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Museus Ibram e Igreja Positivista fecham parceria para conservação de acervo

A parceria com os museus Ibram prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

Parceria prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

O Museu da República e o Museu Casa de Benjamim Constant, vinculados ao Ibram, oficializaram nesta quarta-feira (21), com assinatura de Termo de Cooperação Técnica, parceria para oferecer tratamento técnico ao acervo museológico, arquivístico e bibliográfico da Igreja Positivista do Brasil (IPB).

Instituição formada por uma fração da elite intelectual do fim do século XIX, a Igreja Positivista tem sua sede no Rio de Janeiro (RJ) e atuou na então capital do Império e da República promovendo debates públicos e influenciando sobre as mais diversas questões da vida social brasileira. Um dos positivistas brasileiros mais conhecidos foi Benjamin Constant (1836-1891), considerado fundador de nossa república.

Tratamento e pesquisa histórica

Sediada no Templo da Humanidade, um dos poucos prédios no Brasil tombados nas três esferas de preservação do patrimônio (federal, estadual municipal), A IPB vem lutando para preservar seu rico acervo desde 2009, quando parte do telhado do prédio ruiu. A parceria com os museus Ibram prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

“Além ser um trabalho técnico de limpeza e catalogação, a parceria visa também produzir novo conhecimento sobre a história da república no Brasil”, afirma o historiador Marcos de Brum Lopes, do Museu Casa de Benjamim Constant, que é um dos coordenadores da ação. “Já estamos encontrando documentos que dialogam e preenchem lacunas da coleção do museu”, explica.

Para o museólogo André Angulo, do Museu da República, que também coordena o projeto, os documentos coletados na IPB podem lançar nova luz sobre algumas passagens da transição entre Império e República no Brasil.

Restauro e salvaguarda

A assinatura do Termo de Cooperação Técnica se dá no momento em que é iniciado o restauro do Templo da Humanidade, que contará com nova cobertura ainda em 2018. “Os museus Ibram são parceiros fundamentais para a salvaguarda de um acervo precioso para a história do Brasil. Estamos bastante confiantes no sucesso desse trabalho”, afirma o diretor da IPB, Alexandre Martins.

A Igreja Positivista do Brasil é um dos locais visitados durante o Circuito Sítios Históricos da República, projeto executado em conjunto pelo Museu Casa de Benjamin Constant e Museu da República que contará com edições especiais em 2018, como parte das comemorações dos 200 anos de museus no Brasil e do Bicentenário da Independência.

Texto: Bruno Aragão (Ascom/Ibram)
Foto: Divulgação IPB

Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II doadas à Presidência

Diretor do Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II

Diretor do Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II

O Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), recebeu na última segunda-feira (4) as cinco cartas originas escritas por D. Pedro II que foram doadas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao presidente Michel Temer durante visita ao país este ano.

A solenidade contou com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, da deputada federal Cristiane Brasil e do chefe de gabinete da Secretaria Geral da República, Antônio Lessa.

Para o Diretor do Museu, Mauricio Vicente Ferreira Júnior, foi uma honra receber as correspondências, que têm um conteúdo singular. Quatro delas, de gabinete, foram remetidas ao conde de Trapani e aos cardeais Patrizi  Befondi e Bilio, a última carta, particular e em francês, dirigida à Sully Prudhome, um poeta francês, membro da Academia Francesa da qual D. Pedro II fazia parte.

As correspondências farão parte de uma exposição, ainda sem data marcada, e integrarão o acervo do museu, que já conta com cerca de 250 mil documentos. Posteriormente, as cartas ficarão disponibilizadas para consulta.

Mostra reúne peças do acervo do Museu Solar Monjardim

André Carloni - Acervo MSM

André Carloni – Acervo MSM

Obras do acervo do Museu Solar Monjardim/Ibram, em Vitória, fazem parte da exposição “André Carloni – a arte como memória”, que entra em cartaz no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo nesta quinta-feira (31).

A mostra, realizada em parceria com a Superintendência do Iphan no estado, reúne diversos desenhos de bico de pena do arquiteto ítalo-capixaba André Carloni, pertencentes aos acervos do próprio Arquivo, do Iphan, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e do Museu Solar Monjardim/Ibram.

A exposição faz parte dos eventos de comemoração dos 80 anos do Iphan e fica em cartaz por cerca de 2 meses, podendo ser visitada gratuitamente dentro do horário de funcionamento do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo: segundas a sextas das 10h00 às 17h30.

Museu do Banco do Brasil abre ao público amanhã (12) em Brasília

Acervos do Brasil: história, cultura e cidadania é a exposição que marca a abertura do Museu do Banco do Brasil neste dia 12 de outubro, em Brasília (DF).

Athos Bulcão, Volpi e

Obras de Athos Bulcão, Volpi e Rubem Valentim integram o acervo do novo museu em Brasília

Celebrando os 208 anos de fundação da instituição, o espaço de 12 mil m², que ocupa agora o mesmo edifício do Centro Cultural Banco do Brasil na capital federal, apresenta ao público documentos de valor histórico, cédulas, moedas, equipamentos e mobiliário. Há também peças de artes decorativas, pinturas, gravuras e esculturas.

Diversidade de coleções
O acervo do novo museu conta com 1,1 mil obras na coleção de artes visuais e decorativas; 727 nomes de artistas com obras registradas; 35 mil itens de valor histórico; mais de 16 mil títulos de livros; 20 mil registros fotográficos e audiovisuais e 5 mil dossiês documentais de valor histórico.

A primeira mostra está dividida em dois módulos: História, e Cultura e Cidadania. O módulo histórico traz peças ligadas às atividades nas dependências do Banco do Brasil.  Há ainda uma instalação em homenagem aos trabalhadores da instituição nestes dois séculos – que, atualmente, conta com 109 mil funcionários.

Já o módulo Cultura e Cidadania apresenta ao público parte do acervo de arte nacional: pinturas, gravuras e esculturas públicas de grandes dimensões, abrangendo múltiplas expressões da arte brasileira do século 20, em especial da produção realizada entre as décadas de 1940 e 1980 – indo do Modernismo ao Abstracionismo.

No dia da abertura (12), a exposição poderá ser visitada das 10h às 19h. A partir do dia 13, o horário passa a ser das 13h às 19h, de quarta a segunda-feira. Mais informações pelo telefone (61) 3108.7600. Saiba mais.

Fonte/foto: Divulgação BB
Texto: Ascom/Ibram

Museu Regional de Caeté volta a expor parte do acervo ao público

31.05_caeteO Museu Regional de Caeté, fechado ao público em outubro de 2012, voltou a expor parte de seu acervo ao público. O prédio principal continua fechado, mas os visitantes poderão percorrer o pátio interno e duas salas do anexo.

Os visitantes irão conhecer parte do acervo composto por mobiliário e objetos de época, além de peças de arte popular e de arte sacra de cunho popular.

O espaço está aberto de terça à sexta, das 09 às 16 horas; e nos sábados, domingos e feriados, das 12 às 16 horas. A entrada é franca e feita pela rua de trás do Museu (Rua Monsenhor Domingos s/nº, próximo ao SAAE Caeté).

Museu Lasar Segall reabre seu acervo ao público

Eternos caminhantes, 1919

Eternos caminhantes, 1919

O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo,  após 18 meses fechado para reforma de infraestrutura, apresenta seu acervo ao público, por meio da mostra Idas e vindas – Segall e o Brasil, a partir do dia 07 de novembro, às 17h.

A exposição conta com cerca de 80 obras, e traz um panorama da produção de Lasar Segall (1891-1957), com enfoque na “fase brasileira” e seus desdobramentos, abarcando períodos desde sua produção inicial, fortemente influenciada pelo impressionismo, com obras como Leitura, passando pelo período expressionista alemão com as pinturas Eternos caminhantes Autorretrato II, ambas de 1919, até sua produção final na década de 1950 com a série de Florestas e paisagens de Campos de Jordão. Ainda serão expostos objetos de seu ateliê e residência, bem como textos de autoria do artista, que contextualizam cada período abordado.

Os deslocamentos de Segall entre o velho e o novo mundo, cruzando o Atlântico, foram fundamentais para a criação de temas que foram recorrentes em sua obra, tais como Emigrações, Erradias, Florestas, Retratos e o Mangue carioca.

Essa experiência, das idas e vindas, refletiu no olhar de Segall sobre identidades, singularidades e injustiças sociais, revelando uma visão crítica da sociedade ocidental, a fragilidade do destino humano, e a concepção que tinha sobre o papel do artista e das artes, tais caminhos e descaminhos são evidenciados em seus textos presentes na exposição.

Serviço

Exposição: Idas e vindas – Segall e o Brasil

Local: Museu Lasar Segall

Período: 07 de novembro de 2015 a 26 de setembro de 2016

Horários de funcionamento: de quarta a segunda-feira, das 11h00 às 19h00

Fechado: Terças-feiras

Endereço: Rua Berta, 111 – Vila Mariana – SP/SP – Brasil – CEP 04120-040

Telefone: 11.2159.0400 – e-mail: info@mls.gov.br

MART de Cabo Frio exibe filme sobre o artista Carlos Mendonça

Carlos Mendonça em frente ao antigo Convento

Carlos Mendonça em frente ao antigo Convento

O filme Carlos Mendonça – O Pintor de Cabo Frio terá exibição pública gratuita na sexta-feira (10), no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART/Ibram), localizado no antigo Convento N. S. dos Anjos, na cidade fluminense.

O filme retrata a vida do artista plástico, falecido em 2012 aos 84 anos, e sua relação com a cidade de Cabo Frio. A projeção acontecerá na ala frontal do monumento que sedia o museu e será acompanhada de uma programação variada, com início às 17h30.

Carlos Mendonça morou no antigo Convento, na década de 1950, tendo o museu servido de locação para as filmagens, o que torna a exibição “mais especial”, segundo Liana Turrini, produtora do documentário.

Para a diretora da instituição, Maria Fernanda Pinheiro, “as paredes brancas, recentemente recuperadas pelas obras de requalificação do local, são ideais como cenário para esse tipo de atividade”, explica.

O evento terá a participação do maestro Ângelo Budega, autor da trilha sonora do filme. Na ocasião o MART apresentará a tela Auto-retrato- obra premiada de Carlos Mendonça pertencente ao acervo do museu e recentemente restaurada – na sala correspondente à antiga igreja conventual.

Texto e foto: Divulgação MART

Leilão: Museu Imperial adquire retrato desconhecido de d.Pedro II

Retrato à lápis de d.Pedro II

Desenho do jovem imperador d.Pedro II passa a integrar acervo do Museu Imperial

A Sociedade de Amigos do Museu Imperial arrematou um retrato inédito do imperador d. Pedro II durante leilão realizado na Casa Collin Du Boccage, em Paris (França), na sexta-feira (19).

O desenho, crayon sobre papel, medindo 21,5 x 16,8cm, retrata o segundo imperador do Brasil de perfil, em traje civil, portando insígnia e placa da Imperial Ordem do Cruzeiro do Sul. A obra, sem assinatura, traz a inscrição: “1841” e “D´après nature”.

A obra pertenceu à coleção da família real francesa e, muito provavelmente, foi oferecida no leilão por herdeiros da princesa d. Isabel de Orleans e Bragança, bisneta de d. Pedro II, e condessa de Paris por casamento com Henrique de Orleans, chefe da casa real francesa.

Maurício Vicente Ferreira Junior, diretor do Museu Imperial/Ibram,  que fica em Petrópolis (RJ), e que arrematou o retrato por telefone, afirma que “as características da obra sugerem que o retrato tenha sido produzido como um estudo para a elaboração de uma medalha ou moeda, não executadas, no contexto celebrativo da coroação e sagração do jovem imperador, em 1841″.

A oferta da peça em leilão foi informada ao Museu Imperial pelo Setor Cultural da Embaixada do Brasil na França, que ainda acompanhou toda a operação desde Paris. O valor pago pela peça foi de 1,5 mil euros (cerca de 5,2 mil reais).

Saiba mais sobre o Museu Imperial e faça uma visita virtual ao antigo palácio imperial.

Texto e imagem: divulgação Museu Imperial

Museu Nacional de Belas Artes lança livro sobre Coleção Portinari no Rio

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Estudo para retrato de Thaís Mello Lima de Portinari

Detentor do maior acervo público de obras do artista Cândido Portinari (1903-1962), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), lança nesta quinta-feira (18), o livro Coleção Portinari: Museu Nacional de Belas Artes, que apresenta uma seleção dos 243 itens que integram o conjunto preservado pela instituição.

A publicação traz reproduções de cerca de 140 obras, acompanhada de textos históricos e críticos de João Candido Portinari, Ferreira Gullar, Anna Letycia Quadros, Pedro Martins Caldas Xexéo, Amandio Miguel dos Santos, Daniela Matera Lins Gomes e Israel Pedrosa.

O livro traz ainda diversas fotografias sobre o artista, uma cronologia organizada por Cristal Proença e a relação das obras que compõem o acervo do museu.

A seleção contempla o lote de 222 itens doados ao MNBA, no ano passado, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além de obras como Café, A Primeira Missa no Brasil e Retrato de Yedda Ovalle Schmidt, que já integravam o acervo do museu.

Raridades
Entre as obras doadas pela Finep, que pertenciam ao acervo deixado pelo pintor para seu filho João Candido, há diversos retratos a óleo e sobre papel, preciosos estudos e esboços de obras renomadas, como os painéis para o Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e pouco mais de 40 matrizes de gravuras, muitas das quais produzidas para serem ilustrações de livros – como os da Coleção Cem Bibliófilos, idealizada por Raymundo Castro Maya.

Com coordenação editorial da Artepadilla e do Museu Nacional de Belas Artes, e projeto gráfico da Contra Capa, o livro contou com patrocínio da Finep e da empresa Piraquê, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e com o apoio institucional do Consulado da Itália no Rio de Janeiro, da Embaixada da Itália no Brasil e do Instituto Italiano de Cultura.

O lançamento acontece a partir das 18h no MNBA, situado na Av. Rio Branco, 199. Na ocasião, serão postos à venda 200 exemplares do livro, que tem 256 páginas e poderá ser adquirido por R$ 80.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação MNBA

Acervo em Rede: sistema desenvolvido pelo Ibram já tem nome

O novo Sistema de Catalogação e Gestão do Patrimônio Museológico, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), já tem um nome: Acervo.

6º FNM: a votação esteve disponível durante os dias 24 e 28 de novembro

6º FNM: a votação esteve disponível durante os dias 24 e 28 de novembro em Belém

Escolhido entre 22 opções dadas pelos participantes do 6º Fórum Nacional de Museus, realizado em novembro em Belém (PA), o nome foi proposto por Joel Santana da Gama, coordenador do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul (SEM/RS).

Entre todas as denominações sugeridas, ele foi considerado pelos membros da Comissão Julgadora o melhor por sintetizar, de modo simples e claro, a finalidade a que se destina.

O Acervo terá capacidade para exportar dados do Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados (INBCM), instrumento de inserção periódica de dados sobre os bens culturais musealizados, que integram os acervos museológico, bibliográfico e arquivístico dos museus brasileiros, para fins de identificação, acautelamento e preservação, previstos na Política Nacional de Museus.

“Pensei em associar o nome da plataforma a algo que as pessoas já têm conhecimento, como é o caso do programa de que o sistema faz parte, o Acervo em Rede. Na verdade, essa plataforma é um complemento para ele,” explica o vencedor do concurso. O sistema será gratuito e deve estar disponível no primeiro semestre de 2015.

O Programa Acervo em Rede tem o desafio de promover, por meio da internet, o acesso dos cidadãos aos bens culturais preservados nos museus de todo território nacional. Atualmente, no universo de mais de 3,4 mil museus brasileiros, apenas 10% das instituições possuem informações dos seus acervos em meio digital. Saiba mais.

Texto e foto: Ascom/Ibram

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