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MART de Cabo Frio exibe filme sobre o artista Carlos Mendonça

Carlos Mendonça em frente ao antigo Convento

Carlos Mendonça em frente ao antigo Convento

O filme Carlos Mendonça – O Pintor de Cabo Frio terá exibição pública gratuita na sexta-feira (10), no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART/Ibram), localizado no antigo Convento N. S. dos Anjos, na cidade fluminense.

O filme retrata a vida do artista plástico, falecido em 2012 aos 84 anos, e sua relação com a cidade de Cabo Frio. A projeção acontecerá na ala frontal do monumento que sedia o museu e será acompanhada de uma programação variada, com início às 17h30.

Carlos Mendonça morou no antigo Convento, na década de 1950, tendo o museu servido de locação para as filmagens, o que torna a exibição “mais especial”, segundo Liana Turrini, produtora do documentário.

Para a diretora da instituição, Maria Fernanda Pinheiro, “as paredes brancas, recentemente recuperadas pelas obras de requalificação do local, são ideais como cenário para esse tipo de atividade”, explica.

O evento terá a participação do maestro Ângelo Budega, autor da trilha sonora do filme. Na ocasião o MART apresentará a tela Auto-retrato- obra premiada de Carlos Mendonça pertencente ao acervo do museu e recentemente restaurada – na sala correspondente à antiga igreja conventual.

Texto e foto: Divulgação MART

Leilão: Museu Imperial adquire retrato desconhecido de d.Pedro II

Retrato à lápis de d.Pedro II

Desenho do jovem imperador d.Pedro II passa a integrar acervo do Museu Imperial

A Sociedade de Amigos do Museu Imperial arrematou um retrato inédito do imperador d. Pedro II durante leilão realizado na Casa Collin Du Boccage, em Paris (França), na sexta-feira (19).

O desenho, crayon sobre papel, medindo 21,5 x 16,8cm, retrata o segundo imperador do Brasil de perfil, em traje civil, portando insígnia e placa da Imperial Ordem do Cruzeiro do Sul. A obra, sem assinatura, traz a inscrição: “1841” e “D´après nature”.

A obra pertenceu à coleção da família real francesa e, muito provavelmente, foi oferecida no leilão por herdeiros da princesa d. Isabel de Orleans e Bragança, bisneta de d. Pedro II, e condessa de Paris por casamento com Henrique de Orleans, chefe da casa real francesa.

Maurício Vicente Ferreira Junior, diretor do Museu Imperial/Ibram,  que fica em Petrópolis (RJ), e que arrematou o retrato por telefone, afirma que “as características da obra sugerem que o retrato tenha sido produzido como um estudo para a elaboração de uma medalha ou moeda, não executadas, no contexto celebrativo da coroação e sagração do jovem imperador, em 1841″.

A oferta da peça em leilão foi informada ao Museu Imperial pelo Setor Cultural da Embaixada do Brasil na França, que ainda acompanhou toda a operação desde Paris. O valor pago pela peça foi de 1,5 mil euros (cerca de 5,2 mil reais).

Saiba mais sobre o Museu Imperial e faça uma visita virtual ao antigo palácio imperial.

Texto e imagem: divulgação Museu Imperial

Museu Nacional de Belas Artes lança livro sobre Coleção Portinari no Rio

Portinari_Estudo

Estudo para retrato de Thaís Mello Lima de Portinari

Detentor do maior acervo público de obras do artista Cândido Portinari (1903-1962), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), lança nesta quinta-feira (18), o livro Coleção Portinari: Museu Nacional de Belas Artes, que apresenta uma seleção dos 243 itens que integram o conjunto preservado pela instituição.

A publicação traz reproduções de cerca de 140 obras, acompanhada de textos históricos e críticos de João Candido Portinari, Ferreira Gullar, Anna Letycia Quadros, Pedro Martins Caldas Xexéo, Amandio Miguel dos Santos, Daniela Matera Lins Gomes e Israel Pedrosa.

O livro traz ainda diversas fotografias sobre o artista, uma cronologia organizada por Cristal Proença e a relação das obras que compõem o acervo do museu.

A seleção contempla o lote de 222 itens doados ao MNBA, no ano passado, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além de obras como Café, A Primeira Missa no Brasil e Retrato de Yedda Ovalle Schmidt, que já integravam o acervo do museu.

Raridades
Entre as obras doadas pela Finep, que pertenciam ao acervo deixado pelo pintor para seu filho João Candido, há diversos retratos a óleo e sobre papel, preciosos estudos e esboços de obras renomadas, como os painéis para o Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e pouco mais de 40 matrizes de gravuras, muitas das quais produzidas para serem ilustrações de livros – como os da Coleção Cem Bibliófilos, idealizada por Raymundo Castro Maya.

Com coordenação editorial da Artepadilla e do Museu Nacional de Belas Artes, e projeto gráfico da Contra Capa, o livro contou com patrocínio da Finep e da empresa Piraquê, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e com o apoio institucional do Consulado da Itália no Rio de Janeiro, da Embaixada da Itália no Brasil e do Instituto Italiano de Cultura.

O lançamento acontece a partir das 18h no MNBA, situado na Av. Rio Branco, 199. Na ocasião, serão postos à venda 200 exemplares do livro, que tem 256 páginas e poderá ser adquirido por R$ 80.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação MNBA

Acervo em Rede: sistema desenvolvido pelo Ibram já tem nome

O novo Sistema de Catalogação e Gestão do Patrimônio Museológico, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), já tem um nome: Acervo.

6º FNM: a votação esteve disponível durante os dias 24 e 28 de novembro

6º FNM: a votação esteve disponível durante os dias 24 e 28 de novembro em Belém

Escolhido entre 22 opções dadas pelos participantes do 6º Fórum Nacional de Museus, realizado em novembro em Belém (PA), o nome foi proposto por Joel Santana da Gama, coordenador do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul (SEM/RS).

Entre todas as denominações sugeridas, ele foi considerado pelos membros da Comissão Julgadora o melhor por sintetizar, de modo simples e claro, a finalidade a que se destina.

O Acervo terá capacidade para exportar dados do Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados (INBCM), instrumento de inserção periódica de dados sobre os bens culturais musealizados, que integram os acervos museológico, bibliográfico e arquivístico dos museus brasileiros, para fins de identificação, acautelamento e preservação, previstos na Política Nacional de Museus.

“Pensei em associar o nome da plataforma a algo que as pessoas já têm conhecimento, como é o caso do programa de que o sistema faz parte, o Acervo em Rede. Na verdade, essa plataforma é um complemento para ele,” explica o vencedor do concurso. O sistema será gratuito e deve estar disponível no primeiro semestre de 2015.

O Programa Acervo em Rede tem o desafio de promover, por meio da internet, o acesso dos cidadãos aos bens culturais preservados nos museus de todo território nacional. Atualmente, no universo de mais de 3,4 mil museus brasileiros, apenas 10% das instituições possuem informações dos seus acervos em meio digital. Saiba mais.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Museu da Inconfidência recebe diploma da Unesco por coleção documental

Na quinta-feira (11), o Museu da Inconfidência/Ibram, de Ouro Preto (MG), recebeu o diploma de nominação da Coleção Francisco Curt Lange de Documentos Musicais no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo (MOW na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco).

Angela Biason recebeu diploma de Mauricio Ferreira ontem (11) no Arquivo Nacional

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Junior, que participa do comitê brasileiro do programa, fez a entrega do título à representante do Museu da Inconfidência, a especialista em musicologia Mary Angela Biason. A cerimônia foi realizada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro (RJ).

“Aproveito a oportunidade para convidar instituições a apresentarem candidaturas na edição 2015 do Programa MOW Brasil. Os museus do Ibram, por exemplo, possuem riquíssimos acervos arquivísticos e bibliográficos passíveis de premiação,” disse Maurício Ferreira durante a entrega do diploma.

Contribuição
O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, parabenizou o Museu da Inconfidência pelo reconhecimento da Coleção Curt Lange e ressaltou sua importância para a sociedade.

“Tive o privilégio de entregar o título de Cidadão Honorário de Ouro Preto a Curt Lange, no final da vida do grande musicólogo”, relembrou. “Sua contribuição à história da música brasileira é insuperável, e o acervo por ele constituído é um patrimônio de toda a humanidade”.

A coleção reúne mais de mil obras oriundas de várias cidades mineiras e se encontra no setor de Musicologia da Casa Setecentista do Pilar, anexo do museu em Ouro Preto, sendo resultado de pesquisas do musicólogo alemão Francisco Curt Lange (1903 – 1997), realizadas nas décadas de 1940 e 50.A coleção foi doada ao museu em 1983. Saiba mais.

O Programa Memória do Mundo foi criado pela Unesco em 1992 e tem como foco reconhecer documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor regional, nacional e internacional como patrimônio da humanidade.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Agnaldo Santos/Arquivo Nacional

Arte sacra: Tiradentes (MG) ganha novo museu amanhã (19)

Amanhã (19), a cidade de Tiradentes (MG) será palco da abertura de um museu dedicado exclusivamente a imagens de Sant’Ana – a mãe de Maria e avó de Jesus na iconografia católica.

Quase 300 imagens passam a ocupar a antiga Cadeia Pública da cidade, prédio histórico readequado para receber o acervo sacro arregimentado por décadas pela colecionadora Angela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávia Gutierrez (ICFG) – responsável pela gestão do novo museu.

Imagem de Sant'Ana Mestra

Imagem de Sant’Ana Mestra: Pernambuco, século XVIII

A exemplo do Museu do Oratório, em Ouro Preto, e do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, a coleção será doada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ato da inauguração, com reserva de usufruto ao ICFG por 30 anos.

A cerimônia conta com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy. Participam ainda a presidente do Iphan, Jurema Machado, os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus, Angelo Oswaldo, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Antes da abertura do novo museu, às 17h, os convidados visitam a Igreja Matriz de Santo Antônio e o Chafariz de São José, assim como participam de um cortejo que tem início na Rua Direita e segue até o Museu de Sant’Ana.

O acervo
As peças são obras brasileiras de diversas regiões do país: eruditas e populares, dos mais variados estilos e técnicas, produzidas, em sua maioria, por artistas anônimos, entre os séculos XVII e XIX, em materiais diversos.

No local, estão as diversas representações de Ana, de acordo com a região, o período, o material, a mão do Santeiro e também referências da cidade de Tiradentes e da cadeia onde o museu está instalado.

Além das salas de exposição, o museu conta com o espaço Largo de Sant’Ana, aberto para convivência e adequado para recepção de eventos, além de ser acessível para pessoas com deficiência. O museu funcionará de quarta a segunda-feira, de 10h às 19h, e a entrada inteira custa R$ 5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (32) 3355.2798.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu de Sant’Ana/divulgação

Bestiário: litografias de animais integram exposição na Chácara do Céu

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Bestiário: capa do álbum que traz  litografias de Scorzelli

A partir de 17 de agosto, o Museu da Chácara do Céu, localizado no bairro de Santa Teresa (RJ), terá uma exposição inteiramente dedicada à temática dos animais: Bestiário – Roberto Scorzelli.

Composta pelas 21 litografias do álbum editado em 1976, além de 23 desenhos realizados nos anos 1950-60, a mostra traz ainda estudos, cadernos de desenho, fotografias e documentação de época.

A curadora, Anna Paola Baptista, explica que embora Scorzelli costumasse observar e fotografar os animais no zoológico, essa prática não o leva necessariamente a uma expressão naturalística de seus modelos.

“O humor, parte integrante da vivência de Scorzelli, se faz presente e transborda nos desenhos. Dessa forma, seus bichos aparentam serem nossos próximos; eles são personagens sobre os quais quase podemos adivinhar o temperamento”, afirma Ana Paola.

Na inicio da década de 70, influenciado pela obra da escultora Mary Vieira, na Suíça, Scorzelli se volta para uma composição de rigor geométrico e abstrato, utilizando superfícies translúcidas em cores superpostas e criando espaços de rigorosa ordenação de ritmo e harmonia. Esta proposta seria a partir daí, uma tônica em sua obra.

O coquetel de abertura da exposição Bestiário – Roberto Scorzelli será nos jardins do Museu da Chácara do Céu, com participação do grupo musical Novíssimos. A inauguração para convidados será no dia 17, das 14h às 17h.

A visitação fica aberta ao público de 18 de agosto a 17 de novembro, de quarta a segunda-feira, das 12h às 17h. Menores de 12 anos da idade, maiores de 65, grupos escolares, professores e guias de turismo em serviço não pagam ingresso, que custa R$ 2 – e nas quartas-feiras, é grátis. Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação Chácara do Céu

Museu Solar Monjardim inclui novidades históricas em sua exposição permanente

Réplica da Lei Áurea pode ser vista no museu capixaba

Cartas de alforria  e recibos referentes ao aluguel de escravos são documentos que agora fazem parte da exposição do Museu Solar Monjardim, situado em Vitória (ES). Lá também pode ser vista uma reprodução da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, que extinguiu oficialmente a escravidão no Brasil em 1888.

As peças que já pertenciam ao acervo – que tratam sobre como se dava a escravidão na Fazenda Jucutuquara, propriedade que deu origem ao Solar Monjardim – foram incluídas na exposição atual por ser essa uma das questões que mais intrigam os visitantes do museu.

A instituição encontra-se em um processo de ‘oxigenação’ da sua atual exposição de longa duração, buscando incluir objetos e informações que até então não estavam disponíveis ao grande público.

Acervo diverso
O Museu Capixaba foi criado em junho de 1939, no Quartel da Polícia Militar, com acervo multidisciplinar e eclético. Em 1952, foi transferido para a residência dos herdeiros do Barão de Monjardim e, em 1966, recebeu acervo do Museu de Arte Religiosa. Na década de 1980, a instituição foi requalificada e renomeada pela então Fundação Pró-Memória e passou a se chamar Museu Solar Monjardim.

No total, o acervo do Museu Solar Monjardim é composto por 2.718 itens das mais variadas tipologias (mobiliário, armaria, fotografia, numismática, utensílios domésticos, arte sacra, dentre outras).

A mostra permanente pode ser vista de terça-feira a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, ou aos sábados, domingos e feriados das 13h às 17h, sempre com entrada gratuita. O agendamento prévio se faz necessário apenas para grupos com mais de 10 visitantes e pode ser feito pelo telefone (27) 3223-6609. O Museu Solar Monjardim fica na Avenida Paulino Müller, s/nº, bairro Jucutuquara, em Vitória.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação Museu Solar Monjardim

Museu Nacional de Belas Artes pode receber obras doadas pela Receita Federal

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), recebeu na quarta-feira (30), como fiel depositário, 17 obras de arte contemporânea, de artistas brasileiros e estrangeiros, como resultado de apreensão realizada pela Receita Federal.

O lote inclui esculturas, pinturas e um desenho, produzidas entre 1969 e 2012, de autoria dos artistas Anish Kapoor, Sergio Camargo, Ivan Navarro, François-Xavier Lalanne, Niki de Saint-Phalle, Edgar Negret, Miguel Angel Riosa, Michelangelo Pistoletto, Juarez Machado, Jorge Eduardo Guinle, Barbara Kruger, Victor Vasarely, Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Antony Gormley, Callum Innes e Cildo Meirelles.

Obra sem título de Sergio Camargo integra o lote de arte contemporânea doado  ao MNBA pela Receita Federal.

Obra de Sergio Camargo (1930-1990) integra doações da Receita Federal para o MNBA

Apreendidas pela alfândega da Receita Federal no Porto do Rio de Janeiro, as obras precisavam estar em local propício a sua preservação, devido ao fato de não haver no local instalações adequadas para armazenamento, o que poderia causar danos irreparáveis às peças.

Por solicitação do inspetor-chefe da Alfândega no Porto do Rio de Janeiro, Ricardo Lomba Villela Bastos, o Ibram indicou o MNBA para receber as obras, que ainda aguardam a finalização do processo de “perdimento” em curso, na qualidade de fiel depositário.

Ao final do processo, as obras poderão ser incorporadas em caráter definitivo ao acervo do MNBA, conforme definido pela Lei 12.840/2013, que prevê a destinação dos bens de valor cultural, artístico ou histórico aos museus nas hipóteses de apreensão, dação em pagamento de dívida ou abandono de obras.

“Além de cumprirmos a missão de garantia do patrimônio cultural preservado, a possibilidade de incorporar essas obras ao acervo público do Museu Nacional de Belas Artes significará, além do valor patrimonial e artístico, a democratização do bem cultural, garantindo à sociedade a contemplação de obras relevantes para a arte contemporânea”, avaliou o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: divulgação
Última atualização: 1º.7.2014

Obras de museus Ibram integram exposição de Portinari na França

Embarcou nesta quinta-feira (1º), rumo a Paris (França), um conjunto de obras pertencentes aos acervos do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e das duas unidades que formam os Museus Castro Maya – todos vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

As obras irão compor a exposição Guerre et Paix, de Portinari: un chef-d’œuvre brésilien pour l’ONU (Guerra e Paz, de Portinari: uma obra-prima brasileira para a ONU), que será inaugurada na quarta-feira (7), no Grand Palais de Beaux-Arts, na capital francesa.

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37 estudos preparatórios para os painéis “Guerra e Paz”, produzidos por Portinari, serão exibidos

A exposição marca o início da itinerância internacional do projeto, que oferece a oportunidade rara de ver de perto os dois painéis concebidos por Cândido Portinari (1903-1962) nos anos 1950 como doação do governo brasileiro à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA).

Esboços e montagem
Instalados no hall de entrada da Assembleia Geral da ONU – local fechado ao público – em 1957, os dois painéis medem 14m x 10m e foram produzidos em nove meses de trabalho após quatro anos de estudos preparatórios, durante os quais Portinari produziu cerca de 180 esboços. Sob a guarda do MNBA e dos Museus Castro Maya, 37 deles serão exibidos na mostra.

Realizada a partir de entendimento firmado em dezembro de 2012 pela presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e pelo presidente da França, François Hollande, a exposição já está em estágio avançado de montagem. Os dois painéis de Portinari já se integram às estruturas do Grand Palais, um dos espaços expositivos mais visitados da capital francesa.

“Será uma grande honra para o Museu Nacional de Belas Artes participar com parte do seu acervo da mostra, em Paris. Esta ação requalifica os nossos acervos internacionalmente”, celebrou a diretora do museu, Mônica Xexéo. Funcionários do MNBA e dos Museus Castro Maya acompanharam todo o embarque e percurso das obras até o local da exibição.

Itinerância
A exibição dos painéis Guerra e Paz e parte de seus estudos preparatórios na Europa acontece quatro anos após o início da itinerância nacional do projeto, que passou por Rio de Janeiro (RJ) – onde além de exibidos, os painéis passaram por restauro aberto à visitação pública –, São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), atraindo sempre grande visitação.

Além dos painéis e dos esboços, a exposição exibirá conteúdo audiovisual através do Carroussel Raisonné, sistema de projeções com tecnologia inovadora que oferece uma visão completado trabalho de Candido Portinari. A mostra ainda apresenta uma sala de projeção onde são mostrados vídeos do acervo do Projeto Portinari e uma videoprojeção feita sobre os painéis evidenciando a gênese da obra.

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, que cumprem missão oficial na França entre os dias 3 e 9 de maio, participarão da inauguração da mostra, que tem entrada gratuita e segue em cartaz até 9 de junho. Ao final da itinerância internacional, os painéis serão devolvidos à sede da ONU em grande evento intitulado The Second Unveiling. Saiba mais sobre a exposição.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação

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