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Acervo: Museu Casa da Hera recebe doação de itens do século 19

O Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), recebeu nos últimos dias um lote de doações com itens que ampliam o olhar sobre a vida profissional e doméstica de Eufrásia Teixeira Leite, sobre a história da casa em que viveu e da cidade fluminense durante o século 19.

Itens serão expostos durante Semana de Museus 2014

Novas peças serão expostos durante a Semana de Museus 2014

Entre os itens recebidos pelo museu estão moedas, uma cédula bancária  e ações de empresas nacionais e internacionais.

As peças foram doadas pela pesquisadora Mariana Ribeiro, graduada em Relações Internacionais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP/SP), cujo trabalho de conclusão de curso teve como tema À Frente de seu tempo: atuação e legado de Eufrásia Teixeira Leite.

Negócios e chá
“Para o Museu Casa da Hera, dispor de tais peças como parte de seu acervo é muito importante, principalmente de objetos que fazem referência ao mundo dos negócios”, explica o diretor interino do museu, Cirom Duarte.

“Eufrásia Teixeira Leite ficou conhecida pelo talento e habilidade que possuía para desenvolver seus próprios negócios, multiplicando a herança deixada por seus pais”, enfatiza.

foram doadas ainda cópias de fotos do escravo e depois caseiro da Casa da Hera, Ramiro Bonfim, e de sua filha Cecília Bonfim, dama de companhia de Eufrásia na França e no Brasil, que esteve a seu lado até sua morte. Também integram o lote quatro mudas de jasmim da espécie Jasminum Sambac – que era plantada na propriedade e enviada a Paris, no período em que Eufrásia viveu na capital francesa, sendo usada para fazer chá.

As peças entrarão no circuito expositivo como mostra especial durante a 12ª Semana de Museus e ficarão também disponíveis para consultas e pesquisas.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Trajetória do Museu da República no RJ contada pela voz de antigos diretores

Museu da República (RJ)

Museu da República (RJ)

De 1960 até hoje, foram dez diretores, em sua maioria mulheres, que marcaram presença à frente do Museu da República/Ibram, no Rio de Janeiro (RJ). A partir da necessidade de organizar e sistematizar a documentação resultante dos seus mais de 50 anos de atividades,  foi criado o Programa de Memória Institucional do Museu da República (PMI/MR).

Coordenado pelo Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, o programa vem sendo desenvolvido desde 2011. Em 2014, iniciou-se a etapa de entrevistas baseada nos métodos de história oral.

Além de recontar a trajetória histórica do museu, o objetivo dessa tomada de depoimentos é também incorporá-los ao acervo na forma de documentos históricos audiovisuais. E todo esse material, produzido a partir da documentação impressa e das memórias orais dos entrevistados, será disponibilizado para consulta de pesquisadores e estudantes, ampliando a visibilidade e o conhecimento da trajetória da instituição que preserva a memória do período republicano brasileiro.

Outros desdobramentos poderão resultar desse processo. Exemplo disso é a produção de um livro sobre a história do Museu da República. Exposições e outros eventos também já estão sendo pensados a partir da materialização desse programa de resgate da memória e da trajetória do Museu da República.

O museu, que está localizado à Rua do Catete, 153, funciona de terça a sexta, das 10h às 17h; e sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h. Outras informações pelo telefone (21) 2127.0324 e pelo endereço eletrônico mr@museus.gov.br.

Texto: Divulgação Museu da República
Edição: Ascom/Ibram

Acesso: Museu Imperial já pode ser visitado a partir da internet

Com público médio de mais de 340 mil visitantes por ano, sendo um dos museus mais visitados do Brasil, o Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), também pode, desde a semana passada, ter seu acervo conferido por qualquer pessoa via internet.

A Coroa Imperial está no acervo do museu em Petrópolis (RJ)

O novo recurso é resultado de uma parceria com o projeto Era Virtual Museus, lançado em 2010 e especializado em visitas imersivas a instituições museais. Mais do que visualizar as obras, os visitantes irão sentir como se caminhassem dentro do espaço, já que a ferramenta permite visualização em 360°. Além disso, a visita reserva possibilidades que vão além da visitação real. Conheça.

“Ao entrar n página do projeto, o visitante tem a mesma experiência imersiva que um jogador de vídeo game. Através de setas se pode caminhar por salas, ter informações detalhadas dos objetos e arquitetura, tem auxílio de um áudio guia, mapa e, com algumas peças, a pessoa pode até movê-las”, explica Carla Sandim, coordenadora do projeto.

Detentor de um dos mais importantes acervos históricos do Brasil, o Museu Imperial é o mais novo dos 14 projetos de visitas online já desenvolvidos pelo projeto Era Virtual. Considerando que 78,9% dos municípios brasileiros não possuem museus, a ferramenta possibilita maior difusão do patrimônio cultural musealizado nacional via acesso digital.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Saiba como foi a abertura da exposição O império em Brasília no Congresso

Foi aberta, na quarta-feira (7), no Congresso Nacional, a exposição O império em Brasília, com obras do acervo do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ).

O presidente do Ibram representou a ministra da Cultura. Ao lado, Celita Procópio e Henrique Alves

O evento contou com a presença do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do presidente do Ibram/MinC, Angelo Oswaldo, representando a ministra da Cultura, Marta Suplicy, da presidente do Conselho de Curadores da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Celita Procópio de Carvalho, entre outras autoridades.

Angelo Oswaldo destacou a singularidade da mostra e os 190 anos também da ideia da construção da capital, chamada Brasília, por José Bonifácio. Segundo ele, “as peças trazidas do Museu Imperial retratam momentos importantes da nossa história e repercutem ainda hoje”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, ressaltou a importância do Parlamento como “casa legitima e transparente dos poderes republicanos”. Alves destacou ainda que “comemorar 190 anos é uma honra para esta casa. Todos nós que estivemos, estamos e estaremos no parlamento somos representantes do povo brasileiro”.

A exposição fica em cartaz no Congresso Nacional até 20 de outubro

A mostra, que tem curadoria de Ricardo Oriá, Clarissa Castro e Maurício Ferreira, é resultado do trabalho conjunto entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal em parceria com o Museu Imperial, o Ibram e a FAAP, e integra as comemorações dos 190 anos da Constituinte de 1823.

Com entrada franca, a exposição pode ser visitada todos os dias da semana, inclusive feriados, das 9h às 17h, até o dia 20 de outubro. Saiba mais sobre a exposição e veja mais fotos da abertura.

Texto e fotos: Ascom/Ibram

Museu comemora centenário da primeira exposição de Lasar Segall no Brasil

O Museu Lasar Segall (Ibram/ MinC), em São Paulo (SP), comemora este ano o centenário da primeira exposição realizada por Lasar Segall (1891-1957) no Brasil, em 1913. Para marcar a data, o museu abre duas exposições temporárias este mês: Lasar Segall 60 fotografias e 50 obras do acervo.

Eternos Caminhantes de Lasar Segall (1919)

As exposições serão acompanhadas do lançamento das publicações impressas de mesmo título. A abertura das exposições acontece dia 16 de março, às 17h, e seguem até dia 5 de maio, podendo ser visitadas das 11h às 19h, de quarta a segunda.

A exposição de fotografias Lasar Segall 60 fotografias apresenta registros colecionados por Lasar Segall e, que hoje, compõem o Arquivo Fotográfico Lasar Segall (AFLS). As imagens disponíveis retratam o cotidiano em família, o ambiente de trabalho, a convivência com outros artistas e amigos, constituindo-se em registros de época, que revelam aspectos do meio intelectual que frequentou na Europa e no Brasil.

A exposição 50 obras do acervo apresenta uma seleção escolhida entre os mais de três mil itens do acervo do Museu, entre pinturas a óleo, gravuras e desenhos, incluindo desenhos de anotação e projetos para cenários e figurinos.

O evento contará, ainda, com Vera d’Horta, historiadora e pesquisadora do museu, que irá falar sobre a primeira exposição de Segall no Brasil.

Na ocasião, o Museu também divulgará oficialmente o resultado do trabalho de preservação, organização e digitalização dos seguintes acervos do museu: Arquivo Fotográfico Lasar Segall (AFLS) e Arquivo Lasar Segall (ALS), respectivamente, disponibilizados on-line. Saiba mais sobre o museu.

Texto e imagem: Divulgação Museu Lasar Segall

Museu Imperial recebe doação de fragmentos de trajes usados por imperadores

O Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), receberá, da historiadora e arqueóloga Valdirene Ambiel, a doação de fragmentos dos trajes com os quais os imperadores d. Pedro I e d. Leopoldina foram enterrados.

Valdirene é responsável pela pesquisa que levou à exumação dos imperadores d. Pedro I, d. Leopoldina e d. Amélia e reuniu uma equipe interdisciplinar da USP, que incluiu 12 cientistas de especialidades diferentes. Intitulado Estudos de Arqueologia Forense Aplicados aos Remanescentes Humanos dos Primeiros Imperadores do Brasil Depositados no Monumento à Independência, o estudo será publicado pelo Museu Imperial, conforme anunciou o diretor do MIMP, Maurício Vicente Ferreira Junior.

Fragmentos de galões do imperador d.Pedro I

Serão doadas partes do manto da imperatriz d. Leopoldina – também utilizado por ela na cerimônia de coroação do marido – e do traje do imperador, bem como o salto de sua bota.

“Nós retiramos esses fragmentos para análise e uma parte ‘sobrou’. Eu queria doar a uma instituição pública para ser pesquisado e preservado e escolhi o Museu Imperial, que, além de uma instituição de pesquisa, funciona na antiga casa do filho de d. Pedro I e d. Leopoldina”, destacou a pesquisadora. Ela complementou que, no caso de d. Amélia, o fragmento retirado foi muito pequeno e, por isso, foi todo utilizado nas análises.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr., ressaltou a importância da doação e do simbolismo das peças. “O salto da bota de d. Pedro I é emblemático porque, durante seu período como imperador do Brasil, ele sempre fez questão de ser retratado como um cavaleiro. Não há imagens do imperador em que ele não apareça calçando botas. No caso de d. Leopoldina, ela foi enterrada com o mesmo traje usado na coroação do marido”, lembrou.

As peças serão higienizadas e pesquisadas pela equipe do Museu Imperial. Em seguida, serão expostas ao público.

Aquisição de acervo
As peças vão se somar a outras 2.664 que foram incorporadas ao acervo do Museu Imperial nos últimos dez anos.

Painel de Portinari no MNBA: exposição deve acontecer em março

Um levantamento do Ibram junto aos museus vinculados ao Instituto constatou que, desde 2003, cerca de 75 mil itens foram incorporados aos seus acervos por meio de doação, compra, ou transferência.

A compra do quadro A Primeira Missa, de Cândido Portinari, que está no Museu Nacional de Belas Artes (RJ), e de uma pintura religiosa, Nossa Senhora da Soledade, atribuída ao Mestre Ataíde, para o Museu da Inconfidência (MG), são as aquisições mais recentes, feitas em dezembro de 2012.

O Museu da Abolição (PE) também recebeu, por meio de doação, a escultura Samburu Dance I, da artista holandesa Marianne Houtkamp. A obra foi apreendida pela Receita Federal após tentativa de importação com uso de documentos falsos, em 2012. Saiba mais.

Escultura foi doada ao Museu da Abolição/Ibram (PE)

Dentre as aquisições, diversas coleções, objetos que fazem parte da história do Brasil, animais e plantas. O Museu que mais incorporou peças ao acervo foi o Museu de Biologia Professor Mello Leitão (ES): foram 37.431 itens. Os museus Lasar Segall (SP), Histórico Nacional (RJ) e Belas Artes também têm um número alto de aquisições.

A preservação e ampliação dos acervos dos museus fazem parte da Política Nacional de Museus. Implementada em 2003, ela tem, como um de seus pilares, a valorização do patrimônio cultural sob a guarda dos museus e o incentivo a programas e ações que viabilizem a conservação, a preservação e a sustentabilidade do patrimônio cultural submetido a processo de musealização.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação

Imagem sacra restaurada ganha leitura no Museu das Missões (RS)

O Museu das Missões/Ibram, em São Miguel das Missões (RS), atento às questões de preservação do patrimônio abriu, no dia 1º de março, a exposição de curta duração O Santo Anjo do Noviciado.

A exposição conta com a leitura de uma das imagens de Santo Estanislau Kostka, pertencente ao acervo do museu, que recentemente passou por processo de restauração. A intenção é possibilitar uma reflexão sobre o papel da imagem na coleção do Museu da Missões.

A visitação pode ser feita até 1º de junho, durante todos os dias da semana – das 9h às 12h e das 14h às 18h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (55) 3381.1291 e pelo endereço eletrônico museu.missoes@museus.gov.br. Saiba mais.

Texto: Divulgação Museu das Missões

Museu de Arte do Rio abre hoje e expõe peças de acervo dos museus Ibram

Dezessete peças do acervo de museus ligados ao Ibram fazem parte das quatro exposições inaugurais do Museu de Arte do Rio (MAR), que será aberto hoje (1º), na Praça Mauá, região portuária do Rio de Janeiro.

Entre as peças de acervo emprestado pelo Ibram estão gravuras do Museu Lasar Segall e quadros e objetos do Museu Nacional de Belas Artes, dos Museus Castro Maya – Chácara do Céu e Museu do Açude – e do Museu Histórico Nacional.

Participam da inauguração do Museu, na noite de hoje, a presidenta da República, Dilma Rousseff, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o presidente do Ibram, José do Nascimento Junior.

O MAR vem se somar aos 3.223 museus do Brasil e aos 131 museus na cidade do Rio de Janeiro (dados do Cadastro Nacional de Museus – setembro de 2012). O museu pretende conjugar arte e educação, promover uma leitura transversal da história da cidade e unir dimensões históricas e contemporâneas da arte, além de promover a formação continuada de professores da rede municipal de ensino.

O MAR contará com uma área de 15 mil m², composta pelo prédio histórico tombado Palacete de Dom João IV, onde ficam as exposições, e pelo edifício vizinho, de estilo modernista, que abriga a Escola do Olhar. O Museu também terá coleção própria, que já está em processo de formação por meio de aquisições e doações.

Exposições
A partir de hoje estão abertas ao público as exposições Rio de Imagens: Uma Paisagem em Construção, que aborda as transformações do cenário urbano e da construção do imaginário do Rio de Janeiro; O Colecionador: Arte Brasileira e Internacional na Coleção Boghici, com cerca de 140 peças da coleção particular do marchand Jean Boghici; Vontade Construtiva na Coleção Fadel , com peças produzidas por artistas brasileiros dos movimentos concretista e neoconcretista das décadas de 50 e 60;  e O Abrigo e o Terreno: Arte de Sociedade no Brasil, que trata da ocupação do espaço público e da dinâmica da sociabilidade.

O Museu fica aberto de terça a domingo, das 10h às 17h. A entrada é gratuita às terças-feiras. Mais informações na página www.museumar.com ou pelo telefone (21) 2203.1235.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Museu Imperial recebe prêmio da Unesco em cerimônia no Arquivo Nacional

O Museu Imperial/Ibram recebeu, na última terça-feira, 04 de dezembro, a diplomação no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O prêmio foi concedido à Coleção Carlos Gomes do Museu Imperial, que reúne acervo documental e bibliográfico relacionado ao compositor e maestro.

Maurício Vicente Ferreira, diretor do Museu Imperial, recebe diploma com outros contemplados

A entrega dos diplomas aos agraciados foi realizada em cerimônia no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. Além do Museu Imperial, outras 35 instituições enviaram candidaturas de conjuntos documentais, dos quais dez foram contemplados.

“O Programa Memória do Mundo foi criado pela Unesco sendo equivalente ao de Patrimônio da Humanidade. Muitas vezes, é dada menos importância aos documentos, mas sem dúvida eles têm a mesma relevância das cidades e monumentos. Eles são o nosso patrimônio”, afirmou o presidente do Comitê Nacional do Programa, Armando Senna Bittencourt.

O Programa Memória do Mundo completou 20 anos em 2012, contudo, o Registro Nacional foi criado posteriormente e está em sua sexta edição. “O Ministério da Cultura abraçou esta causa e criou, em 2004, o Comitê Nacional, que lançou o primeiro edital em 2007. Diplomar não é só receber o registro; é preciso que os documentos sejam disponibilizados ao máximo e, principalmente, preservados”, declarou a representante do MinC, Lygia Maria Guimarães, uma das criadoras do Comitê Nacional do Programa.

Este é o segundo Registro Nacional do Museu Imperial no Programa. O primeiro foi concedido em 2010 para o “Conjunto documental relativo às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo Mundo”, que reúne diários pessoais, relatórios, recortes de jornais e outros registros, totalizando mais de 1.200 documentos, das viagens do imperador. Esse mesmo conjunto concorre atualmente ao Registro Internacional do mesmo programa, cujo resultado será divulgado em 2013.

A Coleção Carlos Gomes

A Coleção Carlos Gomes do Museu Imperial reúne 285 itens, incluindo fotografias, documentos textuais, gravuras, desenhos, livros, periódicos, folhetos e uma partitura. Entre as raridades, está um álbum de recordações que possui mensagens de grandes nomes da época dedicadas a Carlos Gomes, como um desenho de Pedro Américo, um desenho e uma poesia de Victor Meirelles e uma dedicatória de Manuel Araujo Porto Alegre.

Também merecem destaque os cenários da ópera Il Guarany, em aquarelas de Carlo Ferrario, cenógrafo do Teatro alla Scala de Milão, Itália, e a partitura manuscrita de um hino composto para o primeiro centenário da Independência norte-americana, encomendado pelo imperador d. Pedro II e por ele oferecido ao presidente Ulysses Grant na Exposição Universal da Filadélfia, em 1876.

O acervo foi doado ao Museu Imperial em duas partes, em 1946 e 1950, por Ítala Gomes, filha do maestro. Além dos documentos que compõem o conjunto que concorre à titulação da Unesco, a doação contemplou outros itens, como um piano de Carlos Gomes. Contudo, devido à restrição do prêmio, que se refere apenas a documentos, os objetos não foram inseridos na candidatura.

Projeto de Digitalização do Acervo do Museu Imperial entra em nova fase

O Projeto de Digitalização do Acervo do Museu Imperial (Projeto DAMI) entra em uma nova fase com a digitalização das coleções Museu Histórico de Petrópolis e José Kopke Fróes, contabilizando 3.612 itens de natureza arquivística, bibliográfica e museológica.

A partir de agora, o projeto conta com recursos recebidos através da assinatura de um termo de parceria com o Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD), órgão colegiado, no âmbito da estrutura organizacional do Ministério da Justiça.

Além da digitalização das imagens em um banco de dados online , os itens recebem um tratamento técnico de catalogação e organização, com o objetivo de disponibilizar todo o acervo do Museu Imperial. A metá é, em aproximadamente dez anos, digitalizar todos os cerca de 300 mil itens do acervo, o que deve gerar o número estimado de 8 milhões de imagens.

A importância do projeto foi reconhecida recentemente pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) que ressaltou que projetos como esse têm como objetivo promover maior acessibilidade ao acervo relacionado ao Brasil na monarquia dos Bragança, ressaltando o nascimento da cidade e o ambiente do Palácio durante o período imperial.

 

 

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