emanoel Araújo; e uma gravura de Carlos Vergara. O Museu da Abolição, em Recife (PE), será contemplado com 13 bens culturais, entre eles obras de Bernard Bouts e José Sabóia. Os Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), receberão 12 obras – o óleo sobre tela Paisagem Bom Jesus de Pirapora, de Hugo Adami, é uma delas.

Critérios

Instituições de todo o Brasil, públicas ou privadas, puderam manifestar interesse pelas obras. As manifestações puderam ser feitas através de formulário disponibilizado pelo Ibram e foram recebidas até o dia 8 de junho. Os pedidos foram analisados por ordem de manifestação e a pertinência de incorporação de itens foi avaliada levando em conta a caracterização dos acervos dos museus e sua missão. Foi utilizado como critério de desempate a apresentação de Registro do Museu, Plano Museológico e Política de Aquisição e Descarte.

“Iniciativas como esta são fundamentais para a ampliação dos acervos dos museus brasileiros e a democratização do acesso a seus públicos”, avalia a coordenadora de Acervo Museológico do Ibram, Luciana Palmeira. “O Ibram estimula uma cultura de doação de bens culturais a museus no Brasil e está à disposição para realizar uma intermediação criteriosa”, completa. As obras serão enviadas aos museus contemplados, com todos os custos a cargo do Itaú Cultural, num prazo de até 90 dias.

História oral resgata memória institucional do Museu das Missões

Museu das Missões/Ibram integra complexo do Sítio Arqueológico de São Miguel das MIssões (RS)

Museu das Missões/Ibram integra Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo (RS)

Instituição com papel fundamental na preservação da memória de um importante capítulo da história do Brasil, o Museu das Missões/Ibram também tem trabalhado em prol de sua memória institucional – que se conecta ao tema Museus e suas memórias abordado pela 11ª Primavera dos Museus.

Localizado na antiga região dos Sete Povos das Missões, o museu, criado em 1940, integra o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, em São Miguel das Missões (RS).

Responsável pela preservação de acervo relacionado às reduções missionais, um dos objetivos do setor de Pesquisa Histórica e Arquivo do museu tem sido também investigar, documentar, preservar e divulgar a trajetória da unidade museológica Ibram.

“Reconhecemos a sua historicidade e buscamos transformar a própria memória institucional em objeto de conhecimento crítico”, explica Diego Luiz Vivian, diretor do Museu das Missões.

Vozes da memória
Entre os anos de 2010 e 2013, por exemplo, desenvolveu-se o Projeto de História Oral do museu. A partir de orientações técnicas e procedimentos metodológicos do campo da história, o objetivo foi tornar acessível as entrevistas realizadas.

A formação e o gerenciamento do acervo museológico foram temas abordados. “A aquisição de acervo ocorreu, especialmente, através da coleta de peças realizada pelo primeiro zelador do museu”, conta Vivian.

Colocação das telhas no Museu das Missões (1939-40)/Arquivo Iphan

Colocação das telhas no Museu das Missões (1939-40)/Arquivo Iphan RJ

A construção de um “repertório biográfico” sobre o museu, entre os anos de 1937 e 1987, revelou informações sobre ‘personagens’ que fizeram parte da sua história: da família do primeiro e inesquecível zelador, que viveu em anexo ao museu por cerca de 60 anos, a técnicos, arquitetos e engenheiros envolvidos nas obras de construção – cujo projeto foi do arquiteto Lucio Costa (1902-1998).

“O museu possui uma trajetória de quase oito décadas na preservação do legado missioneiro”, aponta o diretor, acrescentando que a realização do trabalho de pesquisa também atende demandas de documentação do próprio museu.

Diego Vivian, que é historiador de formação, publicou em 2015 o artigo Estudo sobre a trajetória do Museu das Missões Ibram/MinC, em publicação do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais.

No mesmo ano, o museu foi tema de um dos volumes da Coleção Museus Ibram, que busca levar ao público o trabalho desenvolvido pelos museus federais que compõem a sua rede. A publicação está disponível para download gratuito.

Assista também episódio da série Conhecendo Museus sobre o Museu das Missões.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu das Missões/Divulgação

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Museu Imperial integra projeto de moda Google Arts & Culture

A partir de hoje (8), três mil anos de moda mundial estão reunidos na maior exposição virtual de estilo já realizada. O projeto We Wear Culture (“Nós Vestimos Cultura”, em inglês), desenvolvido pelo Google Arts & Culture, é fruto de colaboração com mais de 180 instituições culturais em 42 países.

O traje do imperador d.Pedro II compõe projeto de moda do Google

Acervo do Museu Imperial/Ibram: traje do imperador d.Pedro II compõe projeto de moda do Google

O Museu Imperial, que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), é uma das 11 instituições brasileiras que contribuem com o projeto ao disponibilizar o traje e as insígnias usados por d. Pedro II (1825-1891) em sua coroação como imperador – peças que despertam curiosidade e fascínio entre os visitantes do museu.

“Falar sobre o traje usado por d. Pedro II em sua coroação, antes de mais nada, é falar sobre como a indumentária é o atributo de quem o veste: ele não foge a nenhuma regra simbólica presente no século XIX”, explica Muna Durans, coordenadora do projeto de digitalização do Museu Imperial.

Além do design de moda, as peças que compõem o traje majestático “são símbolos de poder e de afirmação do país recém-independente, que buscava lugar e respeito entre os grandes e tradicionais reinos existentes na Europa do século XIX”, reforça. Saiba mais sobre o Museu Imperial.

Realidade virtual

Em meio a mais de 400 exposições e histórias do projeto We Wear Culture, que envolvem 30 mil fotos, vídeos e outros documentos, foram também desenvolvidos filmes de realidade virtual que podem ser vistos tanto no YouTube quanto com um visor de realidade virtual.

Para Alessandro Germano, diretor de parcerias estratégicas do Google para a América Latina, as exposições retratam histórias por trás do que nós usamos. “O que você veste é cultura de verdade e, no mais das vezes, é mais do que uma obra de arte”, acredita.

A exposição completa We Wear Culture está disponível online pelo aplicativo do Google Arts & Culture para dispositivos móveis iOS e Android.

Acervos online
Desde o dia 30 de maio, também estão disponíveis na plataforma Google Arts & Culture 1,3 mil peças dos acervos de cinco museus que compõem a rede Ibram: Museu Lasar Segall (SP), Museu Histórico Nacional, Museus Castro Maya, Museu Nacional de Belas Artes e Museu Imperial (RJ).

Nesta primeira fase, mais de 450 obras desses objetos foram capturadas com a Art Camera – câmera que digitaliza em alta resolução (gigapixels) e revela detalhes de obras e objetos que passariam despercebidos a olho a nu. Também é possível passear pelos museus do Ibram graças à tecnologia Google Street View.

A digitalização, resultado da parceria entre Ibram e Google, tem como objetivo promover os museus brasileiros e seus acervos, democratizando o acesso ao vasto patrimônio que as instituições preservam.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Imperial/Divulgação

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Acervos digitais: resultado da parceria entre Ibram e Google no 7º FNM
Ibram e Google disponibilizarão online acervos de cinco museus

 

Votação pela internet definirá identidade visual do 7º Fórum Nacional de Museus

Entre os dias 3 e 13 de abril, qualquer pessoa poderá votar pela internet para definir a identidade visual do 7º Fórum Nacional de Museus (FNM).

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o evento nacional está programado para acontecer entre os dias 30 de maio e 4 de junho em Porto Alegre (RS) – cidade escolhida pelos participantes no 6º FNM em Belém (2014).

Porto Alegre foi escolhida para sediar o 7º FNM na 6ª edição do evento (2014)

Porto Alegre foi escolhida para sediar o FNM durante a 6ª edição do evento em 2014

Após edital do Ibram, museus da capital gaúcha enviaram 12 imagens de peças de acervo para concorrer à seleção.

O presidente do Ibram, Marcelo Araujo, o curador e gestor cultural gaúcho Cezar Prestes e dois representantes de áreas técnicas do instituto formaram a comissão de seleção que optou por cinco imagens.

De uma vista de Porto Alegre no século XIX a pinturas de Iberê Camargo (1914-1994), as imagens pertencem ao Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre, ao Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo e à Fundação Iberê Camargo. Confira as imagens selecionadas.

agora será a vez do público escolher a melhor delas. Apenas uma imagem poderá ser votada. A escolhida poderá ser adaptada às necessidades das peças que integram a identidade visual do evento. A enquete ficará disponível no portal do Ibram.

Sobre o FNM
O Fórum Nacional de Museus reúne os diversos atores da área de museus do Brasil. Palestras, oficinas, grupos de trabalho, debates, entre outras atividades, compõem a programação. Saiba mais.

A cada edição, uma cidade brasileira é escolhida para sediar o FNM. Esta será a segunda vez que a região Sul recebe o evento: em 2008, Florianópolis (SC) sediou o 3º FNM.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Ibram e Google disponibilizarão online acervos de cinco museus

Imagens em alta definição de bens culturais pertencentes aos acervos de cinco museus da rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) estarão disponíveis online nos próximos meses.

Museu Lasar Segall em SP é uma das instituições integradas ao projeto Ibram-Google

Museu Lasar Segall em SP é uma das instituições participantes da parceria entre Ibram e Google

Resultado de parceria entre o Ibram e a Google Inc, por meio do Projeto Google Art, a digitalização tem como objetivo promover os museus brasileiros e seus acervos, democratizando o acesso ao vasto patrimônio que essas instituições preservam.

Nesta primeira fase do projeto participam o Museu Imperial, em Petrópolis (RJ); o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), os Museus Castro Maya e o Museu Histórico Nacional (MHN), localizados no Rio; além do Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP).

Inicialmente, estarão disponíveis online imagens do interior e edificação dos museus, por meio da tecnologia Street View, imagens de peças emblemáticas dos acervos de cada instituição, capturadas em alta definição (ArtCamera), além de conteúdos relacionados – como plantas baixas e dados de identificação (metadados) das obras.

Trabalho em processo
Com as imagens das galerias e edificações dos museus já capturadas, está em andamento a fotografia das obras: cerca de 100 imagens devem ser feitas em cada instituição. Com a inclusão dos metadados, a última fase será a construção das exposições virtuais que alinham as obras em torno de narrativas.

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Projeto Google Art já possui cerca de 45 mil obras disponíveis online

O lançamento dos conteúdos digitais dos museus Ibram na plataforma Google deve acontecer durante o 7º Fórum Nacional de Museus, na cidade de Porto Alegre (RS), no mês de junho.

O Google Art é um projeto sem fins lucrativos desenvolvido pelo Instituto Cultural da Google. Com instituições parceiras em mais de 60 países, e cerca de 45 mil obras online, 26 instituições brasileiras já se encontram no projeto – como Pinacoteca de São Paulo, Museu do Amanhã (RJ), Fundação Athos Bulcão (DF) e Inhotim (MG).

A proposta é divulgar os acervos culturais, obras de arte e documentos históricos que estão fisicamente em museus e instituições de todo o mundo por meio da rede mundial de computadores, ampliando sua acessibilidade para pessoas no mundo inteiro. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Ibram/Divulgação

Unesco: Programa Memória do Mundo reconhece mais oito acervos brasileiros

O acervo do pesquisador e etnógrafo brasileiro Arthur Ramos (1903-1949) recebeu ontem (6), o reconhecimento do Programa Memória do Mundo da Unesco por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – ligada ao Ministério da Cultura (MinC).

Coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com MinC, o programa premiou ainda mais sete coleções documentais de diversas áreas culturais durante evento promovido em Brasília (DF).

Representante da FBN recebe reconhecimento da Unesco. Ao fundo, Marcelo Araujo, presidente do Ibram

A representante da FBN recebe reconhecimento da Unesco. Ao fundo, Marcelo Araujo, presidente do Ibram

Representante do MinC na cerimônia, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo, afirmou que a premiação é um dos mais significativos reconhecimentos para os acervos documentais e bibliográficos da memória brasileira.

“O registro dá luz à relevância desses acervos no âmbito da cultura nacional, permitindo que haja uma maior dinamização dessas coleções nas suas múltiplas vertentes institucionais, sejam eles sediados em museus, em arquivos ou em bibliotecas”, destacou.

Diversidade e vitalidade cultural
Na avaliação de Araújo, a premiação deste ano trouxe algumas surpresas, como o arquivo do Circo Garcia do Centro de Memória do Circo. “É a primeira vez que um acervo circense recebe uma homenagem como esta”, aponta. “Esse fato isolado já é, a meu ver, uma evidência da abrangência adequada do aspecto cultural que esses arquivos revelam em termos da diversidade e da vitalidade da cultura brasileira”, disse.

Os outros sete acervos premiados foram o de Jean-Pierre Chabloz, referente à Batalha da Borracha (Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará); o arquivo da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos: 1983-2016 (Arquivo Público do Estado de São Paulo); a coleção de Obras Raras da Biblioteca Mineiriana do Instituto Cultural Amilcar Martins (Instituto Almicar Martins); o Conjunto Documental Companhia Empório Industrial do Norte: 1891-1973, do Arquivo Público do Estado da Bahia (Fundação Pedro Calmon); os Dissídios Trabalhistas do Conselho Nacional do Trabalho: um retrato da sociedade brasileira da Era Vargas (Tribunal Superior do Trabalho); e o Pensar o Brasil: a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro: 1839-2011 (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro).

Anualmente, o Comitê do Programa lança um edital para candidaturas de acervos a serem reconhecidos como patrimônio para a memória brasileira por meio de sua inscrição no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo. Até o momento, foram registradas 91 coleções documentais no Brasil. Leia a matéria completa.

Texto: Ascom/MinC
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Janine Moraes/MinC

Acervos: Ibram realiza seminário-oficina sobre Gestão de Riscos no MNBA

Teve início nesta segunda-feira (21), e segue até a sexta-feira (25),  o seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados, realizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro (RJ).

Gestão de riscos: Técnicos do Ibram estão reunidos no Rio

Gestão de riscos: profissionais do Ibram estão reunidos no Rio até sexta (25)

No âmbito do Programa para a Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro, o evento reúne no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) mais de cinquenta profissionais e gestores de museus da rede Ibram, além de técnicos do órgão ligados à área de segurança e preservação de acervos.

Durante cinco dias, os participantes terão a oportunidade de travar contato com conteúdos teóricos e práticos em torno do tema, apresentados pelo museólogo e meteorologista Antonio Carlos Oliveira e pelo químico José Luiz Pedersoli Jr. – atuante na área da conservação do patrimônio cultural.

Durante o encontro, foi apresentado o novo sistema informatizado e integrado ao conjunto de museus Ibram, capaz de mapear dados meteorológicos dos museus e gerar alertas de ocorrência e resposta frente a riscos climáticos ao patrimônio musealizado.

“Achei o encontro super rico, uma grande oportunidade para reunir profissionais dos diversos museus compartilhando desafios e experiências, desta vez com foco nos riscos climáticos e já diante de uma nova ferramenta”, avaliou José Luiz Pedersoli Jr., que já havia ministrado curso para profissionais da rede Ibram sobre gestão de risco ao patrimônio cultural, de forma ampliada.

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira concedeu entrevista na qual explica os objetivos e potencialidades do sistema informatizado e integrado sobre dados meteorológicos dos museus da rede Ibram.

Sobre o programa
O Programa para Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro tem, entre seus objetivos, realizar ações de capacitação em gestão de riscos para acervos, envolvendo profissionais dos museus Ibram e demais profissionais da área, e acompanhar a elaboração e implementação do plano de gestão de riscos nas unidades museológicas vinculadas ao Ibram.

Dentre os resultados desejados está a criação de mecanismos para museus em ações de preservação e segurança, buscando minimizar perdas de valor das coleções, face a riscos e ameaças que podem afetar tanto os prédios onde estão instalados quanto seus acervos. Conheça o programa na íntegra.

Texto e foto: Ascom/Ibram
Última atualização: 24.11.2016

MinC tomba acervo do Museu de Artes e Ofícios, em Minas Gerais

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Com peças originais dos séculos XVIII ao XX, a coleção que deu origem ao museu foi iniciada há cerca de 50 anos e contempla os mais variados ofícios do homem brasileiro.

O Ministério da Cultura (MinC) homologou nesta quarta-feira (6), através da Portaria nº 31, publicada no Diário Oficial da União, o tombamento do acervo do Museu de Artes e Ofícios (MAO), situado em Belo Horizonte (MG).

Assinada pelo ministro Juca Ferreira, a portaria oficializa proposta aprovada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em sua 77ª reunião, realizada em novembro de 2014.

O conselho, que conta com representação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), é integrado por especialistas de áreas como Cultura, Turismo, Arquitetura e Arqueologia, e avalia processos de tombamento e registro de bens culturais materiais e imateriais.

Aberto em 2005, o Museu de Artes e Ofícios está situado na Praça da Estação, no centro histórico da capital mineira, e abriga um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios no Brasil.

Com peças originais dos séculos XVIII ao XX, a coleção que deu origem ao museu foi iniciada há cerca de 50 anos e contempla os mais variados ofícios do homem brasileiro, reunindo ferramentas, utensílios, máquinas e equipamentos diversos que explicitam a história do trabalho em nosso país. Saiba mais.

Google apresentou ao Ibram plataforma para acervos online

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) recebeu em Brasília (DF), no dia 20 de novembro, a visita de três representantes da multinacional Google no Brasil. Mariana Macário, Helena Martins e Marcelo Lacerda apresentaram ao presidente e diretores do Ibram, a plataforma Google Cultural Institute, que oferece ferramentas para que museus exibam seus acervos online.

O Google já fechou parcerias com centenas de museus, instituições culturais e acervos históricos de todo o mundo para hospedar online seus patrimônios culturais, e deu início a entendimentos com o Ibram como mesmo objetivo.

Durante missão em Paris (França) este mês, para a  37ª  Conferência Geral da Unesco, o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, já havia sido apresentado à equipe do Google Cultural Institute e às tecnologias que a empresa tem utilizado com o objetivo de disponibilizar acervos digitalizados na internet.

“É uma ótima ferramenta que facilita o estudo da história da arte, da obra de arte em si, o estudo da conservação e possibilita a democratização do aceso à cultura”, disse o presidente após a reunião em Brasília. “Para o Ibram, é uma possibilidade de difusão muito interessante, mas que precisa ser analisada com muito critério, sob a luz das questões normativas do Instituto”.

Com o objetivo de verificar as questões sensíveis na legislação brasileira relacionadas ao setor, como os direitos autorais e as obras nos museus, por exemplo, o Ibram pretende analisar as experiências já realizadas entre o Google e outras instituições para avaliar a possibilidade de também consolidar uma parceria.

Texto: Ascom/Ibram

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