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Pijama usado por Vargas em suicídio volta à exposição do Museu da República

Exibida apenas 3 meses por ano por motivos de conservação, a peça é testemunho do gesto que redirecionou a história política do Brasil.

Exibida apenas 3 meses por ano por motivos de conservação, a peça é testemunho do gesto que redirecionou a história política do Brasil.

Item do acervo da instituição mais presente no imaginário popular brasileiro e um dos bens musealizados mais representativos de nossa história política recente, o paletó do pijama que o ex-presidente Getúlio Vargas trajava na noite em que cometeu suicídio, em 24 de agosto de 1954, voltou a ser exposto no Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (21).

A peça de seda, caracterizada pelo monograma GV bordado no bolso, manchas de sangue e pólvora, volta a ser exibida em suporte e vitrine naquele que foi o quarto de Vargas, no terceiro andar do antigo Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960, após 9 meses de resguardo na reserva técnica do museu, que é vinculado ao Ibram.

Conservação e restauro

Para garantir sua conservação, o paletó do pijama passa dois terços do ano acondicionado em local com microclima controlado e na posição horizontal, o que evita o tensionamento e esgarçamento de suas fibras, além de protegê-lo dos efeitos da luz – maior causador de danos a acervos têxteis. Durante este período, a peça é substituída por imagem em alta resolução.

O cuidado garante a preservação de um testemunho do gesto histórico que redirecionou a cena política do Brasil, encerrando de forma trágica um mandato iniciado sob forte aclamação pública, que completa 64 anos de ocorrido nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, a peça estará disponível para visitação pública no antigo quarto de Vargas, onde parte da mobília continua disposta da forma como estava em sua última noite de vida. Também são exibidos no quarto o revólver Colt 32 de propriedade do ex-presidente, que o teria comprado para o suicídio, e a bala que o matou.

O paletó do pijama que o ex-presidente Getúlio Vargas vestia no momento de seu suicídio foi restaurado pelo Museu da República em 2009, quando passou por higienização e foi costurado para melhor conservação e exibição – tendo em vista que a peça foi originalmente rasgada para sua retirada do corpo do ex-presidente. O restauro foi realizado por especialista através de licitação e exigiu três meses de trabalho.

Visitação

A peça poderá ser visitada pelo público até o dia 19 de novembro. O Museu da República (Rua do Catete 153, Catete) abre de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Às quartas e domingos a entrada é gratuita. Saiba mais.

Fundação Casa de Rui Barbosa inscreve para mestrado em Memória e Acervos

Seleção para curso gratuito, com duração de dois anos, recebe inscrições até 13 de agosto.

Seleção para curso gratuito, com duração de dois anos, recebe inscrições até 13 de agosto.

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) lançou edital que oferece até 16 vagas para a turma 2019 de seu Curso de Mestrado Profissional em Memória e Acervos.

O curso é gratuito, com duração de dois anos, e tem como principal objetivo a formação de gestores, profissionais e pesquisadores que atuam com acervos públicos e privados de natureza arquivística, museológica ou bibliográfica, sendo também aberto a estudantes recém-egressos da graduação e ao público em geral em busca de formação profissional na área. As aulas acontecem de segunda a sexta, das 18h às 22h.

O Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos possui duas linhas de pesquisa: “Patrimônio Documental: Representação, Gerenciamento e Preservação de Espaços de Memória”; e “Práticas Críticas em Acervos: Difusão, Acesso, Uso e Apropriação do Patrimônio Documental Material e Imaterial”.

As inscrições estão abertas até 13 de agosto no site da FCRB. É exigido comprovante de pagamento de taxa no valor de R$ 100. Para mais detalhes, leia o Edital de Seleção.

Museu Villa-Lobos adquire instrumento raro utilizado em obras do compositor

Instrumento utilizado por Villa-Lobos nos poemas sinfônicos/bailados Uirapuru e Amazonas será importante para a futura execução das obras como o compositor as concebeu.

Instrumento utilizado por Villa-Lobos nos poemas sinfônicos/bailados Uirapuru e Amazonas será importante para a futura execução das obras como o compositor as concebeu.

O Museu Villa-Lobos, no Rio de Janeiro (RJ), acaba de adquirir um violinofone, instrumento musical raro utilizado pelo compositor e maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) em duas de suas obras magistrais.

Criado no início do século XX, o violinofone é uma espécie de violino acoplado a uma campana metálica, que amplifica o som em lugar da tradicional caixa de ressonância em madeira. O instrumento foi utilizado por Villa-Lobos nos poemas sinfônicos/bailados Uirapuru e Amazonas, que estão entre as obras mais representativas do paisagismo e indianismo modernistas do compositor.

Há raros exemplares desse instrumento em condições de uso. O exemplar adquirido pelo Museu Villa-Lobos veio de Ibitinga, no interior de São Paulo, proveniente de acervo particular: seu proprietário original era porteiro e tocava o violinofone numa jazz band na década de 1920.

O instrumento será importante para a futura execução das obras de Villa-Lobos tal e qual ele as concebeu. “Quando as orquestras programam o Uirapuru, não encontram um violinofone disponível. A aquisição do museu vai permitir que essa obra seja executada com todo o colorido imaginado pelo compositor”, explica a diretora do Museu Villa-Lobos, Cláudia Castro.

Em Uirapuru, a sonoridade singular do violinofone aparece, entre outros momentos, como o canto do pássaro encantado, cobiçado pelas índias da floresta silenciosa. São justamente os efeitos orquestrais surpreendentes de Villa-Lobos que fizeram o compositor francês Olivier Messiaen considerar o brasileiro como o maior orquestrador do século XX. Seu pensamento orquestral imaginativo tira partido de instrumentos inusitados como o violinofone e combinações ousadas para criar novos timbres, texturas e massas sonoras.

Exposição

Para celebrar a aquisição, o Museu Villa-Lobos inaugura no próximo dia 16 a exposição “Uirapuru – O Pássaro Encantado da Amazônia”, que fará parte da programação da 16ª Semana de Museus. A programação da abertura inclui contação de história da lenda do Uirapuru, na versão de Villa-Lobos, e palestra com a musicóloga Maria Alice Volpe (UFRJ).

No dia 17, o museu realiza solenidade que oficializará a aquisição do violinofone, com a participação da violinista Carla Rincon (Quarteto Guarnieri). No mesmo dia, será realizada edição especial do Circuito Museus + Concerto como parte da 16ª Semana de Museus. Acompanhe a programação.

Museus Ibram e Igreja Positivista fecham parceria para conservação de acervo

A parceria com os museus Ibram prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

Parceria prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

O Museu da República e o Museu Casa de Benjamim Constant, vinculados ao Ibram, oficializaram nesta quarta-feira (21), com assinatura de Termo de Cooperação Técnica, parceria para oferecer tratamento técnico ao acervo museológico, arquivístico e bibliográfico da Igreja Positivista do Brasil (IPB).

Instituição formada por uma fração da elite intelectual do fim do século XIX, a Igreja Positivista tem sua sede no Rio de Janeiro (RJ) e atuou na então capital do Império e da República promovendo debates públicos e influenciando sobre as mais diversas questões da vida social brasileira. Um dos positivistas brasileiros mais conhecidos foi Benjamin Constant (1836-1891), considerado fundador de nossa república.

Tratamento e pesquisa histórica

Sediada no Templo da Humanidade, um dos poucos prédios no Brasil tombados nas três esferas de preservação do patrimônio (federal, estadual municipal), A IPB vem lutando para preservar seu rico acervo desde 2009, quando parte do telhado do prédio ruiu. A parceria com os museus Ibram prevê a remoção, higienização e catalogação das coleções, em boa parte inédita. Todo o acervo tridimensional e arquivístico da IPB será encaminhado ao Museu da República para tratamento em sua reserva técnica.

“Além ser um trabalho técnico de limpeza e catalogação, a parceria visa também produzir novo conhecimento sobre a história da república no Brasil”, afirma o historiador Marcos de Brum Lopes, do Museu Casa de Benjamim Constant, que é um dos coordenadores da ação. “Já estamos encontrando documentos que dialogam e preenchem lacunas da coleção do museu”, explica.

Para o museólogo André Angulo, do Museu da República, que também coordena o projeto, os documentos coletados na IPB podem lançar nova luz sobre algumas passagens da transição entre Império e República no Brasil.

Restauro e salvaguarda

A assinatura do Termo de Cooperação Técnica se dá no momento em que é iniciado o restauro do Templo da Humanidade, que contará com nova cobertura ainda em 2018. “Os museus Ibram são parceiros fundamentais para a salvaguarda de um acervo precioso para a história do Brasil. Estamos bastante confiantes no sucesso desse trabalho”, afirma o diretor da IPB, Alexandre Martins.

A Igreja Positivista do Brasil é um dos locais visitados durante o Circuito Sítios Históricos da República, projeto executado em conjunto pelo Museu Casa de Benjamin Constant e Museu da República que contará com edições especiais em 2018, como parte das comemorações dos 200 anos de museus no Brasil e do Bicentenário da Independência.

Texto: Bruno Aragão (Ascom/Ibram)
Foto: Divulgação IPB

Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II doadas à Presidência

Diretor do Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II

Diretor do Museu Imperial recebe cartas de D. Pedro II

O Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), recebeu na última segunda-feira (4) as cinco cartas originas escritas por D. Pedro II que foram doadas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao presidente Michel Temer durante visita ao país este ano.

A solenidade contou com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, da deputada federal Cristiane Brasil e do chefe de gabinete da Secretaria Geral da República, Antônio Lessa.

Para o Diretor do Museu, Mauricio Vicente Ferreira Júnior, foi uma honra receber as correspondências, que têm um conteúdo singular. Quatro delas, de gabinete, foram remetidas ao conde de Trapani e aos cardeais Patrizi  Befondi e Bilio, a última carta, particular e em francês, dirigida à Sully Prudhome, um poeta francês, membro da Academia Francesa da qual D. Pedro II fazia parte.

As correspondências farão parte de uma exposição, ainda sem data marcada, e integrarão o acervo do museu, que já conta com cerca de 250 mil documentos. Posteriormente, as cartas ficarão disponibilizadas para consulta.

Mostra reúne peças do acervo do Museu Solar Monjardim

André Carloni - Acervo MSM

André Carloni – Acervo MSM

Obras do acervo do Museu Solar Monjardim/Ibram, em Vitória, fazem parte da exposição “André Carloni – a arte como memória”, que entra em cartaz no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo nesta quinta-feira (31).

A mostra, realizada em parceria com a Superintendência do Iphan no estado, reúne diversos desenhos de bico de pena do arquiteto ítalo-capixaba André Carloni, pertencentes aos acervos do próprio Arquivo, do Iphan, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e do Museu Solar Monjardim/Ibram.

A exposição faz parte dos eventos de comemoração dos 80 anos do Iphan e fica em cartaz por cerca de 2 meses, podendo ser visitada gratuitamente dentro do horário de funcionamento do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo: segundas a sextas das 10h00 às 17h30.

Museu do Banco do Brasil abre ao público amanhã (12) em Brasília

Acervos do Brasil: história, cultura e cidadania é a exposição que marca a abertura do Museu do Banco do Brasil neste dia 12 de outubro, em Brasília (DF).

Athos Bulcão, Volpi e

Obras de Athos Bulcão, Volpi e Rubem Valentim integram o acervo do novo museu em Brasília

Celebrando os 208 anos de fundação da instituição, o espaço de 12 mil m², que ocupa agora o mesmo edifício do Centro Cultural Banco do Brasil na capital federal, apresenta ao público documentos de valor histórico, cédulas, moedas, equipamentos e mobiliário. Há também peças de artes decorativas, pinturas, gravuras e esculturas.

Diversidade de coleções
O acervo do novo museu conta com 1,1 mil obras na coleção de artes visuais e decorativas; 727 nomes de artistas com obras registradas; 35 mil itens de valor histórico; mais de 16 mil títulos de livros; 20 mil registros fotográficos e audiovisuais e 5 mil dossiês documentais de valor histórico.

A primeira mostra está dividida em dois módulos: História, e Cultura e Cidadania. O módulo histórico traz peças ligadas às atividades nas dependências do Banco do Brasil.  Há ainda uma instalação em homenagem aos trabalhadores da instituição nestes dois séculos – que, atualmente, conta com 109 mil funcionários.

Já o módulo Cultura e Cidadania apresenta ao público parte do acervo de arte nacional: pinturas, gravuras e esculturas públicas de grandes dimensões, abrangendo múltiplas expressões da arte brasileira do século 20, em especial da produção realizada entre as décadas de 1940 e 1980 – indo do Modernismo ao Abstracionismo.

No dia da abertura (12), a exposição poderá ser visitada das 10h às 19h. A partir do dia 13, o horário passa a ser das 13h às 19h, de quarta a segunda-feira. Mais informações pelo telefone (61) 3108.7600. Saiba mais.

Fonte/foto: Divulgação BB
Texto: Ascom/Ibram

Museu Regional de Caeté volta a expor parte do acervo ao público

31.05_caeteO Museu Regional de Caeté, fechado ao público em outubro de 2012, voltou a expor parte de seu acervo ao público. O prédio principal continua fechado, mas os visitantes poderão percorrer o pátio interno e duas salas do anexo.

Os visitantes irão conhecer parte do acervo composto por mobiliário e objetos de época, além de peças de arte popular e de arte sacra de cunho popular.

O espaço está aberto de terça à sexta, das 09 às 16 horas; e nos sábados, domingos e feriados, das 12 às 16 horas. A entrada é franca e feita pela rua de trás do Museu (Rua Monsenhor Domingos s/nº, próximo ao SAAE Caeté).

Museu Lasar Segall reabre seu acervo ao público

Eternos caminhantes, 1919

Eternos caminhantes, 1919

O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo,  após 18 meses fechado para reforma de infraestrutura, apresenta seu acervo ao público, por meio da mostra Idas e vindas – Segall e o Brasil, a partir do dia 07 de novembro, às 17h.

A exposição conta com cerca de 80 obras, e traz um panorama da produção de Lasar Segall (1891-1957), com enfoque na “fase brasileira” e seus desdobramentos, abarcando períodos desde sua produção inicial, fortemente influenciada pelo impressionismo, com obras como Leitura, passando pelo período expressionista alemão com as pinturas Eternos caminhantes Autorretrato II, ambas de 1919, até sua produção final na década de 1950 com a série de Florestas e paisagens de Campos de Jordão. Ainda serão expostos objetos de seu ateliê e residência, bem como textos de autoria do artista, que contextualizam cada período abordado.

Os deslocamentos de Segall entre o velho e o novo mundo, cruzando o Atlântico, foram fundamentais para a criação de temas que foram recorrentes em sua obra, tais como Emigrações, Erradias, Florestas, Retratos e o Mangue carioca.

Essa experiência, das idas e vindas, refletiu no olhar de Segall sobre identidades, singularidades e injustiças sociais, revelando uma visão crítica da sociedade ocidental, a fragilidade do destino humano, e a concepção que tinha sobre o papel do artista e das artes, tais caminhos e descaminhos são evidenciados em seus textos presentes na exposição.

Serviço

Exposição: Idas e vindas – Segall e o Brasil

Local: Museu Lasar Segall

Período: 07 de novembro de 2015 a 26 de setembro de 2016

Horários de funcionamento: de quarta a segunda-feira, das 11h00 às 19h00

Fechado: Terças-feiras

Endereço: Rua Berta, 111 – Vila Mariana – SP/SP – Brasil – CEP 04120-040

Telefone: 11.2159.0400 – e-mail: info@mls.gov.br

MART de Cabo Frio exibe filme sobre o artista Carlos Mendonça

Carlos Mendonça em frente ao antigo Convento

Carlos Mendonça em frente ao antigo Convento

O filme Carlos Mendonça – O Pintor de Cabo Frio terá exibição pública gratuita na sexta-feira (10), no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART/Ibram), localizado no antigo Convento N. S. dos Anjos, na cidade fluminense.

O filme retrata a vida do artista plástico, falecido em 2012 aos 84 anos, e sua relação com a cidade de Cabo Frio. A projeção acontecerá na ala frontal do monumento que sedia o museu e será acompanhada de uma programação variada, com início às 17h30.

Carlos Mendonça morou no antigo Convento, na década de 1950, tendo o museu servido de locação para as filmagens, o que torna a exibição “mais especial”, segundo Liana Turrini, produtora do documentário.

Para a diretora da instituição, Maria Fernanda Pinheiro, “as paredes brancas, recentemente recuperadas pelas obras de requalificação do local, são ideais como cenário para esse tipo de atividade”, explica.

O evento terá a participação do maestro Ângelo Budega, autor da trilha sonora do filme. Na ocasião o MART apresentará a tela Auto-retrato- obra premiada de Carlos Mendonça pertencente ao acervo do museu e recentemente restaurada – na sala correspondente à antiga igreja conventual.

Texto e foto: Divulgação MART

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